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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Saiba as diferenças entre postos de saúde, UPAs e hospitais Cada serviço da saúde deve ser procurado em casos específicos. Saber escolher o serviço adequado contribui para melhorar o sistema público

Milton e Diomar foram ao hospital após a demora no atendimento no posto de saúde
Gripe, mal-estar, torções, fraturas ou acidentes. Quando acontece algum problema desses, muitas pessoas têm dúvida por qual serviço de saúde deve recorrer. A hesitação entre escolher um posto de saúde, uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou um hospital é comum entre os usuários do sistema de saúde e acaba, inclusive, provocando filas desnecessárias e ocupando profissionais que poderiam estar cuidando de outras enfermidades.
“Em média, a cada 40 minutos chega uma ambulância com um acidentado aqui no hospital, e temos que dar prioridades a estas emergências de alta complexidade. A maioria significativa das pessoas que chegam aos hospitais poderia ser tratada em um posto de saúde ou em uma UPA”, diz o diretor-geral do Hospital Celso Ramos, Libório Soncini, que trabalhou por mais de 40 anos em emergências. “Cerca de 90% das pessoas que estão na emergência do hospital não precisariam estar aqui”, completa.
Os postos de saúde são a porta de entrada do SUS (Sistema Único de Saúde). São a eles que as pessoas devem se dirigir para consultas de rotina, acompanhamentos médicos, receitas e vacinas. “Os postos de saúde são as unidades de primeiro contato com o paciente e têm compromisso de atender às pessoas na região onde moram ou trabalham. Nestes locais, os profissionais de saúde vão se articular com outros pontos de contato da rede para solicitar exames ou internações”, explica o médico da família e comunidade Igor Tavares Chaves, coordenador do Distrito Sanitário Leste da Prefeitura de Florianópolis.
Nas UPAs, que funcionam 24 horas por dia, são realizados atendimentos de média a alta complexidade, como exames laboratoriais e infecções de urgência, eletrocardiograma, luxações e febres altas em períodos contínuos em horários e dias em que os postos de saúde não abrem. Na UPA, o paciente será estabilizado e, quando necessário, será encaminhado ao pronto-socorro do hospital.
Orientação deve partir também do posto de saúde
Apesar de muitos confundirem os serviços de saúde na hora de procurar atendimento, nem sempre é a confusão ou a falta de informação que leva as pessoas aos hospitais antes mesmo de irem aos postos de saúde ou às UPAs. A funcionária de serviços gerais Rosimari Steinmetz, 51 anos, por exemplo, passou toda a terça-feira à procura de um médico que a atendesse após sofrer uma queda em casa e ter dores fortes no cotovelo. “Fui primeiro no posto de saúde do Saco dos Limões e me disseram que não tinha ortopedista. Depois, procurei a UPA do Rio Tavares e também não podiam fazer um raio-X. Por último, me indicaram a vir para o hospital Celso Ramos”, explica, enquanto aguardava atendimento.
Segundo o médico Igor Tavares Chaves, o correto seria que, no posto de saúde, Rosimari fosse orientada a ir diretamente a um hospital, visto que nenhum posto de saúde ou UPA tem ortopedistas para tratar desta especialidade. “Muitas vezes um clínico geral não se sente seguro para dar um diagnóstico correto sobre uma questão ortopédica e, então, encaminha para um hospital. O problema da ausência de profissionais de ortopedia no município é por falta de recursos”, diz.
O casal Diomar Bento, 56, e Milton Antônio Hahn, 64, também procurou o hospital em decorrência de uma questão ortopédica, um problema que ele teve na coluna nas últimas semanas. Diomar reclama do atendimento no posto de saúde onde mora, no Saco dos Limões. “O posto é muito complicado, nunca consigo ser atendida, fico horas na fila de espera e sempre há demora para marcar os exames”, critica.
Posto de saúde: É a unidade de atenção básica, a porta de entrada do SUS, onde são realizados exames, consultas e acompanhamento médico, além de entrega de remédios e aplicação de vacinas. Quando necessário, solicita a outros serviços de saúde o encaminhamento do paciente. Utilização: traumas leves, sintomas leves de gripe, tonturas, dor abdominal leve, mal-estar, conjuntivite, entre outros. Em Florianópolis, funcionam das 8h às 12h e das 13h às 17h (com exceção da Lagoa da Conceição e Saco Grande, que ficam abertos das 8h às 22h).
UPA: É a unidade de urgência e emergência para serviços de média a alta complexidade, um meio-termo entre centro de saúde e hospitais, com mais recursos do que um posto de saúde. A gravidade do risco, e não a ordem de chegada, determina a rapidez com que o paciente será atendido. Funciona diariamente 24 horas, inclusive nos fins de semana no Norte (Canasvieiras) e Sul da Ilha (Rio Tavares). Não tem leito de internação e centro cirúrgico. Utilização: parada cardiorrespiratória, trauma craniano, choques, exames laboratoriais de urgência, dor torácica moderada, dor abdominal moderada, ferimentos com febres, entre outros.
Hospital: Unidadeque deve atender casos de alta complexidade e emergência, encaminhados pelos postos de saúde, UPAs ou por ambulâncias, além de fazer atendimento clínico geral em diversas especialidades. Tem mais recursos tecnológicos de intervenção. Funciona diariamente 24 horas e nos fins de semana. Utilização: casos de risco à vida, acidentes graves de trânsito, envolvendo ortopedia, neurocirurgia, oftalmologia e AVC (acidente vascular cerebral), entre outros. 
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