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terça-feira, 10 de julho de 2018

(Silas Câmara)Entrevista com o deputado federal Silas Câmara

Contraponto 9 - Entrevista com o deputado federal Silas Câmara
Deputado vai disputar eleição para o sexto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados | Foto: Divulgação
O senhor está como deputado federal desde 1999, ou seja, há quase 20 anos. Concorreu a prefeito de Manaus em 2016 e teve seu nome envolvido em inúmeras denúncias. O que vale mais a pena: atuar na política ou ser pastor de sua igreja? Por quê?
A resposta é muito simples: vale a pena fazer as duas coisas. Vale a pena ser pastor porque você tem um objetivo muito específico que é fazer um trabalho missionário a favor das pessoas e vale a pena estar na política porque fazer alguma coisa em favor das pessoas, conforme eu disse que é o objetivo do trabalho pastoral e missionário, também está na política. Você faz política e a faz para as pessoas, então você também está fazendo uma atividade missionária. Quanto às denúncias, quero lembrar que todas as “denúncias” que foram colocadas contra mim, até hoje eu não fui condenado em nenhuma delas. Pelo contrário, fui absolvido em todas. Às vezes, na primeira instância, um juiz para fazer graça política, favor político para um ou outro cacique, faz uma decisão encomendada e em colegiado, todas, sem exceção, fui absolvido. Tenho minha consciência tranquila diante de Deus e dos homens. Aliás, eu lamento que política seja exatamente isso, pessoas dizerem se vale a pena ou não por causa de denúncias. Mas, ninguém diz: o senhor foi condenado nisso ou naquilo? A pergunta é sempre sobre denúncia. A minha pergunta é: desde quando denúncias, de fato, comprovam o erro de alguém? Nem sempre, né? Esse país anda muito tumultuado, no contexto da judicialização da política, mas eu não posso desistir apenas porque alguém me joga uma pedra. Aliás, pelo contrário, meus pés estão mais firmes e eu vou continuar acreditando que vale muito mais fazer o bem do que olhar para essas pedras que são jogadas.
Os evangélicos no Brasil crescem a cada eleição, elegendo uma boa bancada de deputados estaduais e federais. Ocupam ministérios e cargos nos Executivos estaduais e municipais. Isso é uma missão divina ou pertence a uma estratégia de poder?
Não é uma estratégia de poder, não. Nós somos 47% do povo do Estado do Amazonas e não somos incompetentes. Somos juízes, promotores, advogados, médicos, assistentes sociais, teólogos, jornalistas… Dentro dos evangélicos tem inúmeros, às vezes mais competentes e mais honestos que outros, mas é inacreditável como conseguem identificar o evangélico em algum lugar. Vou dar um exemplo: o governo do Amazonas tem quantos secretários? 27, 28, 29, 31? Como é que vocês conseguem esquecer todos e identificar apenas um evangélico? Eu fico impressionado com isso. Já observaram se o currículo dos outros existe? Se eles têm, de fato, um currículo que preenche a necessidade de onde eles estão? Mas é impressionante como os evangélicos são discriminados e caçados pela mídia e por pessoas que acham que evangélico foi feito para ser o lixo, ou o cocô, ou o pão que o capeta pisa em cima. Não! Evangélico é uma opção de fé e isso não os exclui de serem competentes e necessários, inclusive, em atividades públicas, independentemente de ser ministérios, secretários ou qualquer outro lugar que seja. O importante é que não há comparação de currículo, isso é uma prova concreta de discriminação e uma perseguição ao segmento de uma sociedade no que diz respeito à religiosidade das pessoas. Portanto, nós não temos um projeto de poder, temos pessoas normais e como tal, na democracia, podemos ser eleitos vereador, deputado estadual, federal, senador, governador, presidente da República, líder de bairro e pode ocupar qualquer lugar desde que a gente tenha o perfil adequado para isso. Eu fico extremamente chocado da pergunta ser tão carimbada em evangélico, pastor, uma coisa que me impressiona muito, sinceramente.
A Assembleia de Deus já esteve ao lado de vários políticos no Amazonas, sem que haja uma lógica ideológica. O que objetivamente faz vocês apoiarem um nome em detrimento de outro?
Exatamente porque nós não somos um partido político e não temos uma ideologia partidária a ser seguida. Portanto, como instituição religiosa, mas também social, ouvimos propostas de governo de pré-candidatos, suas intenções e aquela que mais se enquadra no que a gente acredita que é melhor para a sociedade naquele momento obtém o nosso apoio. É exatamente assim que a gente conduz as nossas decisões em relação às candidaturas majoritárias.
Qual a sua principal caraterística como político? E qual a autocrítica que o senhor faz de sua atuação?
Minha principal característica é ser próximo das pessoas. Todos sabem que eu sou o que mais anda nos 61 municípios do Amazonas e suas comunidades e distritos. É bem verdade que tem alguns que eu ando muito mais, mas na região específica eu ando todos os 61. E sou muito próximo das pessoas que tem uma aliança política comigo, portanto ouço a população no seu dia-a-dia e faço a defesa daquilo que acredito a partir dessa reação muito próxima. Sou um deputado municipalista, acredito que é na força do município que está a solução dos problemas. E minha autocrítica à minha atuação parlamentar ou ao Silas como político é justamente não poder responder 100% às necessidades daquilo que ouço no meu dia-a-dia porque minha limitação como legislador, conforme o preceito constitucional, me limita apenas a fiscalizar, a elaborar regras vividas em leis e também aprovar o Orçamento geral da União.
Entre Amazonino, Omar e David Almeida, o senhor e seus aliados caminham em que rumo?
Não tem nenhum caminho de decisão no rumo de nenhuma destas três pessoas. Primeiro porque não existe apenas estas três, segundo porque nenhum deles é candidato ainda, terceiro porque nenhum deles anunciou publicamente a sua candidatura. Todos dizem que estão tentando se viabilizar. Então, no momento adequado, quando se viabilizarem e disserem definitivamente “eu sou candidato a governador”, aí tomaremos uma decisão.
Quais as denominações religiosas de maior expressão que estarão ao seu lado nesta nova campanha? E quem eles devem apoiar ou indicar para deputados estaduais?
Eu acredito que a Assembleia de Deus, a Universal, a Madureira, a Quadrangular, e a Igreja Mundial do Poder de Deus devem me apoiar. Essas cinco igrejas têm uma tendência muito forte a me apoiar para federal. E para deputado estadual, cada uma delas tem seus candidatos. A Mundial tem o Júlio César, a Quadrangular deve ter o Valdiberto Rocha ou outra pessoa, a Madureira tem o Dr. Gomes, a Universal tem o Zé Luís e a Assembleia de Deus, o Amauri Colares e o pastor Antônio Alves.
Dizem os especialistas que o senhor deve ser o mais votado para deputado federal. O senhor vai ter mais de 180 mil votos? A sua provável coligação elegerá 4 ou 5 deputados?
Olha, eu não tenho essa vaidade, essa coisa de pensar que vou ser o mais votado. A imprensa diz, alguns analistas dizem, mas entre dizerem e o fato concreto for definido, tem uma distância muito grande. Portanto, recebo como uma profecia “será o mais votado”. Assim seja. Amém, amém, amém. Hoje, a coligação que eu pretendo estar, eu não tenho dúvidas que fará cinco deputados federais, que é a coligação PR, PSDB, PSB, PRB, PTB e DEM. Esses seis partidos e mais o PHS fazem, com certeza, cinco deputados federais.
Corre nos bastidores que o governador Amazonino escolheu o senhor e o deputado Sidney Leite (PSD) como alvos de sua ira e que ele está até pedindo que seus aliados votem no deputado Átila Lins. Ele vai obter algum sucesso? Por que ele faz isso?
Não acredito que o governador, que tem tantos desafios para alcançar o que precisa ser feito, para alcançar a “casa arrumada” que prometeu, se preste a esse tipo de sentimento tão pequeno de perseguição. Até porque ele convenceu o povo com nosso trabalho e prometendo “amor” pra todos. Portanto, não será compreensivo perseguir quem lhe deu, já aos quase 80 anos, oportunidade de governar mais uma vez, mesmo que por pouco tempo, o povo amazonense. Sobre o motivo que supostamente o levou a isso, repito: prefiro não acreditar que esse virou o objetivo da vida do governador – perseguir ou castigar a mim ou a quem quer que seja, pois para mim a última palavra será sempre a de Deus.
Quais os argumentos que o senhor vai utilizar para conquistar os votos para o sexto mandato?
Meus argumentos são muito simples. O aprendizado que tenho na minha vida nesse período que estou como parlamentar me credencia, sabendo um pouco mais que qualquer outra pessoa, como seguir este meu caminho fazendo o melhor pelo povo do Amazonas. Conhecimento não é uma coisa desprezível, é algo importante na vida do ser humano. Então eu quero dizer que este conhecimento me diferencia, sim, de questões ou de pessoas que estão iniciando agora, que têm o seu valor, que têm a sua importância no contexto político, mas não podemos esquecer que nesse barranco de desafios temos pessoas com comprometimento em estar perto da população, que tem um serviço prestado e que, acima de tudo, adquiriu conhecimento para defender os interesses do Amazonas. Portanto, eu vou a esta eleição com a graça de Deus e, se o povo me permitir, mostrar que esse conhecimento, o trabalho prestado e que a minha dignidade e o meu dever em continuar perto da população pode ser algo muito importante para eles no futuro, lá no Congresso Nacional. Além de tudo, a minha bandeira de defesa dos princípios cristãos, da família, do povo e da vida, que são princípios que fazem muita diferença também.
fonte:https://contraponto9.com.br
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