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Red Cocaine: da prisão de Ivan Golunov aos ataques contra Sergio Moro

Ivan Golunov
Estou martelando a prisão injusta de Ivan Golunov há três dias.

Golunov é conhecido na Russia como o melhor jornalista investigativo. Um campeão das denúncias contra corrupção. Eu não sei se ele é alinhado com a direita, ou com a esquerda, e isso é irrelevante no momento.

Ivan foi preso na quinta-feira (6/6), no centro de Moscou, com uma “substância em pó”, conforme informou a polícia e outras substâncias foram encontradas em seu apartamento. No dia seguinte a mídia local noticiou o fato logo pela manhã. Acontece que ninguém engoliu a história e uma revolta tomou conta do país. Golunov virou estrela da mídia local e foi parar no noticiário internacional. Três jornais publicaram capas idênticas defendendo o periodista.

Na terça-feira (11/6), o ministro do interior da Russia, Vladimir Kolokoltsev, confirmou a soltura dele, por falta de provas que o ligassem ao crime. Os promotores decidiram retirar as acusações e os policiais que prenderam o jornalista e plantaram as evidências falsas se tornaram alvos de investigação.

O campeão russo das denúncias tem 36 anos e por pouco não pegou injustamente, 20 anos de cadeia por um tráfico de drogas que nunca fez.

A polícia teria encontrado mefedroma, cocaína e balanças no apartamento dele. Mas as evidências encontradas, após o resultado da perícia, apontaram o DNA de diversas pessoas.

A segunda-feira (10/6) foi marcante, três grandes veículos do país, Kommersant, RBK e Vedomosti, combinaram a primeira capa conjunta dizendo “Eu sou/Nós somos Ivan Golunov“.

A investigação nem precisava ir tão longe, a acusação não faz qualquer sentido e ainda é sintomática: explico a seguir.

Pra mim, é circunstancial que ele seja um reflexo na Russia do que se passa na América Latina.

Golunov chegou perto de algo grande, muito grande mesmo, e foi incriminado para calar a boca.

É, evidentemente, impossível que o melhor jornalista investigativo do país fosse ao mesmo tempo traficante de drogas.

Uma questão de lógica elementar: qualquer investigador tem no sangue o apreço pela verdade e pela justiça.

Na mesma linha lógica, ele não poderia ser, sequer usuário: um bom investigador prima pela observação de detalhes que outros deixarão passar. Ele foca nos pontos chave para traçar a linha dedutiva e encontrar padrões que auxiliem na solução de um caso.

Suponha que alguém recebe uma carta ameaçadora, com uma escrita perfeita e um vocabulário rico, num papel caro, com uma letra bem desenhada. Isto significa, para o investigador, que o criminoso é culto e tem noções de estética, e sabe impressionar, e que portanto, seja quem for, é provavelmente formado, com nível superior e conhecedor das boas práticas em relações comerciais, pode ser um empresário, um executivo, um professor de universidade, ou algo do gênero. É mais ou menos assim, que pensa um investigador de verdade.

Um drogado tem seus sentidos afetados, obrigatoriamente, e isto é o que um investigador mais odeia: perder os detalhes relevantes.

Vou fornecer aqui um exemplo prático e real, desta semana: as autoridades cariocas encontraram em uma penitenciária do Rio de Janeiro, um celular do tamanho de uma tampa de caneta. Um bom investigador nota imediatamente que o aparelho é do modelo BM70 e fabricado na China. Isto significa dizer que, quem trouxe, tornou-se cúmplice do crime, sabia quem vende, onde vende, e para quais finalidades é indicado. É de caráter doloso. Mas é necessário estar atento para perceber isto e um sujeito doidão nunca vai perceber.

Somente por isto, Ivan não poderia ser usuário de drogas e ao mesmo tempo o melhor investigador da Russia.

A acusação contra ele foi absolutamente ridícula.

Simultaneamente, do lado de cá, Bolsonaro e Trump fecham o Atlântico e a integração de polícias trava a passagem de toneladas de cocaína que transitam desde Bolívia e Peru com destino à Europa e passam obrigatoriamente pelos portos brasileiros.

As operações da PF brasileira prederam há poucos anos uma quadrilha que abastecia a Ndrangheta, máfia italiana, com toneladas de cocaína, que em parte eram repassadas para o partido comunista chinês.

Nas últimas semanas foi um festival de apreensões de entorpecentes em alto mar. Autoridades dos EUA, Brasil, Portugal e Reino Unido agiram em conjunto e mostraram eficiência brutal.

Em outras palavras, as operações contra o narcotráfico que fecharam o Atlântico, deram um prejuízo pro esquema russo-chinês de alguns milhões. Um golpe duro no bolso da operações veladas da esquerda internacional.

Então, os ataques ao governo brasileiro surgiram, com destaque para o ministro Moro, justamente o homem à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que portanto escolhe a direção geral da Polícia Federal, como foi o caso de Maurício Valeixo em novembro ano passado.

Na Bolívia, um dos maiores narcotraficantes do planeta, Pedro Montenegro Paz, se entregou há cerca de um mês. O sujeito abastecia o PCC, Comando Vermelho, Ndrangheta, e o cartel de Sinaloa. Em seguida, um dos clãs do narcotráfico do estado de Beni, chamado Candia Castedo, foi desmantelado pela autoridade nacional do país.

Olhem que maravilha: o narcotráfico sofrendo nas duas pontas. De um lado os fornecedores de cocaína da Bolívia e do Peru. Do outro os clientes, da Europa e Ásia.

Se cai Moro, cai Valeixo, entra algum amiguinho vermelho e relaxa o bloqueio marítimo, a farinha do capeta volta a transitar.

Some-se a isto que o veículo que atacou Moro, é suspeito de espionagem há muito tempo, se não pelas autoridades, certamente por quem os conhece. A suposta fonte da “denúncia” seria um hacker. E por pura coincidência do destino, um hacker preso o mês passado usava a mesma casa alugada por José Dirceu.

Prihar, o hacker que foi preso no aeroporto Charles de Gaulle, na frança, alugava uma casa em brasília que foi usada pelo ex-ministro José Dirceu até 2015. Quando o petista foi preso e entregou o imóvel à proprietária, Prihar entrou. Ele foi preso por uma operação conjunta entre a Polícia Federal, o FBI e a Europol sob acusação de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e armas na Dark Web.

O mesmo veículo acolheu a denúncia Snowden, um analistas de sistemas americano que entregou um esquema governamental nos EUA.

Onde Snowden recebeu asilo? Na Russia.

De onde é o Telegram? Da Russia.

Qual aplicativo do celular de Moro foi hackeado? Telegram.

É tudo coincidência, né?

A questão é: o que Ivan Golunov descobriu de tão sério, ou chegou perto demais, para ser incriminado? O sujeito incomodou as autoridades do país: quase 100 pessoas foram presas por protestarem a favor dele.

Quem descobrir isso, ganha um biscoito.
FONTE:https://www.tercalivre.com.br/r
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