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sexta-feira, 5 de julho de 2019

O banqueiro de Lula financiou a compra da editora Abril, que publica a Veja.


E dois meses e meio atrás, André Esteves financiou a compra da editora Abril, que publica a revista Veja.

A reportagem da Veja é assinada pelo próprio Glenn Greenwald.
O método é o mesmo das matérias do Intercept: retiram do contexto três ou quatro mensagens trocadas por Telegram – com o único propósito de agilizar o fim da Lava Jato – e preenchem páginas e páginas com conjecturas e insinuações.

Em 13 de julho de 2015, Deltan Dallagnol saiu exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comentou com os colegas de MPF:

“Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”.
É só uma pressão daquela turma para soltar o chefe da ORCRIM, Lula. Luiz Fux já ganhou o mesmo tratamento.

A reportagem da Veja acabou encolhendo o pedido de Lula para considerar Sergio Moro suspeito e, com isso, anular o processo do triplex.

Moro não faz qualquer referência a Lula nas mensagens supostamente roubadas à Lava Jato, exceto por um emoticon usado para responder a Deltan Dallagnol, quando este avisou-o que as denúncias de Lula e Sérgio Cabral seriam apresentadas em breve.

A Veja acusa Sergio Moro de ter “cruzado a linha” no caso de Eduardo Cunha.

De acordo com uma mensagem atribuída a ele, Moro diz a Deltan Dallagnol ter ouvido “rumores” a respeito de um acordo com o ex-presidente da Câmara e repete ser contrário a essa hipótese.
O fato, porém, é que o assunto estava sendo tratado pela PGR, e não pela Lava Jato – que conhecia as manobras de Eduardo Cunha. Não se trata de um conluio para prejudicar um preso, portanto, e sim de uma precaução contra a tentativa de um criminoso de embaralhar a Justiça.
A Veja não acompanhou o caso de Eduardo Cunha? Não sabe que ele usava a possível delação para mandar recados? Não sabe que ele nunca se dispôs a entregar todos os criminosos com os quais assaltou os cofres públicos?

Palocci, preso há dois anos, foi tachado de mentiroso. É mais um capítulo no cabo de guerra petista contra delatores e investigadores. Mas, por trás da fumaça, há mais explosões por vir.

Se os trechos conhecidos da delação provocaram a ira dos petistas, os que ainda estão protegidos por sigilo têm potencial para provocar uma reação ainda mais virulenta.
Em um deles, Palocci diz que Lula tinha um banqueiro para chamar de seu. Segundo o ex-ministro, André Esteves, controlador do banco BTG, atuou em operações cujo objetivo, ao fim e ao cabo, era abastecer os cofres do PT. Em uma das passagens do depoimento que prestou sobre o assunto, Palocci vai ainda mais além: afirma que Esteves participou, inclusive, de operações que beneficiaram pessoalmente o ex-presidente.
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