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sexta-feira, 12 de julho de 2019

O garçom de Lula Carlos Cortegoso, que serviu Lula na década de 80 num restaurante do ABC, virou milionário com um esquema de empresas de fachada nas campanhas petistas

O garçom de Lula
Na década 80, Carlos Roberto Cortegoso era um cara humilde. Trabalhava como garçom no restaurante “São Judas Tadeu – Demarchi”, estrela da rota do frango com polenta do ABC Paulista. Um belo dia, ao contrário da maioria dos colegas de profissão, Cortegoso encontrou a sorte grande. De bandeja, o garçom ganhou sua mega sena particular: conheceu o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. O petista se apiedou daquele que o servia regularmente com contagiante bom humor e arrumou uma boquinha no Partido dos Trabalhadores para ele. A partir daí, sua vida virou do avesso. A conta bancária, hoje rechonchuda, aumentou proporcionalmente à mudança de personalidade. Hoje, Cortegoso anda de Porsche, como se nota na foto acima. Por ser o proprietário da Focal, gráfica de fachada que recebeu R$ 24 milhões da campanha de Dilma, mas não conseguiu declarar os serviços prestados durante perícia do TSE, Cortegoso está encrencadíssimo na Justiça Eleitoral. O ex-garçom do petista também encontra-se enredado na operação da Polícia Federal, que apura um esquema de desvio de recursos no Ministério do Planejamento por meio de empréstimos consignados. A humildade do passado espatifou no chão como copos e pratos mal equilibrados. Ao ser procurado por ISTOÉ, disparou, em tom esnobe: “Me caracterizaram como ‘garçom do Lula’. É que o repórter precisa do estereótipo para ficar engraçado, para vender mais. Eu entendo. Tem cara que tem que limpar banheiro cheio de m*, tem cara que dá o c*. E tem cara que tem de criar personagem. Porque o empresário perdeu a graça. Então, tem de arrumar um personagem, tipo o mordomo, garçom”.
PUBLICIDADECortegoso montou sua primeira empresa, a Ponto Focal Comunicação e Marketing Visual LTDA, graças ao empurrãozinho de Lula. A firma sobreviveu por uma década. O maior cliente, na ocasião, era, claro, o PT, para o qual o empresário trabalhava durante as campanhas eleitorais. Em 2004, na metade do primeiro mandato de Lula, a Ponto Focal decidiu encerrar suas atividades, justamente um ano antes da divulgação da denúncia do mensalão. A manobra tinha como objetivo sair do radar da Polícia Federal. Para investigadores, a ascensão de Carlos Cortegoso pode ter ganhado impulsão no esquema de corrupção. Em delação do publicitário Marcos Valério, sócio da SMP&B, o nome de Cortegoso foi anexado à lista de beneficiário das propinas que o publicitário apresentou à CPI dos Correios. Segundo Valério, o garçom de Lula havia recebido R$ 400 mil da organização criminosa. A partir daí, Cortegoso submergiu.
O TERCEIRO ESCÂNDALO Cortegoso também é acusado de receber propina do esquema de Paulo Bernardo (foto) no Ministério do Planejamento
O TERCEIRO ESCÂNDALO Cortegoso também é acusado de receber propina do esquema de Paulo Bernardo (foto) no Ministério do Planejamento
Embora tenha tirado a empresa de seu nome, continuou, segundo a PF, beneficiário do esquema, agindo à sombra da filha Carla Regina Cortegoso. Dez meses depois do encerramento da Ponto Focal, Carla abriu uma firma no mesmo ramo e deu continuidade aos negócios do pai. Mais uma vez,quem deu suporte foi o PT. Por descuido ou não, a filha de Cortegoso optou por pegar emprestada a marca do antigo empreendimento, excluindo apenas o primeiro nome. Assim, a razão social ficou: Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda.
O partido foi o principal cliente da empresa nas últimas eleições. Não bastasse ter sido a segunda empresa que mais recebeu recursos da campanha de Dilma em 2014, de acordo com o TSE, 21 candidatos do PT declararam que tiveram gastos com a Focal, entre os quais, o candidato ao governo de São Paulo Alexandre Padilha e a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que em 2014 concorreu ao governo do Paraná. Terminadas as investigações do TSE, as atividades da gráfica que não conseguiu comprovar os serviços prestados à campanha de Dilma correm sério risco de serem encerradas mais uma vez.
Na ficha corrida de Carlos Cortegoso, ainda consta o envolvimento na Operação Custo Brasil, da Polícia Federal, que investiga o desvio de R$ 100 milhões de taxa de empréstimos consignados dos servidores do Ministério do Planejamento. Ele é suspeito de ter recebido R$ 309 mil de propina.
ESTREITAS RELAÇÕES Carla Regina, filha de Carlos Cortegoso, assumiu a Focal e manteve a parceria com Lula e o PT
ESTREITAS RELAÇÕES Carla Regina, filha de Carlos Cortegoso, assumiu a Focal e manteve a parceria com Lula e o PT
Embora suas palavras deixem transparecer o inverso, Cortegoso não nega que tenha trabalhado como garçom. Mas alega ter largado a profissão há quatro décadas. Por isso, na lógica peculiar dele, não poderia mais ser tachado como tal. Ao tentar explicar seu raciocínio, recorreu a mais um paralelo infeliz, para dizer o mínimo: “Depois disso (ter sido garçom), me formei em química. Falo três idiomas. Fui executivo. É igual um menino que faz troca-troca (sexo com pessoa do mesmo gênero) com dez anos. Aí, aos 59, ele é gay?”, questionou. “Então, eu fui garçom há 41 anos”, concluiu. Cortegoso pode ter largado a antiga atividade. Mas, a julgar pelas apurações da PF, ele continuou a receber uma gorjeta mais do que generosa. Em forma de pixuleco.

“Duas coisas no Brasil que dão problema: pensão alimentícia e fiel depositário”

Em entrevista à ISTOÉ, Carlos Cortegoso se recusou a falar sobre as denúncias contra ele e demonstrou irritação:
ISTOÉ – Como o sr. era garçom do Lula e conseguiu ficar milionário?
Carlos Cortegoso – Tem cara que tem que limpar banheiro cheio de m*, tem cara que dá o c*. E tem cara que tem de criar personagem, tipo o mordomo, garçom. Porque o empresário perdeu a graça.
ISTOÉ – Mas o sr. não era garçom?
Cortegoso – Falo três idiomas. Fui executivo. É igual a um menino que fez troca-troca com dez anos. Aos 59, ele é gay? Então, eu fui garçom há 41 anos
ISTOÉ – Em 1998, a Vara de Execuções Fiscais Estaduais de São Paulo decretou a prisão do senhor. Por quê? 
Cortegoso – Eu era fiel depositário de um compressor (penhorado pela justiça). Fui lá e paguei. E foi tudo resolvido. Tem duas coisas no Brasil que dão problema: pensão alimentícia e fiel depositário.
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