quinta-feira, 26 de março de 2020

prepara para virar potência militar Crescimento econômico do país nos últimos anos abriu caminhos para investimentos militares e iniciaram uma corrida armamentista com os EUA

China é potência econômica e visa domínio militar da região

Quando um país se torna um fornecedor para o mundo, monopolizando mercados para si, algo de bom ou de ruim está acontecendo. Depende de como tal monopólio é utilizado. Para os Estados Unidos, a avassaladora presença da China nas economias de pelo menos 60 países (a chamada Rota da Seda) tem sido vista com preocupação. Preponderância econômica, enfim, gera dependência que, por sua vez, abre portas para uma influência militar, na visão do atual governo americano.

Os Estados Unidos confirmam abertamente tais preocupações, conforme afirmou o Secretário de Estado americano, Rex Tillerson, em sua última viagem pela América Latina, no início do mês. Disse ele, na ocasião:


— A América Latina não precisa de novos poderes imperiais que só buscam beneficiar seu próprio povo.



Tillerson fala com conhecimento de causa. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos monopolizaram vários setores da economia mundial, aproveitando-se do fato de que países estavam em reconstrução.

E, no rastro desta influência, vieram o fortalecimento militar americano, o desenvolvimento da indústrias de armas (até mesmo indústrias automotivas se adaptaram para a fabricação de armamentos na guerra mundial) e influência, na maioria das vezes indireta, em governos de nações temerosas em contrariar os interesses da nova potência do século 20.

Anualmente, o governo americano tem monitorado o poderio militar chinês. Desde 2010, a China aumenta em cerca de 10% os investimentos em tecnologia armamentista, tendo reduzido apenas em 2017, quando o gasto cresceu 7%, ainda uma alta significativa.

Segundo o Stockholm International Peace Research Institute, os Estados Unidos são o país que mais investe no setor militar, tendo chegado, por exemplo, a gastos de 611 bilhões de dólares em 2016 (3,3% do PIB). O segundo país que mais investe é a China, que direcionou 215 bilhões de dólares para o setor no mesmo ano (1,9% do PIB). A situação, de certa maneira, tem se configurado uma corrida armamentista, ainda velada.

China e o domínio

Está claro em memorandos do Pentágono, considerados pelo governo chinês exagerados e distorcidos, que os Estados Unidos estão alardeando a possibilidade de a China buscar um domínio mundial e se tornar a principal potência hegemônica no futuro. Num deles, o Departamento de Defesa americano declarou:





— Os EUA continuarão monitorando a modernização militar da China e continuarão adaptando suas forças, abordagens, investimentos e conceitos operacionais para garantir sua capacidade de proteger a pátria, aliados e parceiros, conter a agressão e garantir a paz na região, a prosperidade e a liberdade.

Em relação à produção de riquezas, será quase impossível evitar que a China se torne o país com o PIB nominal mais alto do mundo a partir de 2030. Para o economista Chau Hue, mestre em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas, o volume de exportações chinesas será um dos fatores que farão a China ultrapassar os Estados Unidos neste quesito.

— Isso deverá acontecer por causa do tamanho, do ritmo de crescimento da China. Os Estados Unidos são um país de custo alto, não conseguem exportar tanto. O PIB chinês ainda possui bastante espaço para crescer, pois a produtividade – que é uma variável que contribui para o crescimento do PIB – ainda tem espaço para subir mais na China do que nos EUA. A expectativa entre economistas é de que o PIB da China pode superar a dos EUA entre 2030 ou 2050.

Potência regional

Em paralelo, a China tem construido instalações militares no Mar do Sul, uma região disputada por seis países, mas que o governo chinês considera seu próprio território.

O raio-X dos investimentos da China no Brasil

Traumas do passado estão presentes nessas iniciativas, de um país que já foi fabril, sofreu invasões japonesas (sendo derrotado na guerra Sino-Japonesa, entre 1894 e 1895), perdeu guerras para a Inglaterra (as duas do Ópio, entre 1839 e 1860) e não quer passar novamente por situações de opressão.

A expansão econômica chinesa tem provocado problemas nas indústrias de vários países, inclusive no Brasil. E o alerta de Tillerson mostra que os Estados Unidos conhecem as vantagens, para si, e os perigos, para os outros, que podem causar este tipo de influência. Principalmente quando eles se veem com dificuldades de controlar o adversário, para que ele não se torne, um dia, um inimigo.

VIDEO:




Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários:

Atenção

* O SITE JV HOPE NOTICIAS- não formula notícias, artigos ou vídeos, salvo quando os mesmos são citados como criação própria. Todas as nossas publicações são reproduções fiéis de sites de terceiros. Sendo assim, o conteúdo e/ou opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores, cujas informações estão contidas nos links da fonte, e não refletem, necessariamente, a opinião do JV HOPE NOTICIAS

ATENÇÃO

Redação: O site JV NOTICIAS é um veículo comunicação independente com notícias do Brasil e do Mundo. Nossa missão é levar ao público a verdade dos fatos, sempre com informações de fontes seguras e confiáveis para você formar sua própria opinião.

Comentarios

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do JV noticias. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O JV noticias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto. . Os comentários que estiverem escritos em letras maiúsculas e tiverem links serão rejeitados

Atenção: Violência sexual contra criança e adolescente é crime!

Atenção: Violência sexual contra criança e adolescente é crime!
Ligue para o número 100, do Disque Denúncia Nacional
Copyright © JV NOTICIAS | Suporte: JV NOTICIAS