segunda-feira, 27 de julho de 2020

O escândalo da hidroxicloroquina: estudo contra foi mentiroso Misturar política com ciência acabou resultando em adesão precipitada a conclusões negativas de uma pesquisa condenada por especialistas

Hidroxicloroquina
“Tem pessoas defendendo a hidroxicloroquina porque gostam de Donald Trump e pessoas se opondo a ela porque não gostam de Donald Trump.”

“Este assunto deveria envolver dados, não opiniões, muito menos política. O mundo enlouqueceu.” 

Impossível definição melhor do que a do médico catalão Carlos Chaccour, em entrevista ao Guardian, o mais tradicional jornal de esquerda da Inglaterra. 


A simpatia ideológica do Guardian é mencionada para ressaltar o mérito da imparcialidade do jornal ao ser o primeiro a tratar de um assunto que saiu da medicina e caiu na política, com os péssimos e previsíveis resultados. 

O estudo sobre a hidroxicloroquina que apareceu na revista médica The Lancet já foi chamado por um jornal indiano de um dos maiores escândalos científicos do século. 

Indiano porque envolve dois autores originários da Índia, o cardiologista Mandeep Mehra, o diretor de um hospital importante em Boston, e Sapan Desai, criador de um agora suspeitíssimo site com informações médicas em tempo real chamado Surgisphere. 
Motivo das suspeitas: dois estudos, com dados impossíveis ou desmentidos, um sobre a hidroxicloroquina, outro sobre um vermífugo também usado, em base emergencial, para pacientes com Covid-19.Ambos usaram o banco de dados da Surgisphere. 
Sobre a hidroxicloroquina, os autores disseram que não apenas não tinha efeito positivo como aumentava a letalidade, em mais de 20% o que provocou um impacto enorme, inclusive por causa da politização do assunto e o desejo de deixar Donald Trump em apuros – com o equivalente brasileiro, claro. 

Os perfis profissionais de pessoas no comando do site Surgisphere foram criados há apenas dois meses e incluem uma modelo de fotos de “conteúdo adulto”. 

“Muitos pacientes leram a respeito. Milhares estavam fazendo os testes. Como poderiam continuar?”, disse Chaccour, o médico que já havia tido suspeitas sobre o estudo com a outra substância, o inverme também baseado num banco de dados improvável. 

Em honra da ciência amparada na ética e nas práticas consagradas, o estudo foi imediatamente repudiado por médicos e pesquisadores, inclusive contrários ao uso da hidroxicloroquina. 
A Organização Mundial de Saúde, cuja reputação foi arruinada sob o atual diretor, o etíope Tedros Adhanom, tomou a medida mais precipitada: anunciou imediatamente que estava suspendendo seu estudo internacional, o mais amplo, sobre a droga antimalária. Depois, voltou atrás. 

Mais um vexame na conta da OMS, que se deixou alegremente enganar pelos chineses no começo da epidemia. 

Tudo que foi escrito acima não significa que a medicação funcione ou não no tratamento de infectados pelo novo coronavírus.

Outro estudo recente, de Oxford, defende que é um medicamento inútil para  tratar a Covid-19. 

Mas é prudente saber como existem elementos e interesses comprometidos com outras causas que não a seriedade em relação a uma doença que já matou mais de 400 mil pessoas e derrubou a economia do mundo ocidental. 
Os dados utilizados pela Surgisphere são simplesmente furados, como apontaram os pesquisadores e médicos que os denunciaram de imediato.


“Se achávamos que o nível de confusão sobre a hidroxicloroquina havia atingido o ápice, estávamos errados”, comentou o jornal francês Le Figaro. 


A França é um dos países onde o assunto é mais controvertido por causa de um conhecido defensor do remédio para uso na Covid-19,  Didier Raoult, um médico marselhês de cabelo comprido que já foi de charlatão, entre outros xingamentos. 

No começo de abril, Emannuel Macron fez uma visita a Raoult da qual nada transpirou.  

A Índia, com sua enorme capacidade de produção de remédios, a maior do mundo em genéricos, aposta na hidroxicloroquina e outros tratamentos sem patente.

Políticos de todo o mundo podem ter seus destinos atrelados à doença e seus efeitos. fonte:tudo sobre a noticia>>>>https://veja.abril.com.br/









Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários:

Atenção

* O SITE JV HOPE NOTICIAS- não formula notícias, artigos ou vídeos, salvo quando os mesmos são citados como criação própria. Todas as nossas publicações são reproduções fiéis de sites de terceiros. Sendo assim, o conteúdo e/ou opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores, cujas informações estão contidas nos links da fonte, e não refletem, necessariamente, a opinião do JV HOPE NOTICIAS

ATENÇÃO

Redação: O site JV NOTICIAS é um veículo comunicação independente com notícias do Brasil e do Mundo. Nossa missão é levar ao público a verdade dos fatos, sempre com informações de fontes seguras e confiáveis para você formar sua própria opinião.

Comentarios

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do JV noticias. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O JV noticias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto. . Os comentários que estiverem escritos em letras maiúsculas e tiverem links serão rejeitados

Atenção: Violência sexual contra criança e adolescente é crime!

Atenção: Violência sexual contra criança e adolescente é crime!
Ligue para o número 100, do Disque Denúncia Nacional
Copyright © JV NOTICIAS | Suporte: JV NOTICIAS