
— Boa noite, feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab, Benedito — enviou o ministro.
— Caro amigo, obrigado pelo carinho. Vamos marcar o charuto em Brasília — respondeu Vorcaro.Os contatos prosseguiram nos meses seguintes. Em 2 de julho, o investigado retomou a comunicação com o juiz e atual corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na oportunidade, ele sugeriu uma agenda em Brasília assim que o integrante da corte retornasse de uma rápida viagem ao Rio de Janeiro.
— Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio! — afirmou o banqueiro.
O magistrado respondeu que também estava em viagem, mas que entraria em contato quando retornasse. Ele complementou a mensagem declarando apoio ao ex-banqueiro.— E aqui, sempre à disposição. Tamo junto sempre — declarou Gonçalves.
O levantamento mostra ainda que o ministro esteve em um evento bancado pelo empresário na cidade de Londres, em abril de 2024. No mesmo período, o magistrado foi a uma degustação de uísque organizada por Vorcaro. No tribunal, ele se declarou impedido para atuar nesses casos judiciais.
Procurado pela Folha por meio das assessorias do STJ e do CNJ, Benedito Gonçalves não se manifestou. A revelação do caso coincide com debates no Supremo Tribunal Federal (STF), nos quais Flávio Dino defendeu notificar juízes citados nos registros do Banco Master.
Benedito Gonçalves permanecerá no posto de corregedor do CNJ até 2028. O órgão recebe as variadas denúncias formais contra juízes do país e é responsável por abrir investigações. No discurso de posse, ele assegurou priorizar o diálogo e o rigor técnico para prevenir faltas disciplinares.
FONTE:PLENO NEWS













