André Marsiglia no Pleno Time Foto: Reprodução/Pleno.News
O jurista André Marsiglia disse que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, teria um apelido nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, integrantes da Corte se refeririam ao chefe da Procuradoria-Geral da República pela sigla “PGR” com um significado irônico: “Paulo Gonet Resolve”.
A declaração foi feita durante entrevista ao Pleno Time desta quinta-feira (12), na qual o jurista e professor criticou a atuação recente da Procuradoria-Geral da República. Em sua avaliação, o desempenho da instituição no que tange ao escândalo do Banco Master é “lastimável” e representaria uma “desonra” para o Ministério Público.
De acordo com Marsiglia, o apelido atribuído a Gonet refletiria a percepção de que o procurador-geral atua de forma alinhada ao STF, enquanto o papel institucional da PGR deveria ser o de fiscalizar a atuação dos ministros da Corte.
– Me parece que ele [Gonet] é tratado como uma espécie de parceiro do STF – disse.
Marsiglia também mencionou reportagens recentes da imprensa sobre investigações envolvendo vazamentos de informações para Daniel Vorcaro, dono do Mastrer, que se encontra preso. A PGR teria sido informada previamente sobre os possíveis vazamentos e não teria tomado providências imediatas, o que configura omissão e prevaricação.
José Dumont Foto: Reprodução/Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro
O ator José Dumont foi detido nesta quarta-feira (4), alvo de um mandado expedido após condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável. A prisão foi realizada no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro
Segundo informações registradas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o caso ocorreu em 2022. Na ocasião, o artista teria levado para seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma vendedora ambulante que comercializava cuscuz na porta do prédio onde ele residia.
Moradores da região relataram às autoridades que a criança teria frequentado o imóvel do ator em outras oportunidades, o que levou à denúncia formal.
A condenação – de nove anos e quatro meses de prisão – já transitou em julgado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), não cabendo mais recursos. Após os trâmites legais, Dumont deverá ser encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Depoimento de Daniel Vorcaro Foto: Reprodução/TV Globo
O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa apresentaram versões divergentes durante a acareação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da origem das carteiras “podres” vendidas ao banco estatal em 2025. O trecho da acareação, realizada no dia 30 de dezembro do ano passado, foi divulgado em vídeo pelo portal Poder360.
Segundo investigação da Polícia Federal (PF), de janeiro a junho de 2025, o BRB comprou R$ 6,7 bilhões em carteiras falsas do Master e pagou mais R$ 5,5 bilhões de prêmio, totalizando R$ 12,2 bilhões. Essas carteiras foram originadas pela Tirreno, uma empresa classificada como “de prateleira” pela PF. A Tirreno foi criada em dezembro de 2024 e começou a repassar os créditos ao Master em janeiro de 2025.
Questionado sobre a origem dos créditos durante a audiência, Vorcaro afirmou que o BRB sabia que as carteiras não eram originadas pelo Master, mas sim por terceiros.
– A gente anunciou que a gente faria vendas, naquela ocasião, de originadores terceiros. A Tirreno nem eu mesmo sabia naquela ocasião, se eu não me engano, que existiu o nome Tirreno. Chegamos a conversar por algumas vezes que a gente começaria um novo formato de comercialização, que seria de terceiros ou carteiras originadas por terceiros, e não mais originação própria – disse Vorcaro.
Costa, porém, negou essa versão.
– O meu entendimento, e que eu coloquei aqui mais cedo, é que eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas a terceiros e que o Master estava recomprando e revendendo pra gente – declarou o ex-presidente do BRB.
Vorcaro rebateu a versão, ao dizer que não havia informação de recompra pelo Master e que as carteiras vinham de originadores que já atuavam no mesmo ambiente de negócios do banco, mas não haviam sido originadas pela instituição.
– Eram carteiras dos mesmos originadores que faziam originação para o Master, mas não especificamente originadas por nós – disse.
Segundo o ex-presidente do BRB, os técnicos do BRB identificaram a partir de abril que havia um “padrão comportamental diferente” nas carteiras e que só então passaram a questionar a origem dos créditos.
P– Ao longo do mês de maio obtemos informações de que eram créditos originados pela Tirreno, quando a gente fala originados pela Tirreno não significa que ela produziu o crédito. A Tirreno era uma consolidadora – disse.
Em depoimento à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que não investigou a fundo os contratos e que fechou negócio “menos pela empresa e mais pela pessoa”. Ele se referia ao empresário Henrique Peretto, dono da Tirreno e também de outra empresa de crédito, a Cartos, com a qual o Master já mantinha relações.
O caso integra as investigações que levaram à liquidação do Banco Master pelo Banco Central e à prisão de Vorcaro, que foi solto depois de 11 dias. No Supremo Tribunal Federal, o caso é relatado pelo ministro Dias Toffoli.
Polícia Militar do DF durante ato de 8 de janeiro de 2023 Foto: Ton Molina/AFP
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou, nesta quinta-feira (4), maioria de votos para condenar cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal a 16 anos de prisão acusados de omissão na contenção dos atos de 8 de janeiro de 2023.
Até o momento, o placar do julgamento virtual está 3 votos a 0 pela condenação de Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral; Klepter Rosa Gonçalves, ex-subcomandante-geral; além dos coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa e Marcelo Casimiro Vasconcelos.A maioria também se manifestou pela absolvição do major Flávio Silvestre de Alencar e o tenente Rafael Pereira Martins por falta de provas.
Os votos foram proferidos pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta o voto da ministra Cármen Lúcia. A votação eletrônica começou na semana passada e será encerrada nesta sexta-feira (5).
No voto condutor do caso, Moraes entendeu que os réus tiveram condutas omissas durante os atos de 8 de janeiro e cometeram os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
– O arbítrio, a violência e a quebra dos princípios republicanos, como se verificou com os atos criminosos perpetrados por multidões que invadiram os prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, facilitados pela omissão dolosa de autoridades responsáveis pela segurança institucional – argumentou Moraes.
Durante a tramitação dos processos, as defesas dos acusados questionaram a realização do julgamento pelo STF e afirmaram que os acusados não têm foro privilegiado. Os advogados também alegaram cerceamento de defesa por falta de acesso total à documentação do processo.
Carlos questiona soltura de Vorcaro em meio a prisão de Bolsonaro Foto: Reprodução/YouTube Esfera Brasil // CMRJ/Renan Olaz // EFE/André Borges
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste sábado (29) uma dura crítica ao sistema de Justiça brasileiro, questionando quais motivos que explicariam a libertação do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, enquanto seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, permanece preso. No texto divulgado nas redes sociais, Carlos afirma que a pergunta em questão ecoa “entre milhões de brasileiros”.
Em sua postagem, Carlos narra que Vorcaro é “conectado ao alto empresariado, à Faria Lima, a bancos bilionários e a círculos políticos que realmente movem as engrenagens do poder em Brasília” e aponta que o caso dele “avançou e se encerrou com a rapidez típica de quem pertence ao ‘círculo certo’, onde decisões são céleres, interpretações são flexíveis e portas institucionais estão sempre abertas”.
Por outro lado, de acordo com o vereador, Bolsonaro é “mantido preso em um processo amplamente questionado, marcado por atropelos jurídicos e pela ausência do devido processo legal. E, mesmo com problemas de saúde gravíssimos, permanece isolado sob um regime que pode colocar sua vida em risco”.
– A sensação é clara: não se trata apenas de decisões judiciais, mas de um mecanismo político que opera com pesos e medidas diferentes — punindo uns com rigor e poupando outros com suavidade. Um sistema que fala em legalidade enquanto age conforme a conveniência dos mesmos grupos que moldam os bastidores do país – aponta o parlamentar.
Ao concluir a mensagem, Carlos diz que esse contexto demonstra que a “liberdade de Vorcaro e a prisão de Bolsonaro não são fatos isolados”, mas “partes de um mesmo quadro, onde a justiça parece ter preferências e donos”.
– Enquanto isso, Bolsonaro luta, doente e vulnerável, em um processo que jamais deveria seguir adiante sem as garantias básicas da Constituição – e o Brasil assiste entre a indignação e um silêncio cada vez mais imposto – finaliza.
A cantora Jojo Todynho decidiu se desligar da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, onde cursava Direito, após a confusão com um colega de turma que resultou em um boletim de ocorrência contra a artista. O episódio aconteceu na última semana, durante um simulado, e foi registrado como suposta injúria.
Nesta terça-feira (11), em stories publicados em seu perfil do Instagram, Jojo contou que foi pessoalmente à secretaria da instituição para formalizar o pedido de saída.
– Vim aqui hoje na secretaria dizer que queria sair da faculdade, procurar outra unidade – afirmou.
A cantora também ressaltou que sempre foi tratada como uma aluna comum.
– Aqui dentro não tenho nenhum tipo de privilégio, não pago diferente. Aqui dentro sou Jordana, não sou Jojo Todynho – apontou.
Durante o desabafo, ela reforçou a importância do respeito nas relações interpessoais.
– Todo mundo tem o direito de gostar ou não do outro, mas todos nós devemos respeitar o outro. Isso é muito importante – disse.
Jojo comentou ainda que considerou constrangedor o momento vivido em sala de aula, envolvendo o professor da disciplina.
– Não fica legal para ninguém – afirmou.
Apesar do episódio, ela disse estar tranquila em relação ao futuro.
– Serei uma ótima advogada. Fico muito feliz de poder receber o feedback da aluna maravilhosa que eu sou – completou.
A cantora finalizou a mensagem com uma reflexão sobre respeito.
– Divergências acontecem em qualquer lugar. Onde eu estiver, prezarei sempre pelo respeito, porque o respeito é bom e todo mundo gosta – e comigo ele jamais será seletivo – concluiu.
A revista Veja trouxe uma notícia que pode macular toda a ação penal do suposto golpe de estado, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL), teria mentido em seu mais recente depoimento, ao negar que não se comunicou acerca da investigação.
Ao ser interrogado nesta semana, Cid afirmou que não fez uso de redes sociais no período em que estava sob medidas restritivas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
Ele foi questionado pelo advogado de Jair Bolsonaro, Celso Vilardi, se teria feito uso de algum perfil no Instagram que não está no nome dele. O militar, tenso, negou.
Foi aí que Vilardi o perguntou se ele tinha conhecimento de um perfil chamado @gabriela702, ao que Cid respondeu:
– Esse perfil, eu não sei se é da minha esposa.
A Veja exibe em sua reportagem prints de uma suposta troca de mensagens entre Mauro Cid, utilizando um perfil de nome “Gabriela R”, com um interlocutor próximo a Jair Bolsonaro. A matéria expõe um jogo duplo do militar, que relatava na conversa uma versão diferente da que ele apresentou em seu depoimento da Primeira Turma do STF.
Na condição de réu colaborador, o ex-ajudante de ordens assumiu com a Justiça o compromisso de falar a verdade. Ao descumprir, ele pode perder os benefícios e sua delação terá de ser anulada.
De acordo com a matéria da Veja, Vilardi tinha conhecimento que Cid havia violado ao menos duas determinações impostas por Moraes, que é relator da ação penal no STF.
Em suas confissões extrajudiciais, o perfil que seria utilizado por Cid contou que o delegado responsável pelo inquérito tentava manipular seus relatos, e que Alexandre de Moraes estava decidido pela condenação de alguns réus mesmo antes do julgamento.
Essas mensagens, expostas na reportagem da Veja, teriam ocorrido entre 29 de janeiro e 8 de março de 2024, período que corresponde a cinco meses antes do acordo de colaboração premiada ser homologado por Moraes.
Ainda de acordo com a revista, Mauro Cid revelou os extensos depoimentos a que foi submetido, relatando uma oitiva de “três dias seguidos”, além de seu desconforto quanto ao trabalho parcial dos investigadores.
– Toda hora queriam jogar para o lado do golpe… e eu falava para trocar porque não era aquilo que tinha dito – contou.
O tenente-coronel manifestou, segundo a revista, pessimismo diante da ávida inclinação pela condenação dos réus.
– Eu acho que já perdemos… Os Cel PM (coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal) vão pegar 30 anos… E depois vem para a gente.
Diante do cenário adverso, nas mãos de quem estaria atuando para condená-los, Cid entendeu que somente o Congresso poderia intervir para sustar esses arbítrios.
– Só o Pacheco ou o Lira vai (sic) nos salvar. O STF está todo comprometido. A PGR vai denunciar – declarou.
O acordo de colaboração é construído sobre contrapartidas rígidas. Para gozar de tais benefícios, o delator não pode mentir, omitir, desviar a investigação, apresentar versões controversas, nem agir em prol da proteção de ninguém.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, negou, no depoimento prestado à Polícia Federal nesta sexta-feira (13) que tenha planejado fugir para os Estados Unidos, onde sua filha mora e estuda. Seu advogado, Cezar Bitencourt, afirmou ao Estadão que essa versão é uma “idiotice” inventada pelo ex-presidente e garantiu que seu cliente tem cumprido todos os compromissos como delator.
– Nunca houve tentativa de fuga. O Cid não tem por que fugir. De onde surgiu essa idiotice? Do Bolsonaro. Ele inventou isso. O Cid está cumprindo a parte dele. A família do Cid mora nos EUA, a filha dele estuda lá.
O militar também negou ser autor das mensagens reveladas por reportagem da revista Veja em que ele supostamente confessou ter mentido ao Supremo Tribunal Federal.
– Não tem troca de mensagens. Isso não existe.
Cid prestou depoimento de três horas e meia à Polícia Federal (PF), nesta sexta, após investigadores encontrarem indícios de que o ex-ministro do Turismo Gilson Machado tentou obter um passaporte português para o militar.
Machado foi preso. Cid chegou a ter sua prisão decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, mas o ato foi revogado em seguida. Mauro Cid chegou à sede da PF por volta das 11h, de carro, e não deu declarações à imprensa. Também não se pronunciou ao final.
O ex-ajudante de ordens é delator na ação que apura um plano coordenado por auxiliares de Bolsonaro para evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dar um golpe de Estado. Também é réu no chamado núcleo 1 da trama golpista.
Na última segunda (9) ele confirmou, no interrogatório conduzido por Moraes no STF, que recebeu do general Walter Braga Netto, então ministro da Casa Civil, uma caixa de vinho com dinheiro para o major do Exército Rafael Olveira, um dos “kids pretos”, um grupo especial da Força.
8/1: OEA não responde e idosa condenada tem pensamentos suicidas, diz advogado Fotos: Arquivo Pessoal
Nesta sexta-feira (4), o advogado Luiz Felipe Cunha, que defende a idosa Adalgiza Maria Dourado, de 65 anos, voltou a acionar a Organização dos Estados Americanos (OEA), apresentando uma nova denúncia. Ele contou ao Pleno.News que, até o momento, não teve nenhuma resposta do relator especial para a Liberdade de Expressão da OEA, Pedro Vaca.
Dona Adalgiza cumpre pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Cunha disse ainda que sua cliente relatou que está recebendo comida azeda. Ele conversou com a idosa nesta sexta-feira.
– Pedro Vaca não respondeu nem a primeira denúncia que eu tinha feito antes, nem a segunda. Não respondeu nenhuma. E o presídio, mesmo com toda a repercussão do caso, não fez nada. E dona Adalgiza, hoje ainda, relatou que eles estão dando comida para ela muitas vezes azeda e muito oleosa. Está largada lá – contou o advogado.
Ainda sobre Pedro Vaca, Cunha disse não saber o motivo da demora de um relatório final sobre o Brasil. O relator da OEA esteve no país, em fevereiro, com o objetivo analisar a situação da liberdade de expressão.
Vaca conversou com ministros do STF e também ouviu parlamentares da oposição.
– As denúncias estão lá. Quanto mais denúncias forem feitas lá no email dele, mais ele vai ter que juntar isso no relatório final. Porque até hoje não fez o relatório final – comentou o advogado de Adalgiza.
A idosa terá que cumprir 16 anos e seis meses de prisão por envolvimento nos atos do 8 de janeiro. Ela foi presa no dia 8 de janeiro de 2023, dentro do Palácio do Planalto, e chegou a ser liberada da prisão, sob a condição de que usasse a tornozeleira eletrônica. Contudo, a idosa voltou a ser presa, em junho de 2024, em decisão que foi justificada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com o “fundado receio de fuga da ré”.
Adalgiza foi condenada pelos crimes de associação criminosa armada, golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com emprego de substância inflamável, contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração do patrimônio tombado. Sua condenação já transitou em julgado.
PENSAMENTOS SUICIDAS O advogado de Adalgiza contou ainda que ela está depressiva e tem pensamentos suicidas, além de arritmia cardíaca. Ainda de acordo com ele, a idosa continua sem nenhum tipo de tratamento e atendimento no presídio.
– No relato feito por Adalgiza no dia de hoje, fala que não consegue se alimentar, pela péssima alimentação ofertada no presídio. (…) E continua sendo disponibilizada grande carga de remédios calmantes e para ansiedade, mantendo-a dopada, o dia todo. Ela teme que os referidos remédios e a alimentação de péssima qualidade, além dos problemas já reparados, possa afetar rins e fígado também. Relata ainda, que está dividindo cela com outras sete presas comuns, dentre elas: homicidas, latrocidas, dentre outros – explicou o defensor, em nota.
Cunha destacou ainda que o presídio não oferece condições necessárias para cuidar do caso.
– Reiteramos que o Presídio Feminino do DF (Colmeia), não fornece as condições necessárias para cuidar do caso em questão e que ela deva ser colocada imediatamente em liberdade.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que o tenente-coronel Mauro Cid viaje até São Paulo em abril para um evento familiar. Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cid é réu no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Na viagem, que ocorrerá entre os dias 1° e 7 de abril, Cid acompanhará sua filha, Geovana Ribeiro Cid, em uma premiação de hipismo. Segundo informações do portal Poder360, ela receberá o prêmio de “Jovem Campeã” e participará de competição no Jockey Club de São Paulo entre os dias 2 a 7.
– Diante do exposto, defiro o pedido formulado e autorizo o deslocamento de Mauro César Barbosa Cid, pelo período estritamente necessário à viagem, entre os dias 1º/4/2025 e 7/4/2025, na cidade de São Paulo (SP) – determinou Moraes.
O ministro, contudo, ressaltou que a liberação tem “caráter provisório” e reafirmou que as medidas cautelares seguem valendo. Assim, o réu seguirá usando tornozeleira eletrônica e continua proibido de se comunicar com os demais investigados.
Caberá à Administração Penitenciária do Distrito Federal fazer um relatório detalhado sobre o monitoramento de Cid no período da viagem e enviar o documento a Moraes.
Mauro Cid está em liberdade condicional enquanto aguarda o resultado do julgamento. Ele integra o chamado Núcleo 1 da suposta tentativa de golpe que visaria impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Gabriel Monteiro e Marisa Lobo Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro | Reprodução / Instagram
A psicóloga Marisa Lobo, colunista do Pleno.News, saiu em defesa do ex-vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro, solto nesta sexta-feira (21) por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e da 34ª Vara Criminal da capital.
Em contato com o portal, Marisa avaliou que a prisão preventiva do parlamentar foi decretada “com base em um relato falacioso”, lançando o Policial Militar em um “abismo de esquecimento e execração pública”.
– Por mais de dois anos, Gabriel Monteiro foi submetido a um julgamento sumário pela mídia e pela sociedade. A militância feminista, em sua ânsia por justiça, influenciou toda Sociedade ultrapassando os limites da razão, transformando acusações em condenações. No caso de Gabriel, a ausência de investigação imediata, exames que comprovassem a inexistência de DSTs e a verificação da idade da suposta vítima, revela uma falha gritante no sistema – opinou a psicóloga.
Para Marisa Lobo, a história de Gabriel Monteiro serve de alerta para “os perigos do linchamento virtual e da inversão do ônus da prova”.
– A sociedade, sedenta por justiça, muitas vezes se torna carrasco, ignorando a presunção de inocência e o direito ao devido processo legal – adicionou.
Por fim, ela exaltou a “resiliência e a perseverança” dos familiares e amigos do ex-vereador e pede que a sociedade reflita sobre a importância de “julgamentos justos e imparciais” estarem acima de desejos de “vingança”.
SOLTURA A juíza Renata Guarino, da 34ª Vara Criminal da capital, mandou soltar o ex-vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro, nesta sexta, cumprindo uma determinação do STJ. Ele estava preso desde novembro de 2022, acusado de estuprar uma jovem de 23 anos, que também o acusa de tê-la contaminado com o vírus HPV. Antes de se entregar à polícia, ele gravou um vídeo negando a acusação.
Gabriel terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá sair do Rio de Janeiro. A Justiça também estabeleceu que ele compareça periodicamente ao juízo e não mantenha contato com pessoas envolvidas no processo.
Na noite desta sexta, o ex-vereador deixou o Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste da cidade. Seus pais o abraçaram e glorificaram a Deus pela liberdade do filho. Questionado se, após deixar o presídio iria lutar por justiça, ele respondeu:
Gabriel Monteiro Foto: Câmara Municipal do Rio de Janeiro
A juíza Renata Guarino, da 34ª Vara Criminal da capital, mandou soltar o ex-vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro, nesta sexta-feira (21), cumprindo uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está preso na Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, popularmente conhecida como Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, Zona Oeste da cidade.
Monteiro está preso desde novembro de 2022, quando teve a prisão preventiva decretada acusado de estuprar uma jovem de 23 anos, que também o acusa de tê-la contaminado com o vírus HPV. Antes de se entregar à polícia, ele gravou um vídeo negando a acusação.
Gabriel terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá sair do Rio de Janeiro. A Justiça também estabeleceu que ele compareça periodicamente ao juízo e não mantenha contato com pessoas envolvidas no processo.
Américo Scucuglia Foto: Câmara Municipal de São Caetano
O vereador Américo Scucuglia (PRD-SP) foi condenado nesta terça-feira (18) pela Justiça Eleitoral por violência política de gênero contra a vereadora Bruna Biondi (PSOL-SP). O caso aconteceu em fevereiro do ano passado, na Câmara Municipal de São Caetano do Sul, em São Paulo.
Durante uma sessão ordinária, Scucuglia comparou Biondi à deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Ele afirmou que, se dependesse da vereadora, o Brasil seria uma “beleza”, mas que, felizmente, a esquerda era minoria.
– Se deixasse pela nossa Maria do Rosário aqui de São Caetano, seria uma beleza o Brasil, mas graças a Deus que a esquerda é uma minoria – afirmou o parlamentar do Partido Renovação Democrática.
A fala fez referência a uma declaração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra Maria do Rosário, no Congresso Nacional, já há alguns anos. Na ocasião, o político conservador disse que “não a estupraria porque ela não merecia”.
A discussão entre os vereadores começou durante um debate sobre declarações do presidente Lula (PT) sobre o conflito entre Israel e Palestina. Também estava em pauta uma moção de apoio a deputados de oposição ao governo petista.
Agora, a defesa de Biondi alegou que Scucuglia usou palavras humilhantes para menosprezar a parlamentar por ser mulher. Segundo a denúncia, ele teria tentado dificultar o exercício do mandato da vereadora.
Ao julgar o caso, o juiz eleitoral Pedro Corrêa Liao concluiu que houve intenção de silenciar Biondi com menosprezo à sua condição de mulher. Segundo ele, ficou evidente o “dolo de impedir ou dificultar a fala da vítima no exercício de seu mandato eletivo por meio do menosprezo à condição de mulher”.
Assim, ele condenou o parlamentar, mas a pena privativa de liberdade foi substituída por prestação pecuniária a entidades sociais.
Scucuglia negou ter cometido crime, mas admitiu a fala registrada em sessão. Ele afirmou que reagiu no “calor da emoção”, porque Biondi estaria insultando os colegas, chamando-os de fascistas e bolsonaristas.
A vereadora, por sua vez, comemorou a decisão da Justiça:
– Depois de anos sofrendo violência política de gênero dentro da Câmara Municipal, sendo a única mulher de esquerda e de oposição nesta legislatura, finalmente os vereadores de extrema-direita estão sendo responsabilizados pelos seus atos machistas. As informações são do G1.
Kellen Borges Paulino teria feito ameaça a colegas Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal LinkedIn
Uma ex-estagiária do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) foi proibida de entrar na Corte após gerar um temor entre ex-colegas de trabalho por causa de ameaças feitas por e-mail e por uma ida dela ao tribunal à procura de pessoas com quem ela trabalhou. Segundo o colunista Paulo Cappelli, do site Metrópoles, servidores disseram que a ex-estagiária ameaçou realizar ataques com bombas e facas.
O veto ao acesso da autora das ameaças, identificada como Kellen Borges Paulino, consta em uma portaria editada pelo presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro, e publicada no Diário Oficial do tribunal no último dia 20 de fevereiro.
No texto, o magistrado diz que Kellen apresentou “comportamento não condizente com o padrão normal de conduta e urbanidade no trato com os integrantes de sua antiga lotação, e que tais comportamentos foram causa, inclusive, de seu desligamento profissional”.
O presidente do tribunal também destacou que a unidade administrativa onde a ex-estagiária atuava passou a funcionar “de portas trancadas” por conta do temor causado pelos e-mails enviados por Kellen aos antigos colegas. Além disso, de acordo com o documento oficial, a jovem teria comparecido ao antigo local de trabalho à procura de determinados ex-colegas.
A ida da ex-estagiária ao tribunal, por sinal, fez com que agentes de segurança precisassem ser chamados e levou ao aumento das “medidas de segurança no prédio, com acréscimo de postos de vigilância e implementação de visita periódica à unidade administrativa”.
Nesta quinta-feira (20), o advogado Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que investiga uma suposta tentativa de golpe, afirmou que o líder da direita brasileira não participou desses atos. Em entrevista à GloboNews, o advogado disse que essa será a principal linha de defesa.
Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado por violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
– Hoje, nós temos uma denúncia proposta, e a principal linha de defesa, evidentemente, será demonstrar a não participação do [então] presidente Bolsonaro nos fatos descritos na denúncia. Acho que essa é a principal linha, pela própria inconsistência da denúncia – apontou.
Durante a entrevista, o advogado também disse que pedirá para o caso ser julgado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), composto pelos 11 ministros, e não pela Primeira Turma da Corte, com apenas cinco magistrados.
– Como pode se fazer um julgamento na turma? Nós temos uma regra (…) Eu estou estudando a forma de pedir [para ser julgado no plenário], mas existe uma norma constitucional para julgamento de presidente da República – afirmou.
Daniel Silveira Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Fotos e exames do ex-deputado federal Daniel Silveira feitos 21 de dezembro de 2024, foram enviados pela defesa do ex-parlamentar para o Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é que o ministro Alexandre de Moraes aprove a soltura de Silveira, que voltou a ser preso em 24 de dezembro.
– A defesa não falseou a verdade e, muito menos, mentiu a juízo – dizem os defensores.
Os advogados também estão preocupados com o estado de saúde de Silveira, pois sua prisão aconteceu após ele procurar um hospital em uma situação de urgência, sem antes pedir autorização judicial.
– O sistema penitenciário, onde Daniel Silveira se encontra, não tem qualquer condição de garantir a sua saúde, colocando em risco a sua vida, com possibilidade de agravamento do quadro renal, inclusive, falência, infecção e até a morte – completa a defesa.
Entre os documentos apresentados está o resultado do exame que mostra que o ex-deputado estava com pedras no rim direito quando procurou atendimento médico no Hospital Santa Teresa.
Walter Braga Netto assumirá Casa Civil Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra um pedido de revogação da prisão preventiva do general Braga Netto apresentado pela defesa dele. O militar está preso desde o último dia 14, por suspeita de tentar obstruir a Justiça na investigação sobre a trama de um suposto golpe de Estado após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2022.
No parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diz haver “permanência dos motivos que fundamentaram a decretação da prisão preventiva e a inexistência de fatos novos que alterem o quadro fático probatório que embasou a medida”.
Quatro dias após a prisão, o advogado José Luís Oliveira Lima assumiu a defesa de Braga Netto. O criminalista afirmou que “o general não praticou crime algum” e descartou interesse em um acordo de delação.
A PGR já havia se manifestado a favor da prisão preventiva por entender que a medida era necessária para evitar interferências nas apurações sobre o suposto plano de golpe de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Gonet afirmou, na ocasião, que Braga Netto representa “risco concreto à aplicação da lei penal”.
Em depoimento, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, relatou que o general tentou influenciar sua delação. A Polícia Federal pediu a prisão de Braga Netto por considerar que ele, em liberdade, “representa risco à ordem pública” pois teria condições de cometer atos que poderiam interferir na investigação.
Ratinho Foto: Reprodução/SBT Um jornalista foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) a pagar R$ 20 mil por danos morais ao ...
Parceiro
So Gospel
utilidade pública
IMPRIMA E COLOQUE NO PORTA-LUVAS DO CARRO !!! Você sabia que se enguiçar em determinadas vias da Cidade do Rio de Janeiro, você não pode chamar o seu reboque particular?
Na hora da emergência, nem adianta ligar para o seu reboque de seguradora, pois em locais como Linha Vermelha, Linha Amarela, Auto-Estrada Lagoa-Barra e outros, eles não são autorizados a te socorrer.
Para evitar que você fique à mercê dos bandidos, anote e deixe em seu veículo os números dos telefones de emergência das vias especiais do Rio de Janeiro.
- Linha Amarela .............................. 0800 024-2355 - Linha Vermelha ............................ 0800- 282-8664 - Avenida Brasil............................... 0800 282-8664 3852-0382 - Túnel Rebouças............................ 0800 282-8664 3852-0382 - Túnel Santa Bárbara..................... 0800 282-8664 3852-0382 - Mergulhão da Praça XV................ 0800 282-8664 3852-0382 - Auto-Estrada Lagoa-Barra........... 0800 282-8664 (inclui túneis e Elevado do Joá) 3852-0382
- Via Lagos.......................................... 0800 7020 124 (22) 2665-6565 (22) 2665-6868
- Via Dutra........................................... 2557-2829 2557- 2801
Se estiver em outro local, em situação de perigo peça ajuda à Polícia Militar pelo tel.:190
Para registrar oGuacorrência em acidentes de trânsito (colisão de veículos, atropelamentos, etc...) ligue para190 ou, em caso de vítimas no acidente, chame a