Hope Notícias: STF
Mostrando postagens com marcador STF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador STF. Mostrar todas as postagens

Cármen Lúcia sobre momento no STF: “Me sinto envergonhada” Magistrada foi a última a se manifestar em sessão sobre Moraes

 

Cármen Lúcia Foto: reprodução/TV Justiça
A ministra Cármen Lúcia foi a última a se manifestar durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15). A plenária tinha como objetivo inicial decidir se Alexandre de Moraes seria investigado por envolvimento com Daniel Vorcaro.
Antes de anunciar seu voto sobre o caso, a magistrada se declarou profundamente triste e consternada com o cenário atual do STF. Além disso, Cármen Lúcia ressaltou que a Suprema Corte teria causado um “mal-estar” ao povo brasileiro.

— E eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, eu disse: “Eu estou triste”. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias — declarou.

Lúcia também falou em vergonha pela ocasião e pelo fato de o principal assunto no país, a menos de 20 dias da eleição, ser o Judiciário e não o pleito.

— Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, num momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais em parte, com muita expressão e com questões graves mesmo, mas nós não garantimos o rigor e a serenidade — disse.

Além disso, Lúcia salientou que o STF não cumpriu seu papel e passou insegurança para todos os cidadãos.

— O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo. E nós geramos intranquilidade, acho, e esta é a minha percepção. Acho que nós mesmos neste Supremo inebriamos o sentimento de justiça da cidadania brasileira nestes últimos dias — ressaltou.

Mostrando-se culpada por fazer parte deste momento delicado do Supremo, Cármen Lúcia pediu desculpas ao colegiado e à população.

— Estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui — falou.

A sessão, que perdurou por todo o dia, terminou com o placar de 4 a 3 para manter os julgamentos de Alexandre de Moraes e André Mendonça separados. Edson Fachin (presidente e relator), André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para unificar. Flávio Dino pediu vista.

Assista ao pedido de desculpas de Cármen Lúcia:

Ver esse post no Instagram

 

Um post compartilhado por Pleno.News (@plenonews)

Share:

STF tem 4 a 3 para juntar ações de Moraes e Mendonça Flávio Dino pediu vistas após bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça

Sessão extraordinária do STF F

 Nesta terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) terminou com 4 votos contrários à reunião dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e 3 votos favoráveis. O presidente da Corte, Edson Fachin, votou para manter os casos separados e foi acompanhado por Mendonça, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Flávio Dino, Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar Mendes defenderam que os processos sejam analisados em conjunto. Dino anulou seu voto e pediu vistas no final da sessão. A proposta prevê que o julgamento unificado ocorra no dia 23. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedido e suspeito,

Durante a sessão, Dino pediu vista do processo e interrompeu a análise da questão. Ele afirmou que os ministros não teriam condições de continuar a deliberação diante do clima no plenário.

– Tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda – declarou Dino.

A divisão dos votos ocorreu após Mendonça concluir sua manifestação. O ministro rejeitou a ideia de que os dois processos tenham a mesma base factual e afirmou que as referências a ele surgiram de um suposto relatório de inteligência.

– Entendo não haver as mesmas bases fáticas, como foram referidas aqui. O que há em relação a mim foi um suposto relatório de inteligência que a própria imprensa divulga como fake (…) de uma PF paralela. Então, o que há, na verdade, é um documento ilegal e o próprio documento fala que não tem valor probatório (…) Então, não são coisas comparáveis – afirmou.

Moraes, por outro lado, sustentou que os debates no plenário reforçam a necessidade de uma análise conjunta. O ministro também contestou a existência de mensagens no celular de Vorcaro relacionadas ao caso.

– Não há no celular apreendido nenhuma mensagem – disse Moraes.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Assista à sessão do STF que vai decidir investigação de Moraes Ministros vão deliberar a respeito de mensagens trocadas entre banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro da Corte

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) uma sessão para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que seriam endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes.

 A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à discussão sobre a forma como o relatório foi produzido e sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes.

O documento foi elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça, que atua como relator de investigações relacionadas ao Banco Master. Moraes apresentou uma defesa ao STF e classificou a apuração como ilegal.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Master: Mendonça rebate Moraes e diz que não houve seletividade Relator do caso afirmou que todos os documentos disponíveis foram apresentados

 

Alexandre de Moraes e André Mendonça Fotos: EFE/ Andre Borges e Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça rebateu as falas de Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a liberação de dados relacionados ao caso Master. Mendonça diz que disponibilizou todos os elementos que estavam disponíveis, de acordo com a solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.

O relator do inquérito que apura as ações de Daniel Vorcaro disse ainda que as únicas restrições são relacionadas a dados pessoais.

— A partir de uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas. (…) Jamais se poderia publicizar a ‘totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados — declarou.

A Procuradoria-Geral da República solicitou a Edson Fachin, a retirada total do sigilo sobre o caso. A instituição argumenta que a divulgação parcial dos materiais pode gerar uma percepção errada sobre a real transparência do processo.

O documento enviado ao tribunal foi assinado pelo vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand Filho, que atuará junto com Paulo Gonet. A entidade aponta que o relator, André Mendonça, omitiu na listagem parte considerável dos autos centrais da Operação Compliance Zero.

— Fato que pode induzir à ideia equivocada de que a transparência perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último — advertiu a procuradoria.

Os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes enviaram ofícios a Edson Fachin cobrando um acesso estendido aos autos digitais do Caso Master. Zanin solicitou a liberação de uma mídia específica, que foi classificada como material fundamental para as análises da corte na semana.

Por sua vez, Moraes defendeu a retirada completa do sigilo e criticou a postura do colega de tribunal. O magistrado descreveu a ação de Mendonça como uma liberação seletiva de informações, apontando que exatos 180 arquivos digitais foram excluídos do conjunto disponibilizado.

De acordo com Moraes, essa ausência de documentos prejudica a análise integral dos fatos no tribunal. Ele ainda requereu o julgamento conjunto de duas petições: a primeira sobre mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e a segunda reunindo relatórios sobre a atuação de Mendonça.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Primeira Turma do STF condena Eduardo Bolsonaro por coação Decisão foi tomada por unanimidade

Eduardo Bolsonaro Foto: YouTube Conversa Timeline

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira (16), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino votaram pela condenação. Agora, o colegiado passará a analisar a fixação da pena.

 Eduardo foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de utilizar sua influência política nos Estados Unidos para articular sanções internacionais e retaliações econômicas contra ministros do Supremo e contra o Brasil.

Relator do caso, Alexandre de Moraes foi o primeiro a votar. Em seu entendimento, o ex-parlamentar usou sua permanência nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras, atacar o Poder Judiciário e divulgar narrativas falsas com o objetivo de desestabilizar as instituições.

Segundo Moraes, o crime de coação no curso do processo tem como vítima a administração da Justiça e não um magistrado específico.

– Não se pode confundir esse crime com uma ameaça dirigida a um determinado julgador. Aqui, a denúncia apresentada pela PGR é de coação no curso do processo. A objetividade jurídica tutelada é a correta administração da Justiça – afirmou.

O ministro também declarou que não cabe a um deputado federal fazer lobby no exterior contra o próprio país. De acordo com Moraes, essa não é uma atribuição prevista para o cargo e não seria permitida nem mesmo durante o exercício do mandato.

Ao responder aos argumentos da defesa, Moraes disse que Eduardo tem pleno conhecimento da ação e continua repetindo condutas apontadas pela acusação como criminosas.

– Vamos brincar que ele pode reiterar e publicar nas redes sociais e não pode ser processado? Ele deu diversas entrevistas e reitera atividades criminosas. Ele mesmo mostra que tem conhecimento e que acompanha todo o julgamento. Ele continua com os mesmos crimes que praticou durante o ano todo – disse.

Após o voto do relator, Cristiano Zanin acompanhou integralmente o entendimento de Moraes. Em seguida, a ministra Cármen Lúcia também votou pela condenação. O último a se manifestar foi o presidente da Turma, ministro Flávio Dino, que igualmente acompanhou o relator, formando unanimidade no julgamento.

Durante a sessão, o subprocurador-geral da República Antônio Edilio Magalhães Teixeira sustentou que havia provas suficientes para demonstrar a prática do crime. Entre os elementos citados estavam vídeos, entrevistas, publicações em redes sociais e mensagens obtidas durante as investigações.

A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo Bolsonaro, alegou nulidade processual. Segundo a instituição, como o ex-deputado possui endereço conhecido no exterior, a comunicação formal deveria ter sido feita por carta rogatória.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Moraes mantém Bolsonaro na PF em vez de enviá-lo à Papuda Pena de 27 anos e três meses em regime fechado deverá passar a valer

 

Jair Bolsonaro Foto: EFE/André Borges

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta terça-feira (25), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele está preso no local desde o último sábado (22). Agora, cumprirá a pena de 27 anos e três meses.

Na decisão em que determinou que Bolsonaro continue na sala de Estado-Maior na PF, Moraes ainda determinou a realização de “exames médicos oficiais para o início da execução da pena, inclusive fazendo constar as observações clínicas indispensáveis ao adequado tratamento penitenciário”.

Transferir Bolsonaro para a Penitenciária da Papuda agora provocaria uma comoção popular e política que o STF tenta evitar. Diante do inevitável trauma institucional de prender um ex-presidente da República condenado por suposta tentativa de golpe, a ordem na Corte é que isso seja feito da forma mais discreta possível.

Nesta segunda-feira (24), houve troca de película da porta onde o ex-presidente foi avistado por fotógrafos no dia anterior, na intenção de preservar tanto quando possível a imagem do réu.

Um dos objetivos é ressaltar a diferença no estilo do atual comando da PF em relação à época da Lava Jato. Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi preso, em 2018, havia uma multidão de apoiadores do petista no local, o que ressaltou a divergência política por trás da medida imposta pelo então juiz Sergio Moro.

O comprometimento com a discrição da prisão de Bolsonaro não vem apenas do STF e da PF. No último dia 17, o comandante do Exército, Tomás Paiva, pediu a Moraes que os militares condenados pela suposta trama golpista não fossem algemados no momento da prisão. A conversa ocorreu na residência do general, em Brasília. O ministro da Defesa, José Múcio, também estava presente.

Entre os militares condenados pelo STF estão o general Paulo Sérgio Nogueira, que comandou o Exército e foi ministro da Defesa, e Augusto Heleno, que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ambos atuaram na gestão de Bolsonaro e vão cumprir pena em uma unidade militar.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Generais Heleno e Paulo Sérgio são presos no Comando Militar Os militares foram condenados com penas de 21 e 19 anos, respectivamente

 

Generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Foto: Lula Marques e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira foram presos nesta terça-feira (25) no Comando Militar do Planalto, em Brasília, para iniciarem o cumprimento das penas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

A ordem foi expedida após o fim do prazo de recursos no processo que condenou os oficiais por tentativa de golpe de Estado no mesmo caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mesmo com novos pedidos apresentados pelas defesas no limite do prazo, Moraes rejeitou as contestações e confirmou o trânsito em julgado.

Heleno foi condenado a 21 anos de prisão, enquanto Paulo Sérgio recebeu pena de 19 anos. A detenção foi feita pelo próprio Exército, em ação coordenada com a Polícia Federal, que levou os militares às instalações onde permanecerão presos.

A decisão também atinge o ex-almirante Almir Garnier, que ficará em unidade militar, e mantém o general Braga Netto no quartel do Rio de Janeiro onde já se encontra detido.

Integrantes do Exército e da Polícia Federal confirmaram que a ordem foi comunicada ainda na noite de segunda-feira (24), abrindo caminho para o início do cumprimento definitivo das penas impostas pelo STF.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Moraes pede análise sobre perda da patente militar de Bolsonaro Pedido foi enviado ao Superior Tribunal Militar

 

Jair Bolsonaro e militares Foto: PR/Marcos Corrêa

O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira (25) que o Superior Tribunal Militar (STM) analise a perda da patente de Jair Bolsonaro. A determinação aparece na mesma decisão em que Moraes declara o trânsito em julgado da ação penal do suposto golpe de Estado, na qual o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Bolsonaro é capitão reformado do Exército. Embora tenha ingressado na política há mais de três décadas, sua condição de militar da reserva é mantida formalmente, e a perda da patente depende de julgamento próprio na Justiça Militar.

A defesa de Bolsonaro não apresentou novos recursos dentro do prazo final encerrado nesta segunda (24). Com isso, Moraes considerou esgotadas todas as vias recursais na Primeira Turma do Supremo e certificou o trânsito em julgado, etapa que abre caminho para execução definitiva da pena.

Na decisão, o ministro aponta que a defesa deixou esgotar o prazo para novos embargos de declaração e afirma que os embargos infringentes são incabíveis, já que o julgamento do Núcleo Crucial da trama golpista teve apenas um voto divergente, abaixo do mínimo de dois exigido pela jurisprudência da Corte para esse tipo de recurso. Somente o ministro Luiz Fux divergiu.

Moraes também cita precedentes que permitem o reconhecimento imediato do trânsito, sobretudo quando recursos são usados com propósito meramente protelatório, isto é, para atrasar o cumprimento da pena.

O ministro declarou ainda o trânsito em julgado para Alexandre Ramagem e Anderson Torres. Ramagem (PL-RJ) deixou o país em setembro, após ser condenado pelo STF, e é considerado foragido.

*AE

Share:

Jair Bolsonaro é preso preventivamente a pedido da PF Alexandre de Moraes expediu ordem neste sábado

 

Jair Bolsonaro Foto:EFE/ André Borges ARQUIVO

Neste sábado (22), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes expediu ordem de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi feito pela Polícia Federal.

A decisão ainda não marca o início do cumprimento da pena de reclusão.

Em setembro deste ano, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado para se perpetuar no governo.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF

Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva expedido pelo STF.

Ainda não se esgotarem os recursos disponíveis para a defesa do ex-presidente tentar reduzir a pena ou rever eventuais incongruências na decisão tomada pelos ministros da Primeira Turma.

Os advogados do ex-presidente recorreram da decisão do colegiado sob o argumento de a condenação ter sido baseada em provas frágeis e contradições no acórdão, e que o ex-presidente não teve participação direta nos atos apontados pela acusação.

Os criminalistas Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno defenderam no recurso que a decisão da Corte provocou “profundas injustiças” por, dentre outros motivos, ter cerceado o direito à defensa e condenado o ex-presidente mesmo ele tendo feito a “desistência voluntária” do golpe – ou seja, mesmo que se admitisse o início de uma ação golpista, Bolsonaro teria interrompido a execução por vontade própria.

A defesa de Bolsonaro apresentou embargos de declaração contra a decisão da Primeira Turma. Esse tipo de recurso não permitia reverter o resultado do julgamento, pois seu objetivo é esclarecer eventuais contradições, omissões ou obscuridades no acórdão. Os embargos poderiam apenas reduzir a pena do ex-presidente. Porém, em decisão unânime, o colegiado rejeitou as alegações dos advogados.

Na julgamento concluído no dia 11 de setembro deste ano, quatro dos cinco ministros da Primeira Turma consideraram Bolsonaro culpado dos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

O único a divergir da condenação de Bolsonaro foi o ministro Luiz Fux, que, no início de novembro, pediu transferência para a Segunda Turma do STF. Desde então, as decisões do colegiado tem sido tomadas pelos ministros Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, por causa do pedido de aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

Bolsonaro cumpria prisão preventiva em casa desde o dia 4 de agosto deste ano por ter descumprido medidas cautelares impostas por Moraes. O ex-presidente participou por meio de ligação das manifestações bolsonaristas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a interação foi transmitida nas redes sociais, o que estava proibido.

Antes disso, o ex-presidente passou 17 dias, entre 18 de julho e 4 de agosto, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica por determinação de Moraes. O ministrou avaliou que ele e o filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), tentavam coagir a Justiça no curso da ação penal do golpe por meio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.

Foram identificadas transferências financeiras de Bolsonaro para Eduardo nos Estados Unidos, onde o parlamentar vive desde o início do ano em busca de influenciar a gestão Donald Trump a pressionar o STF pelo arquivamento da ação contra seu pai.

A atuação de pai e filho com ao governo americano se desdobrou em um inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF) para apurar obstrução de justiça e tentativa de interferência no processo em julgamento no STF. No último sábado, 15, a Primeira turma decidiu, por unanimidade, tornar Eduardo réu pelo crime de coação.

O tema da prisão acompanha Bolsonaro há anos. O ex-presidente já declarou em mais de uma oportunidade que não aceitaria ser preso . “Mais da metade do meu tempo, eu me viro contra processos. E até já falam que eu serei preso. Por Deus que tá no céu, eu nunca serei preso”, diz Bolsonaro num discurso para empresários em maio de 2022.

Em agosto de 2021, o líder da direita foi ainda mais enfático ao dizer que teria apenas três alternativas de futuro: ser preso, morrer ou vencer. “Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe”, emendou ao discursar a apoiadores em Goiânia no auge da crise com o STF.

Mais recentemente, Bolsonaro mudou de discurso e disse estar preparado para ser preso a qualquer momento pela Polícia Federal “Durmo bem, mas já estou preparado para ouvir a campainha tocar às seis da manhã: ‘É a Polícia Federal!’”, afirmou o ex-presidente em entrevista à revista americana Bloomberg.

A PF cumpriu a ordem de prisão às xx da manhã em sua residência no condomínio Solar de Brasília, no bairro Jardim Botânico da capital federal.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

Share:

André Mendonça parabeniza Jorge Messias por indicação ao STF Magistrado prometeu apoiar indicado de Lula no diálogo com senadores

 

André Mendonça Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), parabenizou nesta quinta-feira (20) o advogado-geral da União, Jorge Messias, pela indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso.

Em mensagem pública, Mendonça afirmou que Messias é um “nome qualificado” e que “preenche os requisitos constitucionais” para assumir o cargo de ministro da Corte. Ele também declarou que oferecerá apoio institucional ao indicado durante o processo de análise no Senado.

– Trata-se de nome qualificado da AGU e que preenche os requisitos constitucionais. Assim, também cumprimento o presidente da República por sua indicação. Messias terá todo o meu apoio no diálogo republicano junto aos senadores – completou.

Jorge Messias ainda participará de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, terá seu nome submetido ao Plenário do Senado. A aprovação depende de maioria absoluta, ou seja, de 41 dos 81 parlamentares da Casa.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

STF forma maioria para tornar Eduardo Tagliaferro réu Maior parte da Primeira Turma aceitou denúncia da PGR

 

Eduardo Tagliaferro Foto: Frame de vídeo / Paulo Figueiredo Show

Neste domingo (9), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento ocorre no plenário virtual e deve ser concluído na próxima sexta-feira (14).

Até agora votaram pelo recebimento da denúncia Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Falta apenas o voto de Cármen Lúcia. A quinta vaga da turma segue aberta, após a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, à espera de nova indicação do presidente Lula.

Tagliaferro é acusado pela PGR de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo as investigações, ele teria repassado à imprensa mensagens sigilosas trocadas com servidores do STF e do TSE entre maio e agosto de 2024.

No voto do relator, Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos da defesa e considerou haver fundamento legal para abrir a ação penal.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Fux vota pela incompetência do STF para julgar núcleo crucial Ministro afirmou também que, caso julgamento ocorresse no STF, deveria ser feito no Plenário

 

Luiz Fux Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em seu voto em relação ao núcleo crucial da suposta tentativa de golpe de Estado, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela incompetência absoluta da Suprema Corte para julgar os réus denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso. Para o ministro, essa decisão acarretaria na nulidade do processo.

No início de seu voto, na análise das questões preliminares das defesas, Fux destacou que nenhum dos réus tinha prerrogativa de foro e não estavam mais em seus cargos quando foram denunciados. Fux também apontou que, ainda que o caso fosse analisado no STF, ele deveria ter sido julgado pelo Plenário e não pela Primeira Turma.

– Ao rebaixar a competência original do Plenário para uma das turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam esterilizar a formar de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal. A Constituição Federal não se refere às Turmas, ela se refere ao plenário e seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do STF com a racionalidade funcional – apontou.

Fux também falou sobre a preliminar de cerceamento da defesa. No pedido, os advogados alegaram a enorme quantidade de dados a serem analisados e a pouca quantidade de tempo para analisá-los. O magistrado reconheceu o “tsunami” de informações disponíveis a serem analisados pelas defesas em um tempo exíguo.

– Eu não sou um expert nesse assunto, mas a quantidade [de arquivos] chega a 70 terabytes. Fui pesquisar isso e nem acreditei, são bilhões de páginas. E apenas em 30 de abril de 2025, portanto mais de um mês após o recebimento da denúncia e menos de 20 dias antes da oitiva das testemunhas, foi proferida a decisão deferindo o acesso à integra de mídias dos materiais apreendidos na fase investigativa – disse.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

🔴 AO VIVO: PGR apresenta pedido de condenação dos réus

Share:

Polícia fecha Esplanada depois de prisão domiciliar de Bolsonaro Acesso foi liberado somente na manhã desta terça-feira

 

Buzinaço na Esplanada dos Ministérios Foto: Reprodução/CNN Brasil

O acesso à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), está liberado na manhã desta terça-feira (5). Na noite anterior, a Polícia Militar do Distrito Federal havia reforçado a segurança na região central da capital federal após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na manhã desta terça, três viaturas de PM estão em frente ao Itamaraty, por causa da realização do encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o Conselhão. A reunião com empresários e ministros terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A decisão de reforçar a segurança na Esplanada nesta segunda (4) foi tomada após manifestantes convocarem um “buzinaço” em protesto à decisão do ministro. O bloqueio era para impedir que os apoiadores chegassem à Praça dos Três Poderes, onde fica o Supremo.

Na madrugada do dia último dia 26 de julho, o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) deixou, por ordem de Moraes, o acampamento que havia iniciado horas antes na Praça dos Três Poderes, em greve de silêncio. Ele se manifestava contra as medidas judiciais impostas ao ex-presidente.

O ministro do STF assinou um complemento da decisão proibindo a instalação de novos acampamentos num raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e até mesmo de quartéis das Forças Armadas. Moraes justificou que adotava a medida para evitar um novo 8 de janeiro.

Na noite desta segunda, após o bloqueio à Esplanada, apoiadores de Bolsonaro seguiram em carreata de carros e motos, escoltados por uma viatura da Polícia Militar, até o condomínio da residência do ex-presidente, aos gritos de “Fora, Xandão” e “Fora, Moraes”.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Pleno.News (@plenonews)

*AE

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Célere, Moraes abre prazo para PGR dar versão final sobre ‘golpe’ Paulo Gonet terá 15 dias para apresentar suas alegações finais

 

Alexandre de Moraes Foto: EFE/Andre Borges

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em absoluta celeridade, abriu prazo, nesta sexta-feira (27), para que acusação e defesas apresentem suas alegações finais na ação penal que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o que o Judiciário chama de “núcleo crucial” de uma suposta trama golpista.

Pelo despacho, a partir da intimação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá o prazo de 15 dias para apresentar sua versão final dos fatos investigados. Após esse tempo, o delator, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, terá o mesmo tempo pra apresentar suas próprias alegações finais.

Por último, as defesas dos outros sete réus da Ação Penal 2.668 terão também 15 dias para apresentar ao Supremo sua última manifestação antes do julgamento do caso pela Primeira Turma, composta por cinco ministros: além de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flavio Dino.

Segundo o STF, o prazo para as alegações finais não deve ser interrompido durante o recesso judicial de julho, porque a ação penal possui um réu preso, o general Walter Braga Netto, motivo pelo qual a contagem a partir da intimação de cada réu deve seguir normalmente.

Todos os oito réus, incluindo o próprio Bolsonaro, foram denunciados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelos mesmos cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Somadas, as penas podem ultrapassar os 40 anos de prisão.

Segundo a denúncia, o suposto plano começou a ser posto em ação em meados de 2021, com críticas pontuais ao processo eleitoral e à urna eletrônica, e teria culminado nos atos de 8 de janeiro de 2023.

INSTRUÇÃO ENCERRADA
Ao abrir prazo para as alegações finais, Moraes declarou encerrada a instrução da ação, isto é, fechou a fase em que são ouvidas as testemunhas e os próprios réus, bem como são analisados pedidos de defesa e acusação por providências adicionais que possam ajudar a esclarecer o caso.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

Moraes manda BC informar quem fez doações por Pix para Zambelli Ministro pediu que o Banco Central preste informações detalhadas sobre envios feitos para deputada

 

Alexandre de Moraes Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (4) que o Banco Central informe, com detalhes, todas as doações realizadas via Pix à deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) nos últimos 30 dias. A decisão foi proferida no âmbito de um novo inquérito aberto contra a parlamentar, que teve sua prisão preventiva decretada também nesta quarta.

Na ordem, Moraes exige que o BC apresente “detalhadamente, o valor e os remetentes de Pix para Carla Zambelli” nos últimos 30 dias. A medida decorre de uma campanha pública de arrecadação financeira realizada pela congressista para custear a multa imposta pelo STF, que a condenou a dez anos de prisão sob acusação de invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).Na ocasião, a Corte também estipulou o pagamento de uma indenização de R$ 2 milhões por parte de Zambelli e do hacker Walter Delgatti Neto, também condenado no caso. Segundo a própria deputada, a campanha tinha arrecadado aproximadamente R$ 285 mil em poucos dias. Em uma postagem feita nas redes sociais no dia 21 de maio, ela declarou que essa quantia tinha sido enviada para uma conta poupança.

– Conseguimos arrecadar R$ 285 mil nesta campanha tão necessária para o pagamento das multas injustas e completamente desproporcionais, impostas por uma perseguição implacável, mas que também não me fará recuar – afirmou Zambelli na publicação.

Na última terça-feira (3), Zambelli anunciou que havia deixado o país. À CNN Brasil, ela declarou estar nos Estados Unidos, mas disse que pretendia seguir para a Europa, onde planeja residir na Itália, país do qual possui cidadania. Segundo ela, essa condição dificultaria uma eventual extradição para o Brasil.

No entanto, nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Zambelli e ordenou à Polícia Federal que inclua o nome dela na lista de difusão vermelha da Interpol. A deputada também teve suas redes sociais suspensas.

FONTE:PLENO NEWS

Share:

POSTAGEM EM DESTAQUE

Ministro do STJ disse a Vorcaro estar “sempre à disposição” Magistrado é corregedor do CNJ

  Benedito Gonçalves e Daniel Vorcaro Fotos: Alejandro Zambrana/Secom/TSE e Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo Mensagens extraídas do apa...

Endocrinologia

Endocrinologia
Medicina Esportiva,

Total de visualizações de página

Arquivo do blog