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sexta-feira, 13 de maio de 2022

Supremo forma maioria contra produção de dossiê sobre antifas Seis ministros já decidiram pela inconstitucionalidade da elaboração e compartilhamento de informações pelo Ministério da Justiça


 

Supremo Tribunal Federal Foto: STF/Nelson Jr

O Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou a maioria de votos pela inconstitucionalidade da produção e compartilhamento de informações, por parte do Ministério da Justiça, sobre servidores identificados como integrantes do movimento político antifascista, chamado popularmente de antifa. Ao todo, seis ministros já votaram na ação, todos contra a elaboração do dossiê.

O julgamento foi iniciado no último dia 6 de maio e se encerra nesta sexta-feira (13). A análise da medida ocorre por meio do plenário virtual, que é quando os ministros apenas depositam seus votos no sistema online da Corte, sem a necessidade da defesa do voto em uma sessão presencial.

A relatora, ministra Cármen Lúcia, votou contra a produção dos dossiês. Além dela, votaram contra a prática: Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Edson Fachin. O ministro André Mendonça se declarou suspeito e não votará na ação. Na época dos fatos envolvendo a produção das informações, o ministro do STF era o chefe da pasta de Justiça.

Em seu voto, Cármen Lúcia defendeu que não houve “contestação objetiva ou direta” do Ministério da Justiça em relação às notícias de elaboração dos documentos e ressaltou que é preciso garantir a “liberdade de manifestação política” para garantir o regime democrático.

– As atividades de inteligência, portanto, devem respeitar o regime democrático, no qual não se admite a perseguição de opositores e aparelhamento político do Estado. Aliás, o histórico de abusos relatados quanto ao serviço de inteligência acentua a imperiosidade do efetivo controle dessa atividade – afirmou.

A ação que está sob julgamento nesta semana foi aberta em 2020 pelo partido Rede Sustentabilidade, que ingressou com a chamada Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental sob a alegação de que o governo estaria promovendo um “aparelhamento estatal” para realizar “perseguições políticas e ideológicas”.

FONTE:PLENO NEWS

“Forças desarmadas” de Fachin desagrada o governo, diz site Presidente do TSE afirmou que as eleições "dizem respeito à população civil"


Ministro Edson Fachin, do STF Foto: Agência Brasil/Tânia Rêgo

Nesta quinta-feira (12), o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu um comentário feito pelo presidente Jair Bolsonaro e afirmou que a eleição é um tema tratado pelas “forças desarmadas”, em trocadilho com as Forças Armadas, que tem se envolvido no pleito. De acordo com o site Poder 360, as declarações do ministro “desagradaram” o governo Bolsonaro.

A avaliação do governo e dos militares é que Fachin teria desprestigiado as Forças Armadas em alguns outros momentos, como ao não receber presencialmente o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e também na resposta do TSE às sugestões para as eleições.

A fala de Fachin desta quinta ocorreu durante visita a uma sala do TSE onde são realizados testes nas urnas eletrônicas. Segundo o magistrado, o tema “diz respeito à população civil”.

– Quem trata de eleição são forças desarmadas e, portanto, dizem respeito à população civil que de maneira livre e consciente escolhe seus representantes. Logo, diálogo sim, colaboração sim, mas a palavra final é da Justiça Eleitoral – disse o ministro.

FONTE:PLENO NEWS

ovem usa golpes de karatê para escapar de invasor Caso aconteceu no Mato Grosso do Sul


 

Jovem procurou a polícia após escapar de invasor Foto: Pixabay

Uma jovem, de 18 anos, procurou a Polícia Civil após escapar de um homem, que tinha invadido a casa dela, em Dourados (MS). Ela usou golpes de karatê para fugir do invasor. As informações são do portal UOL..

Segundo a ocorrência, o caso aconteceu na noite de terça-feira (10). A jovem estava assistindo TV em casa, no acampamento Ñu Verá. Quando ela se levantou, foi surpreendida por um homem, que a arremessou no sofá após segurá-la pela garganta.

– A vítima disse que conseguiu imobilizá-lo pois pratica caratê. Relatou ter tentado chutar suas partes íntimas, mas não conseguiu, porém, deu um soco e saiu correndo até a casa de sua vizinha – relatou a nota da Polícia Civil.

A jovem também fez contato com familiares, mas ao voltar para a residência não achou o invasor. Ela disse que não conhece o homem, mas descreveu detalhes físicos dele para as autoridades. A mulher revelou ainda que já tinha visto o homem em outras ocasiões, quando ia da escola para casa.

Uma vizinha disse que viu um homem deixar o local de moto.

FONTE:PLENO NEWS

Irmãos Weintraub processam Eduardo Bolsonaro por injúria Abraham e Arthur protocolaram queixa-crime no STF


 Irmãos Weintraub e Eduardo B. trocam farpas sobre indulto

Abraham Weintraub, Eduardo Bolsonaro e Arthur Weintraub, respectivamente Fotos: Divulgação/MEC | EFE/EPA/ERIK S. LESSER | Marcos Corrêa/PR

Os irmãos Abraham e Arthur Weintraub protocolaram uma ação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Eles acusam o filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) de injúria e difamação.

Segundo a queixa-crime, o parlamentar extrapolou os limites da liberdade de expressão ao chamá-los de “filhos da p***” no Twitter, no mês de abril. Na época, eles trocaram farpas em discussão motivada pelo indulto concedido pelo chefe do Executivo ao deputado federal Daniel Silveira (PTB).

De acordo com os Weintraub, a ofensa foi um “ataque totalmente desproporcional” e não teria sido provocado por eles. Eles ainda afirmam prezar por suas “reputações ilibadas” como um de seus “maiores bens”.

O processo será sorteado na Corte para a definição de um relator.

RELEMBRE
Como mostrou o Pleno.News, o embate entre os Weintraub e Eduardo Bolsonaro ocorreu no Twitter, no dia 22 de abril. O caso teve início em razão de um vídeo em que Arthur descreve o perdão a Silveira como uma “boa sacada”, mas manifesta preocupação com os “precedentes” que poderiam vir junto dela.

– Qualquer rolo está aqui, é o indulto. Boa sacada. Os precedentes que estão sendo criados são péssimos. Depois você vai querer comparar o que aconteceu com o Daniel com um cara lá na frente que tiver (condenação por) corrupção, lavagem de dinheiro, falar “não, isso aqui também, já tem o precedente”. É impressionante, nunca pensei que ia ver uma coisa dessas – avaliou Arthur.

O filho do presidente, por sua vez, ironizou, dizendo que Arthur já “pode ir para o Roda Viva”.

– A gente tá (na) guerra e o cara me falando em precedente, como se nunca um corrupto tivesse recebido indulto e agora o instrumento tenha sido utilizado para seu fim: soltar um inocente. E quem fala são os irmãos que saíram do país para se livrar dessa perseguição. São uns filhos de uma p***! Desculpa, mas não há outra palavra – declarou Eduardo.

Após a declaração do parlamentar, os Weintraub se defenderam nas redes sociais. Eles afirmam que a fala foi cortada e não expressa a totalidade de suas opiniões.

– Mesmo no trecho cortado pra me atacarem, eu digo que o indulto foi uma sacada! Ouçam. Alerto para os perigos do futuro, de usarem contra o povo. E no final dos 38 segundos eu ainda digo que nunca esperava tanto absurdo (o assunto era sobre prisões ilegais e fim das liberdades) – disse Arthur.

Abraham também se manifestou, destacando que eles apoiam Daniel Silveira.

– Somos favoráveis à liberdade do Daniel. Veja a fala inteira. Cortaram na maldade, como fizeram na minha fala sobre “votar no Lula”. Tarcísio foi ao Roda Viva e à Lide/Dória. Eu não! – assinalou.

FONTE:PLENO NEWS

Intervir na Petrobras só por vias legais, afirma Bolsonaro Presidente afirmou que seu governo busca maneira de fazer a empresa cumprir seu papel social


 

Presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves

Nesta quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a possibilidade de intervir na Petrobras e afirmou que a medida só seria feita por “vias legais”. A declaração ocorreu durante um passeio de carro na cidade de Pariquera-Açu, em São Paulo.

Bolsonaro falou sobre o preço dos combustíveis e que estavam caros. Ele, no entanto, afirmou que o governo busca maneiras legais de fazer a empresa cumprir “seu papel social”.

– Estamos buscando maneiras legais para fazer com que a Petrobras cumpra o seu papel social definido na Constituição e também em leis. Não podemos estar subordinados a decisões do conselho, que está abaixo obviamente de leis e da própria Constituição. Não haverá interferência na Petrobras a não ser pelas vias legais – destacou.

Nesta quarta-feira (11), Bolsonaro já havia criticado a empresa ao falar que o lucro da Petrobras estava alto.

– A Petrobras está gordíssima, tá obesa! Poderia sim, o seu conselho e diretores reduzir a margem de lucro. A margem de lucro deles é na casa de 30%, já as outras petroleiras estão no máximo em 15%. Petrobras você é Brasil! Ou quem tá aí dentro não pensa no seu país? O povo tá sofrendo bastante com o preço do combustível – disse Bolsonaro.

FONTE:PLENO NEWS

Fachin foi “descortês” com as Forças Armadas, diz Bolsonaro Presidente criticou fala do presidente do TSE sobre eleições serem um assunto das forças desarmadas


 

Presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal Foto: Reprodução/Print de vídeo publicado por Jair Bolsonaro nas redes sociais

Nesta quinta-feira (12), durante sua tradicional live pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro criticou uma declaração feita pelo ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sobre as eleições. Para Bolsonaro, o ministro foi descortês ao afirmar que o pleito é um tema tratado pelas “forças desarmadas”, em trocadilho com as Forças Armadas.

Ao comentar as declarações, Bolsonaro lembrou que os militares foram convidados pela Corte para acompanhar as eleições.

– Eu não dei de onde ele está tirando esse fantasma de que as Forças Armadas querem interferir na Justiça Eleitoral (…) As Forças Armadas não estão se metendo nas eleições. Elas foram convidadas por um portaria assinada pelo ministro Luís Roberto Barroso [na época presidente do TSE] – destacou.

O presidente então afirmou que Fachin poderia revogar a portaria do TSE caso ele quisesse, mas explicou que “não existe interferência”.

– Não estou pedindo para o senhor fazer isso, não. Mas o senhor pode revogar a portaria. Enquanto a portaria estiver em vigor, as Forças Armadas estão convidadas. Não existe interferência. Ninguém quer impor nada, ninguém quer atacar as urnas eletrônicas, atacar a democracia. Nada disso – ressaltou.

Ele ainda lembrou que as Forças Armadas irão continuar “fazendo seu trabalho”.

– A gente não entende essa maneira do senhor falar, se referir às Forças Armadas (…) Não se refira dessa forma às Forças Armadas. É uma forma bastante descortês de tratar uma instituição que presta, em várias áreas, excelentes serviços ao Brasil – apontou.

FONTE:PLENO NEWS

Polícia destrói memorial para os 28 mortos no Jacarezinho Iniciativa foi considerada ilegal e uma “apologia ao tráfico de drogas”


 

Polícia Civil derruba memorial no Jacarezinho Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro retirou, nesta quarta-feira (11), um memorial em homenagem aos suspeitos mortos na operação policial na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, em maio do ano passado. A iniciativa foi considerada ilegal e uma “apologia ao tráfico de drogas”.

Promovida pelo Observatório da Cidade Integrada, a peça foi inaugurada na semana passada e continha, além do nome de 27 traficantes, o nome do policial civil André Leonardo de Mello Frias, morto pelos criminosos durante a operação. Jaqueline de Souza, viúva do agente, disse que não concordou com a inclusão do nome.

– O André confrontou para libertar os oprimidos pelo tráfico naquele ambiente hostil de criminalidade. Um homem íntegro, honesto, trabalhador e reconhecido policial. É um insulto à memória do nome dele, essa citação neste monumento em conjunto com os nomes de suspeitos e traficantes. Respeitem a minha dor – declarou.

A polícia emitiu um comunicado argumentando que “os 27 mortos tinham passagens pela polícia e envolvimento comprovado com atividades criminosas, além do fato de que a construção do mesmo não tinha autorização da Prefeitura do Rio de Janeiro”.

– Outro fato relevante que determinou a retirada do memorial é que a menção ao policial civil André Leonardo de Mello Frias, assassinado pelos criminosos, com placa no memorial junto com o nome dos traficantes foi negada pela esposa do policial assassinado e tampouco teve autorização da família do agente – acrescentou a corporação.

Agentes da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) foram chamados para a ação de retirada. Uma corda foi amarrada ao concreto que continha os nomes, sendo puxada por um veículo blindado. Após a queda, os agentes usaram marretas para destruir o restante do concreto fixado.

O deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ), que se mostrou contra a iniciativa desde o início, compartilhou um vídeo do momento da retirada.

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