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sexta-feira, 14 de julho de 2023

CNJ puniu magistrados por falas mais “brandas” que a de Barroso Juízes e desembargadores que fizeram manifestações políticas foram punidos recentemente


 

Plenário do CNJ Foto: Rômulo Serpa/Agência CNJ

A declaração feita na última quarta-feira (12) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a derrota do “bolsonarismo”, certamente poderia ser alvo de punição no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se fosse aplicado o histórico recente de rigidez nas punições aplicadas contra outros magistrados ao redor do país.

O órgão, estabelecido na Constituição para “zelar pelo controle da atuação administrativa” do Poder Judiciário, tem adotado uma política de punir manifestações políticas feitas por juízes e desembargadores. Um dos casos recentes foi o do juiz da Vara de Execuções Penais de Manaus, no Amazonas, Luis Carlos Valois.

Em janeiro, o magistrado teve as contas suspensas nas redes sociais. Em postagens, afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff não cometeu crime de responsabilidade, concluindo que o impeachment não teve “pressuposto legal”. Valois também chegou a postar uma charge que ironizava os atos do dia 8 de janeiro.

Na decisão que levou à derrubada dos perfis do juiz, o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, se baseou no artigo 95 da Constituição Federal, que veda a juízes “dedicar-se à atividade político-partidária”. Salomão disse na decisão que “a conduta individual do magistrado com conteúdo político-partidário macula a confiança da sociedade em relação à credibilidade” da Justiça.

Já em dezembro do ano passado, Salomão bloqueou os perfis da desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), por ter elogiado as manifestações que ocorriam diante dos quartéis após a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– Copa a gente vê depois, 99% dos jogadores do Brasil vivem na Europa, o técnico é petista e a Globolixo é de esquerda, nossa Seleção verdadeira está na frente dos quartéis – escreveu a magistrada, na publicação.

Em novembro de 2022, o CNJ aplicou pena de censura à juíza Regiane Tonet dos Santos, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), por postagens, feitas em 2017 e 2018, com críticas ao STF, à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e ao ex-presidente do partido José Dirceu.

Já durante o período eleitoral, em outubro do ano passado, Salomão determinou a suspensão das redes de dois magistrados por manifestações políticas. Uma delas foi do desembargador Marcelo Buhatem, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por ter postado que o hoje presidente Lula era “convidado de honra do Comando Vermelho”.

Na mesma sessão, também foi tomada a decisão de suspender do Twitter a juíza Rosália Sarmento, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por publicar dezenas de mensagens declarando e pedindo voto em Lula e com críticas a Bolsonaro.

– A conduta individual do magistrado com conteúdo político-partidário arruína a confiança da sociedade em relação à credibilidade, à legitimidade e à respeitabilidade da atuação da Justiça, atingindo o próprio Estado de Direito que a Constituição objetiva resguardar – destacou Salomão, na ocasião.

FONTE:PLENO NEWS

Ladrão tenta roubar moto e é surpreendido por vítima armada Criminoso levou cinco tiros do dono do veículo


 

Dono de moto reage a assalto Foto: Reprodução/Twitter TopMídia News

Na madrugada desta segunda-feira (12), um bandido armado rendeu o dono de uma moto para roubar o veículo, mas foi surpreendido com a reação da vítima que, armada, efetuou disparos contra ele. O caso aconteceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Uma câmera de segurança registrou o exato momento em que dois homens [um a pé e o outro empurrando uma moto] se aproximam de um grupo de pessoas e anunciam o assalto.

Um criminoso armado se dirige para sentar-se no veículo que acabara de roubar, enquanto o comparsa, identificado como Felipe, também armado, mantém as vítimas rendidas. As pessoas vão deixando a cena, quando o dono da moto saca sua arma e começa a atirar em um dos ladrões, que cai ao chão e acaba sendo agredido sequencialmente.

O proprietário da moto, identificado como Leandro, atira várias vezes e consegue tomar a arma do criminoso caído, enquanto o outro empreende fuga. Felipe, este bandido que aparece deitado, levou cinco tiros e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, logo em seguida, para uma Santa Casa. A polícia informou que ele portava dois quilos de maconha do tipo skunk [conhecida como supermaconha].

FONTE:PLENO NEWS

Flávio Bolsonaro sobre Barroso: “Cometeu o maior ato antidemocrático da história do Brasil” Senador usou rede social para criticar declaração do ministro do STF


 

Senador Flávio Bolsonaro Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais, nesta quinta-feira (13), para criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, após uma fala do magistrado sobre a “derrota do bolsonarismo”.– Luís Roberto Barroso cometeu o maior ato antidemocrático da história do Brasil. E essa é só a foto atual do filme horroroso arquitetado há anos contra a democracia – escreveu o senador, no Twitter.

A declaração polêmica de Barroso ocorreu na quarta-feira (12), durante congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Na ocasião, o ministro recebeu vaias de um grupo ligado a profissionais da área de enfermagem e respondeu da seguinte forma:

– Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas – declarou.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou, em seu perfil no Twitter, que a oposição entrará com um pedido de impeachment contra o magistrado.

– A oposição entrará com processo de impeachment contra Barroso por cometer crime de “exercer atividade político-partidária”, previsto no art. 39, da Lei 1079/50. Se, por um milagre, houver justiça neste país, a perda do cargo é inegável – escreveu o deputado.

Após a repercussão negativa, o STF emitiu uma nota a fim de explicar a fala do ministro. Segundo a Corte, quando o magistrado disse “nós derrotamos o bolsonarismo” no congresso da UNE, ele se referia ao voto popular, não à atuação de instituições judiciárias.

– As vaias, que fazem parte da democracia, vieram de um pequeno grupo ligado ao Partido Comunista Brasileiro, que faz oposição à atual gestão da UNE. Como se extrai claramente do contexto da fala do ministro Barroso, a frase “nós derrotamos a ditadura e o bolsonarismo” referia-se ao voto popular e não à atuação de qualquer instituição – defende o STF.

O caso foi comentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que classificou como “inadequada, inoportuna e infeliz” a fala de Barroso. Para ele, é necessária uma “retratação” por parte do magistrado.

– A presença do ministro em um evento de natureza política, com uma fala de natureza política, é algo infeliz, inadequado, inoportuno. O que espero é que haja por parte do ministro Luís Roberto Barroso uma reflexão sobre isso e, eventualmente, uma retratação no alto da sua cadeira de ministro do STF e prestes a assumir a presidência da Suprema Corte – expressou-se em pronunciamento no Senado.

Ainda segundo avaliação de Pacheco, um ministro da Suprema Corte deve se “ater” ao seu papel e deixar as manifestações políticas para os “sujeitos políticos”. Ele reconheceu que a declaração pode ser interpretada como um impedimento às condições de Barroso para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

FONTE:PLENO NEWS

Dino defende regular as redes por conta das “ideias da direita” Para o ministro de Lula, as plataformas veiculam o extremismo e o ódio


Abertura do Congresso da UNE Foto: Jamile Ferraris MJSP

O desejo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de regulamentar as redes sociais foi explicado, nesta quarta-feira (12), pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, durante a abertura do 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo Dino, um dos motivos é porque as redes são usadas como “plataformas das ideias da direita e do poder econômico”.

– A gente tem que entender que a internet funciona como uma plataforma das ideias da direita. Funciona como uma plataforma do poder econômico. Funciona como uma plataforma da negação de direitos – declarou o ministro.

Dino ainda disse que é “tarefa democrática e fundamental enfrentar o poder de quatro ou cinco empresas que mandam na internet e estão veiculando extremismo e ódio”, se referindo às big techs como Google, Meta, TikTok e Telegram.

Durante seu discurso, Dino estava próximo do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do Projeto de Lei 2630/2020, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, também chamado de PL das Fake News ou PL da Censura.

O texto teve sua urgência votada na Câmara dos Deputados no mês de maio, mas a votação do mérito foi adiada por causa de toda a polêmica gerada em volta do projeto.

FONTE:PLENO NEWS

Barroso diz que não quis ofender os 58 milhões de bolsonaristas Ministro usou a velha tática "não foi bem isso o que eu quis dizer"


 Ministro Luís Roberto Barroso

Ministro Luís Roberto Barroso Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Após receber vaias de um grupo ligado a profissionais da área de enfermagem, nesta quarta-feira (12), enquanto discursava no 59º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou a frase “nós derrotamos o bolsonarismo” e disse que tal fato permitiu “a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas”.

– Nós derrotamos a censura, nós derrotamos a tortura, nós derrotamos o bolsonarismo para permitir a democracia e a manifestação livre de todas as pessoas – declarou.

A declaração tomou enorme proporção e repercutiu negativamente em todo o noticiário e redes sociais nesta quinta-feira (13). Com isso, diversas autoridades reprovaram a fala do ministro. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cobrou que o magistrado fizesse uma retratação pública. E ele fez.

Nesta quinta, em seu Twitter e também no site do STF, Barroso pediu desculpas aos 58 milhões de eleitores de Jair Bolsonaro (PL) e usou a velha tática “não foi bem isso o que eu quis dizer”.

– Na data de ontem, em Congresso da União Nacional dos Estudantes, utilizei a expressão “derrotamos o Bolsonarismo”, quando na verdade me referia ao extremismo golpista e violento que se manifestou no 8 de janeiro e que corresponde a uma minoria – escreveu.

E completou:

– Jamais pretendi ofender os 58 milhões de eleitores do ex-presidente nem criticar uma visão de mundo conservadora e democrática, que é legítima. Tenho o maior respeito por todos os eleitores e por todos os políticos democratas, sejam eles conservadores, liberais ou progressistas.

 FONTE:PLENO NEWS

PL envia Michelle ao Nordeste; região é famoso reduto petista Ex-primeira-dama visitará todos os estados nordestinos


 

Michelle Bolsonaro Foto: Andre Borges/(EPA) EFE/EFEVISUAL

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) terá uma missão política desafiadora em João Pessoa, na Paraíba, neste fim de semana. Esta é a primeira viagem de Michelle ao Nordeste desde a posse de Lula (PT) em seu terceiro mandato.

Ela prestigiará o evento de filiação de mulheres que aspiram concorrer às eleições municipais do próximo ano. Uma das organizadoras do ato é Simone Queiroga, esposa do ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, Marcelo Queiroga – de acordo com Bela Megale.

O PL quer a presença de Michelle Bolsonaro no nordeste para visitar todos os estados da região onde o presidente Lula goza de maior popularidade.

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Waiãpi quer exame toxicológico para alunos de federais "Nenhuma instituição pública deve alimentar o tráfico e o consumo de drogas", disse deputada


 

Silvia Waiãpi Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues

Um projeto de lei, apresentado pela deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP), visa tornar obrigatório que alunos de instituições federais de ensino façam exames toxicológicos. As informações são do site O Antagonista.

O texto defende que os estudantes comprovem semestralmente um resultado negativo do teste para que consigam efetivar a matrícula.

Waiãpi disse que a proposta garantirá a segurança no campus e irá coibir o consumo e a venda de drogas nas universidades.

– Nenhuma instituição pública deve alimentar o tráfico e o consumo de drogas no país. Iremos cobrar para que, de fato, permaneçam no local apenas alunos que estejam realmente comprometidos a estudar. Caso contrário, serão desligados – argumentou a parlamentar.

FONTE:PLENO NEWS

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