Linhas de transmissão de energia elétrica Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Um apagão na manhã desta terça-feira (15) afetou o fornecimento de energia elétrica em pelo menos 25 estados do país e no Distrito Federal. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS) e o Ministério de Minas e Energia, houve uma falha às 8h31, mas ainda não foram divulgadas as causas do ocorrido.
De acordo com informações levantadas pelo portal G1, ficaram sem energia elétrica cidades nos estados do Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Por meio de nota, o Operador Nacional do Sistema disse que uma ocorrência às 8h31 interrompeu a carga em estados do Norte e Nordeste, afetando também os do Sudeste. O órgão ainda relatou que “as causas da ocorrência ainda estão sendo apuradas” e informou que a recomposição foi iniciada em todas as regiões e até às 9h16, 6 mil MW (dos 16 mil MW afetados) já foram recompostos.
O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que determinou a criação de uma sala de situação e a apuração das causas do incidente. Já o coordenador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), José Marengo, disse que a causa do apagão deve ser operacional, pois não há um alerta pela seca que pudesse impactar o fornecimento.
– Apesar do baixo nível de chuva, não estamos em uma situação de seca extrema, principalmente na região nordeste, que foi onde começou o apagão – relatou Marengo.
Presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente da CPMI do 8 de janeiro, Arthur Maia (União Brasil-BA), quis deixar claro que não vai ceder aos esforços da base governista para levar o caso das joias envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Comissão.Segundo o deputado, para apurar o caso, deverá ser aberta uma CPMI específica.
– A comissão é para investigar os ataques do 8 de janeiro, não joias. A CPMI tem um objetivo claro. Nada contra apurar as joias. Mas que coletem as assinaturas e abram uma nova CPI – disse Maia ao G1.
Maia disse também que “a fórmula mais rápida de se chegar a lugar nenhum é tentar abraçar tudo”.
Na última sexta-feira (11), o deputado já havia manifestado nas redes sociais, sua intenção de ignorar os pedidos para incorporar à pauta da CPMI o caso das joias.
– Aviso aos navegantes: CPMI tem o propósito de investigar os acontecimentos do dia 8/1. Não admitirei que seja transformada em um palco de discussões estranhas a esse objetivo. Eventuais denúncias de corrupção ou outros assuntos contra quem quer que seja não serão tratados aqui – escreveu.
De acordo com Paulo Cappelli, do site Metrópoles, a base governista na Câmara dos Deputados já estaria se articulando para instaurar uma CPI das Joias. A busca célere por assinaturas se deu após ser deflagrada a Operação Lucas 12:2, da Polícia Federal (PF), na última sexta.
Neste sábado (12), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro postou fotos em um rancho. Nas imagens, apareceram o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) e a deputada federal Amália Barros (PL-MT).
O marido de Amália, o influenciador e empresário Thiago Boava, também estava com o grupo, bem como a assessora de imprensa Ana Rosa Schuster.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também estava no local, segundo apontam fotos publicadas por Schuster e Zé Trovão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou, nesta segunda-feira (14), o caso de uma menina de 5 anos de idade que morreu após ser atingida por uma bala perdida no Rio de Janeiro no último sábado (12). Ao falar sobre o tema, o petista declarou que “muitas vezes é a própria polícia que atira”, apesar de ainda existir confirmação da autoria do disparo que matou a menina.
– Que bala perdida é essa? Alguém atirou para aquele lado, essa bala não se perdeu, essa bala foi atirada para aquele lado para atingir alguém e pegou uma criança de 5 anos de idade. Onde a gente vai parar com esse tipo de comportamento, de violência? E muitas vezes é a própria polícia que atira – disse o petista.Lula prosseguiu com a fala dizendo não ser “contra a polícia”, mas que, na verdade, quer “policiais bem preparados, bem instruídos, com bastante inteligência”.
– O que não pode é sair atirando a esmo sem saber para onde atira – declarou.
Lula também criticou o porte de armas pela população, política endossada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o último governo, mas que o petista tem reduzido desde que assumiu o cargo.
– Quem é que quer comprar arma? É o crime organizado e algumas pessoas que não querem fazer bem para ninguém. Tem gente que gosta de sair armado mostrando que é poderoso. Não, é um covarde. Quem anda armado é um covarde. Tem medo. Se você não tiver medo e você for do bem, não tem que andar armado – afirmou.
Lula deu as declarações no programa Conversa com o Presidente, produzido pela EBC. A atração é uma espécie de live do presidente da República, normalmente transmitida às terças-feiras. Nesta semana, porém, a conversa foi promovida na segunda-feira porque, na terça, Lula estará no Paraguai para a posse do presidente eleito do país, Santiago Peña.
Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves
O advogado criminalista Frederick Wassef, um dos alvos da operação Lucas 12:2 da Polícia Federal na última sexta-feira, 11, disse estar sendo vítima de uma “uma campanha de fake news e mentiras de todos os tipos”. A Polícia Federal aponta para o defensor da família Bolsonaro como um dos envolvidos no suposto esquema de venda de joias e presentes de alto valor recebidos durante agendas oficiais.
De acordo com a corporação, Wassef teria recomprado um relógio da marca Rolex para entregá-lo ao Tribunal de Contas da União (TCU). O objeto teria as mesmas características do relógio que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou de presente durante uma agenda nos Emirados Árabes e que, posteriormente, Mauro Cid teria vendido.
Na decisão que autorizou as diligências de busca e apreensão da sexta-feira (11), consta que Wassef teria recuperado o relógio no dia 14 de março. O objeto estava em posse da empresa Precision Watches. O advogado teria retornado ao Brasil com o Rolex no dia 29 do mesmo mês.
– No dia 02/04/2023, Mauro Cid e Frederick Wassef se encontraram na cidade de São Paulo, momento em que a posse do relógio passou para Mauro Cid , que retornou para Brasília/DF na mesma data, entregando o bem para Osmar Crivelatti, assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro – diz o documento.
Na nota deste domingo (13), Wassef diz que só tomou conhecimento pela imprensa do suposto esquema de venda de joias recebidas em agendas oficiais.
– Nunca vendi nenhuma joia, ofereci ou tive posse. Nunca participei de nenhuma tratativa, nem auxiliei nenhuma venda, nem de forma direta nem indireta. Jamais participei ou ajudei de qualquer forma qualquer pessoa a realizar nenhuma negociação ou venda – diz a nota.
Ele declara ter sido “acusado falsamente de ter um papel central em um suposto esquema de vendas de joias”.
A operação Lucas 12:2 da PF vasculhou quatro endereços em São Paulo, Brasília e Niterói – um deles do advogado.
– A Polícia Federal efetuou busca em minha residência no Morumbi, em São Paulo, e não encontrou nada de irregular ou ilegal, não tendo apreendido nenhum objeto, joias ou dinheiro. Fui exposto em toda televisão com graves mentiras e calúnias – disse Wassef em nota
O nome dado à operação é referência a um versículo bíblico, que diz “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE FREDERICK WASSEF: Como advogado de Jair Messias Bolsonaro, venho informar que, mais uma vez, estou sofrendo uma campanha de fake news e mentiras de todos os tipos, além de informações contraditórias e fora de contexto. Fui acusado falsamente de ter um papel central em um suposto esquema de vendas de joias. Isso é calúnia que venho sofrendo e pura mentira. Total armação.
A primeira vez que tomei conhecimento da existência das joias foi no início deste ano de 2023 pela imprensa. Quando liguei para Jair Bolsonaro, ele me autorizou, como seu advogado, a dar entrevistas e fazer uma nota à imprensa. Antes disso, jamais soube da existência de joias ou quaisquer outros presentes recebidos. Nunca vendi nenhuma joia, ofereci ou tive posse. Nunca participei de nenhuma tratativa, nem auxiliei nenhuma venda, nem de forma direta nem indireta. Jamais participei ou ajudei de qualquer forma qualquer pessoa a realizar nenhuma negociação ou venda.
A Polícia Federal efetuou busca em minha residência no Morumbi, em São Paulo, e não encontrou nada de irregular ou ilegal, não tendo apreendido nenhum objeto, joias ou dinheiro. Fui exposto em toda televisão com graves mentiras e calúnias.
Homem roubou moto da PM Foto: Reprodução/Vídeo das Redes sociais
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a audácia de um homem em roubar a moto de um policial militar. A ousadia, no entanto, durou apenas alguns segundos, pois o cidadão foi atropelado logo em seguida. O episódio ocorreu , na região do Morumbi, Zona Oeste de São Paulo capital.
Nas imagens registradas por um celular, é possível ver o suspeito colidindo a motocicleta contra a lateral de um carro que passava pela Avenida Morumbi. Em seguida, ele é imobilizado pelo policial e detido.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar detalhou o ocorrido. Agentes realizavam uma operação pela região de Pinheiros e Jardins. Durante o patrulhamento pela avenida Juscelino Kubitschek, uma moto chamou a atenção pelas manobras bruscas entre os carros.
Em uma tentativa de abordagem dos PMs, o piloto fugiu. Quando chegou à Avenida Morumbi, após percorrer cerca de quatro quilômetros, o homem bateu em um carro parado. Ele abandonou a motocicleta e continuou a fuga a pé, até que encontrou a moto de um policial em um posto de gasolina. Ele foi preso em flagrante e encaminhado ao 34° Distrito Policial da Vila Sônia.
Deputado federal Nikolas Ferreira em sessão extraordinária Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Nesta quinta-feira (10), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para se manifestar sobre notícias a respeito do fim da isenção de 50 dólares para compras do exterior. Ele exibiu duas publicações antigas da primeira-dama Janja a respeito do assunto.
– Foi só uma mentirinha do bem – comentou o parlamentar.
Segundo informações do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, o Ministério da Fazenda decidiu acabar com a isenção da alíquota de importação para compras até 50 dólares feitas em sites de vendas. O ministro Fernando Haddad, que comanda a pasta, teria falado a parlamentares sobre a nova decisão.
A isenção teria sido derrubada nesta quarta-feira (9), após decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
– Com isso, perde efeito a portaria que passara a vigorar em 1º de agosto, reduzindo temporariamente a alíquota a zero. Ela valia para compras em empresas de comércio eletrônico integrantes do programa Remessa Conforme. A alíquota final deverá ficar em 34% para os consumidores – reportou a coluna.
O objetivo do governo seria manter as contas em dia após o aumento de investimentos.
Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano (Imagem ilustrativa) Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo A previsão do ...
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