Um protesto realizado no início da noite desta terça-feira (11), segundo dia da COP30, terminou com um segurança ferido e bloqueou a saída de participantes credenciados na blue zone, área onde ocorrem as negociações oficiais da conferência, em Belém.
O tumulto começou por volta das 19h20, logo após a coletiva que apresentou o balanço do dia. Um grupo com dezenas de manifestantes tentou forçar a entrada na área restrita do evento.
Segundo relatos, os manifestantes empurraram portas e entraram em confronto com os seguranças. Alguns portavam arco e flecha, bastões e bandeiras. A segurança da COP30 conseguiu conter o grupo e restabelecer a circulação no local após o incidente.
Ainda não há informações sobre prisões ou a identificação dos manifestantes. O comitê organizador da conferência não se pronunciou até o momento.
Donald Trump posando com o homólogo sírio, Ahmed Al-Sharaa Foto: EFE/ Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (10) na Casa Branca o presidente da Síria, Ahmed Al Sharaa, um ex-combatente insurgente que foi detido pelas forças americanas no Iraque em 2005 por causa de suas ligações com a Al Qaeda e que Washington agora apresenta como “um líder forte”.
Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump elogiou o presidente sírio, a quem recebeu a portas fechadas, e afirmou ter plena confiança em sua liderança.
– É um homem forte (…) Queremos que a Síria seja um país bem-sucedido, e ele pode conseguir isso. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que a Síria tenha sucesso, porque isso faz parte do Oriente Médio. Agora temos paz no Oriente Médio, a primeira vez que alguém se lembra de isso ter acontecido – disse.
Sharaa assumiu oficialmente como presidente interino da Síria em 29 de janeiro, após liderar as forças insurgentes que derrubaram o presidente Bashar Al Assad em dezembro de 2024.
A viagem a Washington marca a primeira visita de um chefe de Estado da Síria à Casa Branca desde que o país conquistou sua independência da França em 1946.
Dezenas de cidadãos sírios se reuniram em frente à Casa Branca, agitando bandeiras do país e mostrando apoio ao presidente interino, que acenou para eles.
A visita aconteceu depois que os EUA suspenderam as sanções impostas à Síria durante décadas, sob o governo da família Assad. Sharaa busca a revogação definitiva das restrições que ainda afetam o investimento estrangeiro e a reconstrução do país.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que a reunião faz parte dos esforços diplomáticos de Trump para promover a paz e estabilizar a região.
Analistas consideram que essa abertura dos EUA em relação à Síria é histórica, pois permitirá esse país trabalhar mais estreitamente com as forças norte-americanas na luta contra o Estado Islâmico (EI) e reforçar a cooperação com aliados regionais.
Sharaa, nascido em 1982 em Damasco, iniciou sua carreira no conflito sírio como militante ligado à Al Qaeda e foi detido pelas forças estadunidenses no Iraque em 2005, permanecendo sob custódia até 2011.
Depois, ele se desvinculou oficialmente do grupo terrorista, consolidou sua liderança sobre a organização islâmica Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e, em dezembro de 2024, liderou a ofensiva que derrubou o regime de Assad, sendo nomeado presidente interino da Síria em janeiro deste ano.
O gesto da Casa Branca simboliza uma mudança importante na política americana em relação à Síria após anos de sanções e isolamento diplomático, e marca o início de uma nova etapa nas relações entre os dois países, com potencial impacto na estabilidade do Oriente Médio e nos esforços internacionais contra o extremismo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde julho, continua ampliando sua base digital mesmo sem publicar mensagens. Desde que foi proibido de postar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente já ganhou cerca de 500 mil novos seguidores em suas redes sociais.
Atualmente, Bolsonaro soma 27,1 milhões de seguidores no Instagram, 14,1 milhões no X, 6,6 milhões no YouTube, 6,7 milhões no TikTok e 14 milhões no Facebook. Ele não posta desde 17 de julho, quando o STF bloqueou novas publicações, mas manteve suas contas ativas.
Políticos da oposição temiam uma “morte digital” do ex-presidente, conhecido por usar as redes como principal canal de comunicação com seus apoiadores. No entanto, o efeito foi o oposto. Em julho, ele tinha 68 milhões de seguidores somando todas as plataformas; hoje, são cerca de 68,5 milhões.
O maior crescimento ocorreu no Instagram. O último post do líder da direita, traz a resposta a uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que afirma estar sendo julgado por um golpe “sem armas”, alcançou 1,5 milhão de curtidas.
Mesmo sem novos conteúdos, internautas continuam ativos nas páginas de Bolsonaro, deixando comentários de apoio e críticas. As interações diárias mantêm o perfil visível nos algoritmos das redes.
A menos de um ano das eleições de 2026, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue como o principal nome da oposição e aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas simulações de primeiro e segundo turno divulgadas nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Gerp.
Mesmo impedido de disputar o pleito por decisões judiciais, Bolsonaro teria 37% das intenções de voto, contra 36% de Lula no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o ex-presidente venceria o petista por 47% a 42%, consolidando a vantagem.
A pesquisa também testou outros nomes do campo da direita. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como principal opção do grupo, com 30% das intenções de voto contra 35% de Lula em disputa direta. No segundo turno, Michelle teria 47% e Lula 44%.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por sua vez, aparece com 21%, enquanto Lula teria 33%. Em confronto direto, Tarcísio aparece com 44%, contra 43% do petista.
Questionados sobre qual seria o nome preferido como sucessor de Bolsonaro, 30% dos eleitores do líder conservador defenderam que ele indique Michelle, 24% preferem Tarcísio, 7% citam Eduardo Bolsonaro (PL) e 4% apontam Flávio Bolsonaro (PL). Um quarto dos apoiadores (25%) afirma que o capitão não deveria indicar nenhum dos nomes apresentados.
O levantamento do Instituto Gerp ouviu 2 mil eleitores em todo o país entre os dias 1° e 5 de novembro de 2025, com margem de erro de 2,24 pontos percentuais e nível de confiança de 95,55%.
Tribunal Superior Eleitoral Foto: José Cruz/Arquivo Agência Brasil
A ex-integrante da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, Letícia Sallorenzo, entrou com uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra os jornalistas David Ágape e Eli Vieira, além do ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro.
O pedido foi protocolado em 25 de outubro de 2025 e distribuído dois dias depois ao gabinete de Alexandre de Moraes, por “prevenção” ao Inquérito das Milícias Digitais, que o ministro conduz em sigilo. A ação pede que os três sejam investigados por difamação, injúria, associação criminosa, organização criminosa e até tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Na petição, a jornalista alega que se tornou alvo de ataques e perseguição nas redes sociais, supostamente “amplificados por perfis de alto alcance” e ligados a inquéritos que tramitam no STF, como os de nº 4.781, 4.874 (milícias digitais) e 4.921 (atos de 8 de Janeiro).
– A representante tornou-se alvo sistemático de ataques após as declarações de Eduardo Tagliaferro que a associaram ao TSE e ao ministro Alexandre de Moraes – diz o documento.
Os nomes dos acusados aparecem na série de reportagens “Vaza Toga”, que abordou a atuação da AEED durante as eleições de 2022. Sallorenzo sustenta que o conteúdo das matérias foi usado para “deslegitimar o Supremo Tribunal Federal e tensionar investigações sob sua jurisdição”.
Na peça, ela também afirma que as publicações configuram um “padrão de ação coordenada” e que as condutas “atentam contra a independência do Poder Judiciário e a própria estabilidade institucional do Estado Democrático de Direito”.
Em 28 de outubro, Moraes encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem até 12 de novembro para decidir se abrirá investigação ou arquivará o pedido.
Janja e Lula na COP30, em Belém Foto: Ueslei Marcelino/COP30
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, ironizou profissionais de imprensa nesta segunda-feira (10) durante a COP30, em Belém (PA). Ao passar próximo de estandes de veículos de mídia instalados no evento, a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma provocação sobre os preços cobrados nas lanchonetes da conferência.
– Já compraram coxinha? – perguntou, em tom de ironia e com um sorriso, enquanto se dirigia ao estúdio de uma emissora de TV.
Nos últimos dias, os valores dos alimentos vendidos dentro da área restrita da COP30 se tornou motivo de discussão e virou alvo até de reportagens de veículos que estão cobrindo a conferência. O jornalista Márcio Gomes, da CNN, por exemplo, relatou que gastou R$ 99 com a compra de dois salgados e um refrigerante no evento. Já a repórter Júlia Duailibi, da GloboNews, relatou que uma coxinha saía por R$ 30.
De acordo com o portal UOL, após a repercussão negativa, os comerciantes reduziram parte dos preços. Anteriormente, os quiosques chegaram a cobrar R$ 30 pela unidade do pão de queijo e R$ 25 por uma lata de água. Os almoços saíam entre R$ 60 e R$ 90.
Eduardo Tagliaferro Foto: Frame de vídeo / Paulo Figueiredo Show
Neste domingo (9), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O julgamento ocorre no plenário virtual e deve ser concluído na próxima sexta-feira (14).
Até agora votaram pelo recebimento da denúncia Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Falta apenas o voto de Cármen Lúcia. A quinta vaga da turma segue aberta, após a transferência de Luiz Fux para a Segunda Turma, à espera de nova indicação do presidente Lula.
Tagliaferro é acusado pela PGR de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo as investigações, ele teria repassado à imprensa mensagens sigilosas trocadas com servidores do STF e do TSE entre maio e agosto de 2024.
No voto do relator, Alexandre de Moraes rejeitou os argumentos da defesa e considerou haver fundamento legal para abrir a ação penal.
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