“Tomara que morra lá”, diz Nunes ao comentar prisão de Vorcaro Prefeito de São Paulo chamou o banqueiro de "desgraçado" ~ Hope Notícias

sábado, 7 de março de 2026

“Tomara que morra lá”, diz Nunes ao comentar prisão de Vorcaro Prefeito de São Paulo chamou o banqueiro de "desgraçado"



 

Ricardo Nunes Foto: Lucas Bassi/Câmara São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) elogiou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero. Durante discurso na inauguração do Parque do Aricanduva, em São Paulo, nesta sexta-feira (6), Nunes chamou o banqueiro de “desgraçado” e afirmou que espera que ele “morra lá [na cadeia] até apodrecer”.

Nunes complementou desejando que as autoridades envolvidas no escândalo também fossem punidas:

– Ainda bem que o desgraçado está preso. Imagina aquele que vivia em jatinho, fazendo festa de milhões, numa cela de nove metros. Tomara que morra lá até apodrecer. Que sejam punidos cada ministro, deputado e senador envolvidos – disse o prefeito.

ELO COM AUTORIDADES
Vorcaro foi preso na última quarta (4). Após a nova etapa das investigações, foram reveladas mensagens no celular do banqueiro que sugerem a proximidade do empresário com autoridades e membros da política brasileira.

As mensagens revelaram contatos de Vorcaro com figuras como o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Anteriormente já havia sido revelado pelo jornal O Globo a existência de um contrato de R$ 129 milhões do Master com a mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, que previa que o escritório da família trabalhasse na defesa dos interesses da instituição e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

Moraes não foi o único ministro com citações no caso. Dias Toffoli chegou a admitir que é sócio da empresa Maridt, dirigida por seus dois irmãos e que tinha participação em dois resorts da rede Tayayá. Toffoli era o relator do caso do Master no STF, mas renunciou após a PF revelar menções a ele no celular de Vorcaro.

A empresa de Toffoli vendeu sua fatia em um negócio de hospedagem no Paraná a fundos de investimentos que tinham como acionista Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. Zettel foi financiador das campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nas mensagens de celular, Vorcaro também relatou à namorada que esteve em Brasília em agosto de 2025 para encontrar o “governador” do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (PT) (MDB), em meio às negociações para o Banco de Brasília (BRB) comprar o Master.

O banqueiro também foi recebido pelo presidente Lula em 2024. Vorcaro disse na época que encontro foi “ótimo”. Na ocasião, o banqueiro estava acompanhado do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que foi conselheiro do Master, e de seu ex-sócio, Augusto Lima.

Após a operação da PF, os investigadores descobriram que Vorcaro tinha à sua disposição uma espécie de milícia privada que coletava informações sensíveis, espionava ilegalmente e ameaçava adversários, autoridades e jornalistas. Esse é o caso revelado pelas mensagens do celular do banqueiro contendo um plano para que o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo, fosse agredido em um assalto forjado.

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro e seus ajudantes chegaram a acessar sistemas restritos do Ministério Público, da Polícia Federal e até de organismos internacionais como o FBI e a Interpol.

Um de seus ajudantes, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, mais conhecido como Sicário, também foi detido na operação da PF, e tentou suicídio na prisão na última quarta.

O advogado dele contestou informações de fontes da Polícia Federal de Minas Gerais de que ele tinha morrido e afirmou que não foi aberto protocolo de morte cerebral para o cliente. Apesar disso, a defesa classificou o estado de saúde de Mourão como grave. A PF informou que será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias da tentativa de suicídio.

Sicário era responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Vorcaro.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

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