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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Deltan denuncia cobrança de R$ 2,8 milhões pelo TCU por gastos com passagens e diárias na Lava Jato Em suas redes sociais, ex-procurador disse que vai "seguir em frente" e que não vai "desistir" do Brasil


Ex-procurador da República, Deltan Dallagnol Foto: Agência Brasil/José Cruz

O ex-procurador Deltan Dallagnol se manifestou sobre uma cobrança de R$ 2,8 milhões relativos a gastos realizados com passagens e diárias de procuradores durante a operação Lava Jato. Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (24), Deltan afirmou que a cobrança partiu do Tribunal de Contas da União (TCU).

– Vou falar para vocês qual é o preço de combater a corrupção no Brasil. Meus advogados acabaram de me mandar uma notificação, um ofício do Tribunal de Contas, que quer colocar na minha conta, quer cobrar de mim e de outros procuradores da Lava Jato, o dinheiro que foi investido para recuperar R$ 15 bilhões para a sociedade. Para recuperar isso, a gente trouxe procuradores especialistas de todo o país, pessoas especializadas em lavagem de dinheiro, em combate à corrupção para trabalhar aqui. Para isso, como qualquer empresa paga, foram pagas passagens aéreas para essas pessoas virem trabalhar, dinheiro para eles pagarem hotel, alimentação, como qualquer empresa pagaria – declarou Dallagnol.

Em seguida, o ex-procurador fez uma associação entre o ministro Bruno Dantas e o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

– E agora o ministro Bruno Dantas, que estava lá no jantar de lançamento da pré-candidatura do ex-presidiário, ex-presidente Lula, ele, que é apadrinhado de Renan Calheiros, manda esse ofício querendo botar na minha conta? A gente vai recorrer disso aqui, eu vou levar para a Justiça, para 1ª instância, porque a 1ª instância é uma instância técnica do judiciário. Então eu tenho a expectativa de que vai revisar – apontou.

Dallagnol então disse que, mesmo com essa cobrança, ele não vai parar.

– Ele [Dantas] querendo cobrar isso de mim que não sou administrador do Ministério Público, não mandei pagar diária, não recebi essas diárias, não autorizei, e ele deu um jeito de me incluir lá. Olha o que ele quer cobrar de mim, R$ 2,800 milhões. O sistema reage, o sistema contra-ataca, o sistema quer parar você, mas se vocês querem me parar, eu não vou ser parado. Eu vou seguir em frente, eu não vou desistir do meu país. Eu amo o meu país, eu amo as pessoas do meu país. Eu quero reduzir o sofrimento humano causado pela corrupção e, para isso, eu vou lutar até o fim contra a corrupção e contra a impunidade – ressaltou.

Eleição presidencial: Confira os 12 nomes que seguem na disputa Com as saídas de Moro e Doria, disputa começa a afunilar com a aproximação do pleito


 

Com o primeiro turno da eleição para presidente da República se aproximando, os arranjos políticos começam a tomar forma e algumas pré-candidaturas ao Palácio do Planalto a ganhar corpo, enquanto outras, como a do ex-juiz Sergio Moro e a do ex-governador João Doria, afundaram antes mesmo de virarem, oficialmente, candidaturas.

Mesmo ainda sem a oficialização dos nomes que vão concorrer no pleito presidencial, já que o período para os partidos realizarem convenções e decidirem seus candidatos vai de 20 de julho a 5 de agosto, alguns nomes já parecem praticamente certos e devem aparecer nas urnas em 2022.

Por isso, o Pleno.News apresenta um resumo dos 12 concorrentes que aparecem atualmente na lista de pré-candidatos na disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. Confira:

JAIR BOLSONARO (PL)
O atual presidente se filiou ao Partido Liberal (PL) no dia 30 de novembro de 2021 e será candidato à reeleição neste ano. Em 2018, Bolsonaro foi eleito em segundo turno com mais de 57 milhões de votos. Com o apoio de uma grande base política que o acompanhou na ida para o PL, ele deve ter como vice o general Walter Braga Netto.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT)
Presidente entre 2003 e 2010, Lula não concorreu em 2018, pois havia sido preso por causa do processo do tríplex do Guarujá. Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações contra ele, permitindo ao petista a possibilidade de concorrer no próximo ano. O vice do petista será o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB).

CIRO GOMES (PDT)
Candidato pelo PDT em 2018, quando conquistou 13,3 milhões de votos, Ciro tem sido o concorrente que “dispara em todas as direções”, fazendo críticas tanto ao presidente Jair Bolsonaro quanto ao ex-presidente Lula. O ex-governador chegou a suspender a pré-candidatura após a votação da PEC dos Precatórios, mas depois voltou atrás.

SIMONE TEBET (MDB)
Senadora pelo Mato Grosso do Sul, a parlamentar foi anunciada pelo MDB como pré-candidata do partido ao Planalto no fim de novembro de 2021. Recentemente, ela teve seu nome reforçado como a principal representante da chamada terceira via após as saídas de Sergio Moro (União Brasil) e João Doria (PSDB) da disputa presidencial.

ANDRÉ JANONES (Avante)
Deputado federal pelo estado de Minas Gerais, Janones foi escolhido pelos diretórios do partido, em novembro de 2021, como o pré-candidato do Avante na eleição para presidente. Advogado de formação, André está no seu primeiro mandato no Congresso.

FELIPE D’ÁVILA (Novo)
Escolhido pelo Novo no início de novembro de 2021, o cientista político Felipe d’Ávila é o pré-candidato da legenda à Presidência da República. Caso a candidatura seja confirmada, será a segunda vez que o Novo participará de uma eleição presidencial. Em 2018, o ex-presidente da sigla João Amoêdo ficou em quinto lugar, com 2,5% dos votos.

LEONARDO PÉRICLES (UP)
Representante do Unidade Popular (UP), um dos partidos mais à esquerda no espectro político entre aqueles que já lançaram pré-candidatos até agora, Leonardo Péricles tem 40 anos e mora em Belo Horizonte (MG), em uma ocupação urbana. Ele também é o presidente oficial da sigla.

JOSÉ MARIA EYMAEL (Democracia Cristã)
Personagem de um dos jingles mais conhecidos da história política recente, Eymael foi apresentado no fim de março deste ano como pré-candidato ao Planalto pelo Democracia Cristã, partido do qual ele é fundador e presidente. Ao anunciar sua pré-candidatura ele reforçou que seus valores “são os valores da família, as necessidades da família”.

LUCIANO BIVAR (União Brasil)
Bivar teve seu nome aprovado pelo partido como pré-candidato a presidente da República em abril deste ano. A sigla, que nasceu da fusão dos partidos DEM e PSL, inicialmente uniria forças com o chamado grupo da terceira via, com PSDB, MDB e Cidadania, mas no início de maio o partido optou por deixar o bloco.

PABLO MARÇAL (PROS)
O palestrante e coach Pablo Marçal se lançou como pré-candidato à Presidência da República pelo partido PROS durante um evento com nomes da música gospel na Arena Barueri, em São Paulo, no começo de maio. Na ocasião, ele prometeu “destravar a nação” e lançar um novo sistema político, denominado “governalismo”.

SOFIA MANZANO (PCB)
A pré-candidata do Partido Comunista Brasileiro à Presidência é formada em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC). Ao anunciar a pré-candidatura de Manzano, o PCB a classificou como “uma alternativa de esquerda para a crise brasileira”. Entre suas propostas já divulgadas estão a reestatização de estatais privatizadas.

VERA LÚCIA (PSTU)
Lançada como pré-candidata em março, Vera concorrerá pela segunda vez ao posto mais alto do Executivo brasileiro. Em um texto divulgado ao lançar sua pré-candidatura, ela afirmou que o governo federal “aprofundou a crise econômica existente no país e acelerou todas as mazelas que já afligiam a vida dos trabalhadores”.

FONTE:PLENO NEWS

Felipe Melo responde Mônica Bergamo sobre operação no RJ Jogador do Fluminese agradeceu a Deus por não haver óbitos entre os policiais


 

Felipe Melo durante entrevista coletiva Foto: Fluminense FC/Mailson Santana

O jogador do Fluminense, Felipe Melo, reagiu, nesta quarta-feira (25), à publicação da jornalista Mônica Bergamo, em que ela descreveu a operação da Polícia Militar na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, como “massacre” e destacou que não houve policiais dentre os mais de 20 mortos. No espaço para comentários, o meio-campista agradeceu a Deus por não haver óbitos entre os agentes.

– Graças a Jesus Cristo não morreu nenhum policial – escreveu o meio-campista do Fluminense.

Em publicações posteriores, Bergamo seguiu criticando a ação das autoridades, que ocorreu nesta terça (24).

– CHACINA? MASSACRE? Como definir o completo absurdo? Não há palavras, apenas cadáveres – acrescentou em outra postagem.

De acordo com a polícia, a ação teve início de forma emergencial, após as autoridades serem informadas de que o Comando Vermelho deslocaria 50 criminosos para reforçar o tráfico na Rocinha. Entre os suspeitos, estariam chefes de outras favelas do Rio de Janeiro e criminosos de outros estados, como Pará, Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte.

Segundo a PM, os agentes foram atacados a tiros quando iniciavam a ação. Treze entre os mortos eram criminosos, e uma era moradora, que foi atingida por uma bala perdida em casa. A ação durou 12 horas e reuniu cerca de 80 agentes, em operação conjunta entre o Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Felipe Melo responde Mônica Bergamo Foto: Reprodução / Twitter.
FONTE:PLENO NEWS

Coronel relaciona decisão do STF à migração de bandidos para RJ Secretário da PM afirmou que limitar operações nas favelas durante a pandemia pode ter acentuado a criminalidade na região


 

Polícia militar do Rio de Janeiro Foto: EFE/ Andre Coelho

O coronel e secretário da Polícia Militar, Luiz Henrique Pires, afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de restringir as operações nas favelas em meio à pandemia da Covid-19 pode ter contribuído para que criminosos de outras regiões do país migrassem para as comunidades do Rio de Janeiro. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva nesta terça-feira (24).

A Polícia Militar (PM) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão atuando em operação conjunta para capturar parte desses bandidos, que vieram do Pará, Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte e estão escondidos na Vila Cruzeiro. Também há chefes de outras favelas do Rio de Janeiro, como do Jacarezinho, Salgueiro, Mangueira, Providência. Até o momento, a ação, iniciada na terça, resultou em ao menos 21 mortos.

– A gente começa a perceber essa movimentação, essa tendência de ligação com o Rio de Janeiro a partir da decisão do STF. Isso vem se acentuando nos últimos meses e essa tendência, esses esconderijos nas nossas comunidades são fruto da decisão do STF. A gente está estudando isso, mas provavelmente é fruto dessa decisão que limitou as ações das forças policiais do estado na comunidade – declarou Pires.

A decisão do STF ocorreu em junho de 2020 e visava fortalecer o isolamento social na região. A medida permitia operações apenas em “hipóteses absolutamente excepcionais”. Nesses casos, seria necessário justificativas por escrito e comunicação com o Ministério Público.

De acordo com a polícia, a ação desta semana, que reúne 80 agentes, teve início de forma emergencial, após as autoridades serem informadas de que o Comando Vermelho deslocaria 50 criminosos para reforçar o tráfico na Rocinha.

– A intenção era que essa operação fosse feita fora da comunidade. O grupo estaria indo para outra região, da Rocinha. De forma emergencial, tivemos que iniciar a operação com autorização do Ministério Público. O objetivo era fazer a prisão desses homens em flagrante – acrescentou o coronel.

FONTE:PLENO NEWS

No Brasil, 2,9 milhões se dizem homossexuais ou bissexuais O IBGE realizou primeira pesquisa sobre orientação sexual dos brasileiros


 

Bandeira do orgulho LGBT Foto: Pixabay

Pelo menos 2,9 milhões de brasileiros (1,9% da população do país) se declaram homossexuais ou bissexuais, enquanto outros 3,6 milhões não quiseram responder ou não sabiam (3,4%). Os números fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS): Orientação Sexual, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na manhã desta quarta-feira (25), e são compatíveis com os aferidos em outros países.

É a primeira vez que o IBGE pergunta aos brasileiros sobre sua orientação sexual. A pergunta foi introduzida na PNS de 2019 para atender à demanda por informações sobre a orientação sexual da população. Para a pergunta “qual é a sua orientação sexual?”, a pesquisa oferecia seis opções de respostas: heterossexual, homossexual, bissexual, outra orientação sexual, não sabe e recusou-se a responder.

Perguntas sobre identidade de gênero não foram incluídas nessa pesquisa, mas o IBGE espera acrescentá-las em próximas edições.

Segundo o levantamento, em 2019 havia 159,2 milhões de pessoas com 18 anos ou mais no país, das quais 46,8% eram homens e 53,2% mulheres. Desse total, 94,8% se declararam heterossexuais; 1,2% homossexuais; 0,7% bissexuais; 0,1% declararam outra orientação sexual (assexual ou pansexual) e 3,4% não sabiam ou não quiseram responder.

– A conclusão a que chegamos é que ainda é um tema muito sensível e delicado, tanto na abordagem quanto na resposta – afirma a coordenadora do trabalho, Maria Lúcia Franca Pontes Vieira.

De um total de 1,1 milhão de pessoas que se declararam bissexuais, a maioria era formada por mulheres (65,6%). Por outro lado, entre os 1,8 milhão de homossexuais, os homens eram maioria (56,9%). Ao avaliar os resultados por cor ou raça, não foi verificada diferença significativa entre os brancos (1,8%) e pretos e pardos (1,9%).

A pesquisa mostra que o maior contingente de homossexuais ou bissexuais está entre os mais jovens (18 a 29 anos). Chega a 4,8% do total nesta faixa etária. Os porcentuais são menores conforme as faixas de idade aumentam, chegando a apenas 0,2% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

O porcentual de pessoas que não quiseram ou não souberam informar sua orientação sexual também foi mais elevado na população de 18 a 29 anos (5,3%). Nas demais faixas, se manteve entre 2,5% (60 anos ou mais) e 3,0% (40 a 59 anos).

Em relação ao nível de instrução, o porcentual de homossexuais e bissexuais chegou a 3,2% entre aqueles com nível superior completo e foi significativamente menor entre os que tinham o fundamental incompleto (0,5%).

A proporção de pessoas que informaram não saber sua orientação sexual ou não quiseram responder foi bem maior entre as pessoas com nível de instrução menor. Segundo Maria Lúcia, pode ter havido alguma dificuldade de compreensão da pergunta por esse grupo, que ainda está sendo avaliada.

Quanto ao rendimento domiciliar per capita, os maiores porcentuais de pessoas homossexuais ou bissexuais foram observados nas duas classes sociais de rendimento mais elevado: 3,1% para aqueles com renda de 3 a 5 salários mínimos e 3,5% entre os que recebem mais de 5 salários mínimos. Os porcentuais também são maiores nas áreas urbanas (2,0%) do que nas rurais (0,8%).

A pesquisa mostra que os números sobre orientação sexual no Brasil estão um pouco abaixo do verificado nos inquéritos domiciliares de outros países, ainda que os resultados sejam considerados compatíveis. O trabalho mostra que os porcentuais são mais baixos que os brasileiros somente na Colômbia (1,2%). No Chile, o número é igual ao nosso: 1,8%. Mas são um pouco maiores no Reino Unido (2,2%), Austrália (2,7%), Estados Unidos (2,9%) e Canadá (3,3%).

*AE

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