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sábado, 5 de agosto de 2023

Juristas criticam Moraes e dizem que Monark não violou a lei Especialista diz que o caso do youtuber torna evidente a "normalização da censura no Brasil"


 Ministro Alexandre de Moraes

Ministro Alexandre de Moraes Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

O influenciador digital Monark vem sofrendo uma devassa patrocinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que além de cerceá-lo nas redes sociais, impôs ao youtuber uma multa no valor de R$ 300 mil, alegando que ele teria descumprido decisão judicial. Para Moraes, é justificada a abertura de inquérito em desfavor de Monark por suspeita de crime de desobediência.

Juristas afirmaram que Monark não violou, nenhuma lei sequer. De acordo com os especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, à luz da Constituição, além de ter sido punido injustamente em decisões pregressas, o influenciador não poderia ser objeto de investigação pelo crime de desobediência.

Doutor em Direito Constitucional pela USP, Alessandro Chiarottino afirma que o caso torna evidente a “normalização da censura no Brasil”.

– Não há nada nos pontos elencados pelo Moraes que possa ser considerado delito perante a legislação brasileira – advertiu.

E completou:

– Temos uma situação realmente muito grave no país, hoje em dia, que é o desfazimento do modelo que foi instaurado com a Constituição de 1988. E nós não sabemos para onde estamos caminhando. Isso me parece o cerne desse fato [da decisão sobre Monark].

Já para o ex-juiz de Direito, Adriano Soares da Costa, a decisão do ministro Alexandre de Moraes “não cita uma única norma jurídica violada pela conduta do comunicador social” e acumula ilegalidades. Para ele, trata-se de inquérito inconstitucional, configurando censura prévia e extingue os meios laborais de subsistência do youtuber.

– São medidas extremas e inconstitucionais, sem previsão legal e com a supressão da liberdade individual sem a observância do devido processo legal, promovidas por juízo de exceção sem previsão legal – destacou.

Soares da Costa deixou claro que se já havia uma punição prevista em caso de descumprimento da ordem judicial, não há que se falar em enquadramento de tipo penal por desobediência.

– A jurisprudência do STJ [Superior Tribunal de Justiça] tem se formado no sentido de que, quando há sanções específicas para os casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência, que seriam a multa e a possibilidade de prisão preventiva, afasta-se a incidência do tipo penal de desobediência. Desse modo, não há tipicidade na conduta de Monark, ainda mais porque a ordem de suspensão de perfis é destinada às plataformas digitais – observou.

Os juristas entendem que a decisão de Moraes desmonetizando todos os perfis de Monark também é inconstitucional.

Chiarottino sustenta que decisões judiciais ilegais como essas, aplicadas reiteradamente, impedem que o Brasil seja considerado uma democracia plena.

– Nós já não estamos numa situação de Estado Democrático de Direito pleno. Estamos em situação híbrida, entre um regime autoritário e o regime do Estado de Direito. É um Estado de Direito que vai negando cada vez mais os seus fundamentos – como a liberdade de expressão, o devido processo legal e o respeito à integridade física das pessoas e às suas liberdades –. Essa erosão do Estado Democrático de Direito é muito mais importante do que analisar individualmente cada caso. Porque a gente corre o risco de ficar falando eternamente, daqui a mil situações análogas a essa: “aqui não existe delito”, “isto aqui deveria ser considerado liberdade de expressão”, “essa pessoa pode ser presa por este ponto específico” etc.

FONTE:PLENO NEWS

Governo Lula bloqueia R$ 332 milhões em verba da Educação Educação básica será a principal área afetada


 

Presidente Lula Foto: EFE / André Borges

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bloqueou a liberação de recursos públicos para a educação básica, alfabetização de crianças, transporte escolar e bolsas de estudo na mesma semana em que lançou um programa de ensino em tempo integral. A decisão atraiu críticas e cobranças ao ministro da Educação, Camilo Santana.

A tesourada no Ministério da Educação soma R$ 332 milhões e mexeu em várias ações tocadas pela pasta. O valor atingiu principalmente a educação básica (R$ 201 milhões), incluindo todo o recurso programado para o desenvolvimento da alfabetização (R$ 131 milhões), conforme levantamento da Associação Contas Abertas com dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop).

Também foram atingidas verbas para a compra de veículos do transporte escolar (R$ 1 milhão) e bolsas de pesquisa no ensino superior (R$ 50 milhões).

O bloqueio significa que o dinheiro só será liberado se o governo verificar que não há risco de descumprir o teto de gastos, regra fiscal em vigor, e não é possível afirmar quando isso vai acontecer. Na prática, as escolas ficam sem a garantia de receber todo o repasse esperado.

A decisão foi tomada por decreto no último dia 28. Na última terça-feira (1), um dia depois de Lula sancionar o projeto da escola integral, o corte já estava feito no MEC. Bloquear recursos do Orçamento é uma forma de evitar um furo nas contas públicas, conduta que pode até acabar em impeachment do presidente. A conta é matemática, mas o governo escolhe quais áreas serão atingidas quando precisa controlar o caixa.

– O ideal seria que os cortes ocorressem em despesas como passagens aéreas, diárias, locação de imóveis, nas férias de 60 dias do Judiciário, nos super salários, na quantidade de assessores dos parlamentares e outras, mas esses cortes ou não têm escala suficiente para os ajustes necessários ou são tidos como inviáveis politicamente – afirmou o secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco.

Camilo Santana é o ministro da Educação Foto: Foto: Ricardo Stuckert/PR

A escola em tempo integral é a principal aposta do Ministério da Educação atualmente, após o governo ter revogado o programa de escola cívico-militares. A pasta anunciou que pretende incluir 3,2 milhões de estudantes no plano até 2026. O bloqueio significa que as escolas ainda devem receber o dinheiro para o ensino integral, mas podem não ter todos os recursos que esperavam para outras despesas.

– A educação mais uma vez está com a corda no pescoço. Para que as plataformas de alfabetização e educação em tempo integral de fato sejam realidade, o orçamento precisa ser integral e recomposto – disse Alessandra Gotti, doutora em Direito Constitucional e presidente-executiva do Instituto Articule.

– Não se sabe quando a situação vai ser equacionada e esse tipo de corte revela muito a prioridade que se dá – apontou.

Procurado pela reportagem, o ministério encaminhou uma entrevista dada pelo ministro Camilo Santana ao portal UOL na última quarta (2). O chefe da pasta afirmou que o bloqueio não afeta o programa de ensino integral e espera mais recursos para a educação em 2024, com a aprovação do arcabouço fiscal.

O MEC não respondeu, porém, como ficarão as áreas afetadas e como pretende recompor a verba.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

Bolsonaro posa com apoiadores em praia do Rio de Janeiro O ex-presidente foi recebido com carinho por homens, mulheres e crianças


 

Jair Bolsonaro Foto: Reprodução Instagram

O ex-presidente Jair Bolsonaro aproveitou o calor desta sexta-feira (4) na cidade do Rio de Janeiro para tomar banho de mar e foi recebido por apoiadores.

Bolsonaro está a passeio na capital fluminense, hospedado na residência dele, no condomínio Vivendas da Barra. Pela manhã, ele tirou fotos com funcionários de uma padaria na Barra da Tijuca.

Já na praia, Bolsonaro não hesitou em tirar a camiseta para entrar no mar, deixando à mostra a cicatriz das cirurgias que precisou fazer após a facada que levou de Adélio Bispo em 6 de setembro de 2018.

Assista:

FONTE:PLENO NEWS

Papa defende que mulheres transexuais “são filhas de Deus” Pontífice relembrou um encontro que teve com um grupo de transexuais no Vaticano


 

Papa Francisco Foto: Esteban Garay/EFE

Em entrevista divulgada nesta sexta-feira (4), o papa Francisco voltou a defender o acolhimento de pessoas LGBTQIA+ nas igrejas, embora afirme considerar a homossexualidade como pecado. Em suas declarações à revista espanhola Vida Nueva, o pontífice lembrou de um encontro com mulheres transexuais no Vaticano e defendeu que elas também são “filhas de Deus”.Segundo o pontífice, o grupo saiu do Vaticano chorando por ter sido recebido pelo líder Católico.

– Não me preocupo que me critiquem por eu receber transexuais na audiência geral das quartas-feiras. (….) A primeira vez que vieram e me viram, saíram chorando, dizendo que eu tinha dado uma mão, um beijo… Como se eu tivesse feito algo excepcional. Mas elas são filhas de Deus! Ele ainda te ama do jeito que você é. Jesus nos ensina a não estabelecer limites – declarou.

O líder religioso ainda disse que “dialogar com todos é algo que Jesus nos ensinou”.

– Quando alguém se fecha ao diálogo, é sinal de fraqueza. Se a Igreja não tem isso que Jesus ensinou, não é Igreja. Todos têm de se sentir escolhidos – enfatizou.

Essa não é a primeira vez que o papa Francisco aborda o tema de transexuais na Igreja. No último dia 25, ele declarou que “Deus nos ama como somos”, segundo a CNN.

A declaração do papa surgiu depois que Giona, uma jovem italiana, disse estar “dividida pela dicotomia entre a fé [católica] e a identidade transgênero”. Francisco, por sua vez, apontou que o “Senhor sempre caminha conosco” e que “mesmo que sejamos pecadores, Ele se aproxima para nos ajudar”.

– O Senhor nos ama como somos, este é o amor louco de Deus.

O papa ainda chamou de pecado e injustiça as leis que criminalizam membros da comunidade LGBTQIA+. No entanto, o pontífice reafirmou que o casamento só pode ser entendido como uma união vitalícia entre um homem e uma mulher.

FONTE:PLENO NEWS

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Advogada de Bolsonaro anuncia presença na posse de Zanin Karina Kufa reagiu às críticas que recebeu


 

Karina Kufa Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados

Karina Kufa, advogada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou que estará na cerimônia de posse do também advogado Cristiano Zanin como ministro do Superior Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (3). Ela compartilhou em seu perfil no Instagram uma foto do convite que recebeu para a solenidade.

– Nesta semana estarei presente na posse do novo ministro do STF, Cristiano Zanin Martins – escreveu a advogada junto à imagem.

A publicação acabou gerando críticas, o que irritou Karina. Na noite desta quarta (2), a advogada respondeu diretamente ao ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, que compartilhou o post dela, com a legenda: “Não duvido de mais nada vindo dessa gente”.

Em sua resposta, Karina disse que não “milita” contra o Judiciário. Ela também afirmou que Bolsonaro tem ciência de seu posicionamento quanto a Zanin.

– Quando os “críticos” forem presos irão me procurar para defendê-los no STF. Eu sou advogada e sempre mantive boa relação com o judiciário. Não milito contra o poder que atuo. Avisei o meu cliente [Bolsonaro] sobre o apoio ao ministro Zanin e a participação na posse. Não me importo com opinião de invejoso – disparou, referindo-se ao ministro que rompeu com Bolsonaro em 2020.

Karina falou ainda em “direita burra” e que, segundo ela, o líder do chamado “gabinete do ódio” não é bolsonarista.

Especialista em direito eleitoral e administrativo, Karina Kufa representa Bolsonaro em cerca de 50 processos.

 FONTE:PLENO NEWS

CPI do MST ouve José Rainha, líder sem-terra, nesta quinta Rainha ainda está detido preventivamente, acusado de extorquir proprietários rurais


 

José Rainha Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ouve, nesta quinta-feira (3), o depoimento de José Rainha, um dos líderes da Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade (FNL).

Três deputados apresentaram requerimentos para que José Rainha fosse ouvido na CPI: Kim Kataguiri (União Brasil-SP), Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Evair Vieira de Melo (PP-ES). Os deputados argumentaram que Rainha, que já foi um dos líderes do MST e atua nos movimentos dos sem-terra, pode trazer esclarecimentos importantes para o inquérito que analisa a promoção de ocupações de terras no país.

Na última terça (1º), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux negou um pedido da defesa de Rainha de não precisar comparecer à CPI. O ministro garantiu, porém, que o líder sem-terra poderá ficar em silêncio quando for indagado por questões que podem incriminá-lo.

Na última segunda (31), a presidente do Tribunal, a ministra Rosa Weber, também não concedeu a liminar, já que como chefe da Corte, só poderia concedê-la se verificasse uma situação de urgência, o que não foi identificada em sua análise.

– Concedo parcialmente a ordem para que seja garantido o direito contra a autoincriminação, podendo, consectariamente, permanecer em silêncio tão somente sobre fatos que possam implicar em sua incriminação – ordenou Luiz Fux.

QUEM É JOSÉ RAINHA?
Uma das principais personalidades do MST durante a década de 90, José Rainha tem 63 anos e é militante pela reforma agrária desde que tinha 17. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rainha é apontado como um dos principais pivôs das invasões de terra que aconteceram no Brasil.

No início de março deste ano, ele foi preso em uma operação da Polícia Civil de São Paulo, no Pontal do Paranapanema, no extremo-oeste do estado, ao ser acusado de extorquir proprietários rurais. Rainha ainda está detido preventivamente.

QUEM A CPI JÁ OUVIU?
A criação da CPI do MST foi requisitada pela oposição ao governo do presidente Lula para investigar a organização e o financiamento de invasões de terras promovidas pelo movimento no início deste ano de 2023.

Inaugurada em 23 de maio, a CPI já colheu o depoimento do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias, do ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Francisco Grazian, do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO). Também foram ouvidos pela comissão professores universitários, integrantes do MST e servidores públicos.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

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