Tiffany Abreu (Imagem ilustrativa) Foto: Reprodução/ Print de vídeo X (ex-Twitter) Osasco Voleibol Clube e TKS Sport
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar para afastar a restrição à participação de atletas transgênero na fase final da Copa Brasil Feminina de Vôlei, realizada em Londrina (PR), na sexta-feira (27) e neste sábado (28). A decisão, proferida na Reclamação (Rcl) 91022, atendeu a pedido da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).
No STF, a CBV alega que a Lei Municipal 13.770/2024 de Londrina proíbe a participação de atletas com identidade de gênero diferente do sexo biológico em competições disputadas em equipamentos públicos municipais. Segundo a entidade, em decorrência da lei local, a participação da atleta Tifanny Abreu, que preenche todos os requisitos do regulamento da CBV, poderia resultar na aplicação de multa à organização e até mesmo na perda do alvará concedido para a realização da competição no Ginásio do Moringão.
A confederação sustenta que a legislação municipal viola decisões vinculantes do STF sobre a autonomia constitucional das entidades desportivas para se autorregular, além de inúmeros precedentes em que a Corte assegurou direitos a pessoas transgênero.
Na decisão, a ministra Cármen Lúcia explicou que o STF, no julgamento da ADI 7580, ressaltou a autonomia das organizações esportivas para se autogovernar e se autonormatizar. No caso, ela verificou que a confederação esportiva tem regulamento próprio, com política específica para a participação de atletas trans, baseada em critérios técnicos e jurídicos alinhados a diretrizes internacionais.
A aplicação da lei municipal, segundo a relatora, “geraria grande perplexidade e insegurança jurídica e social por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana”, desenhadas no Brasil nas últimas décadas e reiteradamente validadas em decisões vinculantes do STF.
Diante da urgência, em razão da proximidade do evento, e das razões apresentadas pela entidade – inclusive a possibilidade de banimento de uma desportista da competição –, a ministra considerou preenchidos os requisitos para a concessão da liminar. As informações são do STF.
A liminar da ministra beneficiou a atleta trans Tiffany Abreu, que joga no time de vôlei Osasco São Cristóvão Saúde e marcou o ponto decisivo que garantiu a vitória de sua equipe na Copa Brasil de Vôlei, na partida disputada nesta sexta (27) contra o Sesc Flamengo, no Ginásio Moringão, em Londrina (PR). O Osasco derrotou o SESC Flamengo por 3 a 0 (25/21, 26/24 e 25/17), nas semifinais da competição.
Um pesquisador norte-americano identificou um conjunto específico de moléculas de RNA que pode representar um avanço importante no combate ao câncer de mama, abrindo novas possibilidades terapêuticas para uma das doenças que mais afetam mulheres em todo o mundo. A descoberta reforça como a pesquisa científica recente tem avançado rapidamente e produzido resultados cada vez mais promissores na oncologia.
De acordo com estudos na área, essas moléculas de RNA — especialmente os chamados RNAs não codificantes, como microRNAs e lncRNAs — desempenham um papel fundamental no controle da expressão dos genes. Em certos tipos de câncer de mama, elas podem atuar tanto estimulando quanto inibindo o crescimento tumoral. Ao compreender melhor esse funcionamento, os cientistas conseguem identificar alvos mais precisos para tratamentos, reduzindo efeitos colaterais e aumentando a eficácia das terapias.
Pesquisas recentes mostram que algumas dessas moléculas podem ser usadas como biomarcadores, ajudando no diagnóstico precoce, na previsão da agressividade do tumor e até na escolha do tratamento mais adequado para cada paciente. Outras investigações indicam que terapias baseadas em RNA podem “desligar” genes associados à resistência a quimioterapia ou bloquear vias que permitem a multiplicação das células cancerígenas.
Esse tipo de abordagem faz parte de uma tendência maior da medicina personalizada, que busca tratamentos adaptados às características genéticas e moleculares de cada tumor. Especialistas apontam que, embora ainda sejam necessários testes clínicos mais amplos, os resultados iniciais são animadores e podem, no futuro, complementar ou até substituir algumas estratégias tradicionais no tratamento do câncer de mama.
O avanço destaca não apenas o potencial das terapias baseadas em RNA, mas também o impacto direto do investimento contínuo em ciência e pesquisa. Cada nova descoberta amplia o entendimento da doença e aproxima a medicina de soluções mais eficazes, humanas e direcionadas, oferecendo esperança real para milhões de pacientes ao redor do mundo.