Jair Bolsonaro Foto: Reprodução/YouTube O Antagonista
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu entrevista à revista Crusoé – publicada no último dia 28 – quando foi questionado se ele se sente perseguido mesmo após ter deixado a Presidência da República. Na ocasião, o líder conservador disse uma frase o tanto quanto emblemática. Para ele, “triste é o país que condena seus cidadãos não por erros, falhas, mas quando condena por virtudes”.– Por que a inelegibilidade? Triste é o país que condena seus cidadãos não por erros, por falhas, mas quando condena por virtudes. O que eu vejo do meu governo? Quatro anos, dois praticamente parados por conta da pandemia, e nós entregamos o país melhor do que eu recebi em 2019 – pontuou.
Bolsonaro também afirmou que resolveu deixar o Brasil em 30 de dezembro para não ter de passar a faixa a alguém “com o passado do atual presidente que está aí”. E comentou sobre a especulação de que ele teria cogitado dar um golpe de Estado.
– Desde quando assumi, falavam: “Ah, o Bolsonaro vai dar um golpe, vai dar um golpe”. Mas que golpe? Se eu tivesse que dar um golpe, eu daria durante o mandato. Não uma semana depois de ter deixado a Presidência da República – declarou.
E completou:
– Eu resolvi ir embora em 30 de dezembro. Jamais entregaria a faixa para alguém com o passado do atual presidente que está aí. Jamais, jamais. Pela forma como ele foi tirado da cadeia, a forma como ele foi “descondenado” para driblar a Lei da Ficha Limpa. E, depois, como o TSE tratava as questões de interesse meu e dele. O TSE foi completamente favorável ao outro lado. Mas eu considero as eleições do ano passado uma página virada.
Sarah Sheeva cria canal para analisar filmes e critica Barbie Foto: Reprodução/Print de vídeo YouTube Análise Espiritual dos Filmes By Sarah Sheeva
A pastora Sarah Sheeva criticou o longa-metragem Barbie. A avaliação da religiosa consta em um vídeo publicado em seu canal do YouTube, que foi criado com o intuito de apresentar uma “análise espiritual” de filmes.
Sarah começou explicando o objetivo de seu canal.
– Muitas pessoas acham que o objetivo das análises é fazer as pessoas pararem de assistir filmes. Não, você não entendeu nada. (…) Acho que a gente vai virar um bando de alienado se a gente não souber o que a cultura pop está divulgando aí pelo mundo fazendo com que toda uma geração. (…) Crente aprende a assistir sem ser manipulado. Esse é o objetivo – falou.
Segundo ela, Barbie não é um filme apenas, mas um movimento.
– O filme Barbie está estourando no mundo todo. Todo mundo pensou que era apenas um filme infanto-juvenil: “Ah é só um filme”. Não é um filme apenas, é um movimento mundial, muito bem pensado, muito bem planejado, muito bem preparado para ministrar toda uma geração. O objetivo do filme é preparar toda uma geração para entrar de acordo com o que está sendo ensinado no filme – falou.
Sarah Sheeva recomendou ainda que as pessoas assistam ao documentário O Fim da Beleza, do Brasil Paralelo.
– Esse documentário mostra o trabalho de relativização na Terra. Relativização do certo e errado, do bonito e do feio. Vejam bem, sempre que eu fizer as análises, eu vou falar para vocês que o inimigo é muito sujo e ele sempre vai trabalhar na questão da cultura e das artes, colocando o comprimido da mentira dentro do pão da verdade – comentou.
Ela pontuou que “as inspirações vêm sempre de alguém: ou do mundo espiritual de Deus ou do mundo espiritual das trevas”.
A pastora também apontou o que chamou de mensagem subliminar na produção, ao comentar uma cena.
– Estão vinculando na cabeça da criança que a feia, a rejeitada e a horrorosa é a sábia. (…) Então, eu não posso ser bonita, inteligente e sábia? A bonita é automaticamente colocada como burra.
Para concluir, ela apontou hipocrisia.
– Matar um padrão é muito forte no filme. Eles não querem que exista a boneca “perfeita”, o padrão de mulher perfeita. (…) A hipocrisia está aí. Se a Margot Robbie engordasse 30 quilos, parasse de se cuidar, parasse de ter essa cara sequinha que ela tem, com o maxilar definido, essa cinturinha que ela tem, será que ela seria convidada para todos os filmes que ela é [convidada]? (…) Então, o bonito existe sim. (…) É muito maligno! – falou a pastora.
Clique aqui para assistir ao vídeo de Sarah Sheeva.
Natasha Gunther Santana, uma instrutora de artes marciais de 26 anos, precisou passar por uma cirurgia que removeu parte de seu crânio, após uma infecção sinusal quase fatal. Ela enfrentou cinco episódios de sinusite ao longo de 2021, todos tratados com antibióticos. O último, porém, atingiu o cérebro.
Essa última infecção veio acompanhada de sintomas mais incômodos como vômitos constantes, fortes enxaquecas e mudanças de humor.
Com uma varredura cerebral, profissionais identificaram uma mutação genética que dificultava a produção de uma proteína responsável pela defesa do organismo contra os invasores. No entanto, antes de optarem por uma cirurgia invasiva, os médicos seguiram com o tratamento a base de antibióticos para atenuarem os sintomas.
Meses depois, a cirurgia acabou sendo realizada. Com o avanço da bactéria pelo cérebro de Natasha, a parte infestada precisou ser removida. Natasha precisou usar um capacete de proteção durante cinco meses pós-cirurgia.
O pós-operatório não foi fácil para a instrutora da Califórnia. A jovem chegou a sofrer convulsão e desenvolveu uma trombose venosa profunda aguda, que poderia evoluir para uma embolia pulmonar.
Natasha também teve que reaprender a andar e falar. Nas redes sociais, ela compartilhou parte do processo e contou que fez terapia, além de contar com o apoio do marido durante sua recuperação.
Mesmo recuperada, Natasha diz que vive um “novo normal”, que inclui dores de cabeça diárias.
– Cheguei à conclusão de que este é o meu novo normal e estou feliz por estar viva – contou ao Daily Mail.
Erickson David da Silva, PM Patrick Bastos Reis e governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas Foto: Redes Sociais/ Divulgação Polícia Militar de São Paulo e Governo do Estado de São Paulo
Por instrução de um advogado, Erickson David da Silva, de 28 anos, apontado como autor dos disparos que matou o policial militar Patrick Bastos Reis, da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), em Guarujá, litoral paulista, gravou um vídeo antes de se entregar a polícia. Nele, o homem pede ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o “fim da matança” na região.
O autor da orientação ainda não foi identificado. Ele pediu ainda que Erickson, conhecido como “sniper do tráfico”, citasse o secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite.
– Antes de se entregar, faz um vídeo mostrando só o rosto, cita o [Guilherme] Derrite, secretário de Segurança Pública do estado, cita também o governador do estado, Tarcísio Freitas, para acabar com o massacre no Guarujá, que o que está acontecendo é covardia – orienta, na gravação.
E continuou:
– Fala que você está se entregando de coração, para que acabe todo esse massacre que está acontecendo no Guarujá, essa covardia com pai de família dentro de comunidade. E que então, para acabar, ele está se entregando. Cita o nome do governador Tarcísio e vai para cima. Filma o rosto dele e dispara esse vídeo aí – concluiu.
No vídeo, é possível ver que o suspeito, também conhecido como Deivinho, seguiu à risca os conselhos de sua defesa.
– Meu nome é Erickson David, o Deivinho. Eu quero falar para o Tarcísio e para o Derrite parar de fazer a matança aí. [Estão] matando uma pá (sic) de gente aí, inocentes. [Estão] querendo pegar minha família. Eu não tenho nada a ver. É o seguinte, vou me entregar, eu não tenho nada a ver – afirmou.
Cerca de 1.500 integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) voltaram a invadir, no final da tarde deste domingo (30), um centro de pesquisas da Embrapa Semiárido, órgão ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, em Petrolina (PE). De acordo com o movimento, a decisão foi tomada porque o governo Lula (PT) não cumpriu a promessa de destinar áreas para assentar as famílias acampadas na região. A negociação aconteceu durante a onda de invasões em abril deste ano, como parte do “Abril Vermelho”, a jornada de manifestações do movimento.
A nova invasão acontece na véspera da abertura do Semiárido Show, um dos eventos mais importantes da região, usado para repasse de tecnologias aos pequenos agricultores do semiárido. A abertura está prevista para esta terça-feira (1°), mas a área de exposições foi totalmente ocupada pelos sem-terra. O MST informou que, desde as negociações para a desocupação em abril, não houve avanço nos acordos, que ficaram estagnados.
As invasões do MST em abril já haviam causado problemas para o governo, afastando o Planalto da Agrishow, maior evento do agronegócio na América Latina, em São Paulo. O ministro da Agricultura e Abastecimento, Carlos Fávaro, chegou a ser “desconvidado” da abertura da feira após ter sido informado pelos organizadores que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria presente.
Como reação, a bancada ruralista na Câmara conseguiu apoio para a instalação de uma CPI do MST. As oitivas da comissão será retomadas nesta semana, com o depoimento do ex-ministro do GSI do governo Lula G.Dias. Ele será ouvido nesta terça, na condição de testemunha. O presidente da CPI que investiga o movimento, deputado Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS), classificou as ações do grupo como um “deboche”. Segundo ele, o governo é “conivente” com as ações do MST.
A reocupação da área da Embrapa em Pernambuco foi decidida em assembleia.
– Nós elegemos o governo Lula e precisamos que o ministério cumpra seu papel em atender as demandas da reforma agrária e possam cumprir as políticas voltadas para os movimentos sociais e não somente servir os interesses do agronegócio – disse Jaime Amorim, da direção estadual do MST no estado.
ACORDO Segundo o movimento, havia sido prometido que parte dos dois mil hectares da fazenda da Embrapa seria destinada para assentar famílias.
O governo também teria se comprometido, segundo o movimento, a levantar áreas de outros órgãos federais, como a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale de São Francisco) e do Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) para fazer assentamentos. Também prometeu reativar a superintendência do Incra de Petrolina.
– O MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) rompeu com todos os acordos e tenta fazer o Semiárido Show sem cumprir o que foi acordado. Não queremos atrapalhar o Show, mas ao mesmo tempo não vamos permitir que seja realizado se não for cumprido o mínimo do mínimo para que a gente possa organizar as coisas e as famílias possam ser assentadas – disse
A área invadida pelo MST é utilizada para a instalação de experimentos de produção em ambientes com escassez de água e para a multiplicação de material genético de sementes e mudas de cultivares lançados pela empresa. Já o Semiárido Show, segundo divulgação da Embrapa, é uma grande feira de inovação tecnológica voltada para a agricultura familiar do Semiárido brasileiro. O objetivo é facilitar o acesso a conhecimentos, informações e tecnologias desenvolvidos pela Embrapa e instituições parceiras. O evento vai até o dia 4.
A Embrapa Semiárido confirmou a invasão das instalações pelos sem-terra e disse que vai tomar as medidas judiciais necessárias para a reintegração na posse da área.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) informou que já tomou conhecimento do ocorrido e prepara manifestação oficial a respeito.
Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) usou as redes sociais, neste sábado (29), para criticar o bloqueio de R$ 1,5 bi do Orçamento. Segundo ele, o governo do presidente Lula (PT) “não tem dinheiro para áreas prioritárias, mas sobra para gastança em viagens e luxos”.
O parlamentar também chamou a gestão do petista de “desgoverno” e apontou que há “silêncio na lacrosfera”.
Jordy se manifestou porque uma semana após anunciar o segundo bloqueio temporário no Orçamento de 2023, no valor de R$ 1,5 bilhão, Lula assinou um decreto, publicado em edição extra na última sexta-feira (28) no Diário Oficial da União, informando que a retenção de recursos atingirá dez ministérios, segundo informações do jornal O Globo. As pastas mais afetadas pela decisão são: Saúde (com R$ 452,024 milhões) e Educação (que será será impedida de usar R$ 332,017 milhões).
– Desgoverno lula bloqueia 1,5 bilhão dos orçamentos da saúde e educação. Não tem dinheiro para áreas prioritárias, mas sobra para gastança em viagens e luxos. Silêncio da lacrosfera – escreveu Carlos Jordy, no Twitter.
Orca é registrada em vídeo Foto: Reprodução / YouTube / Ocean Safaris
Um vídeo gravado no Golfo da Califórnia, nos Estados Unidos, mostra um grupo de baleias orcas (Orcinus orca), também chamadas baleias assassinas, atacando um tubarão-baleia, a maior espécie conhecida de tubarão. A vítima aparentemente morre depois de ser atacada na barriga.
A filmagem foi feita em abril por James Moskito, presidente da operadora de turismo oceânico Ocean Safaris, que promove o encontro entre humanos e animais marinhos. Ele só divulgou as imagens no YouTube em 29 de junho.
Em entrevista ao site de divulgação científica Live Science, Moskito narrou o episódio, ocorrido durante uma expedição aquática. Ele contou ter visto um tubarão-baleia de 8 metros de comprimento logo abaixo dele, a cerca de 1,8 metro de distância.
– As baleias assassinas começaram a chegar e, de repente, elas começaram a morder a parte de baixo (do tubarão)”, disse Moskito ao site. “Acabou literalmente em questão de segundos – definiu o empresário.
– Elas chegaram, morderam a parte de baixo do tubarão-baleia. Parece que comeram o fígado e, então, o tubarão-baleia simplesmente caiu e desceu, sem se movimentar – presumo que estivesse morto – narrou.
Devido ao trabalho, Moskito conhece os animais que vivem na região, e identificou uma das baleias que participaram do ataque ao tubarão. Ele chama o animal de Montezuma.
– Ele é uma baleia assassina conhecida e, desta vez, estava com um grupo diferente – contou.
– Ele não estava com seu grupinho de sempre. Ele foi meio que o instigador das coisas, embora o vídeo mostre uma fêmea mordendo [o tubarão-baleia], não o macho – concluiu.
Ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge Foto: José Cruz/Agência Brasil
Neste sábado (29), a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge relatou a atuação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Dodge expôs supostas dificuldades por parte do MP-RJ. As declarações foram dadas ao colunista Aguirre Talento, do UOL.
Apesar de o crime estar sob competência estadual, na época, a procuradora-geral acreditou que, se tratando da morte de um membro do Legislativo, o caso poderia requerer a federalização. Com isso, dois dias após a tragédia, viajou até o Rio para apoiar e obter novas informações sobre as investigações.
Já no final de seu mandato, Dodge solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o caso saísse da competência estadual para a federalização. A Terceira Seção do Tribunal recusou o pedido.
– Me pareceu que havia ali um crime não contra a pessoa em si, mas contra a democracia, por causa do mandato dela – disse.
O caso só foi federalizado em fevereiro deste ano, quando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o caso.
Em seu relato, Dodge afirmou que a 28ª Vara Criminal do Rio, responsável pelo inquérito de Marielle, teria atrasado o cumprimento da decisão do STJ, que concedia a ela permissão para ter acesso ao relatório das investigações.
De acordo com a ex-procuradora, o STJ emitiu a decisão no dia 29 de agosto de 2019. No entanto, o processo só chegou à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 11 de setembro de 2019.
JUIZ ANDRÉ RICARDO REBATE O titular da 28ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, o juiz André Ricardo de Francisco Ramos explicou a demora. De acordo com ele, a decisão da Corte chegou à sua Vara no dia 2 de setembro. Naquele dia, Ramos afirmou que determinou que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) tirasse cópia do material para a PGR.
– Veio a liminar do STJ e aí eu cumpri. Mas quando veio a liminar, veio uma procuradora para pegar cópia do processo, eu falei: “Não, não pode levar”. Eu providenciei cópia em menos de 48 horas. O problema todo é que ela [Raquel Dodge] pediu muito em cima da saída dela [da PGR] – afirmou.
Dodge contou que só conseguiu os documentos quando mandou alguém procurar dentro dos Correios. Ramos rebateu.
– Eu mandei o tribunal preparar cópia do dia para a noite. Me virei, botei num malote e mandei para Brasília. A doutora Márcia veio depois perguntar onde estava, eu falei que já havia mandado. Ela foi lá e interceptou nos Correios o processo – disse.
SOBRE O CRIME Os mandantes e a motivação do crime contra Marielle ainda não foram identificados.
Rosto de Marielle desenhado na Lapa, Rio de Janeiro Foto: EFE/Marcelo Sayao
Em delação premiada, o ex-policial militar do Rio de Janeiro, Élcio Vieira de Queiroz, apontou a participação do grupo liderado pelo contraventor Bernardo Bello no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes. Queiroz fechou um acordo de delação premiada que motivou uma operação da Polícia Federal (PF) para investigar o caso Marielle.
Queiroz também deu o nome de um suposto responsável por contratar o ex-policial militar Ronnie Lessa, apontado pelas investigações como o assassino de Marielle e Anderson.O delator citou que o suposto contratante do crime foi o policial militar Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como “Macalé”, assassinado em novembro de 2021. Queiroz disse ainda que a arma usada para matar Marielle foi desviada do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), chamada de “tropa de elite” da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Em um dos depoimentos, Queiroz declarou que “apareceu também celular” para Ronnie Lessa e ele achou “estranho aquele celular aparecer pra ele”. Segundo o delator, Lessa “costumava andar com celular de última geração” e o aparelho novo era um smartphone “feio”.
– Eu perguntei e ele falou que era de uma pessoa que tinha fornecido pra ele – relatou Queiroz.
O delator contou aos investigadores, em depoimento mais recente, que foi Bernardo Bello quem deu o telefone a Ronnie Lessa. O chefe da segurança do bicheiro, José Carlos Roque Barboza, teria fornecido o carro Cobalt, usado no dia do assassinato, em 14 de março de 2018. As informações foram publicadas pelo jornal Folha S.Paulo.
Élcio Queiroz é o primeiro envolvido nos assassinatos a assumir a coparticipação no crime. Ele foi expulso das fileiras da corporação em 2015 por fazer segurança ilegal em uma casa de jogos de azar na capital fluminense e passou a atuar à margem da lei. Queiroz e Ronnie Lessa foram presos em março de 2019.
Após quatro anos na cadeia, Queiroz decidiu falar. O ex-PM confessou em delação premiada que dirigia o veículo usado na execução, que participou de todo o planejamento e deu detalhes do atentado.
QUEM É BERNARDO BELLO Bernardo Bello Pimentel Barboza tem 41 anos. O bicheiro chegou a ser preso em janeiro de 2022, em Bogotá, na Colômbia, pelo assassinato de Alcebíades Paes Garcia, o Bid, seu suposto concorrente no Rio. Bello foi solto após a Justiça acolher um habeas corpus e determinar sua liberdade.
A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) tentam prender Bello desde novembro de 2023. O Disque-Denúncia publicou neste sábado (29), que Bello é procurado por três crimes. Segundo a central, o contraventor passou a figurar como um dos chefes do jogo do bicho no Rio “após romper com a mulher e com toda a família dela – a família Garcia – em uma ascensão marcada a sangue”.
Nesta semana, a Promotoria fluminense abriu a operação Às de Ouros II para prender Bernardo Bello e cinco investigados ligados a ele pelo assassinato do advogado Carlos Daniel Ferreira Dias. O crime ocorreu em maio de 2022, em Niterói. Segundo as investigações, o advogado mediou um conflito envolvendo uma empresa do ramo alimentício, cujo desfecho não agradou a Bello.
JOGOS DE AZAR Como mostrou o colunista Leonencio Nossa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avança no caso Marielle e ao mesmo tempo acena para a jogatina. Menos de 24 horas depois de a PF revelar detalhes sobre os assassinatos do Rio e quatro dias após o Ministério da Justiça anunciar ações de segurança pública, o governo enviou ao Congresso uma Medida Provisória para regularizar de vez a prática das apostas esportivas online, as bets. Não é uma liberação geral da jogatina, mas um empurrão para a abertura dos cassinos, bingos e caça-níqueis.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, argumenta que há um vácuo jurídico no setor. As apostas online são uma realidade e se escoram em uma lei, ainda do governo Michel Temer, para atuarem. O argumento de que as apostas podem aumentar a arrecadação já duram mais de 100 anos. No século 19, o barão de Drummond criou uma cartela com carinhas de animais para financiar o zoológico de Vila Isabel. Com o tempo, a ideia criada para melhorar a vida dos bichos se espalhou. Mas o zoológico foi fechado por falta de dinheiro.
O caso de Marielle ilustra com fatos a ligação entre o jogo e a criminalidade. Ronnie Lessa, acusado de ser o principal matador da vereadora, foi segurança da família Andrade, um dos principais clãs da contravenção. Ele era dono de 80 máquinas caça-níqueis na Barra da Tijuca.
Pr. Silas Malafaia Foto: Reprodução/YouTube Silas Malafaia Oficial
O pastor Silas Malafaia reagiu a uma manifestação da vereadora Teresa Bergher (Cidadania-RJ) acerca do evento Marcha para Jesus, no Rio de Janeiro. A parlamentar afirmou – em tom de protesto – que o patrocínio do evento evangélico está 25% maior que do ano passado, “embora o Estado seja laico”.
– Desde o último ano da sua primeira gestão, Eduardo Paes vem patrocinando um evento religioso, embora o Estado seja laico – disse a vereadora.
A doação do governo municipal no ano passado foi de R$ 800 mil, e este ano será cerca de R$ 1 milhão repassado ao Conselho de Ministros do Estado do Rio.
Por meio das redes sociais, neste domingo (30), Silas Malafaia disse que Teresa, que é judia, age com preconceito.
– A vereadora Teresa Bergher é preconceituosa! Fico admirado de ver uma judia com preconceito em relação a nós evangélicos . Somos defensores intransigentes do povo judeu. A marcha para Jesus não pertence a igreja evangélica nenhuma. É reconhecida por lei federal, estadual e municipal – disparou o religioso.
Malafaia ainda lembrou que o evento “é patrimônio cultural e imaterial do Estado do Rio” e citou eventos progressistas.
– Nunca vi a vereadora reclamar de verbas da prefeitura para a parada gay e outros semelhantes. Preconceituosa! Envergonha o povo judeu – acrescentou.
PATRIMÔNIO CULTURAL O tradicional evento cristão tornou-se patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A Lei 10.072/2023 foi sancionada e publicada em edição extra do Diário Oficial no dia 24 de julho.
MARCHA 2023 A 16ª edição da Marcha para Jesus no Rio de Janeiro foi marcada para o sábado, 19 de agosto. Mantendo a tradição, a concentração terá início às 14h na Avenida Presidente Vargas e seguirá até a Praça da Apoteose, onde grandes nomes da música gospel se revezarão no palco principal para uma grande festa de louvor e adoração a Deus.
Promovida pelo Conselho de Ministros Evangélicos do Rio de Janeiro (Comerj), aMarcha para Jesusno Rio de Janeiro 2023 vai defender a liberdade de expressão da Igreja, que tem sido alvo de vários ataques por defender o Evangelho e os princípios e os valores da fé cristã.
PM Patrick Bastos Reis e o suspeito Erickson David da Silva Fotos: Divulgação/Polícia Militar de SP // Divulgação/Polícia Civil
O tiro que atingiu e matou o policial militar Patrick Bastos Reis, da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota), partiu de uma distância de entre 50 e 70 metros, do alto de uma comunidade em Guarujá, no litoral de São Paulo. É o que confirma o secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite.
– Importante dizer que foi um projétil disparado por 50 e até 70 metros de distância. Disparado por um projétil calibre 9 mm. Provavelmente o mesmo disparo que acertou um policial. Entrou no ombro do soldado Reis e levou a óbito – afirmou.
O suspeito de atirar no PM estava em uma posição privilegiada, tendo a intenção de matar, conforme observação do secretário.
– Temos a plena convicção de que ninguém aperta o gatilho se não estiver com a intenção de matar – disse.
O atirador já foi identificado como Erickson David da Silva. Segundo Derrite, ele será indiciado por homicídio doloso e associação ao tráfico de drogas.
– Tenho certeza certeza que tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário vão corroborar com essa linha de investigação – declarou.
Até o momento, mediante a Operação Escudo, foram presos cinco suspeitos e um foi morto. Entre os presos são quatro homens com idades entre 22 e 33 anos, e uma mulher de 27 anos.
Delegado Da Cunha agradece em vídeo Foto: Reprodução/ Instagram Delegado Da Cunha
O delegado e deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP-SP) conseguiu reaver a arma e o distintivo após ter os objetos apreendidos em meio a sindicância interna. Mais conhecido como Da Cunha e com forte presença nas redes sociais, ele é investigado em ao menos dois processos demissionários da Polícia Civil de São Paulo e é suspeito de simular operações policiais, como a prisão de um suposto líder do PCC.
A decisão de devolver os objetos foi tomada pelo delegado-geral de Polícia, Artur José Dian. Em vídeo publicado na internet na quinta-feira (27), o deputado mostra a carteira funcional de delegado e a pistola recuperados. Ele agradece o gesto ao secretário estadual da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além dizer que é vítima de uma perseguição do governo anterior.
Embora os itens tenham sido devolvidos, os processos que apuram a conduta do deputado seguem em tramitação na Polícia Civil. Em junho de 2022, o Conselho da Polícia Civil de São Paulo aprovou a demissão do então delegado. O caso foi encaminhado à Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Em nota, a SSP-SP destacou que a “competência para recolher ou restituir a arma, funcional e distintivo de policiais civis é exclusiva do Delegado Geral de Polícia”, conforme lei complementar.
– Nenhuma autorização ou manifestação adicional é necessária – completou.
A secretaria também salientou que “a revogação da medida cautelar não afeta o andamento do processo disciplinar em curso contra o referido policial”.
Da Cunha se tornou conhecido na internet nos últimos anos, acumulando mais de 3,6 milhões de seguidores no YouTube e 2 milhões no Instagram. Os registros em vídeos feitos no exercício da função de delegado não tinham a autorização dos superiores, segundo a polícia.
Ele chegou a admitir no ano passado ter cometido “erros”, mas não entrou em detalhes.
– As más criações que eu fiz… erraram comigo e eu também errei. Então, elas ficaram para trás. Se eu errei assim lá atrás, não vou errar mais – afirmou nas redes sociais à época.
Da Cunha foi afastado da Polícia em 2021. Naquele mesmo ano, confessou ter encenado em vídeo o flagrante de um sequestro na capital paulista.
Em agosto do ano passado, Da Cunha também virou alvo de um segundo processo demissionário aprovado pelo Conselho da Polícia Civil. A razão do novo pedido são declarações contra integrantes da cúpula da instituição, entre eles, o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Como o processo anterior, esse também foi encaminhado para definição do governo.
Neste sábado (29), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que 300 “irmãos” estão presos em Brasília “de forma arbitrária”. A declaração foi dada durante um evento do PL Mulher em Santa Catarina. As informações são do Metrópoles.Bolsonaro não citou os atos do 8 de janeiro e se limitou a falar sobre as pessoas detidas.
– Hoje temos aproximadamente 300 irmãos presos em Brasília de forma covarde, de forma arbitrária. Que esse seu sofrimento, se Deus quiser, chegará ao fim – comentou.
Ele também fez críticas ao atual governo.
– Eles não querem, realmente, que nós venhamos a saber a verdade do que acontece em nosso país, eles querem esconder a verdade.
Monark e Allan dos Santos Foto: Reprodução/YouTube Flow Podcast; Foto: Reprodução/YouTube Terça Livre
Banidos das redes sociais sob acusação de disseminar notícias falsas, o blogueiro Allan dos Santos e o podcaster Bruno Aiub, conhecido como Monark, conseguiram espaço no Spotify, plataforma de streaming (reprodução pela demanda o usuário) de músicas e podcasts.
Monark abriu um canal que leva seu nome na plataforma. No dia 11 de julho, ele recebeu Allan dos Santos no MonarkTalk, para um episódio que durou três horas e 38 minutos. A empresa disse que o conteúdo não viola as suas diretrizes e, por isso, foi mantido no ar.
Entrevistado e entrevistador entendem que são vítimas de uma “ditadura do Judiciário”. O blogueiro é apresentado por Monark como quem “conseguiu ser mais perseguido do que eu”. Esse é o fio dos primeiros minutos do programa.
O vídeo que ilustra a entrevista está hospedado no site canadense Rumble, que levanta a bandeira de ser uma plataforma “imune à cultura do cancelamento”.
De costas para uma bandeira dos Estados Unidos e uma do Brasil, Allan dos Santos fala que nos EUA tem uma vida “livre” no exterior.
– Posso andar pelos Estados Unidos, posso viajar, andar de avião, tenho minha carteira de motorista, minha permissão de trabalho, posso trabalhar aqui, como faço com minha empresa. Aqui, ninguém pode fazer nada comigo. E ele [Alexandre de Moraes] tentou de tudo.
Monark comparou o seu próprio caso para concordar com o entrevistado.
– De todas as pessoas que o “Xandão” perseguiu, Daniel Silveira e você são as pessoas em quem ele foi com mais raiva e mais força. Eu já xinguei o Alexandre de Moraes.
O restante do episódio passou por temas como ditaduras na América Latina, União Soviética, governo Lula e Jair Bolsonaro.
Nas redes sociais, há um movimento crescente que levanta a hashtag “Spotify apoia fake news”, em repúdio à presença de Allan dos Santos na rede.
BANIDOS NAS REDES Tanto Monark quanto Allan foram banidos das redes sociais por determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
No bojo das investigações sobre o 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes em Brasília foram depredadas por radicais, Alexandre de Moraes determinou o banimento de Monark das redes sociais no dia 14 de junho deste ano.
Ele teria criticado o sistema eleitoral ao dizer, durante uma entrevista: “A gente vê o TSE censurando gente, a gente vê o Alexandre de Moraes prendendo pessoas, você vê um monte de coisa acontecendo, e ao mesmo tempo eles impedindo a transparência das urnas? Qual é o interesse? Manipular as urnas? Manipular as eleições?”.
A decisão abarca Instagram, Rumble, Telegram, Twitter e YouTube e prevê multas por hora para ambos os lados: R$ 100 mil para as plataformas, caso mantivessem os perfis de Monark, e R$ 10 mil para o podcaster, caso disseminasse conteúdos falsos por outra vias.
Já Allan dos Santos é investigado no inquérito das milícias digitais, também de relatoria de Moraes, e é suspeito de participar de uma rede organizada de ataques a adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, algo nunca provado.
O blogueiro comandava o canal Terça Livre, derrubado por ordem judicial. Hoje ele vive nos Estados Unidos, foragido da Justiça brasileira, que expediu uma ordem de prisão contra ele. O governo atual prometeu extraditá-lo.
Após a publicação de informações bancárias de Jair Bolsonaro (PL), que revelaram o recebimento de R$ 17,1 milhões por meio de transferências realizadas por Pix, a defesa do ex-presidente da República informou que a origem do dinheiro é “absolutamente lícita”. Os advogados dele também condenaram a divulgação das informações, que chamaram de “vazamento” e alegaram que configura uma “criminosa violação de sigilo bancário”.
– Para que não se levantem suspeitas levianas e infundadas sobre a origem dos valores divulgados, a defesa informa que estes são provenientes de milhares de doações efetuadas via Pix por seus apoiadores, tendo, portanto, origem absolutamente lícita – a defesa em comunicado para a imprensa.
A nota ainda informou que, nos próximos dias, adotará medidas legais cabíveis para investigar a autoria da divulgação dessas informações.
O ex-secretário de Comunicação Social (Secom) e advogado de Bolsonaro, Fabio Wajngarten, classificou como inadmissível o “vazamento” das informações bancárias do ex-presidente. No Twitter, ele afirmou que o responsável pela divulgação dos dados será “criminalizado”. Wajngarten é um dos autores da nota emitida pela defesa de Bolsonaro.
De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o ex-presidente recebeu a quantia milionária em suas contas por meio de transferências realizadas por Pix entre os dias entre os dias 1º de janeiro e 4 de julho deste ano O documento aponta também que esse valor foi movimentado através de 769 mil transações feitas para a conta de Bolsonaro.
A quantia arrecadada via Pix corresponde quase à totalidade dos R$ 18,5 milhões que circularam nas contas de Bolsonaro neste ano A cifra milionária recebida pelo ex-presidente seria resultado de uma vaquinha feita por apoiadores para ajudá-lo a pagar multas. Porém, o montante arrecadado é 17 vezes maior do que o valor das infrações e equivale a oito vezes ao patrimônio de R$ 2,3 milhões declarado por Bolsonaro à Justiça Eleitoral na última eleição.
Os registros bancários feitos pelo Coaf apontam que parte dos recursos arrecadados teriam sido convertidos em aplicações financeiras. O ex-presidente tem evitado falar publicamente sobre o valor arrecadado na campanha. No dia 26 de junho, ele disse apenas que já havia levantado o suficiente para pagar suas condenações processuais.
A divulgação do relatório do Coaf tem movimentado a base de apoio do ex-presidente nas redes sociais. Entre os críticos do “vazamento”, estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL). Os filhos do ex-chefe do Executivo classificaram a publicação dos dados do documento como “assassinato de reputação” e afirmaram que o país está no rumo para “virar uma Venezuela”.