Governador da Flórida, Ron DeSantis Foto: Reprodução
Na contramão de cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo, que estão trabalhando para implementar o chamado “passaporte Covid”, o estado da Flórida (EUA) decidiu multar em 5 mil dólares (R$ 25 mil) quem exigir comprovante de vacinação contra o coronavírus. A decisão passará a valer para escolas, empresas e órgãos públicos a partir do dia 16 de setembro.
– Na Flórida, sua escolha pessoal em relação às vacinas será protegida, e nenhuma empresa ou entidade governamental poderá negar seus serviços com base em sua decisão – declarou o governador republicano Ron DeSantis.
DeSantis, que também se posicionou contrário ao lockdown durante surtos da Covid-19, promulgou a lei no início deste ano.
Em seu perfil nas redes sociais, a secretária de comunicação do governo, Christina Pushaw, ironizou a oposição dos democratas com relação à nova medida:
– Por alguma razão, a proibição de passaportes de vacinas na Flórida realmente é um gatilho para os democratas. Eu não entendo. Se eles quiserem levar seu histórico médico a todos os lugares e mostrar seus documentos no McDonald’s, ninguém os impedirá – disse Pushaw.
Porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki Foto: EFE/EPA/Stefani Reynolds
A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta sexta-feira (10) que a administração não esperava tanta oposição às vacinas quando estivessem aprovadas e amplamente disponíveis nos Estados Unidos.
Em coletiva de imprensa, a porta-voz defendeu os requerimentos de imunização anunciados na quinta-feira (9) pelo presidente Joe Biden e disse que a obrigatoriedade foi efetiva em empresas que a aplicaram anteriormente.
Questionada sobre a possibilidade de a obrigatoriedade da vacinação afetar ainda mais o mercado de trabalho do país, que já enfrenta uma escassez de mão de obra, a representante do governo não deu uma resposta direta, mas reforçou a intenção de salvar vidas e lembrou o apoio que o plano oferecerá a pequenas empresas.
– Com os requerimentos, Biden expressou a frustração de milhões de vacinados – afirmou Psaki.
Ela indicou que isso não deveria ser uma questão política nos EUA, uma vez que ainda há 80 milhões de não vacinados, e a intenção é “salvar quantas vidas for humanamente possível”.
Sobre possíveis alternativas à imunização, a porta-voz indicou a possibilidade da realização de testes semanais, que foi aberta às empresas. Questionada se os movimentos recentes podem representar uma obrigatoriedade geral de vacinação no país, Psaki afirmou que não é o caso e que o governo não tem autoridade para tal.
Sobre um possível aumento da divisão bipartidária no país, por conta da obrigatoriedade dificultar a tramitação de acordos, em especial os planos de infraestrutura no Congresso, Psaki respondeu que isso não é um grande problema, uma vez que os investimentos contam com grande apoio popular. Ainda sobre o Legislativo, a porta-voz afirmou que a Casa Branca espera que congressistas de ambos os partidos aumentem o teto da dívida, o que já foi feito outras vezes.
Em relação à ligação telefônica de Biden com o líder da China, Xi Jinping, na última noite, Psaki disse que a conversa durou 90 minutos e serviu para “manter o canal de comunicação aberto”. Segundo a porta-voz, foi um diálogo “respeitoso, sem ser condescendente”.
– Tópicos econômicos não foram prioridade, nem questões definitivas foram atingidas – descreveu.
Questionada sobre as investigações sobre a origem da Covid-19, ela sugeriu que isso segue como prioridade para o governo.
Michelle Bolsonaro ironizou o deputado Alexandre Frota Foto: Arte/Pleno.News
Nesta segunda-feira (13), a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ironizou o deputado federal Alexandre Frota (PSDB) por propor a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da facada em Jair Bolsonaro ocorrida nas eleições de 2018. O comentário foi feito por Michelle em uma publicação do ator Thiago Gagliasso, que também criticou a ideia da CPI.
Thiago repostou uma reportagem do Pleno.News falando sobre a iniciativa de Frota. Para o parlamentar, “tudo leva a crer que Bolsonaro tinha um problema sério no intestino e aproveitou-se dessa situação, criou esse fato” para vencer as eleições. O ator considerou o comentário feito pelo deputado como uma “falta de respeito”.
Michelle então comentou a publicação de Thiago Gagliasso e disse que Bolsonaro poderia propor a criação de uma CPI também.
– Bem. Sendo assim, o Jair poderia propor a “CPI do Oportunismo”. Lembro-me perfeitamente dele [Frota] na porta da minha casa – escreveu.
Na época candidato à presidência, Bolsonaro foi alvo de atentado no dia 6 de setembro de 2018, durante campanha em Juiz de Fora (MG). O criminoso, Adélio Bispo de Oliveira, foi preso em flagrante e posteriormente absolvido por ser considerado “inimputável”. A pena foi convertida em internação psiquiátrica por tempo indeterminado, e Adélio cumpre sentença na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) desde 2018.
Protesto da oposição no dia 7 de setembro Foto: EFE/André Coelho
Dez partidos de oposição, do Novo ao PT, vão se reunir amanhã para tentar organizar manifestações conjuntas e amplas pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Um dos desafios será encher a rua, objetivo não atingido pelo ato de domingo (12), liderado majoritariamente por ativistas que defendem uma “terceira via”, com apoio de parte da esquerda. O outro é vencer resistências de grupos de direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua. Eles resistem a participar de eventos que também recebam o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A reunião de quarta-feira (15) deve ter representantes de PT, PDT, PSB, PSOL, Solidariedade, PCdoB, PV, Rede, Novo, Cidadania. Deve tratar da organização de dois atos já marcados contra Bolsonaro, em 2 de outubro e 15 de novembro, pelos partidos de esquerda. Na véspera do ato de domingo, o PT havia divulgado uma resolução de sua Executiva Nacional. O texto saudava “todas as manifestações Fora Bolsonaro”, mas informava que o partido não participaria do ato do dia seguinte.
O PSDB, que se declarou de oposição ao presidente após as falas de Bolsonaro no 7 de Setembro, não deve participar do encontro. O presidente do Diretório Estadual de São Paulo do partido, Marcos Vinholi, próximo do governador paulista João Doria, disse que vê a vontade de defesa da democracia “em gente que tem um pensamento mais a esquerda, de centro ou de direita”. Sem citar o PT, ele disse que o ambiente não é de formação de alianças eleitorais.
– Não vejo aliança política eleitoral dentro do cenário, mas respeito as divergências, compreendendo a importância da democracia para o país.
RESISTÊNCIA MBL e Vem Pra Rua não têm uma decisão tomada sobre a presença nos atos do dia 2. Mas a tendência é que não participem do evento. A resistência maior é contra o PT.
– O movimento Vem Pra Rua tem uma oposição histórica ao PT, não necessariamente à esquerda brasileira. O PT não tem interesse no impeachment de Bolsonaro, porque são duas faces da mesma moeda – disse a advogada Luciana Alberto, do Vem Pra Rua. Ela afirmou que não houve nenhum gesto de aproximação de seu movimento com os grupos que articulam os dois protestos.
O deputado estadual de São Paulo Arthur do Val (Patriota), um dos líderes do MBL, também ataca o partido de Lula.
– Trabalhar com o PT em conjunto é algo fora de cogitação. Porque consideramos o PT tão antidemocrático quanto o governo Bolsonaro A gente tem que lembrar que o PT comprou o Congresso. E está claro que o PT não quer derrubar o Bolsonaro, porque derrubar o Bolsonaro é derrubar o Lula.
Do Val afirma que seu grupo foi criticado por abrir espaço, no protesto de anteontem, para outras vertentes ideológicas, mas defende a aproximação com outros partidos.
– A narrativa simplória é sempre difícil de ser quebrada. É mais fácil criticar: “Olha, vai se juntar com a esquerda”. Explicar que vamos estar em um caminhão com Ciro Gomes, Mandetta, Amoedo, Isa Penna do PSOL, José Daniel do Novo, vários senadores, porque vamos defender ali até nosso direito de discordar, é muito mais difícil.
A união dos diferentes campos a favor do impeachment do presidente foi defendida, na Paulista, por Doria, Orlando Silva (PCdoB), Ciro Gomes (PDT) e João Amoedo (Novo). Eles compararam a manifestação com o movimento Diretas Já, de 1984, pela volta da democracia. Luiz Henrique Mandetta (DEM), outro presidenciável que também discursou, por outro lado, disse que a população não queria “nenhum dos dois extremos.” O ex-ministro da Saúde disse que Bolsonaro poderia sair pelo voto, não só por impeachment.
Para que parte desses políticos fosse ao ato, o MBL desistira do mote “Nem Lula, Nem Bolsonaro” por um protesto só pelo impeachment. Apesar do público menor do que na manifestação com Bolsonaro, os grupos que foram à rua no domingo fazem avaliações positivas e dizem esperar que novos atos devem maiores, mesmo sem o PT.
– A manifestação de ontem teve um aspecto político muito relevante sob o aspecto da defesa democracia – disse Marco Vinholi, presidente do PSDB de São Paulo.
Nesta segunda-feira (13), Evaristo Costa voltou a usar as redes sociais para falar sobre sua saída da CNN Brasil. Nos stories do Instagram, ele respondeu a várias perguntas e disse que foi demitido de forma desrespeitosa.– Poderiam alegar o que quisessem, é direito deles demitir. O que nenhuma empresa pode fazer com funcionários corretos é apunhalar pelas costas e de forma desrespeitosa. Que faz com um, faz com todos – declarou.
O jornalista também disse esperar que a emissora nunca mais faça contato com ele.
– Não se retrataram e estão tentando encontrar justificativa para dizer que desvirtuei minha demissão. E sinceramente, espero que nunca mais se dirijam a mim.
Evaristo acredita que teve um livramento. Ele revelou que já recebeu algumas propostas de emprego.
Os fãs do jornalista quiseram saber se ele aceitaria um convite para apresentar o Big Brother Brasil. Costa entrou na brincadeira e marcou Boninho, ao dizer que está esperando um contato.
Questionado se aceitaria um novo convite da CNN Brasil, Evaristo disse que nunca mais cometeria o mesmo erro.
– Sabendo que eu passaria por esse lamentável ocorrido? Nunca cometeria o mesmo erro.
Página de Bíblia achada nos escombros do World Trade Center mostra mensagem de perdão Foto: National September 11 Memorial Museum
Em 2002, um bombeiro encontrou o que restou de uma Bíblia, nos escombros do World Trade Center, em Nova Iorque, EUA. O livro sagrado estava fundido em um pedaço de aço, nos restos da torre sul.
O bombeiro mostrou sua descoberta ao fotógrafo Joel Meyerowitz.
– Esta Bíblia triturada, queimada e coberta de entulho chegou até mim das mãos amorosas de um bombeiro que sabia que eu era o detentor do recorde no marco zero – relatou Meyerowitz, de acordo com o The New York Times.
Joel ficou impressionado quando reparou em um versículo da página exposta. Era o texto bíblico de Mateus 5:38-39, que diz “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Mas eu vos digo que não resistais ao mal; mas quem quer que te fira na face direita, vire para ele a outra também”.
– Meu espanto ao ver a página em que a Bíblia estava aberta me fez perceber que a mensagem da Bíblia sobrevive ao longo do tempo. E em todas as épocas, interpretamos seus ensinamentos de maneira renovada, conforme a ocasião exige. Nossa natureza carnal nos exorta a retribuir o mal pelo mal, mas Deus nos chama a prosseguir em perdão e amor, deixando vingança para ele – disse o fotógrafo.
Os restos da Bíblia estão no Museu do Memorial do 11 de setembro.
ATAQUES No dia 11 de setembro de 2001, o grupo terrorista Al Qaeda sequestrou quatro aeronaves comerciais nos Estados Unidos. Dois aviões colidiram com as Torres Gêmeas no World Trade Center, causando um grande número de mortes.
O terceiro avião atingiu uma das paredes do Pentágono, na Virgínia, e quarto caiu em campo aberto quando terroristas tentavam conduzi-lo contra a Casa Branca, em Washington DC.
O local que abrigava as Torres Gêmeas foi rebatizado como Ground Zero (Marco Zero).
Governador de São Paulo, João Doria Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Na manifestação deste domingo (12), que pediu o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dançou ao som de xingamentos contra o chefe do Executivo. O protesto, convocado pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Movimento Vem Pra Rua, aconteceu na Avenida Paulista.
Doria também discursou e chamou o governo de “negacionista”.
– Não há como ser neutro diante de um governo negacionista e incompetente como esse. O PSDB está cumprindo seu papel. Ficarão no PSDB aqueles que fizerem oposição a Jair Bolsonaro – declarou.
Além de Doria, estavam na Avenida Paulista o presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, entre outros políticos.
Apresentador do Jornal Nacional, William Bonner Foto: Reprodução
A megaoperação realizada pela Receita Federal contra a TV Globo e artistas da empresa segue na mira dos “figurões” da emissora, e um dos alvos da vez é o editor-chefe e âncora do Jornal Nacional, William Bonner. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1°) pelo colunista Ricardo Feltrin, do UOL.De acordo com Feltrin, Bonner recebeu uma autuação milionária e retroativa e, assim como a Globo, está recorrendo da punição. Em sua defesa, a emissora nega qualquer irregularidade, tanto nos contratos atuais como nos passados, e diz o acordos foram feitos “dentro da legalidade”.
A operação, revelada em agosto do ano passado pelo site Notícias da TV, apura um suposto conluio entre artistas e a própria Globo para reduzir o pagamento de impostos e de sonegar o Fisco por meio da chamada “pejotização”, o processo em que funcionários são contratados como pessoas jurídicas (PJ) ao invés de seguir as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Para a Receita, essa atitude pode ser caracterizada como uma manobra para reduzir as alíquotas devidas e sonegar impostos, pois, em vez de pagarem 27,5% sobre seus rendimentos na Globo (como ocorre com pessoas físicas com salários mais altos), os profissionais “pejotizados” pagam alíquotas menores (15% sobre o total mais 10% sobre o que exceder R$ 20 mil mensais).
Além de Bonner, ao menos mais 20 outros âncoras, jornalistas, artistas e ex-profissionais da emissora da família Marinho já receberam multas do Fisco nessa nova rodada da operação da Receita. Outros 43 funcionários já foram autuados no ano passado. Todos estão recorrendo.
As autuações de pejotização, porém, não alcançaram apenas funcionários da Globo e também já atingiram âncoras e ex-jornalistas da Record, como Reinaldo Gottino e Adriana Araújo. No entanto, a Globo até agora concentra o “grosso” dos investigados e multados. A coluna já identificou também autuados que estão hoje na GloboNews, CNN Brasil e que já foram do SBT.
Donald Trump e seu filho, Donald Trump Jr. Foto: Reprodução
Um dos convidados da Conferência de Ação Política Conservadora neste sábado (4), Donald Trump Jr, filho do ex-presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump, mostrou preocupação com as eleições no Brasil em 2022. Durante sua participação no evento, ele sugeriu que a China pretende substituir o presidente Jair Bolsonaro por um presidente socialista.
O discurso de Donald Trump Jr. foi feito por meio virtual, já que ele não pode comparecer ao Brasil. Ao falar do pleito, o filho de Trump falou em dois lados, em referência a Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Lula.
– Vocês vão no caminho do socialismo ou permanecem fortemente para a liberdade? (…) As exportações que vão do Brasil para a China são uma ‘linha da vida’ para a China. Então, se você não acredita que eles não estão fazendo que puderem para ter um governo socialista que eles possam manipular aí, alguém que seja suscetível suas maluquices…. se você não acha que a China tem planos para isso, para seu inimigo no ano que vem, então você não está assistindo nada – ressaltou.
Ele também afirmou que a população brasileira não pode aceitar governos tirânicos.
– Não é um campo justo, não é uma luta justa. Tem instituições com trilhões de dólares reprimindo nossas crenças, nossas ideias ao mesmo tempo que estão alimentando essas ideias socialistas. Temos que falar alto, temos que não ter medo de falar contra o futuro desses governos tirânicos que querem nos impor – destacou.
Donald Trump Jr. também aproveitou a fala para criticar o atual presidente dos EUA, Joe Biden, pela questão do Afeganistão.
– Estamos assistindo comboios de talibãs voando helicópteros americanos, dirigindo carros americanos. Armamos o inimigo, que vai usar as mesmas armas para reprimir, mulheres, crianças e seus inimigos políticos (…) O talibã olha para Joe Biden e vê um homem que não consegue subir escadas, que não consegue fazer um discurso inteiro, que não consegue lembrar o nome do seu secretário de Defesa – apontou.