O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) afirmou, nesta segunda-feira (1º), que há na sociedade um “pânico não justificado” com relação aos riscos à democracia. Manifesto organizado na Faculdade de Direito da USP em defesa do Estado Democrático e as urnas eletrônicas, atingiu mais de 500 mil assinaturas.
– Eu acho que há uma certa, vamos dizer assim, um pânico que não é justificado na sociedade brasileira com essa questão de ataques à democracia. Se critica muito a pessoa do presidente Bolsonaro, mas o presidente, em nenhum momento, buscou fazer alguma mudança que levasse, vamos dizer assim, a um desabamento do nosso sistema – disse Mourão a jornalistas, ao chegar nesta manhã ao Palácio do Planalto.
De acordo com o vice-presidente, mudanças que poderiam levar ao que ele chamou de “desabamento” do sistema seriam, por exemplo, aumentar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), algo que Bolsonaro cogitou durante a campanha eleitoral de 2018; reduzir a idade de aposentadoria dos magistrados da Corte de 75 anos para 70 anos; e falar em fechar o Congresso.
– Em nenhum momento ele tocou nisso aí. Ele tem uma retórica que é, vamos dizer, forte, mas é só isso aí. É uma retórica, as ações jamais foram nesse sentido. Então, eu acho que é um pânico desnecessário. Agora, nós vivemos exatamente numa democracia, então todo mundo é livre para expressar sua opinião e fazer o manifesto que julgar melhor – declarou o vice-presidente.
“CARTINHA” Na última quarta-feira (27), Bolsonaro ironizou a elaboração da Carta em Defesa da Democracia, manifesto organizado pela Faculdade de Direito da USP que reúne juristas, banqueiros e empresários e artistas.
– Vivemos num país democrático, defendemos a democracia, não precisamos de nenhuma cartinha para dizer que defendemos a democracia – afirmou o chefe do Executivo na convenção do PP que selou o apoio do partido à sua candidatura à reeleição.
– Dizer que queremos cumprir e respeitar a Constituição, não precisamos então de apoio ou sinalização de quem quer que seja para mostrar que nosso caminho é a democracia, a liberdade, respeito à Constituição – seguiu o presidente.
Jair Bolsonaro, Lula e Ciro Gomes Fotos: Alan Santos/PR, EFE/ Joédson Alves e EFE/Sebastião Moreira
Com as definições dos candidatos do Novo, PCB, Pros e PSTU neste fim de semana, a lista de candidatos à Presidência passou a ter onze nomes. A duas semanas do início da campanha eleitoral, as principais candidaturas ao Planalto ainda têm indefinições que exigem solução rápida, antes de ser dada a largada para a corrida presidencial.
A temporada das convenções partidárias, eventos nos quais as agremiações formalizam seus afiliados na disputa, vai até o dia 5 deste mês, e as legendas têm até o dia 15 para aparar todas as arestas e registrar suas chapas na Justiça Eleitoral.
Enquanto Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto, agem para costurar acordos e montar palanques desde o ano passado, outros candidatos sequer têm uma definição para o cargo de vice. Há, ainda, quem tenha desistido da disputa a poucos dias da realização da convenção partidária, caso de Luciano Bivar (União Brasil), e quem sinalize desistir mesmo depois de ser oficializado, como André Janones (Avante). Ambos dialogam com Lula, e o PT ainda busca formalizar acordos.
Além de determinar quem de fato vai disputar o quê, essas decisões podem impactar diretamente no tempo de TV e recursos para financiar a campanha. O União Brasil de Bivar, por exemplo, é quem hoje detém a maior fatia dos fundos partidário e eleitoral, além do maior tempo de exposição no rádio e na TV.
PDT: Ciro Gomes | Data da convenção: 20 de julho / Foto: Câmara dos Deputados/Claudio Andrade
PT: Lula | Data da convenção: 21 de julho / Foto: EFE/Joédson Alves
PL: Jair Bolsonaro | Data da convenção: 24 de julho / Foto: PR/Alan Santos
UP: Leonardo Péricles | Data da convenção: 24 de julho / Foto: UP/Emiliana Silbertein/ Amanda Alves/ Manuelle Coelho/ Jorge Ferreira
MDB: Simone Tebet | Data da convenção: 27 de julho / Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy
Novo: Luiz Felipe D’Ávila | Data da convenção: 30 de julho / Foto: Partido Novo/Fábio Barros
Pros: Pablo Marçal | Data da convenção: 30 de julho / Foto: Reprodução / Twitter
PCB: Sofia Manzano | Data da convenção: 30 de julho / Foto: Reprodução/YouTube
PSTU: Vera Lúcia | Data da convenção: 31 de julho / Foto: Divulgação/PSTU
DC: Eymael | Data da convenção: 31 de julho / Foto: Agência Senado/Waldemir Barreto
PTB: Roberto Jefferson | Data da convenção: 1º de agosto / Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
INDEFINIÇÕES DE VICE A senadora Simone Tebet (MDB) tinha tratativas avançadas para ter Tasso Jereissati (PSDB) como vice de sua chapa, mas viu recentemente o colega do Congresso desembarcar de seu projeto. Agora, alguns nomes são ventilados para ocupar o posto. Um deles é o da senadora Eliziane Gama (Cidadania). Essa possibilidade, porém, enfrenta resistência do PSDB, que deseja ter primazia na indicação para a vaga. Vale lembrar que o MDB tem apoio da federação entre PSDB e Cidadania.
A senadora Mara Gabrilli (PSDB) desponta como principal cotada para o cargo. Segundo sua assessoria, ela participa das conversas com o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, Simone, Tasso e Eliziane para buscar o nome mais indicado para a vice, “analisando todo o cenário”. Mas não tem martelo batido por enquanto, e uma decisão deve ser tomada nos próximos dias. A tendência mais forte, hoje, é a confirmação de Mara.
O candidato Ciro Gomes (PDT) também ainda não tem vice. Desde o início do ano, diversos nomes já foram cotados para assumir a vaga, como Marina Silva (Rede) e José Luiz Datena (PSC). Hoje, a executiva do partido tenta atrair uma mulher para o posto, mas ainda não há definição de nome. O que está claro é que Ciro não conseguiu fechar apoio de outras siglas, e a indicação da vice deve ficar dentro do próprio PDT.
Veja os onze candidatos oficializados nas convenções:
PDT: Ciro Gomes | Data da convenção: 20 de julho
PT: Lula | Data da convenção: 21 de julho
PL: Jair Bolsonaro | Data da convenção: 24 de julho
UP: Leonardo Péricles | Data da convenção: 24 de julho
MDB: Simone Tebet | Data da convenção: 27 de julho
Novo: Luiz Felipe D’Ávila | Data da convenção: 30 de julho
Pros: Pablo Marçal | Data da convenção: 30 de julho
PCB: Sofia Manzano | Data da convenção: 30 de julho
PSTU: Vera Lúcia | Data da convenção: 31 de julho
DC: Eymael | Data da convenção: 31 de julho
PTB: Roberto Jefferson | Data da convenção: 1º de agosto
Bolsonaro e Lula Fotos: Isac Nóbrega/PR // EFE/Felipe Iruata
A nova pesquisa do Instituto Paraná mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) se mantém à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. O atual chefe do Executivo aparece com 40,1% contra 36,2% do petista.
Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro com 7,1% e Simone Tebet 1,7%. Os demais candidatos ficam abaixo de 1%. Na última pesquisa do instituto divulgada no início de julho, a vantagem de Bolsonaro sobre Lula era um pouco menor: 39,7% ante 36,4%.
Pela margem de erro da pesquisa, de 2,3 pontos percentuais, há empate técnico entre os dois primeiros colocados.
Os referidos números são resultado da pesquisa estimulada, quando são apresentados previamente os nomes dos candidatos. Na pesquisa espontânea, Bolsonaro mantém a liderança com 26,9%, e Lula com 23,9%.
O total de brancos/nulos foram 7,5% e 4,9% responderam que não ainda sabem em que votar.
Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Segundo uma pesquisa da consultoria Quaest, 70% dos brasileiros afirmam que não sabem o que significa a sigla STF (Supremo Tribunal Federal). O levantamento foi encomendado pela Revista Justiça & Cidadania. As informações são do Estadão.
Na pesquisa, a maior parte dos entrevistados (78%) afirmou que “já ouviu falar” no STF. No enatanto, mais da metade disse estar pouco (29%) ou nada informada (26%) sobre a atuação da Corte. Fora isso, 72% das pessoas ouvidas não souberam citar nenhuma função específica do Supremo.
Para o presidente do STF, ministro Luiz Fux, os resultados mostram que a Corte deve continuar a se aproximar da sociedade para “esclarecer suas funções e o papel da Corte”. Ele se manifestou por meio de nota.
A pesquisa da Quaest ouviu 1.717 pessoas nas cinco regiões do país, entre os dias 11 e 15 de junho deste ano.
No levantamento, 82% dos entrevistados disseram acreditar que não há nenhuma decisão do STF que tenha afetado a própria vida diretamente.
Apenas 16% afirmaram que confiam muito no STF. Já 45% disseram que confiam pouco, e 33% não confiam. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Vereador Carlos Bolsonaro, do Rio de janeiro Foto: EFE/Joédson Alves
Neste domingo (31), o vereador Carlos Bolsonaro usou as redes sociais para rebater informações e afirmar que não está afastado da campanha de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. Ele se manifestou por conta de uma publicação do colunista Guilherme Amado, do portal Metrópoles.
– O Partido Liberal (PL), sigla do presidente Jair Bolsonaro, tem comemorado o distanciamento do vereador Carlos Bolsonaro do dia a dia da campanha do pai – reportou o colunista, no sábado (30).
Em resposta, o vereador chamou o colunista de “blogueiro da mentira”.
– Tô tão afastado quanto o blogueiro da mentira! Qualquer um saca que tem gente claramente tentando me afastar do que não me afastarei. Principalmente esse blogueiro que parece ter alguma fonte louca para me tirar de perto! Amigue, pode abusar da fakenews que isso não acontecerá! É impressionante como toda a história só se repete e isso me dá cada vez mais força! – escreveu o vereador.
São Paulo e Piauí conseguiram no STF liminar para compensar perdas de arrecadação com ICMS Foto: STF/SCO/Dorivan Marinho
Neste domingo (31), os estados de São Paulo e do Piauí conseguiram uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) permitindo a compensação imediata das perdas do ICMS com a redução das alíquotas de combustíveis, energia elétrica e comunicações por meio do abatimento do pagamento das prestações das dívidas com a União.
Maranhão e Alagoas já tinham obtido decisões semelhantes. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados (Comsefaz) espera um efeito cascata com outros governadores conseguindo o mesmo.
A redução do ICMS com a fixação de um teto entre 17% e 18% para as alíquotas foi aprovada pelo Congresso por meio de projeto de lei 18. A lei fala em compensar as perdas que excederem 5%, calculadas mês a mês.
– O ministro Alexandre de Moraes decidiu em favor da Constituição e do pacto federativo. A Lei Complementar previa a compensação e, agora, ela será viabilizada. Isso será fundamental para garantir recursos importantes, em São Paulo, no financiamento de políticas públicas – disse Felipe Salto, secretário de Fazenda de São Paulo, ao Estadão.
Segundo ele, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, tinha ido a Brasília no início das negociações com o Congresso, justamente para garantir a compensação.
– Agora, a justiça é feita. Ganha o Brasil. Diversos estados estão na mesma direção – previu Salto.
O secretário considera que a decisão resgata o espírito da responsabilidade fiscal imanente na Constituição Cidadã.
Para o diretor institucional do Comsefaz, André Horta, a sequência de “impropriedades” legislativas que comprometeu estruturalmente o equilíbrio financeiro dos estados no último ano é algo sem precedentes na nossa República.
– É louvável o Judiciário estar sensível à preservação de nossa tão frágil pactuação federativa e reorganizar este debate. Que acredito que seja, em qualquer grau, remodelado inclusive pelas próximas legislaturas – afirmou o diretor.
EMBATE Os estados consideram que a lei feriu a autonomia. Para a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, a lei aprovada fala de dedução das perdas de arrecadação dos estados ou do Distrito Federal ocorridas no exercício de 2022 decorrentes da redução da arrecadação do ICMS que exceda ao percentual de 5% em relação à arrecadação deste tributo no ano de 2021.
O entendimento do governo é que o Congresso especificou que os montantes a serem comparados são os valores relativos ao exercício de 2022, um período completo, com valores relativos ao ano 2021. Portanto, essa compensação, se houver, terá que ser feita em 2023 porque o ano de 2022 ainda está em curso, na avaliação do governo.
– Logo, de acordo com a lei aprovada pelo Congresso, não há que se falar em antecipação de valores que ainda não foram apurados, e não há condições de saber se um determinado ente fará jus a alguma compensação, pois, para que isso ocorra, é necessário haver redução na arrecadação do ICMS em 2022 superior a 5% em relação à arrecadação do mesmo tributo em 2021 – disse uma nota do secretaria especial de Tesouro e Orçamento.
O governo tem dados que mostram que há aumento continuado da arrecadação com ICMS e lembra que o ministro do STF, Gilmar Mendes, decidiu criar uma Comissão Especial para aferir o aumento da arrecadação e o saldo de caixa dos governos regionais (fluxo de ativos financeiros em comparação com anos anteriores) e a perda ocasionada pelo impacto da desoneração do ICMS.
Para o Ministério da Economia, a reiteração de novas ações pelos estados no Supremo, ao fomentar a adoção de decisões judiciais contraditórias, fragiliza o esforço empreendido tanto pelo poder Legislativo quanto pelo Judiciário na busca por uma solução para a questão desprestigiando as recentes leis aprovadas pelo Congresso Nacional e a Comissão Especial criada pelo STF.
Durante participação em um podcast nesta quinta-feira (28), a pré-candidata à Câmara dos Deputados por São Paulo, Rosângela Moro (União Brasil), participou de uma dinâmica que consiste em dar likes ou deslikes para figuras públicas. Na ocasião, a esposa do ex-juiz Sergio Moro deixou sua curtida para personalidades variadas como Marielle Franco, Anitta, Danilo Gentilli, Andreia Sadi, Marina Silva, Rodrigo Garcia e Michelle Obama. Por outro lado, ela deixou sua desaprovação ao ex-presidente Lula (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff, mas surpreendeu ao tecer elogios à petista.
– Para Dilma Rousseff, eu vou dar um deslike. Porque Dilma Rousseff era ministra do governo Lula quando aconteceu aí o escândalo de corrupção. Então, eu preciso dar um deslike para a Dilma – ponderou, em conversa no 011 podcast.
Na sequência, ela acrescenta que gosta de ser uma pessoa “sensata” e, por isso, deixou um elogio à ex-presidente, em razão do Marco Regulatório da Organização da Sociedade Civil.
– Para esse segmento das organizações do setor com o qual eu trabalho, ela teve um trabalho que representou muito para o nosso segmento. Quando teve que fazer um decreto que é a regulamentação de uma lei, o Marco Regulatório da Organização da Sociedade Civil, que é muito importante para o nosso setor, ela chamou todas as organizações de caráter nacional para debater, para participar e para fechar o texto final. Então, isso eu preciso reconhecer que esse trabalho dela foi muito bom para esse segmento – avaliou.
Ao ser questionada se a petista mereceu o impeachment, Rosângela Moro disse que lamentava, mas considerou que sim, pois, para ela, as pedaladas fiscais foram irresponsáveis.
Já no momento em que deixa uma curtida para a vereadora psolista Marielle Franco, a advogada comentou:
– Ah, Marielle Franco, tem que dar um like para ela. Ativista, mulher negra, da comunidade, barbaramente assassinada – lamentou.
Ao aprovar a ex-senadora Marina Silva (Rede), Rosângela considerou que ela possui uma bonita história de vida e defende pautas do meio ambiente.
Ao emitir sua opinião sobre Anitta, a advogada descreveu-a como uma “super cantora, talentosa, empreendedora”, que “superou muitos desafios” e que fala diversos idiomas.
João Paulo Diniz Foto: Reprodução/Instagram João Paulo Diniz
Morreu, neste domingo (31), o empresário João Paulo Diniz, no Rio de Janeiro. Ele tinha 58 anos e era filho de Abilio Diniz, um dos empresários mais importantes do país.
João Paulo, que chegou a atuar no Grupo Pão de Açúcar nos anos 1990, também era sócio de restaurantes em São Paulo, entre eles o Forneria San Paolo e Lasul, e da rede de academias Bodytech.
De acordo com fontes próximas do empresário, o executivo saiu para correr neste domingo, voltou e foi encontrado pela família no banheiro já sem vida. Familiares suspeitam de que o empresário tenha tido um infarto ou aneurisma.
Procurada, a assessoria de imprensa da família confirmou a informação.
– A família Diniz informa o falecimento de João Paulo Diniz. O empresário deixa quatro filhos e esposa. A família pede que seu luto seja respeitado neste momento difícil.
Além da atuação como empresário, João Paulo Diniz também era conhecido por projetos de incentivo ao esporte.
Nas redes sociais, amigos e seguidores lamentaram a morte.
Em 2001, João Paulo passou por um acidente aéreo. Em uma viagem no litoral de São Paulo, o helicóptero no qual estava o empresário caiu. Na ocasião, morreram o piloto da aeronave e a então namorada de João Paulo, a modelo Fernanda Vogel. Ele e o copiloto do helicóptero sobreviveram, após nadarem até a praia.
Formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com pós-graduação na London Business School, João Paulo iniciou sua carreira no Grupo Pão de Açúcar, fundado por seu avô, o imigrante português Valentim dos Santos Diniz, pai de Abilio.
Ele entrou na empresa da família como trainee, quando ainda estava na faculdade. Com os anos, passou por diversas áreas da empresa e colaborou com a modernização do grupo. Em 2003, com a profissionalização do GPA, João Paulo, assim como toda a família, deixou a diretoria executiva, passando a integrar o conselho de administração da companhia até o grupo francês Casino assumir o controle do grupo.
Também em 2003, fundou a empresa de investimentos Componente para administrar os seus negócios. O portfólio da Componente conta com investimentos nos setores de esporte, gastronomia, mobilidade, startups e tecnologia e imobiliário. Atualmente, também atuava no conselho da Península Participações, empresa de investimentos da família Abilio Diniz, e do Instituto Península, organização social da família que trabalha com projetos relacionados a esporte e educação.
Apaixonado por esportes, o empresário e investidor praticava triatlo e participou de inúmeras maratonas e provas pelo mundo desde a década de 1990. Ele também foi um dos idealizadores da Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, prova que se tornou uma das mais tradicionais corridas de rua de São Paulo.
Apostando no esporte como agente transformador, João Paulo incentivava projetos com foco na promoção e profissionalização da prática esportiva no Brasil. Ele fazia parte do conselho da Atletas pelo Brasil e foi um dos criadores do Pacto pelo Esporte, iniciativa que une empresas patrocinadoras do esporte nacional para definir boas práticas em governança, integridade e transparência para a efetivação dos patrocínios feitos às entidades esportivas.
Criança surpreende Bolsonaro com versículo e deixa recado Foto: Reprodução/ Print de vídeo Facebook Flávio Bolsonaro
Neste sábado (30), o Republicanos oficializou, em convenção nacional na Expo Center Norte (SP), a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo do estado. O evento contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL) e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, entre outras autoridades.
Nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro compartilhou um vídeo que mostra o momento em que uma criança deixa o versículo bíblico para o chefe do Executivo, pouco antes de cantar o Hino Nacional. O menino leu Josué 1: 9 e disse ainda que sua geração não quer que a bandeira seja vermelha.
– Antes de eu entoar o nosso Hino Nacional, eu queria deixar um versículo bíblico para todos vocês e, especialmente, para o nosso presidente, que se encontra em Josué 1.9 e diz assim: “Não te mandei eu? Esforça-te e tende bom ânimo. Não temas e nem te espantes porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares. (…) E antes de eu entregar o microfone, eu quero dizer que se depender de mim, capitão, a minha geração, a bandeira do nosso Brasil jamais será vermelha – declarou.
Presidente do PSL, Luciano Bivar Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, desistiu de concorrer à Presidência da República. O anúncio foi feito neste domingo (31), durante a convenção do partido em Pernambuco, estado do parlamentar. Bivar afirmou que tentará a reeleição à Câmara dos Deputados e sinalizou que a senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), ex-aliada do presidente Jair Bolsonaro (PL), pode assumir a corrida pelo Palácio do Planalto.
– Resolvi voltar e continuar na Câmara Federal, com a ajuda de vocês, para que possamos continuar presidindo o partido com a força que tem o nosso partido, nossos parlamentares e quem compõe o União Brasil. Eu quero aqui, de longe, parabenizar o meu Senado, na pessoa da senadora Soraya Thronicke, que em breve estará em Pernambuco apresentando alternativa para o país – afirmou.
Apesar de essa decisão significar uma mudança na disputa proporcional em Pernambuco, a chapa “puro sangue” para o governo estadual foi confirmada: Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, concorre ao cargo, com a deputada estadual Alessandra Vieira de vice, enquanto Carlos Andrade Lima, candidato do então PSL à Prefeitura do Recife em 2020, foi o nome escolhido para o Senado.
Bivar vai costurar uma difícil candidatura para o Congresso. Isso porque o União Brasil, em Pernambuco, montou uma chapa proporcional focada em eleger dois deputados federais: os ex-ministros Mendonça Filho e Fernando Coelho Filho. A decisão do presidente da sigla de tentar uma vaga na Câmara deixou lideranças locais insatisfeitas, visto a necessidade de reorganização do tabuleiro eleitoral da legenda, que divide as candidaturas proporcionais com o Podemos, PSC e Patriota no estado.
Bivar esteve em reuniões com a cúpula pernambucana do União Brasil desde a última sexta-feira (29), quando desembarcou no estado. O presidente do partido participou de uma longa conversa com nomes como Miguel Coelho, Mendonça Filho e Fernando Bezerra Coelho (MDB), líder do clã político do Sertão do São Francisco. O encontro ocorreu para fazer contas e articular a candidatura de Bivar para deputado federal e o partido analisou quais nomes poderiam subir para candidatura a federal, para formar a “cauda” necessária para eleger três nomes ao congresso.
Bivar já havia avisado candidatos de seu partido a respeito da desistência em mensagem de WhatsApp enviada no sábado (30) à noite. Isso depois de dizer, em entrevista à CNN no dia 25 de julho, que sua candidatura era “irreversível”. No entanto, ele não demonstrava crescimento nas pesquisas e não chegou a pontuar na última análise divulgada pelo Datafolha na quinta (29).
O União Brasil apresentou a pré-candidatura de Bivar no final de maio, depois de desistir de lançar o ex-juiz Sergio Moro, que migrou do Podemos em busca de disputar o pleito nacional pelo partido. Até o começo daquele mês, o União Brasil negociava com os partidos que representava a chamada “terceira via” – MDB, PSDB e Cidadania, coligação que lançou Simone Tebet (MDB) à Presidência.
APOIO A LULA Atualmente, há negociações entre o PT e o União Brasil para que Bivar apoie a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. O senador Jaques Wagner (PT-BA) confirmou que a campanha presidencial petista esta em busca desse posicionamento do presidente do União Brasil.
Nos bastidores, seguem as conversas para que o entendimento de Bivar com Lula resulte em uma ajuda informal do PT, em Pernambuco, para eleger Bivar deputado federal. Uma fonte próxima ao presidente do União Brasil afirma que há interesse em consolidá-lo para tentar disputar a Presidência da Câmara em um eventual mandato do petista, mas, para isso, o parlamentar precisa ser reeleito.