Ministro Alexandre de Moraes Foto: Isac Nóbrega/PR
A colunista Mary Anastasia O’Grady, do jornal norte-americano The Wall Street Journal, defendeu, em artigo publicado neste domingo (22), que o Supremo Tribunal Federal (STF) representa uma ameaça ainda maior à democracia que a invasão às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro. No texto, a jornalista versa sobre seu receio com a “repressão do Brasil à liberdade de expressão”.
De acordo com O’Grady, o mundo parece não perceber o “perigo iminente à liberdade que agora espreita no Brasil: uma Suprema Corte que está amordaçando seus críticos, congelando seus bens e até mesmo prendendo alguns, tudo sem o devido processo”.
A jornalista reconhece que os eventos de 8 de Janeiro “merecem condenação inequívoca” e que “levar os responsáveis pela destruição de propriedade do governo à Justiça é uma responsabilidade fundamental do Estado”. Entretanto, enxerga “moralização seletiva” no caso.
Texto publicado por Mary O’Grady no WSJ Foto: Reprodução
– A afirmação de que o motim de Brasília é fruto do dia 6 de janeiro de 2021 [data da invasão ao Capitólio, nos EUA] cheira a moralização seletiva. Quando a extrema esquerda vandalizou a Colômbia por meses em 2021, não me lembro dos militantes de Washington, D.C. culpando-a pelos tumultos do verão de 2020 ligados ao Black Lives Matter nos EUA – escreveu.
A jornalista finaliza sua avaliação citando casos de autoritarismo no judiciário em outros países:
– A Venezuela era uma democracia no início dos anos 2000, quando o homem forte Hugo Chávez assumiu o controle do judiciário, eliminando os direitos das minorias e as proteções legais. Jimmy Carter aplaudiu o chavismo. Tiranos na Bolívia e na Nicarágua copiaram o manual político de Chávez. Hoje, a separação de poderes necessária para a sobrevivência da democracia é incerta em muitos países da região, incluindo Colômbia, Honduras, El Salvador e México – concluiu.
A deputada estadual Clarissa Tércio (PSC-PE) foi condenada, em primeira instância, a indenizar o casal transexual Rodrigo Brayan da Silva e Ellen Carine Martins no valor de R$ 10 mil pelos crimes de transfobia e uso indevido de imagem.
O início do processo contra a deputada aconteceu após ela publicar, em sua rede social, uma foto do casal comemorando a gravidez. O gestante trata-se de Rodrigo Brayan, que nasceu biologicamente como mulher, mas se identifica como homem trans. Já Ellen, que nasceu conforme o sexo masculino, se reconhece como uma mulher trans.
Na legenda, a deputada descreve: “Ele nasceu ela. Ela nasceu ele. E o melhor disso tudo é a biologia provar para a ideologia que sempre vai precisar de um xx e xy para gerar uma vida”.
Brayan e Ellen, que moram em Monte Claros (MG), entraram com uma ação no Tribunal de Justiça do estado contra Tércio.
Como resultado, a parlamentar foi condenada, mas ainda tem direito a recorrer da decisão. Nesta terça-feira (17), ela enviou uma nota para o portal G1 comentando que ainda não foi notificada sobre a condenação e que entrará com recurso.
– Referente à decisão da Justiça de Minas Gerais, informo que até o presente momento, não fui comunicada oficialmente, mas assim que for, adotarei as medidas judiciais cabíveis, recorrendo da decisão – disse a deputada.
Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) anexou transfobia como uma prática criminosa no código penal legislativo. De acordo com a ementa, os atos se equiparam ao racismo, tornando-se crime inafiançável e imprescritível.
O jornalista Glenn Greenwald virou alvo da esquerda brasileira ao criticar as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre bloquear redes sociais de jornalistas e parlamentares.
No Twitter, o jornalista norte-americano declarou que acha “perigoso que um juiz tenha tanto poder” para iniciar as acusações e julgar as mesmas pessoas.Greenwald, que mora no Brasil há 17 anos, fez um programa para o seu canal no Rumble para falar sobre a questão, listando as diversas personalidades brasileiras que foram censuradas pelo ministro.
– Evidentemente, quando um regime de censura é criado, não será usado só contra os inimigos da esquerda, mas às vezes contra os aliados da esquerda. Quem poderia adivinhar? Como poder objetar aqueles que torcem pela censura? Não quisemos dizer que deveria censurar a nós, só eles? – escreveu o comunicador.
O companheiro do deputado federal David Miranda (PDT-RJ) também falou sobre as prisões contra os manifestantes que estavam em Brasília no dia 8 de janeiro.
– Minha crítica ao Alexandre de Moraes vai além da liberdade de expressão. Me preocupa a falta de um processo justo para os presos, ao qual todos os cidadãos têm direito – declarou Greenwald, dessa vez ao blog #Hashtag, da Folha de São Paulo.
As visões do jornalista não agradaram a esquerda e ele passou a sofrer perseguições nas redes sociais, mesmo sendo aliado da pauta política.
– [A esquerda] achou que eu era sua propriedade – reclamou Greenwald ao falar que agora é considerado como um traidor.
Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva Foto: EFE/José Jácome
Nesta segunda-feira (16), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que pretende “liderar pelo exemplo” no comando da pasta. Marina disse ainda que já seguia esse lema desde 2003, quando esteve no governo pela primeira vez. A declaração foi dada durante participação no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Para a ministra, é preciso adotar ações efetivas para combater o desmatamento no país.
– Desde 2003, quando eu fui para o ministério [do Meio Ambiente], eu coloquei muito claramente para a minha equipe, que era “liderar pelo exemplo”. Às vezes, a gente concorda, às vezes, a gente fala, mas a gente não faz. Empresas, governos, têm a condição de fazer em vez de dizer – ressaltou.
Durante o painel Em Harmonia com a Natureza, Marina reforçou que é preciso parar de apenas falar.
– Às vezes, a gente pensa que está fazendo o que está falando, porque estamos aqui concordando, e não estamos fazendo nada (…). Podemos falar coisas legais, mas se nós não reduzirmos o desmatamento, a gente apenas falou. Precisamos fazer isso em dois trilhos: proteger o ambiente e reduzir a desigualdade social – defendeu.
Andres Eduardo Oñate Carrillo Foto: Reprodução / G1
O anestesista colombiano Andres Eduardo Oñate Carrillo, preso nesta segunda-feira (16), além de estuprar pacientes sedadas, também armazenava os vídeos dos crimes. É o que apontam as investigações da polícia contra pornografia infantil.
– Tenho muita experiência em investigações em crimes desta natureza. Mas, especialmente sobre esse caso, nunca vi algo tão violento, tão cruel. Não só por armazenar esses vídeos, com conteúdo extremamente agressivo, mas também a violência contra as vítimas submetidas aos cuidados do profissional, que aproveita o momento de vulnerabilidade e comete esses abusos – declarou o delegado Luiz Henrique Marques, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
Ele também informou que, durante depoimento, o anestesista não negou que tenha cometido os crimes.
A investigação policial agora busca saber se o colombiano fez outras vítimas e se teria criado algum perfil falso nas mídias sociais a fim de se aproximar de crianças e adolescentes com intuito de produzir mais conteúdos de pornografia infantil.
A polícia informou que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) garantiu que Andres não era credenciado no conselho entre os anos de 2020 e 2021, data em que realizou os crimes. Com a confirmação deste dado, o anestesista pode responder também por exercício ilegal da profissão.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro chegou ao médico anestesista colombiano Andres Carrillo a partir de provas que o profissional produziu contra si mesmo. Ele foi preso, nesta segunda-feira (16), por abuso sexual contra duas mulheres.
Conforme a investigação, imagens de estupros cometidos por ele, gravados em seu telefone celular, foram localizadas pela Polícia Federal (PF). O material estava no meio de 20 mil arquivos de pornografia infantil de Carrillo. A partir da descoberta, a Polícia Civil fluminense foi acionada.
Com base nos dados das mídias e das informações que incluem data da gravação e local, os policiais identificaram as unidades hospitalares onde ocorreram os dois estupros. Depois, cruzaram informações para chegar às vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, um dos casos aconteceu no Hospital Estadual dos Lagos, Nossa Senhora de Nazareth, em Saquarema. O outro no Complexo Hospitalar Universitário Clementino Fraga Filho. A unidade pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os crimes foram praticados em 2020 e 2021.
Neste último sábado (14), o jornalista Glenn Greenwald topou o debate proposto por Rocha Celso de Barros, colunista da Folha de S. Paulo, para abordar as famigeradas decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Barros resolveu o desafiar após Greenwald publicar em seu Twitter que o Brasil vive uma repressão das liberdades e adjetivar como autoritário o comportamento de Moraes. Após essas colocações, Barros classificou o jornalista como “bolsonarista”.
Greenwald argumentou que não acha excessiva a preocupação com a atuação do Judiciário e que a falta do devido processo legal e a politização do Judiciário não são valores bolsonaristas.
Após o embate, o jornalista indicou 17 de janeiro para a data para o próximo debate e solicitou ao colunista da Folha, que é sociólogo, que defina os detalhes da conversa e o avise. Já se tem a informação de que será ao vivo.
Nesta segunda-feira (16), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, voltou a falar sobre os protestos que ocorreram em Brasília, quando as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF) foram depredadas. As declarações de Zema foram dadas durante entrevista à Rádio Gaúcha.
Zema criticou o governo Lula (PT). Na avaliação dele, “houve erro também, talvez até proposital, do governo federal que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizesse de vítima”.
– Me parece que houve um erro da direita radical, que é minoria. Houve um erro também, talvez até proposital, do governo federal que fez vista grossa para que o pior acontecesse e ele se fizesse de vítima. É uma suposição. Mas as investigações vão apontar se foi isso – falou.
O governador de MG defendeu ainda que devem ser punidas as pessoas que responsáveis pelo vandalismo, mas não quem se manifestou de forma ordeira.
– Você confundir um cidadão de bem com um depredador é erro gravíssimo. Que se puna essas pessoas que fizeram o vandalismo. Agora, estender isso a esses que estão se manifestando de forma ordeira, é uma situação muito distinta – disse.
David Miranda e Glenn Greenwald Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
O jornalista Glenn Greenwald usou suas redes sociais neste sábado (14) para denunciar os ataques que vem sofrendo por produzir reportagens críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo Twitter, Glenn afirmou que a esquerda tem usado a doença de seu companheiro, o deputado federal David Miranda (PDT-RJ), para atacá-lo.
– Uma grande parte suja da esquerda não debate. Usaram meu marido para me atacar – desde teorias conspiratórias sobre sua doença até usar os sites de fake news criados sobre David por Oswaldo Eustáquio durante a #VazaJato – até o ponto de o nome dele entrar no TT e ficou. Não eram trolls mas um grupo grande de esquerdistas – escreveu.
Em seguida, Glenn afirmou que sua causa “não é um partido”, mas “o mal da punição estatal sem processo justo” e os perigos de explorar o medo para “justificar poderes autoritários”. O comunicador também disse saber que “muitos jornalistas corporativos apoiam o que for popular”, mas que continuará criticando o sistema usado por Moraes.
– Os ataques a mim, David, nossa família, ameaças, etc. não nos impediram de fazer reportagens no passado, nem David se recusou a apoiar Lula no 1° turno. Acredito que o sistema que de Moraes usa é perigoso – autoritário – e continuarei a relatá-lo e criticá-lo, mesmo com ataques – completou.
O companheiro do jornalista, o deputado David Miranda, está internado desde agosto de 2022 na UTI da Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para tratar uma infecção gastrointestinal. O problema, no entanto, acabou evoluindo para um quadro de sepse – infecção generalizada -, e atingiu também pâncreas, rins, fígado e pulmões.
Confira a postagem de Glenn, na íntegra:
“Moro aqui [no Brasil] há 17 anos, então sabia que minhas reportagens e críticas ao [ministro Alexandre] de Moraes enfureceria grande parte da esquerda. Como disse o NYT [New York Times], a esquerda e a mídia corporativa se uniram para fazer dele seu novo Moro: o juiz-herói que salva a nação e, portanto, não pode ser criticado.
Mas uma grande parte suja da esquerda não debate. Usaram meu marido para me atacar – desde teorias conspiratórias sobre sua doença até usar os sites de fake news criados sobre David por Oswaldo Eustáquio durante a #VazaJato – até o ponto de o nome dele entrar nos TTs [Trending Topics] e ficou.
Não eram trolls, mas um grupo grande de esquerdistas, por isso o nome de David ficou a noite toda nos TTs. Pense em como as pessoas doentes, sociopatas e sem alma devem estar para usar o David para atacar minha reportagem. Mas isso é comum para essa facção.
Quanto ao conteúdo desta ordem de censura que divulguei e a falta de processo justo em geral: Como eu disse durante a #VazaJato, o teste de um sistema de poderes não é se apoia quando tá usado contra seus inimigos, mas quando é usado contra seus aliados e vc mesmo, como será.
Durante a #VazaJato, eu sempre disse: minha causa não é um partido. Minha causa são valores universais: a transparência jornalística, o mal da punição estatal sem processo justo, os perigos de explorar o medo (de corrupção ou bolsonarismo) para justificar poderes autoritários.
Não preciso de palestras sobre algumas partes da direita. Minha família era o principal inimigo. Os aliados de Moro tentaram me prender. Mas as “soluções” também podem ser perigosas: um sistema de censura, punição sem o devido processo, adoração de juízes como heróis e deuses.
Sei que muitos jornalistas corporativos apoiam o que for popular: Moro/LJ [Lava Jato], impeachment de Dilma, prisão de Lula, agora de Moraes. A Globo e o Estadão estão com vocês. Acho que a sociedade sobreviverá se alguns jornalistas independentes questionarem e discordarem dessa repressão.
Os ataques a mim, David, nossa família, ameaças e etc. não nos impediram de fazer reportagens no passado, nem David se recusou a apoiar Lula no 1° turno. Acredito que o sistema que [Alexandre] de Moraes usa é perigoso – autoritário – e continuarei a relatá-lo e criticá-lo, mesmo com ataques.”.
Momento em que o empresário George Washington foi preso Foto: Reprodução/TV Globo
O juiz Osvaldo Tovani, da 8ª Vara Criminal de Brasília, tornou réus Alan Diego dos Santos Rodrigues, Wellington Macedo de Souza e George Washington de Oliveira Sousa pela tentativa de explosão de uma bomba perto do Aeroporto Internacional de Brasília. George Washington foi preso e confessou a montagem do explosivo.
Em depoimento, George disse à Polícia Civil que a ação, frustrada, era um “plano com manifestantes do Quartel-General do Exército” para provocar a “decretação de estado de sítio e impedir a instauração do comunismo no Brasil”.
Na última terça-feira (10), o magistrado considerou que a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios apresentava “justa causa”. Na sexta-feira (13), ele acolheu o pedido e tirou o sigilo do processo, que foi registrado como “crimes do sistema nacional de armas”, com indicação de “motivação político-partidária”.
O trio foi indiciado por crime de explosão, com pena de 3 a 6 anos de prisão. A investigação começou no dia 24 de dezembro. Procuradas pelo jornal O Estado de São Paulo, as defesas dos réus não foram localizadas.
O Wall Street Journal (WSJ) publicou um artigo criticando a postura da esquerda diante do caso Jair Bolsonaro (PL). No texto intitulado Jair Bolsonaro tem direitos nos Estados Unidos, a publicação condenou os democratas que defenderam que o ex-presidente do Brasil fosse extraditado. Bolsonaro está na Flórida desde 30 de dezembro, quando teve sua entrada em solo americano com visto diplomático.
O veículo de imprensa aborda o fato de que mesmo sem apresentar nenhuma prova, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus asseclas acusaram Bolsonaro de conivência com as manifestações radicais que depredaram prédios públicos onde estão sediados os Três Poderes da República, no último domingo (8).
Deputados de esquerda dos Estados Unidos embarcaram na mesma retórica. Nas redes sociais, a deputada de Nova Iorque, Alexandria Ocasio-Cortez, disse que “os EUA devem parar de conceder refúgio a Bolsonaro na Flórida”, e Joaquin Castro, do Texas, afirmou à CNN que o ex-presidente brasileiro “inspirou o terrorismo doméstico no Brasil” e, por essa razão, deveria ser enviado de volta ao país.
O WSJ destacou que o ex-chefe do Executivo brasileiro não foi acusado de nenhum crime pelo Poder Judiciário e por essa razão não há que se falar em extradição.
– Mas esse processo legal é demais para os democratas americanos, que querem o veredicto primeiro e a prova depois – criticou o artigo.
O texto afirma que mesmo com inquéritos instaurados para apurar eventual participação de Bolsonaro e de manifestantes, há suspeita da parcialidade dos tribunais brasileiros.
– Ainda é cedo, e como os tribunais no Brasil foram politizados, há dúvidas legítimas sobre se ele pode obter uma audiência justa – frisou o artigo.
O jornal ressaltou que a estada de Bolsonaro nos EUA cumpre com a legalidade e afirmou que ele não buscou proteção oficial.
– Se houver um pedido formal de extradição do Brasil, os tribunais dos EUA ouvirão o caso com base nas evidências – garantiu.
Na conclusão, o texto afirmou que a declaração do deputado do Texas, acusando Bolsonaro de ser autoritário é prova de que ele está fazendo política.
– Na verdade, o senhor Bolsonaro não controlou nem o Congresso, nem a Suprema Corte, durante seu mandato de quatro anos, e sua agenda muitas vezes paralisou devido a restrições democráticas em seu poder – finalizou o artigo colocando evidente sua visão sobre o regime instalado no Brasil.