Bilhetes da Mega da Virada (Imagem ilustrativa) Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Um dos ganhadores da Mega da Virada de 2024 não apareceu para retirar o prêmio no prazo estipulado e acabou ficando sem o dinheiro. O prazo de retirada do prêmio, no valor de R$ 1.418.495,90, acabou às 23h59 desta segunda-feira (31).
O ganhador que não retirou o prêmio tinha uma das 56 cotas de um bolão que acertou as seis dezenas da Mega.
Outras duas apostas vencedoras foram feitas em Brasília (DF), duas em Curitiba (PR), uma em Nova Lima (MG), uma em Pinhais (PR), e uma em Tupã (SP).
O valor que não foi resgatado será encaminhado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de acordo com a Lei 13.756/18. As informações são do UOL.
A Prefeitura do Rio de Janeiro recuou e decidiu excluir práticas de cura ancestrais de matrizes africanas e indígenas da promoção de saúde complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota, a gestão municipal explicou que a revogação ocorreu a partir do entendimento de que “saúde pública é realizada baseada em ciência”.
– Além disso, a revogação parte do princípio de que o Estado é laico e não deve misturar crenças religiosas em políticas públicas de saúde – adicionou a prefeitura.
As secretarias de Meio Ambiente e Clima e Saúde haviam dito que a inclusão de tais práticas tratava-se de um ato de reparação.
Após a prefeitura voltar atrás em sua decisão, entidades como a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro Saúde) chamaram o recuo de “racismo religioso” e “retrocesso”.
– Essa medida representa um retrocesso na valorização das práticas de saúde ancestrais e no reconhecimento dos territórios tradicionais de matriz africana como espaços de cuidado e promoção da saúde. Desconsideração das práticas ancestrais de cuidado reconhecidas como complementares ao SUS e desrespeito à luta contra o racismo religioso, ao negar legitimidade aos espaços sagrados como promotores de bem-estar e saúde – argumentou a organização.
FONTE:PLENO NEWS
A decisão ocorreu na última terça-feira (25), uma semana após o município carioca legitimar rituais e oferendas praticados nas religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, além de banhos, chás, defumações, escalda-pés e benzedeiras dentro das políticas públicas de saúde.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que o tenente-coronel Mauro Cid viaje até São Paulo em abril para um evento familiar. Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cid é réu no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Na viagem, que ocorrerá entre os dias 1° e 7 de abril, Cid acompanhará sua filha, Geovana Ribeiro Cid, em uma premiação de hipismo. Segundo informações do portal Poder360, ela receberá o prêmio de “Jovem Campeã” e participará de competição no Jockey Club de São Paulo entre os dias 2 a 7.
– Diante do exposto, defiro o pedido formulado e autorizo o deslocamento de Mauro César Barbosa Cid, pelo período estritamente necessário à viagem, entre os dias 1º/4/2025 e 7/4/2025, na cidade de São Paulo (SP) – determinou Moraes.
O ministro, contudo, ressaltou que a liberação tem “caráter provisório” e reafirmou que as medidas cautelares seguem valendo. Assim, o réu seguirá usando tornozeleira eletrônica e continua proibido de se comunicar com os demais investigados.
Caberá à Administração Penitenciária do Distrito Federal fazer um relatório detalhado sobre o monitoramento de Cid no período da viagem e enviar o documento a Moraes.
Mauro Cid está em liberdade condicional enquanto aguarda o resultado do julgamento. Ele integra o chamado Núcleo 1 da suposta tentativa de golpe que visaria impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência), sob o governo Lula (PT), realizou uma operação de espionagem contra autoridades do Paraguai. A investigação foi revelada pela coluna de Aguirre Talento, do portal UOL.
De acordo com a publicação, a ação foi planejada ainda no governo passado, mas executada durante a atual gestão com autorização do diretor Luiz Fernando Corrêa.
A operação envolveu a invasão de computadores de autoridades paraguaias para obter informações sigilosas sobre a negociação de tarifas da usina hidrelétrica de Itaipu. Esse tema é alvo de disputa comercial entre Brasil e Paraguai há anos.
A ação foi realizada por meio de um software chamado Cobalt Strike, usado para invasão de dispositivos de informática, e revelada por um servidor da Abin que deu um depoimento exclusivo ao UOL detalhando o que foi dito por ele à Polícia Federal.
Além deste, outro agente da Abin também confirmou a existência da operação. Uma terceira fonte, com acesso aos detalhes, reforçou as informações.
A investigação revelou que dados de diversos alvos do governo paraguaio foram coletados. Os ataques partiram de servidores montados no Chile e no Panamá, evitando que fossem rastreados ao Brasil. Os alvos incluíram o Congresso paraguaio, a presidência daquele país e autoridades diretamente ligadas às negociações de Itaipu.
A ação ocorreu meses antes de um novo acordo sobre os valores pagos pelo Brasil ao Paraguai por energia de Itaipu acontecer, em maio de 2024. Ainda não há confirmação se essas informações foram usadas nas negociações
A Polícia Federal apura se a operação teve caráter ilegal. A investigação ocorre dentro do inquérito que apura desvios da Abin sob a direção de Alexandre Ramagem, ex-diretor da agência no governo Bolsonaro. No entanto, também detectou possíveis irregularidades na gestão atual.
A PF perguntou se a operação tinha autorização da cúpula da Abin. Segundo o servidor, a ação foi inicialmente aprovada pelo então diretor Victor Carneiro, no governo de Jair Bolsonaro (PL), e teve o aval do atual diretor Luiz Fernando Corrêa. Em depoimento, o agente da Abin afirmou que a operação foi apresentada pessoalmente a Corrêa, que teria demonstrado entusiasmo com a ação.
Após a publicação da reportagem, o governo Lula negou envolvimento e afirmou que a operação foi autorizada no governo anterior, em junho de 2022. Segundo nota oficial, a ação foi cancelada pelo diretor interino da Abin em março de 2023, quando a nova gestão tomou conhecimento dos fatos.
– O governo do presidente Lula desmente categoricamente qualquer envolvimento em ação de inteligência, noticiada hoje, contra o Paraguai, país membro do Mercosul com o qual o Brasil mantém relações históricas e uma estreita parceria. A citada operação foi autorizada pelo governo anterior, em junho de 2022, e tornada sem efeito pelo diretor interino da Abin em 27 de março de 2023, tão logo a atual gestão tomou conhecimento do fato – diz o comunicado oficial.
O governo Lula também afirmou que seu diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, só assumiu o cargo em 29 de maio de 2023, quando o suposto esquema já havia sido encerrado.
– O governo do presidente Lula reitera seu compromisso com o respeito e o diálogo transparente como elementos fundamentais nas relações diplomáticas com o Paraguai e com todos seus parceiros na região e no mundo – conclui a nota.
A assessoria de imprensa da Abin e o diretor Luiz Fernando Corrêa não se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto para posicionamentos.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse que a inelegibilidade da francesa de direita, Marine Le Pen, é um ativismo judicial de esquerda que ele também enfrenta no Brasil. Ele deu declarações à agência de notícias Reuters.
O líder conservador falou ainda que a denúncia contra ele é furmaça.
– A denúncia contra mim também é fumaça, e quem vai julgar a gente põe no mínimo uma interrogação. Que desvio de recurso público é esse da Le Pen? O Trump também foi acusado de algo parecido nos Estados Unidos, ele enfrentou, é bilionário, líder do maior partido, conseguiu enfrentar – declarou.
E acrescentou:
– Acho que esse movimento da França tende a se espalhar pelo mundo todo. A esquerda descobriu a maneira fácil de chegar ou se perpetuar no poder. Usa o ativismo judicial contra. Qual a acusação? Não interessa. Qualquer uma, vide essa contra mim, que é fumaça.
A decisão do Tribunal de Paris contra Marine Le Pen aconteceu nesta segunda-feira (31). Ela e outros oito eurodeputados foram condenados por suposto crime por desvio em fundos públicos da União Europeia.
Le Pen, que lidera as pesquisas, está impedida de concorrer à presidência do país em 2027. Na verdade, ela está impedida de disputar qualquer cargo público durante cinco anos, de acordo com a sentença.
Os juízes também condenaram Marine a quatro anos de prisão, dos quais dois são pena suspensa e outros dois sob regime domiciliar, além de uma multa de 100 mil euros.
Rodolphe Bosselut advogado de Marine, vai apelar da decisão.
Le Pen não perderá seu assento no parlamento até que seu mandato termine. As informações são da CBN.
Em entrevista exclusiva ao Pleno.News nesta segunda-feira (31), o analista político Rodrigo Constantino falou sobre assuntos que estão em alta na política brasileira. O jornalista fez relatos sobre a luta que enfrenta contra um câncer raro e do transplante de medula óssea que terá de ser submetido.
Constantino comentou sobre a decisão de viver nos Estados Unidos por decepção política no Brasil, após a reeleição da então presidente Dilma Rousseff (PT), em outubro de 2014.– Eu vim para os Estados Unidos, vai completar agora, daqui a um dia, dois dias, vai completar dez anos. Na verdade, o dia da minha decisão foi outubro de 2014. Vocês vão lembrar que teve ali um fator político importante: reeleição da Dilma. Ali eu olhei e falei para minha então esposa, na época: “Chega! Eu não aguento mais isso, nós precisamos sair daqui”. Ela concordou – recordou o economista.
Sobre a conjuntura jurídica/política envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Constantino avalia que a tendência é que o líder da direita no Brasil permaneça inelegível e, pior, acabe sendo preso para, segundo ele, satisfazer o desejo do sistema.
– Eu acho muito pouco provável [reversão da inelegibilidade de Jair Bolsonaro]. Eu vejo um clima de esperança nas alas bolsonaristas mais aguerridas, digamos assim, de que Bolsonaro vai voltar, mas era a mesma turma que dizia “fica tranquilo que o ladrão não sobe a rampa”, “tique-taque, tique-taque”, “72 horas”, “xadrez 4D”, eu escutei muito essas coisas, e nós estamos aqui nessa situação.
Sobre uma eventual prisão de Bolsonaro, Constantino manifestou desesperança.
– Eu não consigo entender de onde estão tirando que ele vai estar elegível e não preso. (…) Tudo leva a crer que ele vai ser preso. Com base em quê essas pessoas acham que ele não vai ser preso? Acham que esse julgamento, que é político do início ao fim, não vai terminar, não vai resultar na condenação dele e demais réus? Eu não consigo entender de onde tiram esse otimismo. (…) O sistema tem pressa em prendê-lo antes das eleições – declarou.
O analista político ainda afirmou que, em sua avaliação, não há que se falar em eleições limpas sem a candidatura de Jair Bolsonaro.
– Se o nome dele [Jair Bolsonaro] não estiver nas urnas em 2026, não podemos chamar de democracia. Mas eu acredito que não estará – destacou.
Constantino atribuiu o delicado momento vivido pela direita no Brasil à falta de esclarecimento sobre pontos distintos: ganhar a eleição e tomar o poder.
– A direita, talvez, segundo o Olavo de Carvalho alertava, a direita errou em confundir ganhar a presidência [da República] com tomar o poder, que é o que o próprio [José] Dirceu já falou: “Nós vamos tomar o poder, o que é diferente de vencer a eleição”. A gente pegou o bolo pela cereja e achou que tinha carregado o bolo todo junto, enquanto que estava tudo aparelhado. (…) O contra-ataque do império foi avassalador – resumiu.
Jair Bolsonaro em mensagem a apoiadores com vídeo de baleia ao fundo Foto: Reprodução/Print da Rede social X
O Ministério Público Federal (MPF) concluiu, sem oferecer denúncia, o inquérito que investigou se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) importunou uma baleia jubarte durante um passeio de jet ski em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.
A investigação foi arquivada porque, na avaliação do Ministério Público, não ficou comprovado que o político conservador teve a intenção de importunar o animal.
A procuradora da República Maria Rezenda Capucci afirma na decisão que, embora Bolsonaro tenha desrespeitado o distanciamento mínimo, não houve “demonstração inequívoca da intenção em incomodar, maltratar, enfadar ou causar dano ou prejuízo a alguma espécie de cetáceo”.
– Esta intenção no caso em análise, ainda que possa ter existido, não foi suficientemente demonstrada pelos elementos colhidos na investigação a justificar o inicio da persecução penal – afirmou a procuradora.
Com base nos mesmos documentos, a Polícia Federal (PF) já havia concluído a investigação sem o indiciamento de Bolsonaro.
O advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, que representa o ex-presidente, afirmou em nota que a investigação é “absurda” e que a máquina pública foi mobilizada “na direção de um episódio nitidamente sem qualquer repercussão jurídica”, mas que foi “amplamente explorado pelo ambiente político”.
Em depoimento, Bolsonaro confirmou que cruzou com a baleia no passeio, o que foi registrado em vídeo, mas alegou que tomou os cuidados necessários para não atrapalhar a movimentação do animal. Ele afirmou ainda que adotou a “precaução de não cruzar a linha de deslocamento do animal, muito menos se aproximar do mesmo para evitar uma situação de risco”. Também disse que o jet ski que pilotava estava em ponto morto e que aguardou a baleia se distanciar para retomar seu deslocamento.
Bolsonaro foi multado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Após o episódio, o Ministério Público Federal em Caraguatatuba também ampliou a fiscalização do turismo de observação de baleias no Litoral Norte de São Paulo.
Caroline de Toni (PL-SC) Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A Minoria da Câmara dos Deputados protocolou um Requerimento de Informação cobrando explicações do Ministério da Educação (MEC) sobre a falta de transparência e a omissão dos dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que avalia a alfabetização. Além disso, foi protocolada uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) exigindo a imediata divulgação dos dados e a apuração da omissão, bem como a responsabilização dos gestores públicos envolvidos na decisão de reter informações cruciais para o país.
– O que o governo tem a esconder? Se a alfabetização realmente melhorou, como insistem em dizer, por que não mostram os números? O governo de Lula segue demonstrando sua falta de transparência ao não divulgar os dados e dificultar a avaliação da realidade educacional. Pela segunda vez consecutiva, o MEC decide engavetar dados fundamentais sobre o desempenho das crianças brasileiras no 2° ano do ensino fundamental – destacou a líder da Minoria, deputada Caroline de Toni (PL-SC).
Em resumo, a Minoria exige a publicação imediata dos dados e microdados do SAEB 2023 sobre o 2° ano do ensino fundamental, a apuração da omissão e investigação dos responsáveis pela decisão de esconder as informações, e a responsabilização dos gestores públicos pela atitude que compromete a transparência e prejudica a avaliação das políticas públicas.
– Lula costumava inventar dados sobre o Brasil para outros países. Agora, ele acha que pode esconder a verdade sobre a educação e contar a lorota que quiser. Mas nós, da Minoria, não vamos permitir que ele continue enganando a população – completou Caroline.
Michelle Bolsonaro Foto: Divulgação/Partido Liberal
O instituto Paraná Pesquisas divulgou, nesta segunda-feira (31), um levantamento sobre a disputa ao Senado no Distrito Federal em 2026. De acordo com a pesquisa, a liderança da disputa é da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 42,9% das intenções de voto. No próximo ano, os eleitores escolherão dois senadores por estado.
Na pesquisa, em que cada entrevistado poderia citar até dois dos nomes apresentados, o atual governador Ibaneis Rocha (MDB) apareceu na segunda posição, com 36,9%. Em seguida, estão a senadora Leila Barros (PDT), a Leila do Vôlei, com 26,7%; e as deputadas federais Erika Kokay (PT), com 24,2%; e Bia Kicis (PL), com 20,7%. A vice-presidente do PT-DF, Rosilene Corrêa, marcou apenas 8,1%.Para realizar o levantamento, o instituto ouviu 1.600 eleitores no Distrito Federal entre os dias 21 e 25 de março. A margem de erro foi de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Ministro Flávio Dino Foto: Antonio Augusto/SCO/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pediu vista (mais tempo de análise) em uma ação de inconstitucionalidade envolvendo a compra de Bíblias. O processo, movido pelo Ministério Público, visa derrubar uma lei que obriga o governo do Rio Grande do Norte a comprar exemplares do livro sagrado para disponibilizá-los nas bibliotecas públicas do estado.
O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte. Até o momento, somente o relator, ministro Kassio Nunes Marques, e Alexandre de Moraes votaram. Ambos consideraram a lei inconstitucional por violar os princípios da laicidade estatal, da isonomia e da liberdade religiosa.
– Há de se observar a diversidade cultural e religiosa do Brasil, mostrando-se inviável o favorecimento injustificado de crença específica em detrimento das demais e, por conseguinte, o prejuízo imposto aos adeptos de outras religiões e àqueles não adeptos de crença religiosa alguma – argumentou Nunes.
Dino, que se define como católico praticante, interrompeu o julgamento que deveria ser concluído na próxima sexta-feira (4), e ainda não há previsão para o debate ser retomado.
A lei de número 8.415/03 determina que haja no mínimo dez exemplares da Bíblia nas bibliotecas públicas do estado, sendo quatro delas em braile. A Assembleia Legislativa do RN afirma que a norma é válida, argumentando que ela não impõe crença ou prática religiosa, mas garante o acesso à Bíblia como expressão cultural e histórica.