Nesta sexta-feira (21), o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, disse que não foi informado sobre ações radicais que ocorreriam em Brasília no fim de semana do dia 8 de janeiro. Ainda segundo ele, houve um apagão geral do sistema de inteligência. As declarações foram dadas durante depoimento dele à Polícia Federal (PF).
O ex-ministro negou omissão. Ele disse à PF que estava retirando extremistas de um setor do Palácio do Planalto e não efetuou prisões, porque estava fazendo “gerenciamento de crise”. As informações são do jornal O Globo.
A PF registrou que “indagado porque, no 3° e 4° pisos, [Gonçalves Dias] conduziu as pessoas e não efetuou pessoalmente a prisão, respondeu que estava fazendo um gerenciamento de crise e essas pessoas seriam presas pelos agentes de segurança no 2° piso tão logo descessem, pois esse era o protocolo”.
Ele disse ainda que, sozinho, não teria conseguido prender os extremistas.
O depoimento durou cerca de cinco horas. Gonçalves Dias pediu demissão do cargo, na última quarta-feira (19), após imagens dele no Planalto no dia da invasão serem divulgadas pela CNN Brasil. Na gravação, ele pode ser visto indicando uma porta aos manifestantes.
O início do governo Lula foi classificado como “bastante decepcionante” pelo empresário Pedro Passos, fundador e conselheiro da Natura. As informações são do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.
Passos votou no petista, no segundo turno das eleições, em 2022. No entanto, ele, agora, se manifesta contra o que Lula disse a respeito da guerra na Ucrânia. O empresário também estaria descontente com a lentidão do governo na área ambiental.
O fundador da Natura fez comentários na última terça-feira (18), durante um evento organizado pelo movimento Livres, em São Paulo.
– O capital político do Brasil pode ser erodido se o governo não adotar postura mais pragmática, mais neutra, nas relações comerciais entre Estados Unidos e China e no conflito entre Rússia e Ucrânia – comentou Pedro Passos.
E acrescentou:
– Tinha a expectativa de que esse governo sinalizaria mais na área ambiental. Está demorando muito. Como vamos direcionar os esforços da economia brasileira para a descarbonização, por exemplo? Tenho a impressão que o acordo [de livre comércio] com a União Europeia também está demorando por questões ambientais. Hoje, a parte ambiental tem um papel muito relevante, e o Brasil tem condições de se apropriar dessa agenda.
Xuxa em seu mais novo programa, um reality de drag queens Foto: Webert Belicio/AgNews
A apresentadora Xuxa Meneghel publicou um comentário polêmico em um post do ex-pastor Caio Fábio, no Instagram, nesta quarta-feira (20). Ele publicou um vídeo do pastor Silas Malafaia dizendo, à luz da Bíblia, quem vai para o inferno, e criticou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
Na gravação, Malafaia exibiu e leu passagens que evidenciam diversos comportamentos abomináveis para Deus, citados no Livro Sagrado, tais como: idólatras, efeminados, ladrões, avarentos, bêbados, fornicários, dentre outros.
Xuxa não apenas divergiu do pastor, como também descordou da Bíblia.
– Hipocrisia isso se chama… Ninguém pode julgar ninguém… E se seguirmos a Bíblia, vamos apedrejar, matar, tanta gente… Sei lá… Está na hora de reescrever a Bíblia. Velho Testamento, Bíblia e a palavra final, cheia de amor e tirar todo ódio que está claro nessas palavras na Bíblia. (Deus é amor) ame o próximo e não importa o sexo, é óbvio que atos doentios é e sempre será (sic) crime (crianças, bichos, etc) – disparou a ex-Rainha dos Baixinhos, se colocando contra as Sagradas Escrituras e propondo a anulação da mesma, a fim de reescrevê-la.
A apresentadora vem ganhando notoriedade não mais com os altos índices de audiência na TV, como outrora, mas engajada em sua militância política em prol da agenda esquerdista.
Senadores e deputados da oposição Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Senadores e deputados federais da oposição se uniram, nesta terça-feira (18), para criticar a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que adiou a leitura do pedido de instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos de 8 de janeiro.
Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), a decisão atende a um pedido do governo Lula que é contra a investigação. Segundo o líder da oposição no Senado, “essa é uma manobra do governo para convencer os parlamentares a retirarem assinaturas” e assim evitar que a CPMI aconteça.
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) disse que tem documentos que podem basear um pedido de impeachment contra Lula e ainda a saída do ministro da Justiça, Flávio Dino. De acordo com do Val, o documento prova que eles estavam avisados de que haveria invasões nas sedes dos Três Poderes.
O senador Magno Malta e o deputado federal Marcel van Hattem também se pronunciaram sobre o adiamento e questionaram os motivos por trás da tentativa de impedir os trabalhos da CPMI do 8 de janeiro.
Chegada de Cláudio Castro ao shopping da Zona Oeste do Rio, onde se encontrou com o empresário Foto: Reprodução/TV Globo
O ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou a Polícia Federal (PF) a abrir um inquérito para investigar o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), pela suposta participação em um esquema de corrupção que teria vigorado entre 2017 e 2020, época em que ele era vereador e vice-governador. Castro foi reeleito no primeiro turno em 2022.
A denúncia envolve supostos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e peculato que teriam sido cometidos por Castro na administração da capital fluminense, quando era vereador, e depois no governo do Rio. O mandatário nega ter cometido crime e afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está processando quem o acusou em delação.
A investigação contra Castro decorre da Operação Catarata. A ação foi deflagrada em julho de 2019 e apurou um suposto esquema de corrupção na Fundação Leão XIII, órgão do governo do Estado do Rio responsável por políticas de assistência social. Os desvios teriam causado prejuízo de pelo menos R$ 32 milhões aos cofres públicos. Em agosto de 2020, o Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) denunciou 25 pessoas pelos supostos crimes. O processo tramitava na 26ª Vara Criminal do Rio, mas foi encaminhado ao STJ em julho, depois que um dos réus firmou acordo de delação premiada com o MP-RJ e fez acusações contra o governador – que só pode ser julgado pelo STJ
O delator é o empresário Marcus Vinícius Azevedo da Silva. Segundo contou ao MP-RJ, ele ajudou a financiar a campanha de Castro a vereador no município do Rio, em 2016, e após sua eleição tornou-se assessor dele na Câmara Municipal. Silva diz que Castro recebeu propina em contratos da prefeitura do Rio quando era vereador, em 2017. Segundo ele, o dinheiro foi desviado da então Subsecretaria da Pessoa com Deficiência (SubPD).
– (…) Dois contratos na SubPD passaram a dar capital político e propina para o então vereador Cláudio Castro lá na SubPD, em 2017 pra 2018 – afirmou o delator ao MP-RJ.
Ao se eleger vice-governador na chapa de Wilson Witzel e assumir o cargo, em janeiro de 2019, Castro passou a gerir a Fundação Leão XIII. A partir de então, segundo Silva, o governador passou a integrar um esquema de corrupção em projetos de assistência social.
– (Castro) foi fazer uma viagem com a família pra Orlando. Ele, a atual primeira-dama, os filhos, cunhado, foi uma galera junto. Parte dos recursos que pagaram a viagem do Cláudio e da família lá em Orlando saiu dos cofres, da contabilidade do (programa da Leão XIII) “Novo Olhar” e foi direto pra Orlando. Quando ele chegou lá, o dólar tava lá. Não precisou sacar aqui. A pessoa só chegou e entregou pra ele. Na época foi o equivalente a 20 mil dólares, se eu não me engano”, afirmou o delator.
Uma das acusações contra Castro é ter recebido R$ 100 mil em dinheiro, quando era vice-governador, de uma empresa fornecedora da Fundação Leão XIII. O pagamento teria sido feito em 29 de julho de 2019, em um shopping center na Barra da Tijuca, na zona oeste carioca. Imagens de Castro chegando e saindo do local com uma mochila, onde estaria o dinheiro, constam do inquérito.
Cláudio Castro e o empresário Flávio Chadud, em um shopping da Zona Oeste do Rio Foto: Reprodução/TV Globo
A decisão do ministro do STJ é do último dia 15.
DEFESA Em nota, a assessoria do governador afirmou que, “como indicado no despacho do inquérito, Cláudio Castro não está sendo denunciado nem indiciado, já que o Ministério Público não encontrou nenhum elemento capaz de vincular a ele qualquer irregularidade.
O governador lamenta que fatos antigos sejam requentados e reitera que confia na Justiça, para que a situação seja esclarecida o mais rápido possível. Ainda segundo a nota, o delator foi interpelado judicialmente por calúnia e denunciação caluniosa e a defesa do governador entrou com um pedido de nulidade da delação devido a irregularidades na denúncia.
Marília Mendonça morreu aos 26 anos, após a queda de avião, em 2021 Foto: Gabi de Morais/Agnew
O homem de 22 anos, identificado como Fellipe Alves, detido na última segunda-feira (17) pela disseminação de fotos de necropsia da cantora Marília Mendonça e outros cantores famosos, apresentou documento falso durante a prisão. As informações são da coluna Na Mira, do Metrópoles.
Quando foi abordado por agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Alves mostrou o CPF de uma terceira pessoa. Ele foi preso por vilipêndio de cadáver, documento falso e crimes de discriminação e preconceito.
A juíza substituta do Núcleo de Audiências de Custódia (NAC) apontou que a conduta de Fellipe retrata extrema gravidade.
– Foram localizadas publicações racistas e divulgação de imagens de pessoas mortas, como da cantora Marília Mendonça, Gabriel Diniz e Cristiano Araújo – disse a magistrada.
Ela acolheu o pedido de prisão preventiva feito pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), da PCDF. O criminoso foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda.
Nikolas Ferreira Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que assumiu a presidência do diretório do Partido Liberal na cidade de Belo Horizonte, saiu em defesa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Nikolas também alfinetou o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
– Quero pedir licença aqui para poder falar com quem está assistindo a este vídeo agora. Muitas vezes, a gente vê nos noticiários notícias, e as pessoas podem se perguntar: “O que isso tem a ver comigo?”. Discussões a respeito de comissões mistas, a respeito de MPs. O que isso tem a ver com o brasileiro no dia a dia? E eu quero explicar isso aqui pra você do quão importante é a gente estar atento a esses temas porque isso impacta diretamente a sua vida. Agora nós estamos tendo um embate, né, em relação às MPs, às comissões mistas, de como será feito. (…) E o que aconteceu agora no Senado, recentemente, que eu quero abrir os olhos, né, da população brasileira que, geralmente, acha que o senador é só um deputado mais velho. Não sabe que o senador tem algumas prerrogativas diferentes dos deputados. E por que eu digo isso? Porque o presidente do Senado, influenciado por alguém que acha que ainda é o rei do Brasil, senador Renan Calheiros, fez uma questão de ordem ultrapassando o rito normal de que deveria ser chamada uma sessão para poder olhar de forma conjunta com esta Casa a apreciação das comissões mistas. [Ele] simplesmente fez uma questão de ordem, e o presidente do Senado acatou, para que fosse feita a comissão no rito, anteriormente, ultrapassando aqui o diálogo dessas casas, desrespeitando o nosso presidente Lira, desrespeitando esta Casa. Simplesmente, porque caso o presidente do Senado convocasse a sessão, o que aconteceria, deputado André Fernandes? Seria, automaticamente, convocada a CPMI do dia 8 de janeiro. Então, por uma artimanha, né, digamos, regimental, estão passando por cima do diálogo da democracia que tem que haver entre essas duas Casas. (…) Estou aqui para fazer a defesa deste Parlamento. (…) As prerrogativas, já que o Senado quer ser tanto revisor quanto iniciador, vamos fazer com que não somente o Senado ele tenha a prerrogativa de indicar ministro do STF, de também fazer a sabatina dos ministros do STF, de também indicar diretores para agências reguladoras e embaixadoras. Vamos fazer com que também a Câmara Federal possa apreciar isso também! Eu tenho certeza que é a vontade do povo brasileiro, que esta Casa, por exemplo, faça aí uma apreciação de impeachment de algum ministro aí do STF.
Nesta segunda-feira (17), o juiz do 2º Juizado Especial Criminal de Brasília, Francisco Antônio Alves de Oliveira, rejeitou a queixa-crime apresentada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) contra o também ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A petista alegava injúria por uma publicação feita no Twitter, em 2019, quando Bolsonaro reproduziu um discurso seu, feito na Câmara em 2014, comparando a então presidente com uma “cafetina” em razão da Comissão da Verdade.
– Comparo a comissão da verdade, essa que está aí, como aquela cafetina, que ao querer escrever a sua biografia, escolheu sete prostitutas. E o relatório final das prostitutas era de que a cafetina deveria ser canonizada. Essa é a comissão da verdade de Dilma Rousseff – disse Bolsonaro que, na época, era deputado federal.
Na decisão do juiz, Bolsonaro não cometeu injúria.
– Tenho para mim que a fala do querelado, em 2014, pois, em agosto de 2019, não as reiterou, foi, de certa forma, descortês. No entanto, sem embargo, estava acobertada pelo princípio constitucional da liberdade de expressão, em tom de crítica e discordância e não ofensa, como leva a crer a querelante – escreveu o magistrado.
O juiz também entendeu que foi uma crítica dentro da divergência ideológica, “não foi de ofensa deliberada à honra do querelante” e, por esses motivos, ele decidiu rejeitar a queixa-crime aberta por Dilma.
Porta-voz da Comissão Europeia, Peter Stano Foto: Reprodução/YouTube European Commission
A União Europeia (UE) reagiu, nesta segunda-feira (17) às acusações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que Estados Unidos e Europa contribuiriam para o prolongamento da guerra na Ucrânia.
Em coletiva de imprensa, o porta-voz da Comissão Europeia, Peter Stano, negou que as ações do bloco tenham alimentado o conflito e enfatizou que a Rússia é a agressora neste caso.
– O que estamos fazendo é ajudar a Ucrânia a exercer seu direito legítimo de autodefesa – afirmou.
Stano lembrou que o Brasil votou a favor da resolução que condena a decisão de Moscou de invadir o país vizinho e determina que o Kremlin retire todas as tropas do território ucraniano.
– Não é verdade que os EUA e a UE estejam ajudando a prolongar o conflito. A verdade é que a Ucrânia é vítima de uma agressão ilegal que viola a Carta das Nações Unidas – rebateu.
Em viagem aos Emirados Árabes Unidos, Lula voltou a criticar o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, neste domingo (16), e propôs a criação de um fórum semelhante ao G20 que busque uma solução pacífica no leste europeu.
Em resposta, o porta-voz da Comissão Europeia argumentou que a UE apoia iniciativas de paz desde antes da invasão russa. Stano alega que o bloco ofereceu ao Kremlin diversas oportunidades para apresentar suas preocupações “de maneira civilizada”. Segundo ele, todas as alternativas foram respondidas com uma escalada das hostilidades pelo presidente russo, Vladimir Putin.
– Claro que a UE apoia a paz o mais breve possível, mas não nos esqueçamos de que a Ucrânia é que a vítima, então é a Ucrânia que definirá sob quais condições possíveis conversas de paz começarão – ressaltou.
As declarações acontecem no mesmo dia em que o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, chegou ao Brasil para reuniões com representantes do governo Lula. Após encontro com o homólogo brasileiro, Mauro Vier, Lavrov disse que os dois países têm “visão similar” sobre a guerra na Ucrânia.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), nesta segunda-feira (17), pelo crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
– Em data, hora e local incertos, o denunciado Sergio Fernando Moro, com livre vontade e consciência, caluniou o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, ao afirmar que a vítima solicita ou recebe, em razão de sua função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem – diz trecho da denúncia de Lindôra.
No entendimento dela, o parlamentar “agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido, tentando descredibilizar a sua atuação como magistrado da mais alta Corte do país”.
A PGR foi provocada por meio de uma representação de Gilmar Mendes, em 14 de abril.