O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou, nesta terça-feira (2), a decisão do Ministério de Obras Públicas da Argentina de oficializar o uso do chamado gênero neutro em documentos da pasta. Pelo Twitter, o chefe do Executivo brasileiro disse lamentar a decisão e questionou a utilidade da medida.
– Lamento a oficialização do uso da “linguagem neutra” pela Argentina. No que isso ajuda o seu povo? A única mudança provocada é que agora há “desabastecimente”, “pobreze” e “desempregue”. Que Deus proteja os nossos irmãos argentinos e os ajude a sair dessa difícil situação – declarou.
Bolsonaro ainda falou que, no Brasil, “a esquerda também parece obcecada em destruir nossos símbolos nacionais” e que “respeito se conquista com caráter, com trabalho, com valores, não com essas baboseiras”.
– Na verdade, essa é apenas mais uma forma de dividir o país, desrespeitando a sua cultura e suas tradições – apontou.
O presidente brasileiro completou a mensagem reforçando que seu “compromisso é o de seguir reduzindo a violência, criando um ambiente propício à geração de empregos, acelerando o crescimento da nossa economia e defendendo os valores sagrados da nossa pátria”.
Presidente Jair Bolsonaro comentou situação do gênero neutro na Argentina Foto: Reprodução/TwitterFONTE:PLENO NEWS
Hélio Lopes no programa Pânico Foto: Reprodução/Jovem Pan
O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) falou sobre as quebras de alianças no mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL) por parte de figuras que esse aliaram a ele durante as eleições de 2018. Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, o parlamentar disse que havia “três nomes”.
– Primeiro, o Doria; que do primeiro turno para o segundo tentou de tudo com o presidente, filmar e tirar foto. Witzel, do Rio, tinha 1% e a gente sabe o que deu aí – relembrou, nesta terça-feira (2).
Em seguida, Hélio discorreu sobre Sergio Moro, que ele demonstrou considerar o mais surpreendente, dado todo o contexto de onde o ex-ministro emergiu: a Operação Lava Jato, com a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
– Outra que foi uma traição de alto nível foi o Moro. Como você vai dizer que um cara juiz, na operação Lava Jato, naquele contexto, ministro da Justiça, estava ali apunhalando, né? Não tem como falar que está se blindando, as coisas vão acontecendo – destacou.
O deputado acredita que Moro aceitou integrar o governo Bolsonaro por pretensões políticas.
– Acho que o Sergio Moro já tinha seus sonhos, como o cara vai abandonar mais de 20 anos, uma carreira promissora no Judiciário? Ainda mais ele que tinha a mídia, abandonar tudo para simplesmente virar ministro da Justiça? Acho que já tinha uma pretensão – apontou.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou uma das propostas que ele considera “mais importantes” feitas pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação a mudanças no sistema de votos. Segundo o chefe do Executivo, os militares solicitaram que a votação de alguns eleitores passe a ser gravada em vídeo a fim de que os resultados sejam comparados no momento da apuração final. Bolsonaro explicou que as urnas seriam escolhidas de forma aleatória, e que os eleitores que se voluntariassem seriam gravados.
– Podemos pegar seiscentas urnas e checar nesse dia. São quase quinhentas mil no Brasil. É uma boa amostragem. E como é que é feito esse teste? As pessoas vão votando e sabendo que estão sendo filmadas. “Olha, você vai ser filmado agora. Você quer votar aqui aleatoriamente em quem você quiser, independente da sua vontade, né?” – assinalou, durante entrevista à rádio Gaíba, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Segundo o presidente, após as votações, os militares fariam uma checagem.
– No final do dia, com esse filme pronto, você vê quem essa pessoa digitou. “Ah, foi tantos votos no Onyx Lorenzoni”, por exemplo. Então vai ter que aparecer tanto pro Onyx, tanto para um deputado federal, tanto para um deputado estadual… Sem problema nenhum. Porque se tiver uma um programa malicioso, você vai plotar – completou.
O presidente queixou-se de que a Corte não chegou a responder à proposta.
– O TSE até o momento não respondeu isso aí. Por que que não respondeu se está amparada em lei? Não tem custo nenhum. É só sortear os locais – pontuou.
Bolsonaro e Lula Arte: Pleno.News // Fotos: EFE/ André Coelho e Juan Ignacio Roncoroni
A 14ª rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (3), mostra que a corrida ao Palácio do Planalto começa a ficar mais apertada. De acordo com o levantamento, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece com 44% das intenções de voto no 1° turno, contra 32% do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).
Na pesquisa divulgada em julho, Lula tinha 45% e o atual chefe do Executivo 31%. No entanto, a diferença entre os dois vem caindo e está em 12 pontos, a menor da série histórica iniciada em julho de 2021. Em relação a janeiro deste ano, Lula oscilou de 45% para 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro subiu nove pontos, de 23% para 32%.
De acordo com a pesquisa, Ciro Gomes (PDT) continua em terceiro lugar, com 5% das intenções de voto, contra 6% da pesquisa anterior. Na sequência aparecem André Janones (Avante) e Simone Tebet (MDB), com 2% cada, o mesmo percentual que registraram na pesquisa divulgada no mês passado. Pablo Marçal (PROS) aparece com 1% e os outros concorrentes não pontuaram.
O levantamento realizado pela Quaest Pesquisa e Consultoria, e contratado pelo Banco Genial, foi realizado entre os dias 28 a 31 de julho, com 2 mil eleitores de todo o país, acima de 16 anos. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança e de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob número BR-02546/2022.
Anitta e Alessandro Molon Foto: Lucas Ramos / AgNews | Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Artistas saíram em defesa da candidatura de Alessandro Molon (PSB) ao Senado após o diretório fluminense do PT anunciar o fim da aliança estadual com o partido por não concordar com a manutenção do deputado federal na disputa. Anitta, Leo Jaime e Cissa Guimarães foram alguns dos que foram a público declarar voto no pessebista, a despeito da insatisfação da executiva petista.
O acordo no Rio era que o PSB abrisse mão da vaga para o Senado em troca do apoio do PT a Marcelo Freixo (PSB), que disputará o governo. Os petistas desejavam que André Ceciliano (PT) fosse o escolhido para concorrer à cadeira. Molon, contudo, não abdicou de sua candidatura, abrindo uma crise com o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nesta terça-feira (2), a executiva estadual do PT-RJ aprovou, por maioria, o rompimento da aliança com Freixo. Cabe ainda ao diretório nacional validar a decisão junto com os partidos que compõem a federação: PCdoB e PV.
Anitta foi às redes sociais pedir que Molon “lance logo” sua candidatura. O deputado, então, perguntou se a cantora pretende apoiá-lo. Ela respondeu: “Pois eu voltei do retiro espiritual achando que já tinha um candidato para votar. Estou te esperando”.
Pelo fato de a cantora ser muito conhecida pelos jovens, os candidatos veem nela uma oportunidade para crescer nesse eleitorado e comemoram o apoio da artista, considerado estratégico para a campanha de internet. A carioca tem mais de 17 milhões de seguidores no Twitter e 63 milhões no Instagram, e suas publicações sobre política costumam reverberar nas redes sociais.
Recentemente, ela jogou holofotes sobre o PT ao declarar apoio em Lula e, em seguida, afirmar que não autoriza o partido a usar sua imagem para promover candidatos. A carioca também declarou apoio em Marina Silva (Rede), descrita por ela como sua “presidenta dos sonhos”. Marina deve ser candidata a deputada federal por São Paulo, após recusar a tentativa de Fernando Haddad (PT) de emplacá-la como sua vice na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Além dos artistas, Molon também comemora o apoio público do presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros. Em derrota para o PT, o dirigente gravou um vídeo descrevendo o deputado como o que “tem mais condições” para derrotar o candidato da chapa adversária, encabeçada pelo governador alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PL), Cláudio Castro (PL).
A jornalista Barbara Gancia foi condenada a indenizar em R$ 10 mil o assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Garcia Martins, por chamá-lo de “supremacista” no Twitter. A decisão é do juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara do Foro Central Cível de São Paulo.
Em sua decisão, o magistrado indicou que a jornalista extrapolou limites da liberdade de pensamento.
– No presente caso, a manifestação da parte requerida extrapolou os limites da livre manifestação do pensamento ao definir o autor como supremacista – escreveu na decisão divulgada nesta segunda-feira (1º).
No ano passado, Gancia escreveu em seu perfil no Twitter, em referência a Filipe:
– Nenhuma sociedade minimamente civilizada permitiria a um supremacista metido a engomadinho, discípulo de astrólogo charlatão fazer parte do círculo íntimo do presidente da República e interferir em políticas de Estado. Em qualquer lugar minimamente respeitável estariam todos presos.
A publicação da jornalista foi motivada por um gesto feito pelo assessor durante uma sessão do Senado Federal, em julho de 2021, que foi associado a supremacistas brancos. Martins estava sentado atrás do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), quando foi filmado fazendo o gesto que foi lido como reprodução das letras ‘W’ e ‘P’, em referência à expressão “White Power” (Poder Branco, em inglês).
Após a repercussão, ele disse que estava ajeitando a lapela do terno. Na denúncia, o Ministério Público Federal disse que o assessor aproveitou o momento de ‘ampla divulgação’ e ‘grande visibilidade’ para incitar a discriminação de forma velada.
Gesto feito por Filipe Martins foi interpretado como racista FFONTEot: Reprodução/TV Senado
Martins acabou sendo absolvido sumariamente em primeira estância, pelo juiz Marcus Vinicius Reis Bastos, da 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal. Após recurso do MPF, o caso segue pendente de julgamento pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).
Quanto a Barbara Gancia, além dos R$ 10 mil, também foi determinado pelo juiz que ela apague o post de sua rede social, sob multa diária no valor de R$250, caso exceda o prazo de dez dias.
A defesa da jornalista garante que irá recorrer, e que a decisão será reformada pelo tribunal.
– Temos plena certeza de que essa decisão vai ser reformada pelo tribunal. Já houve até um agravo de instrumento que não havia acolhido a retirada do post do Twitter – disse o advogado Leonardo Furtado.
Tremores de terra são sentidos no Rio Grande do Norte Foto: Reprodução/Google Maps
Dois tremores de terra foram sentidos no litoral do Rio Grande do Norte, neste domingo (31). O epicentro ocorreu no Oceano Atlântico.
O primeiro evento, de magnitude 2,4 na escala Richter, foi registrado por volta de 0h34. Segundo informações recebidas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o tremor foi sentido por moradores do município de Maxaranguape, a 40 quilômetros de Natal, e por moradores de Maracajaú, a 50 quilômetros da capital.
á por volta das 19h do mesmo dia, um segundo tremor de magnitude 3,7 na escala Richter foi registrado pelas estações sismográficas nas mesmas regiões do evento anterior, e também na capital, Natal, conforme relatos de moradores nas redes sociais.
Essa é a atividade sísmica mais forte registrada pelo Laboratório Sismológico da UFRN desde janeiro deste ano, quando outro sismo da mesma magnitude foi registrado em Marabá, no Pará.
O maior terremoto no Rio Grande do Norte, no entanto, aconteceu em 1986. Na ocasião, o fenômeno de magnitude 5,1 fez casas desabarem no município de João Câmara.
Segundo a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, no Brasil ocorrem, a cada ano, em média, 20 sismos de magnitude maior que 3 pontos na escala Richter, com dois deles com magnitude maior que 4 a cada ano.
Ministro Alexandre de Moraes Foto: Divulgação/Tribunal Superior Eleitoral
A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a defender o arquivamento do inquérito que investiga o presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposto vazamento de dados de uma investigação da Polícia Federal (PF). Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a vice-PGR Lindôra Araújo acusa Alexandre de Moraes de violar o sistema acusatório ao proferir novas ordens no inquérito.
De acordo com Lindôra, Moraes ignorou diligências do titular de ação penal e da autoridade policial ao continuar tocando o inquérito no tribunal.
– No caso concreto, o eminente Ministro Relator, data venia [com o devido respeito], acabou por violar o sistema processual acusatório, na medida que decretou diligências investigativas e compartilhou provas de ofício, sem prévio requerimento do titular da ação penal pública e até mesmo da autoridade policial que reputou concluída a investigação, além de não apreciar a promoção de arquivamento do Procurador-Geral da República – diz trecho do documento despachado nesta segunda-feira (1º).
A vice-procuradora geral também defendeu Augusto Aras, no que tange à investigações. Segundo ela, o chefe da PGR não cometeu irregularidade ao ao pedir o encerramento, agindo de forma jurídica, isenta sem “qualquer desiderato [desejo] de prejudicar ou beneficiar determinadas pessoas”.
Vice-PGR Lindôra Araújo Foto: Gil Ferreira/ Agência CNJ
– Repita-se que a Procuradoria-Geral da República, instância definitiva do Parquet federal que não se sujeita a controle revisional de seu arquivamento de apuratório, pronunciou-se expressamente pelo arquivamento do referido inquérito, de forma que o Ministro Relator realizou o próprio papel do Ministério Público na formação da “opinio delicti”, em substituição ao órgão legitimado, já que considerou que não havia elementos suficientes para a convicção ministerial e ordenou diligência investigativa de ofício – disse Lindôra.
Em agosto de 2021, Bolsonaro mostrou um inquérito da Polícia Federal (PF) tratando de uma invasão ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018. O documento apontava roubo de informações e acesso a diversas informações.
O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) afirmou, nesta segunda-feira (1º), que há na sociedade um “pânico não justificado” com relação aos riscos à democracia. Manifesto organizado na Faculdade de Direito da USP em defesa do Estado Democrático e as urnas eletrônicas, atingiu mais de 500 mil assinaturas.
– Eu acho que há uma certa, vamos dizer assim, um pânico que não é justificado na sociedade brasileira com essa questão de ataques à democracia. Se critica muito a pessoa do presidente Bolsonaro, mas o presidente, em nenhum momento, buscou fazer alguma mudança que levasse, vamos dizer assim, a um desabamento do nosso sistema – disse Mourão a jornalistas, ao chegar nesta manhã ao Palácio do Planalto.
De acordo com o vice-presidente, mudanças que poderiam levar ao que ele chamou de “desabamento” do sistema seriam, por exemplo, aumentar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), algo que Bolsonaro cogitou durante a campanha eleitoral de 2018; reduzir a idade de aposentadoria dos magistrados da Corte de 75 anos para 70 anos; e falar em fechar o Congresso.
– Em nenhum momento ele tocou nisso aí. Ele tem uma retórica que é, vamos dizer, forte, mas é só isso aí. É uma retórica, as ações jamais foram nesse sentido. Então, eu acho que é um pânico desnecessário. Agora, nós vivemos exatamente numa democracia, então todo mundo é livre para expressar sua opinião e fazer o manifesto que julgar melhor – declarou o vice-presidente.
“CARTINHA” Na última quarta-feira (27), Bolsonaro ironizou a elaboração da Carta em Defesa da Democracia, manifesto organizado pela Faculdade de Direito da USP que reúne juristas, banqueiros e empresários e artistas.
– Vivemos num país democrático, defendemos a democracia, não precisamos de nenhuma cartinha para dizer que defendemos a democracia – afirmou o chefe do Executivo na convenção do PP que selou o apoio do partido à sua candidatura à reeleição.
– Dizer que queremos cumprir e respeitar a Constituição, não precisamos então de apoio ou sinalização de quem quer que seja para mostrar que nosso caminho é a democracia, a liberdade, respeito à Constituição – seguiu o presidente.