Presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O presidente da CPMI do 8 de janeiro, Arthur Maia (União Brasil-BA), quis deixar claro que não vai ceder aos esforços da base governista para levar o caso das joias envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à Comissão.Segundo o deputado, para apurar o caso, deverá ser aberta uma CPMI específica.
– A comissão é para investigar os ataques do 8 de janeiro, não joias. A CPMI tem um objetivo claro. Nada contra apurar as joias. Mas que coletem as assinaturas e abram uma nova CPI – disse Maia ao G1.
Maia disse também que “a fórmula mais rápida de se chegar a lugar nenhum é tentar abraçar tudo”.
Na última sexta-feira (11), o deputado já havia manifestado nas redes sociais, sua intenção de ignorar os pedidos para incorporar à pauta da CPMI o caso das joias.
– Aviso aos navegantes: CPMI tem o propósito de investigar os acontecimentos do dia 8/1. Não admitirei que seja transformada em um palco de discussões estranhas a esse objetivo. Eventuais denúncias de corrupção ou outros assuntos contra quem quer que seja não serão tratados aqui – escreveu.
De acordo com Paulo Cappelli, do site Metrópoles, a base governista na Câmara dos Deputados já estaria se articulando para instaurar uma CPI das Joias. A busca célere por assinaturas se deu após ser deflagrada a Operação Lucas 12:2, da Polícia Federal (PF), na última sexta.
Neste sábado (12), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro postou fotos em um rancho. Nas imagens, apareceram o deputado federal Zé Trovão (PL-SC) e a deputada federal Amália Barros (PL-MT).
O marido de Amália, o influenciador e empresário Thiago Boava, também estava com o grupo, bem como a assessora de imprensa Ana Rosa Schuster.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também estava no local, segundo apontam fotos publicadas por Schuster e Zé Trovão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou, nesta segunda-feira (14), o caso de uma menina de 5 anos de idade que morreu após ser atingida por uma bala perdida no Rio de Janeiro no último sábado (12). Ao falar sobre o tema, o petista declarou que “muitas vezes é a própria polícia que atira”, apesar de ainda existir confirmação da autoria do disparo que matou a menina.
– Que bala perdida é essa? Alguém atirou para aquele lado, essa bala não se perdeu, essa bala foi atirada para aquele lado para atingir alguém e pegou uma criança de 5 anos de idade. Onde a gente vai parar com esse tipo de comportamento, de violência? E muitas vezes é a própria polícia que atira – disse o petista.Lula prosseguiu com a fala dizendo não ser “contra a polícia”, mas que, na verdade, quer “policiais bem preparados, bem instruídos, com bastante inteligência”.
– O que não pode é sair atirando a esmo sem saber para onde atira – declarou.
Lula também criticou o porte de armas pela população, política endossada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o último governo, mas que o petista tem reduzido desde que assumiu o cargo.
– Quem é que quer comprar arma? É o crime organizado e algumas pessoas que não querem fazer bem para ninguém. Tem gente que gosta de sair armado mostrando que é poderoso. Não, é um covarde. Quem anda armado é um covarde. Tem medo. Se você não tiver medo e você for do bem, não tem que andar armado – afirmou.
Lula deu as declarações no programa Conversa com o Presidente, produzido pela EBC. A atração é uma espécie de live do presidente da República, normalmente transmitida às terças-feiras. Nesta semana, porém, a conversa foi promovida na segunda-feira porque, na terça, Lula estará no Paraguai para a posse do presidente eleito do país, Santiago Peña.
Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Joédson Alves
O advogado criminalista Frederick Wassef, um dos alvos da operação Lucas 12:2 da Polícia Federal na última sexta-feira, 11, disse estar sendo vítima de uma “uma campanha de fake news e mentiras de todos os tipos”. A Polícia Federal aponta para o defensor da família Bolsonaro como um dos envolvidos no suposto esquema de venda de joias e presentes de alto valor recebidos durante agendas oficiais.
De acordo com a corporação, Wassef teria recomprado um relógio da marca Rolex para entregá-lo ao Tribunal de Contas da União (TCU). O objeto teria as mesmas características do relógio que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou de presente durante uma agenda nos Emirados Árabes e que, posteriormente, Mauro Cid teria vendido.
Na decisão que autorizou as diligências de busca e apreensão da sexta-feira (11), consta que Wassef teria recuperado o relógio no dia 14 de março. O objeto estava em posse da empresa Precision Watches. O advogado teria retornado ao Brasil com o Rolex no dia 29 do mesmo mês.
– No dia 02/04/2023, Mauro Cid e Frederick Wassef se encontraram na cidade de São Paulo, momento em que a posse do relógio passou para Mauro Cid , que retornou para Brasília/DF na mesma data, entregando o bem para Osmar Crivelatti, assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro – diz o documento.
Na nota deste domingo (13), Wassef diz que só tomou conhecimento pela imprensa do suposto esquema de venda de joias recebidas em agendas oficiais.
– Nunca vendi nenhuma joia, ofereci ou tive posse. Nunca participei de nenhuma tratativa, nem auxiliei nenhuma venda, nem de forma direta nem indireta. Jamais participei ou ajudei de qualquer forma qualquer pessoa a realizar nenhuma negociação ou venda – diz a nota.
Ele declara ter sido “acusado falsamente de ter um papel central em um suposto esquema de vendas de joias”.
A operação Lucas 12:2 da PF vasculhou quatro endereços em São Paulo, Brasília e Niterói – um deles do advogado.
– A Polícia Federal efetuou busca em minha residência no Morumbi, em São Paulo, e não encontrou nada de irregular ou ilegal, não tendo apreendido nenhum objeto, joias ou dinheiro. Fui exposto em toda televisão com graves mentiras e calúnias – disse Wassef em nota
O nome dado à operação é referência a um versículo bíblico, que diz “não há nada escondido que não venha a ser descoberto, ou oculto que não venha a ser conhecido”.
LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DE FREDERICK WASSEF: Como advogado de Jair Messias Bolsonaro, venho informar que, mais uma vez, estou sofrendo uma campanha de fake news e mentiras de todos os tipos, além de informações contraditórias e fora de contexto. Fui acusado falsamente de ter um papel central em um suposto esquema de vendas de joias. Isso é calúnia que venho sofrendo e pura mentira. Total armação.
A primeira vez que tomei conhecimento da existência das joias foi no início deste ano de 2023 pela imprensa. Quando liguei para Jair Bolsonaro, ele me autorizou, como seu advogado, a dar entrevistas e fazer uma nota à imprensa. Antes disso, jamais soube da existência de joias ou quaisquer outros presentes recebidos. Nunca vendi nenhuma joia, ofereci ou tive posse. Nunca participei de nenhuma tratativa, nem auxiliei nenhuma venda, nem de forma direta nem indireta. Jamais participei ou ajudei de qualquer forma qualquer pessoa a realizar nenhuma negociação ou venda.
A Polícia Federal efetuou busca em minha residência no Morumbi, em São Paulo, e não encontrou nada de irregular ou ilegal, não tendo apreendido nenhum objeto, joias ou dinheiro. Fui exposto em toda televisão com graves mentiras e calúnias.
Homem roubou moto da PM Foto: Reprodução/Vídeo das Redes sociais
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a audácia de um homem em roubar a moto de um policial militar. A ousadia, no entanto, durou apenas alguns segundos, pois o cidadão foi atropelado logo em seguida. O episódio ocorreu , na região do Morumbi, Zona Oeste de São Paulo capital.
Nas imagens registradas por um celular, é possível ver o suspeito colidindo a motocicleta contra a lateral de um carro que passava pela Avenida Morumbi. Em seguida, ele é imobilizado pelo policial e detido.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar detalhou o ocorrido. Agentes realizavam uma operação pela região de Pinheiros e Jardins. Durante o patrulhamento pela avenida Juscelino Kubitschek, uma moto chamou a atenção pelas manobras bruscas entre os carros.
Em uma tentativa de abordagem dos PMs, o piloto fugiu. Quando chegou à Avenida Morumbi, após percorrer cerca de quatro quilômetros, o homem bateu em um carro parado. Ele abandonou a motocicleta e continuou a fuga a pé, até que encontrou a moto de um policial em um posto de gasolina. Ele foi preso em flagrante e encaminhado ao 34° Distrito Policial da Vila Sônia.
Deputado federal Nikolas Ferreira em sessão extraordinária Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Nesta quinta-feira (10), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para se manifestar sobre notícias a respeito do fim da isenção de 50 dólares para compras do exterior. Ele exibiu duas publicações antigas da primeira-dama Janja a respeito do assunto.
– Foi só uma mentirinha do bem – comentou o parlamentar.
Segundo informações do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles, o Ministério da Fazenda decidiu acabar com a isenção da alíquota de importação para compras até 50 dólares feitas em sites de vendas. O ministro Fernando Haddad, que comanda a pasta, teria falado a parlamentares sobre a nova decisão.
A isenção teria sido derrubada nesta quarta-feira (9), após decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
– Com isso, perde efeito a portaria que passara a vigorar em 1º de agosto, reduzindo temporariamente a alíquota a zero. Ela valia para compras em empresas de comércio eletrônico integrantes do programa Remessa Conforme. A alíquota final deverá ficar em 34% para os consumidores – reportou a coluna.
O objetivo do governo seria manter as contas em dia após o aumento de investimentos.
Senadora Eliziane Gama em entrevista coletiva Foto: Roque de Sá/Agência Senado
A relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), defendeu nesta quarta-feira (9), a votação de um novo pedido de convocação do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, que foi preso preventivamente na manhã desta quarta por suspeita de uso do aparato estatal para interferir no segundo turno das eleições de 2022.
– A prisão hoje do Silvinei é a constatação real de que a CPMI adotou uma linha de investigação correta em consonância com os fatos – disse Eliziane em coletiva de imprensa.
– Hoje, mais do que nunca, a partir dessa prisão, está provada a necessidade de reconvocação – defendeu a relatora.
Eliziane disse ainda não descartar a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para depor.
– Estamos centrados neste momento em outros nomes, que estão no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não descarto a possibilidade de ter que ouvi-lo na comissão – disse a senadora.
Eliziane ainda propôs realizar um processo de acareação das versões de Silvinei e de outros servidores da PRF. A relatora quer confrontar Silvinei mais uma vez com as ordens de serviço, os relatórios e as diárias pagas pela corporação para que fossem realizadas as operações de abordagem dos veículos que transportavam eleitores aos locais de votação.
– Ele está preso porque, dentre outras questões, há um fato fundamental: ele, de fato, tentou impedir o resultado eleitoral. Ele atrapalhou o processo eleitoral – afirmou Eliziane.
Durante o primeiro depoimento de Silvinei à CPMI, Eliziane chegou a insinuar a possibilidade de efetuar a sua prisão. Questionada nesta quarta se a comissão falhou ao não prender depoentes que “mentiram”, a relatora argumentou que tem demonstrado as inconsistências durante os depoimentos, mas que cabe ao presidente da comissão Arthur Maia (União Brasil-BA) decretar a prisão por falso testemunho.
Em seu depoimento à CPMI, Silvinei negou que policiais da instituição tenham sido usados para boicotar ou dificultar o deslocamento de eleitores no dia da votação no ano passado. Ele ainda blindou o ex-presidente Jair Bolsonaro das acusações de uso da estrutura da PRF no pleito de 2022.
OPERAÇÃO DA PF Silvinei é o alvo principal da Operação Constituição Cidadã da Polícia Federal (PF), que investiga o suposto uso da máquina pública para interferir no segundo turno do pleito do ano passado, com o direcionamento de recursos, por parte de integrantes da PRF, para dificultar o trânsito de eleitores no dia 30 de outubro de 2022.
– Os crimes apurados teriam sido planejados desde o início de outubro daquele ano, sendo que, no dia do segundo turno, foi realizado patrulhamento ostensivo e direcionado à região Nordeste do país – diz a corporação.
Silvinei Vasques assumiu a chefia da PRF em abril de 2021, quando foi empossado o ex-ministro da Justiça Anderson Torres – alvo de investigação por suposta omissão ante os atos de 8 de janeiro.
Michelle Bolsonaro Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo
O PL Mulher divulgou um comunicado, nesta terça-feira (8), a fim de esclarecer fatos recentes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentando “a forma distorcida com que foi redigido o título de uma reportagem publicada no portal e nas redes sociais do Metrópoles, em 8 de agosto”.
A nota se refere ao “título obscuro” da matéria: “Em 11 dias, equipe de Mauro Cid depositou R$ 60 mil em dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro”, que segundo o posicionamento do partido, acabou induzindo o leitor a erro e, assim, desinformando, além de prejudicar os envolvidos na reportagem.
O manifesto critica “a técnica de redação de títulos sensacionalistas e enganosos” que “tem se tornado uma praxe de alguns veículos não tão atentos ou tão comprometidos com verdade real”.
– O título da matéria em comento induz o leitor a acreditar que o valor total foi depositado em um curto período de 11 dias, sem especificar o real intervalo de tempo em que os depósitos foram realizados. O montante total foi depositado ao longo de oito meses no ano de 2022 e a média dos valores mensais foi de cerca de 7 mil reais – observou.
O texto ressalta que foi informado diversas vezes que “as despesas da casa e as despesas pessoais dela [Michelle] e de suas filhas são todas pagas com os proventos do marido e, portanto, as transferências foram, não só necessárias, mas compatíveis com esses gastos”.
– Um jornalismo comprometido com a verdade teria publicado também, de maneira clara e de fácil entendimento, não só no título, mas também no corpo da matéria, que os valores mensais, somadas suas frações, são muito parecidos entre si e coerentes com os gastos de uma família semelhantes à dela – advertiu.
A nota se queixa do que chamou de “malabarismo semântico”, que seria uma informação apenas revelada no fim do texto, de maneira aleatória, para produzir “artificialmente” um imaginário de modo a “induzir o leitor” a supor que tais valores canalizados para a despesa familiar seja oriundo de práticas ilícitas. “Muito triste!”
– Por fim, vale ressaltar que, ao contrário do que a matéria afirma, em nenhum momento antes da publicação dessa reportagem, a assessoria de comunicação do PL Mulher foi contatada, o que é estranho, pois o próprio Metrópoles noticiou, em 04/07/23, a troca da assessoria de comunicação de Michelle Bolsonaro – finalizou a nota oficial do PL Mulher.
NOTA NA ÍNTEGRA A Assessoria de Imprensa do PL Mulher esclarece que lamenta a forma distorcida com que foi redigido o título de uma reportagem publicada no portal e nas redes sociais do Metrópoles, em 8 de agosto. O título diz o seguinte: “Em 11 dias, equipe de Mauro Cid depositou R$ 60 mil em dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro”. A publicação com o título obscuro, rapidamente, foi disseminada por vários outros veículos; espalhando aquilo que consideramos ter potencial de desinformar.
A “técnica” de redação de títulos sensacionalistas e enganosos tem se tornado uma praxe de alguns veículos não tão atentos ou tão comprometidos com verdade real. O título da matéria em comento induz o leitor a acreditar que o valor total foi depositado em um curto período de 11 dias, sem especificar o real intervalo de tempo em que os depósitos foram realizados. O montante total foi depositado ao longo de oito meses no ano de 2022 e a média dos valores mensais foi de cerca de 7 mil reais.
Por diversas e reiteradas vezes ao longo do tempo, a atual Presidente do PL Mulher e ex-Primeira-Dama, informou que as despesas da casa e as despesas pessoais dela e de suas filhas são todas pagas com os proventos do marido e, portanto, as transferências foram, não só necessárias, mas compatíveis com esses gastos. Nesse contexto, os recibos apresentados na fatídica reportagem apenas reforçam isso. Um jornalismo comprometido com a verdade teria publicado também, de maneira clara e de fácil entendimento, não só no título, mas também no corpo da matéria, que os valores mensais, somadas suas frações, são muito parecidos entre si e coerentes com os gastos de uma família semelhantes à dela.
Em uma outra espécie de “malabarismo semântico”, por meio de uma explicação solta quase no fim do texto, parecem querer criar, artificialmente, um cenário que pode induzir o leitor a pensar que os valores destinados a gastos familiares sejam correlacionados com práticas de “atividades suspeitas”. Muito triste!
Por fim, vale ressaltar que, ao contrário do que a matéria afirma, em nenhum momento antes da publicação dessa reportagem, a assessoria de comunicação do PL Mulher foi contatada, o que é estranho, pois o próprio Metrópoles noticiou, em 04/07/23, a troca da assessoria de comunicação de Michelle Bolsonaro.
Nesta quarta-feira (9), a Polícia Federal (PF) prendeu SilvineiVasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele foi detido em Florianópolis (SC). As informações são do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.
Vasques foi diretor da PRF durante o governo de Jair Bolsonaro. A prisão preventiva dele faz parte de operação que apura o uso da máquina pública para interferir no processo eleitoral de 2022.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi quem autorizou a prisão de Silvinei.
A PF também cumpre outros 10 mandados de busca e apreensão relacionados ao caso, todos autorizados por Moraes.
Arthur Maia, presidente da CPMI do 8 de janeiro Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, Arthur Maia (União Brasil-BA), vai solicitar que seja feita uma perícia a partir das imagens gravadas na sessão desta terça-feira (8). O deputado Abilio Brunini (PL-MT) acusa o senador Rogério Carvalho (PT-SE) de cuspir no deputado Marco Feliciano (PL-SP).
Maia tentou apaziguar e acalmar os ânimos, chegando a dizer que em momento algum viu o deputado petista cuspir no colega.
– Pode ter acontecido por acidente, no calor da fala – disse o presidente do colegiado na tentativa de minimizar os efeitos do ato.
Feliciano disse a Maia que se tal agressão tivesse partido de um parlamentar de direita, estes sofreriam fortes consequências.
– Tenho certeza que não foi o propósito do senador cuspir em vossa excelência, como tenho certeza que isso não aconteceria com nenhum parlamentar – disse Arthur Maia.
Houve uma confusão entre o deputado Marco Feliciano e outros parlamentares durante a metade da primeira parte da sessão desta terça.