Mulheres são presas com carga de cocaína avaliada em R$ 7 milhões Foto: PRF/ Divulgação
Na madrugada desta quarta-feira (13), duas mulheres foram presas em flagrante por transportarem 43,1 quilos de cocaína, na BR-282 em Lages (SC). A droga estava em bolsas de viagem. As informações são do G1.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou que 40 tabletes de cocaína estavam com as mulheres. Com “altíssimo valor comercial”, segundo os agentes, a droga poderia render cerca de R$ 7 milhões ao crime organizado.
O delegado Tiago Escudero afirmou que essa é a segunda vez que as duas mulheres são presas pelo mesmo crime. Elas decidiram ficar em silêncio durante o interrogatório.
A polícia também encontrou um cigarro de maconha sobre o painel do veículo.
Ministro Nunes Marques Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou, nesta quarta-feira (13), pela absolvição parcial de Aécio Lúcio Costa Pereira, primeiro réu julgado pela Corte pela participação nos atos radicais de 8 de janeiro.Nunes Marques divergiu do voto apresentado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, que votou pela condenação de Aécio a 17 anos em regime fechado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa armada e dano contra o patrimônio público, com uso de substância inflamável.
Nunes Marques votou somente pela condenação do acusado a dois anos e seis meses de prisão em regime aberto pelos crimes de dano e deterioração do patrimônio tombado.
– As fotos e vídeos por ele postados [nas redes sociais], demostram que ele aderiu aos manifestantes que ingressaram mediante violência no Congresso, concorrendo para os danos do patrimônio tombado – afirmou.
No entanto, o ministro divergiu de Moares e absolveu Aécio das acusações de atentar contra a democracia e de golpe de Estado. Segundo o ministro, é necessária ameaça às autoridades dos poderes para caracterização dos crimes.
– As lamentáveis manifestações ocorridas no dia 8 de janeiro, apesar da gravidade do vandalismo, não tiveram alcance de consistir numa tentativa de abolir o estado democrático de direito – argumentou.
Após o voto do ministro, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (14).
O RÉU Aécio Lúcio, morador de Diadema (SP), foi preso pela Polícia Legislativa no plenário do Senado durante os atos. Ele chegou a publicar um vídeo nas redes sociais durante a invasão à Casa. Ele continua preso por determinação de Moraes.
De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o acusado participou da depredação do Congresso Nacional, quebrando vidraças, portas de vidro, obras de arte, equipamentos de segurança, e usando substância inflamável para colocar fogo no tapete do Salão Verde da Câmara dos Deputados.
Na manhã desta quarta-feira, a defesa de Aécio Lúcio rebateu as acusações e considerou que o julgamento no STF é “político”.
Durante a reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, que aconteceu nesta terça-feira (12), alguns parlamentares questionaram a falta de apoio do governo em investigar a facção criminosa do Ceará que contratou ônibus para levar pessoas até Brasília.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos que cobrou dos parlamentares da base aliada do governo Lula apoio aos requerimentos para terem acesso à investigação sobre o assunto.
– Me estranha muito não haver uma mobilização por parte da bancada de apoio ao governo Lula aqui nesta CPMI de, prontamente, nos apoiar nesse requerimento – declarou Flávio.
O pedido em questão busca solicitar as informações das autoridades do Ceará que investigam essa participação da organização criminosa que financiou a ida de moradores daquele estado até Brasília, onde as manifestações aconteceram.
– Se vamos seguir os financiadores, por que quando é uma facção criminosa – que se constatou que teria financiado de alguma forma as pessoas para virem pra cá, não há um interesse? – questionou.
Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas Foto: PR/Alan Santos
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a se hospedar no Palácio dos Bandeirantes assim que receber alta do hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde realizou duas cirurgias nesta terça-feira (12). O convite foi confirmado pelo governo de São Paulo.
Contudo, o assessor de Jair Bolsonaro, Fabio Wajngarten, afirmou ao Estadão que a hospedagem na residência oficial do governador ainda não está definida. Mesmo a data de alta de Bolsonaro ainda não foi confirmada.Mais cedo, Wajngarten informou que os procedimentos foram realizados com sucesso. O próprio ex-presidente publicou em suas redes uma imagem no centro cirúrgico.
– Agradecemos as preces, as cirurgias do ex-presidente Jair Bolsonaro já terminaram e transcorreram dentro da maior tranquilidade. O paciente está neste momento na sala de recuperação e, em breve, emitiremos um boletim médico com mais informações do quadro evolutivo – afirmou Wajngarten.
Bolsonaro passou por procedimentos de correção de hérnia de hiato, o que vinha causando refluxo, soluços e tosses secas contínuas, assim como desvio de septo para melhorar a condição respiratória.
Antes dessas operações, Bolsonaro já havia feito cinco cirurgias para tratar de consequências da facada que recebeu durante a campanha eleitoral de 2018 em Juiz de Fora.
Em janeiro deste ano, ele operou nos Estados Unidos, após sentir dores abdominais, e precisou tratar de uma aderência em uma hérnia incisional. Antes, em setembro de 2019, quando atentado completou um ano, ele também se operou.
As outras três cirurgias aconteceram em dias posteriores ao atentado, enquanto ele estava internado na Santa Casa de Juiz de Fora e no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo. Foram corrigidas perfurações nos intestinos.
Michelle e Jair Bolsonaro Foto: Reprodução Twitter
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atualizou suas redes sociais na noite desta terça-feira (12) para falar sobre as cirurgias a que seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi submetido.
O político foi internado na segunda (11) no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para passar por dois procedimentos: correção das alças intestinais e também a correção de hérnia de hiato. Este último problema, causa desconfortos como refluxo e soluços.
Michelle tirou foto ao lado do paciente e disse:
– Estamos bem.
Mais cedo, a conta oficial do ex-presidente havia comentado sobre os procedimentos que foram necessários em decorrência das sequelas deixadas pela facada que Bolsonaro recebeu de Adélio Bispo em 6 de setembro de 2018.
Nikolas Ferreira Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) deixou um recado após a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, liberar para julgamento uma ação que trata da possibilidade do aborto se tornar legal até a 12 semana de gestação. Ela é a relatora do caso que chegou à Corte em 2017.– Eu quero mandar um recado aqui para a ministra e acredito que estarei falando aqui pela voz de milhões de brasileiros. Chega a ser desprezível uma mulher se prestar a deixar um legado para o nosso país de morte – falou.
A ação foi proposta ao STF pelo PSOL, que pediu ao Supremo para não considerar válidos dois artigos do Código Penal que tratam como crime a interrupção da gravidez até o terceiro mês. Para o partido, esses artigos são incompatíveis com dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres.
Weber ainda não definiu uma data para o início do julgamento, mas ele pode começar antes da aposentadoria da ministra, em 2 de outubro. A presidente da Corte deve votar a favor da medida, já que em 2016, durante análise de um caso na 1ª Turma da Corte, defendeu a tese de que o aborto até o as 12 primeiras semanas de gravidez não seria crime.
Michelle Bolsonaro ao lado de Jair Bolsonaro no hospital Foto: Reprodução / Instagram
Nesta quarta-feira (6), data em que se completam cinco anos da facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sua esposa, Michelle Bolsonaro (PL), fez uma postagem relembrando os momentos de angústia que sucederam o atentado e cobrou explicações sobre “quem mandou matar” seu marido. Na publicação, ela também destacou seu amor por Deus e fez reflexões espirituais.
– Antes de tudo, eu quero expressar o meu amor e fidelidade ao meu Deus. Eu te amo independente das circunstâncias. QUEM MANDOU MATAR JAIR BOLSONARO? Hoje não está sendo um dia fácil. Confesso que já chorei muito ao lembrar deste dia, eu só consegui ver as imagens e falar do atentado há pouco tempo – desabafou, exibindo um vídeo em que ela acompanhava o marido no hospital durante sua recuperação.
Na sequência, Michelle pontuou que Bolsonaro passará pela quinta cirurgia e que tem várias restrições em decorrência do atentado. Ela também expressou sua esperança de que a justiça divina não falhará em punir os culpados.
– O terrorista, ex-filiado do PSOL, para alguns era um “lobo solitário”, mas teve quatro renomados advogados para atuar em sua defesa. Eu tenho muita fé de que a justiça divina não falha. Pode não ser no nosso tempo, mas no momento certo, a colheita virá para tudo aquilo que é semeado – assinalou.
Michelle ainda glorificou a Deus dizendo que “Ele é bom em todo tempo”.
– Mesmo com sequelas em minha saúde e na saúde da minha filha Laura, aprendi que em tudo devo glorificar o nome do nosso Deus. Ele é Bom em todo tempo e descobri a mulher forte que sou Nele. Hoje eu quero agradecer ao Senhor por ter me dado forças em um dos momentos mais difíceis e dolorosos de minha vida – acrescentou.
Michelle estendeu sua gratidão à equipe médica que atendeu Bolsonaro após a facada, às igrejas que intercederam e aos populares que “mandavam cartas, flores e, muitas vezes, faziam vigílias na frente do hospital”.
– Essas manifestações de carinho e apoio foram fundamentais para que conseguíssemos passar por aquela tempestade – assinalou.
Felipe Caffé e Liana Friedenbach Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
O advogado Ari Friedenbach, pai de Liana Friedenbach, jovem que foi morta por Roberto Aparecido Alves Cardoso, o Champinha, em 2003, afirmou que, para ele, o autor do crime “já pagou o que devia”. A declaração foi dada em uma entrevista concedida ao programa Balanço Geral, da Record TV.
– Champinha já pagou o que devia. Pode parecer meio chocante [essa afirmação], mas é o que eu penso. Nós temos uma legislação no país e o tempo máximo para maior de idade ficar preso é de 30 anos. No caso de Champinha, que cometeu o crime quando era menor, ele estava sob medida socioeducativa e hoje está na unidade experimental de saúde, interditado civilmente – disse.
Ao programa, o pai da jovem ainda declarou que deve ser debatido e discutido o que fazer com pessoas em casos como o de Champinha, que envolve o cometimento de atos gravíssimos.
– Como será feito esse acompanhamento e quem vai dar esse tratamento a Champinha? Esse é o debate, é uma questão que a sociedade tem que parar para pensar. Não basta a gente simplesmente resolver jogando a chave da masmorra no lixo ou simplesmente achando que a situação pode perdurar eternamente. Como a sociedade vai poder receber uma pessoa como essa? – declarou.
SOBRE O CASO Champinha e outros quatro homens foram presos em 2003 após sequestrarem, torturarem e matarem o casal de namorados Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Caffé, de 19. Por ter 16 anos na época, Champinha não foi julgado pelo crime e acabou sendo encaminhado para a antiga Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), hoje chamada de Fundação Casa.
Em maio de 2007, porém, Champinha fugiu da fundação, mas acabou sendo recapturado no dia seguinte e foi encaminhado para a recém-criada Unidade Experimental de Saúde (UES), onde está até hoje. Ao todo, ele está prestes a completar 20 anos isolado do convívio em sociedade.
Liana e Felipe foram assassinados na região de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, em novembro de 2003. Eles foram rendidos pelos criminosos enquanto acampavam em um sítio abandonado. Após terem passado a madrugada do dia 31 de outubro de 2003 sob o vão livre do Masp, na capital paulista, os dois teriam chegado a Embu-Guaçu por volta das 9h do dia seguinte.
Ainda no dia 1° de novembro de 2003, Champinha e Paulo César da Silva Marques, apelidado de Pernambuco, saíram para caçar, pela manhã, e avistaram Liana e Felipe. O casal foi abordado à tarde e o objetivo inicial dos criminosos seria assaltar os estudantes. Porém, ao perceberem que os dois estavam sem dinheiro, Champinha e o comparsa optaram pelo sequestro.
Felipe foi assassinado no dia seguinte, nas proximidades de um barranco, mas Liana não teria visto o namorado ser morto, apesar de ter ouvido o tiro. A jovem só seria morta três dias depois, quando Champinha a executou a facadas em uma área de mata. Os corpos foram encontrados pela polícia no dia 10 de novembro de 2003.
Presidente Jair Bolsonaro na ocasião em que sofreu a facada Foto: Estadão Conteúdo/Fábio Motta
Nesta quarta-feira (6), data em que se completam cinco anos da facada de que Jair Bolsonaro (PL) foi vítima na campanha eleitoral de 2018, o ex-chefe do Executivo disse que pagou um “preço muito alto” para continuar vivo. A declaração foi feita pelo político nas redes sociais.
– Com cinco anos hoje, todo o meu sofrimento (perseguições) e dos que estão ao meu lado (parentes, amigos e brasileiros desconhecidos) não está sendo em vão – disse o ex-presidente nas redes sociais.
Junto das declarações, Bolsonaro publicou um vídeo de manifestações de apoio ao seu governo, incluindo o 7 de Setembro de 2022, durante a última campanha eleitoral. Na música de fundo, toca a Canção do Expedicionário, um dos hinos do Exército Brasileiro.
Na próxima segunda (11), Bolsonaro será internado para a sexta cirurgia em decorrência da facada. Desta vez, ele fará a reconstituição das alças intestinais. A intervenção anterior foi no dia 9 de janeiro. Além da cirurgia no intestino, na semana que vem Bolsonaro também vai operar a hérnia de hiato e, se estiver em boas condições de saúde, corrigir um desvio de septo.