Fernando Haddad, ministro da Fazenda Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Nesta terça-feira (12), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre a tramitação do Projeto de Lei (PL) Antifacção na Câmara e disse que eles está sendo feito “de forma atabalhoada”. O texto é relado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que deixou temporariamente o cargo de Secretário de Segurança de São Paulo para cuidar da proposta.
Para Haddad, o parlamentar tem mudado as versões do texto sem conversar com órgãos de investigação e fiscalização.
– Sequer os interessados estão sendo ouvidos. Tudo sendo feito de forma atabalhoada. Por trás disso aí tem algum interesse que não existe à luz do dia. Por que isso? – indagou.
O ministro também disse que uma opção seria deixar o relatório ser discutido sem pressa.
– Eu não conheço o projeto. Um projeto desta envergadura tinha que, primeiro: qual o relatório em definitivo? Deixa em consulta. Deixa duas ou 3 semanas para ser discutido. Qual o problema? Nenhum projeto se vota desta maneira, sobretudo uma matéria tão importante – afirmou.
Deputada federal Bia Kicis Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Nesta terça-feira (11), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) lança sua pré-candidatura ao Senado para as eleições do ano que vem. O lançamento ocorrerá durante um evento em Brasília.
A solenidade conta com a participação do presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e de outros parlamentares.
– Nós sabemos que a coisa mais importante é a gente ter um Congresso forte, principalmente um Senado forte, para que a gente possa fazer com que as instituições voltem a funcionar de acordo com o desenho constitucional. Por isso eu, como a deputada mais bem votada do Distrito Federal e uma combatente pelas liberdades e o devido processo legal, sou enxergada pelos meus eleitores do povo de Brasília como uma legítima candidata ao Senado – disse a deputada mais cedo ao jornal Folha de S.Paulo.
A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quarta-feira (12), um mandado de busca e apreensão contra Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação faz parte da Operação Coffee Break, que investiga suspeitas de fraudes em licitações públicas.
A operação foi autorizada pela 1ª Vara Federal de Campinas (SP) e teve o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar de São Paulo. Além de São Paulo, os mandados também foram executados no Distrito Federal e no Paraná.
No total, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Ponte de 758 metros desaba meses após inauguração na China Foto: Reprodução/ Print de vídeo YouTube The Sun
Na província de Sichuan, sudoeste da China, parte de uma ponte desabou ao longo de uma rodovia que liga o centro do país ao Tibete. O caso aconteceu nesta terça-feira (11).
De acordo com o governo local, o desabamento provocou deslizamentos de terra.
A polícia da cidade de Ma’erkang chegou a interditar a ponte Hongqi, na tarde desta segunda-feira (10), após o surgimento de rachaduras em encostas e estradas próximas, além de movimentações no terreno de uma montanha.
A ponte tinha 758 metros de extensão e havia sido concluída no início deste ano.
Nas redes sociais, vários perfis compartilharam o vídeo que mostra o desabamento.
Até o momento, não houve relatos de vítimas. As informações são da CNN Brasil.
A cantora Jojo Todynho decidiu se desligar da Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, onde cursava Direito, após a confusão com um colega de turma que resultou em um boletim de ocorrência contra a artista. O episódio aconteceu na última semana, durante um simulado, e foi registrado como suposta injúria.
Nesta terça-feira (11), em stories publicados em seu perfil do Instagram, Jojo contou que foi pessoalmente à secretaria da instituição para formalizar o pedido de saída.
– Vim aqui hoje na secretaria dizer que queria sair da faculdade, procurar outra unidade – afirmou.
A cantora também ressaltou que sempre foi tratada como uma aluna comum.
– Aqui dentro não tenho nenhum tipo de privilégio, não pago diferente. Aqui dentro sou Jordana, não sou Jojo Todynho – apontou.
Durante o desabafo, ela reforçou a importância do respeito nas relações interpessoais.
– Todo mundo tem o direito de gostar ou não do outro, mas todos nós devemos respeitar o outro. Isso é muito importante – disse.
Jojo comentou ainda que considerou constrangedor o momento vivido em sala de aula, envolvendo o professor da disciplina.
– Não fica legal para ninguém – afirmou.
Apesar do episódio, ela disse estar tranquila em relação ao futuro.
– Serei uma ótima advogada. Fico muito feliz de poder receber o feedback da aluna maravilhosa que eu sou – completou.
A cantora finalizou a mensagem com uma reflexão sobre respeito.
– Divergências acontecem em qualquer lugar. Onde eu estiver, prezarei sempre pelo respeito, porque o respeito é bom e todo mundo gosta – e comigo ele jamais será seletivo – concluiu.
Em decisão publicada nesta terça-feira (11), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou a visita do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Magno Malta (PL-ES) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder da direita brasileira cumpre prisão domiciliar há mais de três meses.
O magistrado autorizou a visita de Magno Malta a Bolsonaro no dia 18 de novembro. Já Nikolas poderá encontrar o ex-presidente no dia 21. Ambos os encontros devem ocorre entre 9h e 18h.
Moraes também liberou a visita de outros nomes ao ex-presidente, como os dos deputados Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) e Marcel van Hattem (RS); do ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida; e da influenciadora Bárbara Destefani.
Bolsonaro está preso desde 4 de agosto, pelo descumprimento de medidas cautelares estabelecidas no âmbito da investigação que apura a suposta atuação dele e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra a soberania nacional.
O ator Sylvester Stallone anunciou, nesta semana, que está deixando Nova Iorque de forma definitiva. Em uma publicação, ele afirmou que não pretende mais voltar à cidade onde viveu por quatro décadas.
– Por 40 anos, foi minha casa. Um dia foi o melhor lugar da Terra. Mas agora é diferente – declarou o artista.
Stallone disse que as transformações na metrópole o fizeram perder o apego pelo local. Segundo ele, o desenvolvimento urbano “inaceitável” foi o principal motivo da decisão.
– Entendo que as pessoas queiram tudo de graça, mas assim vão destruir a maior cidade do mundo, e eu não quero presenciar isso – afirmou.
A fala do astro marcou um rompimento simbólico com a cidade que marcou sua carreira e sua vida pessoal. Ele não comentou se sua saída está relacionada à eleição do novo prefeito, Zoran Mamdani.
Um protesto realizado no início da noite desta terça-feira (11), segundo dia da COP30, terminou com um segurança ferido e bloqueou a saída de participantes credenciados na blue zone, área onde ocorrem as negociações oficiais da conferência, em Belém.
O tumulto começou por volta das 19h20, logo após a coletiva que apresentou o balanço do dia. Um grupo com dezenas de manifestantes tentou forçar a entrada na área restrita do evento.
Segundo relatos, os manifestantes empurraram portas e entraram em confronto com os seguranças. Alguns portavam arco e flecha, bastões e bandeiras. A segurança da COP30 conseguiu conter o grupo e restabelecer a circulação no local após o incidente.
Ainda não há informações sobre prisões ou a identificação dos manifestantes. O comitê organizador da conferência não se pronunciou até o momento.
Donald Trump posando com o homólogo sírio, Ahmed Al-Sharaa Foto: EFE/ Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta segunda-feira (10) na Casa Branca o presidente da Síria, Ahmed Al Sharaa, um ex-combatente insurgente que foi detido pelas forças americanas no Iraque em 2005 por causa de suas ligações com a Al Qaeda e que Washington agora apresenta como “um líder forte”.
Em entrevista coletiva na Casa Branca, Trump elogiou o presidente sírio, a quem recebeu a portas fechadas, e afirmou ter plena confiança em sua liderança.
– É um homem forte (…) Queremos que a Síria seja um país bem-sucedido, e ele pode conseguir isso. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para que a Síria tenha sucesso, porque isso faz parte do Oriente Médio. Agora temos paz no Oriente Médio, a primeira vez que alguém se lembra de isso ter acontecido – disse.
Sharaa assumiu oficialmente como presidente interino da Síria em 29 de janeiro, após liderar as forças insurgentes que derrubaram o presidente Bashar Al Assad em dezembro de 2024.
A viagem a Washington marca a primeira visita de um chefe de Estado da Síria à Casa Branca desde que o país conquistou sua independência da França em 1946.
Dezenas de cidadãos sírios se reuniram em frente à Casa Branca, agitando bandeiras do país e mostrando apoio ao presidente interino, que acenou para eles.
A visita aconteceu depois que os EUA suspenderam as sanções impostas à Síria durante décadas, sob o governo da família Assad. Sharaa busca a revogação definitiva das restrições que ainda afetam o investimento estrangeiro e a reconstrução do país.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que a reunião faz parte dos esforços diplomáticos de Trump para promover a paz e estabilizar a região.
Analistas consideram que essa abertura dos EUA em relação à Síria é histórica, pois permitirá esse país trabalhar mais estreitamente com as forças norte-americanas na luta contra o Estado Islâmico (EI) e reforçar a cooperação com aliados regionais.
Sharaa, nascido em 1982 em Damasco, iniciou sua carreira no conflito sírio como militante ligado à Al Qaeda e foi detido pelas forças estadunidenses no Iraque em 2005, permanecendo sob custódia até 2011.
Depois, ele se desvinculou oficialmente do grupo terrorista, consolidou sua liderança sobre a organização islâmica Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e, em dezembro de 2024, liderou a ofensiva que derrubou o regime de Assad, sendo nomeado presidente interino da Síria em janeiro deste ano.
O gesto da Casa Branca simboliza uma mudança importante na política americana em relação à Síria após anos de sanções e isolamento diplomático, e marca o início de uma nova etapa nas relações entre os dois países, com potencial impacto na estabilidade do Oriente Médio e nos esforços internacionais contra o extremismo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde julho, continua ampliando sua base digital mesmo sem publicar mensagens. Desde que foi proibido de postar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente já ganhou cerca de 500 mil novos seguidores em suas redes sociais.
Atualmente, Bolsonaro soma 27,1 milhões de seguidores no Instagram, 14,1 milhões no X, 6,6 milhões no YouTube, 6,7 milhões no TikTok e 14 milhões no Facebook. Ele não posta desde 17 de julho, quando o STF bloqueou novas publicações, mas manteve suas contas ativas.
Políticos da oposição temiam uma “morte digital” do ex-presidente, conhecido por usar as redes como principal canal de comunicação com seus apoiadores. No entanto, o efeito foi o oposto. Em julho, ele tinha 68 milhões de seguidores somando todas as plataformas; hoje, são cerca de 68,5 milhões.
O maior crescimento ocorreu no Instagram. O último post do líder da direita, traz a resposta a uma carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que afirma estar sendo julgado por um golpe “sem armas”, alcançou 1,5 milhão de curtidas.
Mesmo sem novos conteúdos, internautas continuam ativos nas páginas de Bolsonaro, deixando comentários de apoio e críticas. As interações diárias mantêm o perfil visível nos algoritmos das redes.