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Juiz ordena que Adélio continue em uma prisão federal Despacho foi assinado nesta quinta-feira

 

Adélio Bispo de Oliveira Foto: Folhapress/Guilherme Leite

A Justiça determinou que Adélio Bispo de Oliveira deverá continuar preso em uma penitenciária federal. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (14) pelo juiz federal Bruno Savino, de Juiz de Fora (MG), cidade onde Adélio esfaqueou o presidente Jair Bolsonaro, em 2018. Na época do atentado, Bolsonaro ainda era candidato à Presidência. As informações são da coluna Rodrigo Rangel, do portal Metrópoles.

Savino é o magistrado responsável pelo processo criminal aberto contra Adélio Bispo pela tentativa de assassinato.

O despacho será encaminhado para o juiz corregedor responsável pela penitenciária federal de Campo Grande (MS), onde Adélio é mantido. O magistrado deverá chancelar o veredicto.

FONTE:PLENO NEWS

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“Deveria criar um OnlyFans”, diz Bruno Gagliasso sobre Bolsonaro Com ironia, ator mencionou plataforma com conteúdos eróticos para criticar presidente e seus apoiadores

 

Bruno Gagliasso Foto: Thiago Duran / AgNews

Apoiador do ex-presidente Lula (PT), o ator Bruno Gagliasso voltou a manifestar insatisfação em relação ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus simpatizantes. Desta vez, porém, o artista usou de ironia, sugerindo que o chefe do Executivo deveria ter uma conta no OnlyFans. A plataforma é usada por celebridades para publicar conteúdos eróticos exclusivo para assinantes.

– Acho que o presidente deveria ter um OnlyFans, porque o tanto de gente que paga para ver é impressionante… – escreveu Bruno em postagem no Twitter, nesta sexta-feira (15).

O ator, por sua vez, não esconde ser fã do ex-presidente Lula. Durante sua participação no podcast Quem Pode, Pod, ele presenteou a influenciadora Fernanda Paes Leme com uma toalha com o rosto do petista e contou ter comprado cerca de vinte delas para dar a seus amigos.

Seu posicionamento político, inclusive, é um dos motivos para o rompimento dele com seu irmão, Thiago Gagliasso, que é apoiador de Bolsonaro. Na última semana, Thiago respondeu a críticas de Bruno e mencionou as toalhas do Lula.

– Meu querido irmão, Bruno Gagliasso, declarou em um podcast que o motivo dele não falar comigo não é política e sim por uma questão “moral” por hoje eu apoiar esse “bosta” [Jair Bolsonaro] sou [sic] eu não ter escrúpulos. Detalhe, vestido em uma toalha do Lula! (…) Bruno, meu querido irmão, seria um prazer enorme sentarmos juntos em uma mesa para um debate. Posso mostrar com fatos o bandido que você apoia publicamente sem escrúpulos e a farra que sua turma fez com o dinheiro público na Rouanet, que tal? Aceita ou vai sair de frouxo? – escreveu no Twitter.

O rompimento entre os irmãos Gagliasso ocorreu em 2018, época das eleições que levaram Bolsonaro ao cargo de chefe do Executivo. Para Bruno, não há sinais de que haverá uma reconciliação tão cedo.

– Em algum momento, talvez sim, mas hoje não consigo enxergar isso [reconciliação], porque admiração, respeito, afinidade, hoje não sinto por ele. O que eu sinto é o amor de irmão, isso nunca vai se apagar, e a saudade de tudo o que a gente viveu, isso é um fato – pontuou Bruno.

FONTE:PLENO NEWS

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“Estou há três anos e meio sem um dia de paz”, diz Bolsonaro Em Juiz de Fora, presidente falou sobre ter uma missão a frente do país

 

Bolsonaro na Assembleia de Deus, em Juiz de Fora Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais

Na primeira viagem de seu mandato a Juiz de Fora (MG), cidade onde sofreu uma facada durante as eleições de 2018, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso emocionado em que relembrou o episódio, detalhando seus momentos anteriores e posteriores.

O chefe do Executivo disse ter passado um calvário dentro do hospital.

– Dizem os médicos que facada é mais grave que tiro – afirmou em culto da Assembleia de Deus na cidade.

– Em Juiz de Fora, eu lembro todos os passos daquele dia. Procurei meu colete, não achei, eu tinha que cumprir uma missão. Comecei a andar pelo Brasil em novembro de 2014. Aconteceu. Quando levei aquele baque na barriga e caí, eu queria continuar. Falava para o pessoal da segurança: alguém me deu um soco, vamos em frente. O sangramento naquele caso é para dentro, não para fora – relembrou.

Logo em seguida, reiterou críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

– Tem alguns na Praça dos Três Poderes que querem ter poder absoluto. Eu venho falando há algum tempo: essas pessoas podem muito, mas não podem tudo – acrescentou.

Aos evangélicos, Bolsonaro reforçou as suspeitas sobre a lisura do sistema eleitoral brasileiro, citando as eleições de 2018.

– Eu acho que ganhei no primeiro turno as eleições de 2018, mas deixa para lá. Estou há três anos e meio sem um dia de paz, mas entendo que é missão – declarou.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

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Garotinho fica inelegível horas após recuperar direitos políticos Condenação do ex-governador foi mantida por unanimidade

 

Anthony Garotinho Foto: EFE/Marcelo Sayão

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou nesta quinta-feira (14), um recurso apresentado pela defesa do ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil) e manteve, por unanimidade, uma condenação definida contra o político em 2016. Assim, de acordo com o Ministério Público Eleitoral do Rio, autor da ação, Garotinho volta a ficar inelegível em razão da chamada Lei da Ficha Limpa.

A defesa alega que a inelegibilidade do ex-governador já foi afastada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que vai recorrer à Corte máxima para garantir a nulidade das provas apresentadas pelo MPE.

Horas antes de o TRE definir sua sentença, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, havia restabelecido os direitos políticos do ex-governador ao anular os efeitos de uma condenação por improbidade administrativa. A decisão, que ainda teria de ser analisada pela primeira turma da Corte, abriria caminho para o registro da candidatura do político, que é pré-candidato ao governo do Rio.

A decisão do TRE, contudo, aponta para o retorno na inelegibilidade do ex-governador. A ação se deu a partir de denúncia do Ministério Público Eleitoral contra compra de votos nas eleições de 2016, na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), berço político da família Garotinho. Segundo o órgão, o político concedia benefícios a famílias de baixa renda para angariar voto a candidatos ligados ao seu grupo político.

A assessoria de Garotinho alega que a decisão do TRE “não tem validade” e que o ex-governador não está inelegível. O pré-candidato argumenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou toda a Operação Chequinho, à qual a condenação do TRE se refere, numa ação julgada anteriormente.

O ministro da Corte Ricardo Lewandowski anulou a sentença da operação com uma liminar em março, e a segunda turma formou maioria em julho para referendar a anulação. O magistrado alegou falta de perícia para atestar a validade das provas obtidas no âmbito da operação. O Supremo deve confirmar essa decisão até o dia 5 de agosto. Desse modo, até lá, a condição de inelegibilidade ainda pode sofrer alterações.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

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Em Juiz de Fora, local da facada, Bolsonaro é recebido com festa "Voltando à terra onde renasci", disse o presidente

 

Bolsonaro em Juiz de Fora Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais

Nesta sexta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou em Juiz de Fora, Minas Gerais, e foi recebido com festa por apoiadores. A cidade mineira ficou marcada como o local no qual o chefe do Executivo levou uma facada de Adélio Bispo dos Santos, durante as eleições de 2018.

Aliados do presidente cogitaram adiar a visita, após a morte do petista Marcelo Arruda pelo agente penal Jorge Guaranho, apoiador de Bolsonaro, em Foz do Iguaçu. O temor era de que fosse ainda mais inflamado o debate sobre violência política. Bolsonaro, no entanto, decidiu por manter a agenda.

De acordo com a agenda oficial do Palácio do Planalto, Bolsonaro vai visitar a Santa Casa de Misericórdia, onde foi atendido após ser esfaqueado por Adélio Bispo. O presidente também pretende se reunir com políticos locais.

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Médicos acham garrafa no reto de homem com intestino preso Tomografia computadorizada revelou presença do objeto no corpo do paciente

 

Caso ocorreu em hospital iraniano Foto: Reprodução/Clinical Case Reports

Um paciente de 50 anos chegou a um hospital iraniano acompanhado de sua esposa, contando estar sofrendo há três dias com constipação, dores no estômago e falta de apetite. Uma tomografia computadorizada mostrou que o homem tinha uma garrafa plástica de 250 ml introduzida no reto.

– Por causa do constrangimento e do medo da esposa, ele não forneceu o histórico do que havia acontecido para explicar a presença do objeto no reto e chegou à emergência do hospital tardiamente – explicou a equipe médica, de acordo com informações da revista Clinical Case Reports.

O objeto se encontrava a 10 milímetros da abertura do ânus, entre o reto e o cólon, mas não chegou a danificar o intestino do paciente.

Ao concluírem o motivo do desconforto, os médicos levaram o homem até a sala de cirurgia, o anestesiaram, e removeram o objeto utilizando uma pinça cirúrgica. O paciente seguiu na unidade de saúde por mais cinco dias, sob observação. Posteriormente, ele foi encaminhando até um psiquiatra, pois contou sofrer de depressão.

FONTE:PLENO NEWS

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Viúva de Bruno Pereira quer desculpas de Bolsonaro e Mourão Presidente da Funai também foi citado para retratação

 

Bruno Pereira Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Beatriz Matos, viúva de Bruno Pereira, assassinado no dia 5 de junho na região do Vale do Javari, pediu que o presidente Jair Bolsonaro (PL), o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) e o presidente da Fundação Nacional do Índio, Marcelo Xavier, se desculpem e revejam suas declarações feitas após o desaparecimento do indigenista e do jornalista Dom Phillips no Amazonas.

A antropóloga afirmou que as falas sobre o trabalho de Bruno, Dom e da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) foram “indignas” e “absurdas”.

– O presidente falou coisas que eu me recuso a repetir aqui. E isso não é uma questão menor, é uma questão muito séria, é o presidente da república, e o vice presidente da república – disse Beatriz Matos.

As declarações da viúva foram feitas nesta quinta-feira (14), durante audiência pública da Comissão Temporária sobre a Criminalidade na Região Norte, no Senado. A comissão também ouviu o líder indígena e ex-coordenador da Univaja, Jader Marubo, que relatou o processo de desmonte das estruturas de fiscalização do Estado na Amazônia.

Viúva de indigenista falou ao Senado Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

– Se houvesse uma Funai forte, uma Funai atuante, uma Funai que fizesse o trabalho ao qual ela foi criada a fazer, hoje o Bruno estaria vivo – disse Marubo.

Bruno Pereira e Dom Phillips foram assassinados durante uma expedição na região da Terra Indígena Vale do Javari (AM), em 5 de junho. Os dois estavam investigando a invasão de terras indígenas por pescadores ilegais.

Ainda durante a reunião, os senadores aprovaram requerimentos pedindo informações ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal sobre as investigações das mortes de Bruno e Dom.

O presidente Bolsonaro havia dito, em junho, que a presença do indigenista e do jornalista no Vale do Javari era uma aventura.

– Pelo que tudo indica, se mataram os dois, espero que não, estão dentro d’água. E dentro d’água pouca coisa vai sobrar, peixe come, não sei se tem piranha no Javari – disse o chefe do Executivo.

– A gente lamenta, pede que nada tenha acontecido – afirmou Bolsonaro no dia 15 de junho.

Já o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que Dom “entrou de gaiato” e que assassinato foi um “dano colateral” causado pelo trabalho de Bruno Pereira no Vale do Javari.

O presidente da Funai, Marcelo Xavier, comentou sobre o desaparecimento da dupla afirmando que o indigenista e o jornalista entraram em terra indígena sem autorização da Fundação, e que erraram ao não comunicar a viagem.

*AE

FONTE:PLENO NEWS

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Quem é a juíza que considera a bandeira propaganda eleitoral Magistrada do Rio Grande Sul ficou nacionalmente conhecida após considerações polêmicas

Juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez Foto: Divulgação/ Comarca Santo Antonio das Missões

A juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez, titular do cartório eleitoral de Santo Antônio das Missões, no Rio Grande do Sul, movimentou a opinião pública nesta semana ao afirmar que iria considerar a bandeira do Brasil como propaganda eleitoral a partir do início oficial da campanha, em 16 de agosto.

A declaração foi dada primeiramente em uma reunião com partidos e posteriormente confirmada em entrevista à Rádio Fronteira Missões.

– É evidente que hoje a bandeira nacional é utilizada por diversas pessoas como sendo um lado da política, né? Hoje, a gente sabe que existe uma polarização. De um dos lados há o uso da bandeira nacional como símbolo dessa ideologia política – disse a magistrada.

Ana Lúcia Todeschini Martinez nasceu em São Paulo e mudou-se para o Paraná quando pequena. Ela possui graduação em Direito pela Universidade Estadual do Norte do Paraná, pós-graduação em Direito Aduaneiro, Marítimo e Portuário, além de pós-graduação em Direito Eleitoral.

A magistrada ingressou no Tribunal Eleitoral do Paraná em 2007, onde atuou por cerca de 12 anos até que, em 2020, tornou-se titular da Comarca de Santo Antônio das Missões. Ela é casada e tem um filho.

Além de muitas críticas, inclusive do presidente Jair Bolsonaro (PL) e da primeira-dama Michelle Bolsonaro, a juíza virou alvo de pedidos de providências endereçados à Corregedoria Nacional de Justiça e à Corregedoria-Geral Eleitoral por parte da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP).

Segundo Zambelli, a ação da juíza configura violação aos deveres de imparcialidade e independência, pois se destinam a limitar o direito de manifestação dos eleitores que possuem afinidade com os valores patrióticos e conservadores.

O entendimento da juíza ainda deve ser analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após consultas dos partidos.

FONTE:PLENO NEWS

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Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de petista em Foz Corporação deve apresentar novas informações sobre o caso durante coletiva nesta sexta-feira

 

Marcelo Arruda Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A Polícia Civil do Paraná concluiu, nesta quinta-feira (14), o inquérito que investiga o homicídio do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda, morto no último sábado (9) durante uma troca de tiros com o policial penal Jorge Guaranho. A corporação deve divulgar nesta sexta-feira (15), durante uma coletiva, informações sobre a conclusão das investigações.

A corporação diz ter ouvido 17 pessoas nas investigações, dentre testemunhas que estavam no local do crime e familiares do guarda municipal e do policial penal federal. A Polícia Civil ressaltou que também foram analisadas imagens de câmeras de segurança e foram feitas diligências complementares.

SOBRE O CASO
O guarda municipal Marcelo Arruda, candidato a vice-prefeito de Foz do Iguaçu, no Paraná, nas últimas eleições municipais em 2020, foi morto a tiros durante sua festa de aniversário de 50 anos, ocorrida na noite do último sábado (9), também em Foz do Iguaçu. A festa tinha como tema o PT e fazia várias referências ao ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com a mulher de Guaranho, o conflito começou quando o policial fazia uma ronda pela região. Antes disso, o casal tinha ido a um churrasco em um clube próximo ao local da festa de aniversário de Arruda. Na volta, eles se depararam com a festa e, segundo ela, teriam sido hostilizados em razão de uma música com referência a Bolsonaro que tocava no carro do policial.

– Quando chegamos ao local da festa, percebemos que era um aniversário temático do PT. Quando as pessoas que estavam na festa ouviram o som da música que vinha do nosso carro, se sentiram ofendidas e começaram a gritar. Meu marido fez a volta com o carro, botou a cabeça para fora e gritou: “Bolsonaro mito!”. Nesse momento, o aniversariante pegou um punhado de pedras e terra que arrancou de uma floreira e jogou no meu marido, chegando a acertar em mim, que usei o corpo para proteger o bebê [de dois meses, filho do casal] – relatou.

Na sequência, de acordo com ela, o casal teria deixado o local. No entanto, Guaranho teria decidido voltar por, segundo a esposa, ter se sentido “ofendido demais por ser atacado no clube que ele costumava frequentar por pessoas que ele não conhecia”. Foi no retorno ao local do aniversário que aconteceu a troca de tiros que resultou na morte de Arruda.

FONTE;PLENO NEWS

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Bandeira: Carla Zambelli aciona corregedorias contra juíza do RS Deputada reagiu após magistrada dizer que vai considerar bandeira do Brasil propaganda eleitoral

 Segundo Zambelli, a ação da juíza configura violação aos deveres de imparcialidade e independência, pois se destinam a limitar o direito de manifestação dos eleitores que possuem afinidade com os valores patrióticos e conservadores.

A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral prevê que não há nenhuma ilegalidade no uso de símbolos nacionais em propaganda eleitoral, desde que respeitadas as normas da Lei nº 5.700/1991. A Lei dos Símbolos Nacionais autoriza que a Bandeira Nacional seja usada em todas as manifestações de sentimento patriótico dos brasileiros, seja em caráter oficial ou particular.

Zambelli aponta que a conduta da magistrada é uma tentativa de interferência na liberdade de expressão, e ameaça a integridade das eleições, solicitando que os órgãos de corregedoria adotem as providências necessárias para impedir tal ato.

Em declaração, a deputada afirma que “o amor a pátria e à bandeira nacional é um dever cívico, e é obrigação das autoridades estimular o respeito aos nossos símbolos. O que se vê, no entanto, é uma tentativa de uma juíza que deveria permanecer isenta para condução das eleições, mas se afasta de suas obrigações”.

ENTENDA O CASO
A juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez, titular do cartório eleitoral de Santo Antônio das Missões e Garruchos, no Rio Grande do Sul, informou que vai considerar a bandeira do Brasil uma propaganda eleitoral a partir do início oficial da campanha, no próximo dia 16 de agosto. Sem citar o nome de Bolsonaro, a magistrada alegou que o símbolo nacional tornou-se claramente a marca de apenas “um lado da política”.

Deputada federal Carla Zambelli Foto: Câmara dos Deputados/Gustavo Sales

Na tarde desta quinta-feira (21), a deputada federal Carla Zambelli apresentou pedidos de providências endereçados à Corregedoria Nacional de Justiça e à Corregedoria-Geral Eleitoral, a fim de que a conduta da juíza Ana Lúcia Todeschini seja apurada.

Em declarações publicadas na imprensa nacional, a juíza afirmou que consideraria o uso da bandeira nacional como propaganda eleitoral.

– É evidente que hoje a bandeira nacional é utilizada por diversas pessoas como sendo um lado da política, né? Hoje a gente sabe que existe uma polarização. De um dos lados há o uso da bandeira nacional como símbolo dessa ideologia política – disse Ana Lúcia à Rádio Fronteira Missões.

A juíza admitiu que seu entendimento pode ser revertido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após consultas dos partidos. Ela também procurou frisar que “não existe mal nenhum nisso”, mas caso veja bandeiras fixadas em determinados locais vai pedir para que sejam retiradas.

Para a juíza, bandeiras só poderão ser utilizadas em campanhas com mobilidade e seguradas por alguém e em determinados horários, lembrando que a propaganda eleitoral irregular pode gerar “multas pesadíssimas”.

fonte:pleno news

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