Flávio e Michelle Bolsonaro FA ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, apareceu na propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência na televisão nesta quinta-feira (17). Em um trecho de aproximadamente 15 segundos, ambos defendem pautas relacionadas às mulheresNo dia 19 de agosto, a ex-primeira-dama divulgou imagens dos bastidores da gravação. O vídeo mostrava os dois rindo diante de uma tela verde, sem que fosse possível ouvir a conversa.
“Vamos juntos resgatar o nosso Brasil”, escreveu na legenda.
— Precisamos trabalhar para combater a violência, fortalecer o acolhimento e ampliar as oportunidades para as nossas mulheres — afirma Michelle na peça.
Na sequência, Flávio reforça o apoio ao protagonismo feminino.
— Meu governo vai trazer proteção e mais protagonismo para as mulheres — salientou.
A participação de Michelle no horário eleitoral ocorre após a reaproximação pública entre madrasta e enteado. Os dois haviam rompido relações em meio a uma disputa que incluiu a divulgação, pela ex-primeira-dama, de um vídeo no qual ela acusava Flávio de tê-la humilhado e maltratado.
A reconciliação começou a ganhar forma em 23 de julho, quando o senador publicou um vídeo em defesa da união da direita e pediu desculpas a Michelle. Ela aceitou publicamente o pedido e sinalizou disposição para atuar ao lado do candidato na campanha.
O primeiro encontro presencial entre os dois após a crise ocorreu em 11 de agosto, quando gravaram juntos material eleitoral. Na ocasião, Michelle afirmou que ambos haviam “colocado uma pedra” sobre o atrito. A aproximação foi articulada em meio aos esforços para pacificar o Partido Liberal (PL) a poucos meses da eleição.
Flávio e Lula FA pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue numericamente na frente do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um eventual segundo turno da eleição presidencial. Segundo o levantamento, Flávio registra 47,2% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 46,8%. Brancos, nulos ou os que não sabem somam 6%.Na pesquisa divulgada em 10 de setembro, o candidato do Partido Liberal (PL) aparecia com 46,4% e o petista, com 46,2%. Quando são considerados apenas os votos válidos, Flávio venceria Lula no segundo turno por 50,2% a 49,8%.
os outros cenários testados, o atual presidente venceria todos os demais candidatos da oposição. Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 46,3% ante 43,7% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos, nulos ou não sabem somam 10,1%.
Na disputa com Ronaldo Caiado (PSD), o presidente venceria o ex-governador de Goiás por 46% contra 41,7%. Brancos, nulos ou não sabem somam 12,3%.
Quando o candidato da oposição é Augusto Cury (Avante), Lula seria reeleito por 45,6% a 37,8%. Brancos, nulos ou não sabem somam 16,6%.
Em uma disputa contra Renan Santos (Missão), Lula tem 46,1%, contra 29,7% do empresário. Brancos, nulos ou não sabem somam 24,2%.
A AtlasIntel ouviu 5.018 entrevistados, com 16 anos ou mais, pela internet, de 11 a 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.
Lula Foto: EFE /Andre BorgesA pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que a percepção de honestidade é negativa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os dados, 49% dos entrevistados afirmam que o petista não é um político honesto, enquanto 28% consideram o presidente honesto.A percepção de que Lula é honesto varia de acordo com o perfil dos entrevistados. O percentual chega a 45% no Nordeste, 34% entre pessoas com mais de 60 anos, 36% entre aqueles com ensino fundamental e 33% entre quem tem renda de até dois salários mínimos. Também há diferenças segundo religião e identificação política. Entre católicos, 32% acham Lula honesto, enquanto entre os lulistas esse índice é de 69%.
Já a percepção de que o presidente não é honesto alcança 61% no Sudeste, 55% entre entrevistados de 16 a 34 anos, 59% entre aqueles com ensino médio e 59% entre evangélicos. Na divisão por posicionamento político, a conclusão de que Lula não é honesto chega a 85% entre os entrevistados identificados como direita não aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na divisão por renda, a maior parcela que considera que Lula não é honesto está entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos e entre aqueles com renda superior a cinco salários: 54% em ambos os grupos.
O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O estudo foi contratado pela Globo e pelo jornal O Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Foto: Ricardo Stuckert / PRO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a pastores evangélicos brasileiros e dos Estados Unidos que a cor vermelha do Partido dos Trabalhadores (PT) é uma alusão ao sangue de Jesus Cristo, enquanto a barba que ele utiliza também é uma referência ao Filho de Deus. A fala ocorreu em uma reunião com os líderes religiosos nesta quarta-feira (16).– Passei anos tendo que explicar a cor da bandeira do meu partido; eu utilizava o sangue de Cristo como exemplo do vermelho da minha bandeira. Depois, questionaram a estrela do meu partido, e passei a vida inteira mostrando que os grandes navegadores da história da humanidade utilizavam a estrela como guia para atravessar os mares. Depois, passei a explicar a minha barba. Por que eu tinha barba? Eu falava que Jesus Cristo era barbudo – disse o presidente.
Durante a reunião com os pastores, Lula declarou que se recusa a falar de política em igrejas e que o tema deve ser tratado apenas nas ruas em comícios. O presidente afirmou que a religião é “sagrada” e que ele respeita as crenças de todos os brasileiros.
– Eu respeito muito o compromisso individual que cada pessoa tem com Deus. Então, não me convide para ir a uma [igreja] Assembleia fazer um comício que eu não vou. Não vou nem da católica, nem da evangélica. Eu respeito a fé das pessoas. Se eu quiser fazer política e comício, eu faço na rua, mas na igreja eu não faço – disse.
O petista voltou a dizer que ele é o ser humano ao qual Deus talvez tenha sido o mais generoso, citando a infância dele em Pernambuco, a ida para São Paulo e as vitórias dele para a Presidência da República.
Os gestos de aproximação de Lula aos evangélicos ocorrem enquanto as pesquisas de intenção de voto mostram um crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entre os evangélicos. Em um eventual segundo turno entre o grupo, 51% preferem Flávio enquanto 28% dizem que vão votar no petista.
A pesquisa Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de setembro A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03607/2026.
Cármen Lúcia Foto: reprodução/TV JustiçaA ministra Cármen Lúcia foi a última a se manifestar durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (15). A plenária tinha como objetivo inicial decidir se Alexandre de Moraes seria investigado por envolvimento com Daniel Vorcaro.Antes de anunciar seu voto sobre o caso, a magistrada se declarou profundamente triste e consternada com o cenário atual do STF. Além disso, Cármen Lúcia ressaltou que a Suprema Corte teria causado um “mal-estar” ao povo brasileiro.
— E eu estou nesta sessão, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, eu disse: “Eu estou triste”. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal-estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nestes últimos dias — declarou.
Lúcia também falou em vergonha pela ocasião e pelo fato de o principal assunto no país, a menos de 20 dias da eleição, ser o Judiciário e não o pleito.
— Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, num momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarem todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais em parte, com muita expressão e com questões graves mesmo, mas nós não garantimos o rigor e a serenidade — disse.
Além disso, Lúcia salientou que o STF não cumpriu seu papel e passou insegurança para todos os cidadãos.
— O Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo. E nós geramos intranquilidade, acho, e esta é a minha percepção. Acho que nós mesmos neste Supremo inebriamos o sentimento de justiça da cidadania brasileira nestes últimos dias — ressaltou.
Mostrando-se culpada por fazer parte deste momento delicado do Supremo, Cármen Lúcia pediu desculpas ao colegiado e à população.
— Estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor em poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui — falou.
A sessão, que perdurou por todo o dia, terminou com o placar de 4 a 3 para manter os julgamentos de Alexandre de Moraes e André Mendonça separados. Edson Fachin (presidente e relator), André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para unificar. Flávio Dino pediu vista.
Nesta terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) terminou com 4 votos contrários à reunião dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça e 3 votos favoráveis. O presidente da Corte, Edson Fachin, votou para manter os casos separados e foi acompanhado por Mendonça, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Flávio Dino, Cristiano Zanin, Moraes e Gilmar Mendes defenderam que os processos sejam analisados em conjunto. Dino anulou seu voto e pediu vistas no final da sessão. A proposta prevê que o julgamento unificado ocorra no dia 23. Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedido e suspeito,
Durante a sessão, Dino pediu vista do processo e interrompeu a análise da questão. Ele afirmou que os ministros não teriam condições de continuar a deliberação diante do clima no plenário.
– Tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda – declarou Dino.
A divisão dos votos ocorreu após Mendonça concluir sua manifestação. O ministro rejeitou a ideia de que os dois processos tenham a mesma base factual e afirmou que as referências a ele surgiram de um suposto relatório de inteligência.
– Entendo não haver as mesmas bases fáticas, como foram referidas aqui. O que há em relação a mim foi um suposto relatório de inteligência que a própria imprensa divulga como fake (…) de uma PF paralela. Então, o que há, na verdade, é um documento ilegal e o próprio documento fala que não tem valor probatório (…) Então, não são coisas comparáveis – afirmou.
Moraes, por outro lado, sustentou que os debates no plenário reforçam a necessidade de uma análise conjunta. O ministro também contestou a existência de mensagens no celular de Vorcaro relacionadas ao caso.
– Não há no celular apreendido nenhuma mensagem – disse Moraes.
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (15) uma sessão para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que seriam endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes.
A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à discussão sobre a forma como o relatório foi produzido e sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Moraes.
O documento foi elaborado pela Polícia Federal a pedido do ministro André Mendonça, que atua como relator de investigações relacionadas ao Banco Master. Moraes apresentou uma defesa ao STF e classificou a apuração como ilegal.
Alexandre de Moraes e André Mendonça Fotos: EFE/ Andre Borges e Carlos Moura/SCO/STF
O ministro André Mendonça rebateu as falas de Alexandre de Moraes, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a liberação de dados relacionados ao caso Master. Mendonça diz que disponibilizou todos os elementos que estavam disponíveis, de acordo com a solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.
O relator do inquérito que apura as ações de Daniel Vorcaro disse ainda que as únicas restrições são relacionadas a dados pessoais.
— A partir de uma análise prudente e responsável, considerando a existência de investigações em andamento e a necessidade de zelar pela preservação de dados pessoais das pessoas investigadas. (…) Jamais se poderia publicizar a ‘totalidade dos procedimentos contidos ou relacionados — declarou.
A Procuradoria-Geral da República solicitou a Edson Fachin, a retirada total do sigilo sobre o caso. A instituição argumenta que a divulgação parcial dos materiais pode gerar uma percepção errada sobre a real transparência do processo.
O documento enviado ao tribunal foi assinado pelo vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand Filho, que atuará junto com Paulo Gonet. A entidade aponta que o relator, André Mendonça, omitiu na listagem parte considerável dos autos centrais da Operação Compliance Zero.
— Fato que pode induzir à ideia equivocada de que a transparência perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último — advertiu a procuradoria.
Os ministros Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes enviaram ofícios a Edson Fachin cobrando um acesso estendido aos autos digitais do Caso Master. Zanin solicitou a liberação de uma mídia específica, que foi classificada como material fundamental para as análises da corte na semana.
Por sua vez, Moraes defendeu a retirada completa do sigilo e criticou a postura do colega de tribunal. O magistrado descreveu a ação de Mendonça como uma liberação seletiva de informações, apontando que exatos 180 arquivos digitais foram excluídos do conjunto disponibilizado.
De acordo com Moraes, essa ausência de documentos prejudica a análise integral dos fatos no tribunal. Ele ainda requereu o julgamento conjunto de duas petições: a primeira sobre mensagens trocadas com Daniel Vorcaro e a segunda reunindo relatórios sobre a atuação de Mendonça.
Miro Teixeira Foto: Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Nesta quarta-feira (12), o ex-deputado federal e ex-ministro Miro Teixeira disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem “momentaneamente atuado como tribunal de exceção”. Ele deu declarações durante entrevista ao Poder360, de quem são as informações.
Ainda segundo Teixeira, o STF tem “agido em substituição a outras instâncias”. Ele se manifestou a respeito da ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou busca e apreensão contra uma fonte jornalística no Maranhão.
Moraes autorizou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão, após a Polícia Federal (PF) apontá-lo como a principal fonte do jornalista independente Luís Pablo em reportagens publicadas no fim do ano passado.
As matérias em questão revelaram que a família do ministro Flávio Dino usava carros do Tribunal de Justiça do Maranhão e que até mesmo o combustível dos veículos era pago com verbas públicas locais.
Luís Pablo foi acusado de perseguição e incluído no inquérito das fake news. Ele se pronunciou nesta terça, após a decisão de Moraes contra Raimundo Cutrim. Em vídeo nas redes sociais, o jornalista destacou que o foco da investigação deveria estar nas informações que ele revelou, e não em quem as levou até ele.
Para Miro Teixeira, o STF utilizou meios ilícitos ao ordenar busca e apreensão contra Cutrim que, de acordo com a Polícia Federal, é fonte do jornalista Luís Pablo, responsável pelo Blog do Luís Pablo.
Teixeira, de 81 anos, atuou como deputado federal por 11 mandatos e ministro das Comunicações no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
:Moraes autorizou nesta terça-feira (11) uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão, após a Polícia Federal (PF) apontá-lo como a principal fonte do jornalista independente Luís Pablo em reportagens publicadas no fim do ano passado.
As matérias em questão revelaram que a família do ministro Flávio Dino usava carros do Tribunal de Justiça do Maranhão e que até mesmo o combustível dos veículos era pago com verbas públicas locais.
Luís Pablo foi acusado de perseguição e incluído no inquérito das fake news. Ele se pronunciou nesta terça, após a decisão de Moraes contra Raimundo Cutrim. Em vídeo nas redes sociais, o jornalista destacou que o foco da investigação deveria estar nas informações que ele revelou, e não em quem as levou até ele.
Para Miro Teixeira, o STF utilizou meios ilícitos ao ordenar busca e apreensão contra Cutrim que, de acordo com a Polícia Federal, é fonte do jornalista Luís Pablo, responsável pelo Blog do Luís Pablo.
Teixeira, de 81 anos, atuou como deputado federal por 11 mandatos e ministro das Comunicações no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).