Jair Bolsonaro em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada Foto: EFE/Joédson Alves
Ao chegar na Bandeirantes na noite deste domingo (16), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), lamentou a fake news que criaram contra ele acusando-o de pedofilia por uma declaração feita em um podcast na última sexta-feira (14).
– Bem, vocês sabem nas últimas 24 horas foram as mais terríveis da minha vida uma acusação infame, sórdida de pedofilia potencializada pela Gleisi Hoffmann, presidente do PT, tentaram me atingir naquilo que é mais sagrado pra mim a defesa da família e das crianças (…) A minha indignação não tem tamanho – declarou.
O Partido dos Trabalhadores tem usado trechos da live para insinuar que Bolsonaro tinha interesse sexual em meninas venezuelanas que ele visitou. O que não é verdade.
Sobre esse conteúdo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mandou retirar do ar os vídeos manipulados.
Bolsonaro ao lado de Pablo Marçal Foto: Reprodução/Redes Sociais
De olho no eleitorado que ainda não sabe em quem votar para presidente no segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL), ao lado do influenciador Pablo Marçal – que tentou ser candidato a presidente neste ano -, lançou nesta quinta-feira (13) uma série de “missões” para treinar influenciadores digitais a “contornar objeções” contra Bolsonaro.
As “missões” da primeira semana possuem ações como incluir a bandeira do Brasil na foto de perfil e criar um grupo de WhatsApp para combinar ações com pessoas que têm simpatia por Bolsonaro. Também há atividades como montar um comitê de campanha doméstico para divulgar materiais de comunicação e identificar indecisos para convencê-los a votar em Bolsonaro.
A campanha convocou apoiadores a se inscreverem na “missão influenciadores” nesta semana. Para participar, o usuário de redes sociais precisou preencher um formulário com nome, número de celular, conta no Instagram e quantidade de seguidores no aplicativo.
Ao aceitar os termos de participação, que inclui o “recebimento de informações de natureza político-eleitoral”, o usuário recebeu um link de um canal no Telegram, que até o fechamento desta reportagem, já atingia 92 mil inscritos.
Em uma live exclusiva a esse público conduzida pelo empresário impedido a se candidatar à Presidência, Pablo Marçal, Bolsonaro convocou as pessoas a participarem do treinamento para rebater ataques de opositores nas redes sociais.
Segundo Marçal, um material sobre “contorno de objeções” será enviado para os influenciadores estudarem. O empresário disse que o conteúdo estruturado em “missões” ajudará o influenciador a argumentar contra ataques sofridos por Bolsonaro.
– A gente vai abrir essa campanha para você virar um influenciador oficial. A gente está recebendo um ataque poderoso, uma rede de mentiras contra nosso presidente – disse Marçal.
Bolsonaro deixou a live mais cedo para participar de outra agenda. Ele falou brevemente sobre alguns temas como o uso de cartão corporativo na tentativa de mostrar o tipo de argumentação que os influenciadores devem usar.
– Vocês sabem o que está acontecendo. Temos uma data marcada onde decidiremos o futuro do Brasil. O que tem contra a gente: narrativas e mentiras – completou.
Ana Nóbrega, Xuxa Meneghel e Eyshila Foto: Divulgação e AGNews
As cantoras evangélicas Eyshila e Ana Nóbrega saíram em defesa da senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) e usaram as redes sociais da apresentadora Xuxa para criticar sua postura em relação às denúncias sobre exploração sexual de menores no Pará.
A Rainha dos Baixinhos divulgou uma petição online pela cassação de Damares, após ela expor esquemas horríveis nos quais crianças são exploradas sexualmente e uma rede de pedofilia infantil que violenta bebês recém-nascidos.
Eyshila teve coragem para deixar uma mensagem para a apresentadora e criticá-la por se colocar contra as crianças.
– Você é a contradição em pessoa. Não está interessada nos “baixinhos”. Por que não propõe um abaixo assinado pra investigarem o abuso dessas crianças? – questionou a cantora.
Ana Nóbrega também se posicionou e foi na mesma publicação deixar sua mensagem para a ex-apresentadora infantil.
– Se eu pudesse me arrepender de já ter tido alguém como inspiração, essa pessoa seria você. O que estão fazendo com a Damares Alves é inaceitável. Ela sim tem defendido as nossas crianças – escreveu.
Damares Alves tem sofrido uma série de ataques de artistas e ativistas de esquerda. Até o momento, nenhum deles se levantou para cobrar investigação das denúncias feitas ou propor ações para salvar as crianças da Ilha de Marajó.
Enquanto isso, surgem vários vídeos, reportagens e até mesmo materiais de uma comissão parlamentar de inquérito que descobriu que entre os anos de 2005 e 2009, cerca de 100 mil crianças paraenses sofreram abuso, violência ou exploração sexual.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (13), por unanimidade, referendar a decisão do ministro Paulo Tarso Sanseverino que proibiu a campanha do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de acusar o presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) de “canibalismo”.
A campanha de Lula veiculou, na propaganda eleitoral gratuita, trecho de um vídeo antigo de Bolsonaro dizendo, em entrevista ao jornal The New York Times, que “comeria um índio sem problema nenhum”. No vídeo, Bolsonaro relata suposta experiência em uma aldeia indígena. Disse que “é a cultura deles” e que só não comeu carne humana, porque ninguém que estava na comitiva quis acompanhá-lo.
Sanseverino entendeu que as falas de Bolsonaro, feitas quando ele era deputado federal, foram retiradas de contexto para sugerir que o candidato consumiria carne humana em qualquer situação. Após a concessão da liminar, em 8 de outubro, Lula reclamou da decisão e disse que a propaganda veiculada por sua campanha “não é fake news”.
Ex-ministro Sergio Moro Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares
Nesta quinta-feira (13), o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) usou as redes sociais para criticar o ex-presidente Lula (PT). Moro compartilhou o trecho de uma entrevista que o petista concedeu à TV Democracia, em agosto de 2020.
No vídeo, Lula disse que não deixaria Moro “quieto” e que o ex-juiz teria que “tomar remédio tarja preta para dormir”.
Para Moro, as declarações são uma “demonstração clara do ódio que Lula tem da verdade e da Justiça”.
– Demonstração clara do ódio que Lula tem da verdade e da Justiça. O figurino atual da “frente democrática” não convence. As ameaças não vão me intimidar. O Brasil é muito maior do que a corrupção dos Governos do PT. Sou contra o Lula e seu projeto de poder – comentou o ex-juiz da Lava Jato.
Eleito senador pelo estado do Paraná, Moro declarou que irá apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais.
Lula durante ato no Complexo do Alemão Foto: EFE/ André Coelho
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para se manifestar a respeito de um boné que o ex-presidente Lula (PT) usou durante ato na Zona Norte do Rio de Janeiro, na quarta-feira (12). O petista teve um encontro com lideranças comunitárias da capital fluminense, antes de iniciar passeio pelo Complexo do Alemão.
No ato, Lula usou um boné com as iniciais CPX. No Twitter, Flávio Bolsonaro postou fotos do petista e questionou se as letras indicam uma ” coincidência de simpatia pelo tráfico de drogas”.
– Mais uma coincidência de simpatia pelo tráfico de drogas? – perguntou.
O senador publicou fotos de pessoas e armas do tráfico com as iniciais CPX. No entanto, petistas disseram nas redes sociais que CPX é uma abreviação de Complexo [do Alemão], local visitado por Lula.
Uma das obras levadas foi Sol Poente, de Tarsila do Amaral Foto: Reprodução/Polícia Civil do RJ
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que Jacqueline Stanesco, uma das falsas videntes presas por suspeita de aplicar um golpe na viúva de um dos maiores colecionadores de arte do país, seja colocada em prisão domiciliar. A mulher, que havia sido presa no dia 10 de agosto, deixou o Instituto Santo Expedito, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta quarta-feira (12).
A decisão de soltar Jacqueline foi tomada pela juíza Catarina Cinelli Vocos Camargo, da 23ª Vara Criminal, que acolheu um pedido da defesa. De acordo com os representantes de Jacqueline, ela estava com problemas de saúde na cadeia e precisava de cuidados.
– Tais preocupações foram corroboradas, ao menos em parte, pelo relatório, o qual aponta a hipótese diagnóstica de ansiedade generalizada, tendo havido, inclusive, a necessidade de ser medicada com “diazepan 5 mg”. Ainda, houve encaminhamento da ré para grupo de diabetes, psicologia e psiquiatria. Assim, restou evidenciada a presença de comorbidade física (diabetes) e a necessidade de cuidados especiais na área de saúde mental – declarou a juíza.
A magistrada determinou ainda que Jacqueline seja proibida de se aproximar da vítima dos golpes, Geneviève Boghici, de 82 anos. Além disso, Stanesco não poderá deixar sua residência sem a autorização judicial e deverá entregar seu passaporte em até 24 horas.
De acordo com a Polícia Civil, Jacqueline Stanesco e outras seis pessoas de uma mesma família são suspeitas de praticar os crimes de associação criminosa, estelionato, extorsão, roubo e cárcere privado contra a idosa. Ao todo, quatro pessoas foram detidas e duas seguem foragidas – o sétimo envolvido morreu.
A prima de Jacqueline, Rosa Stanesco Nicolau, que se passava por vidente, o filho Gabriel Nicolau e Sabine Boghici, filha da idosa vítima do golpe, tiveram a prisão mantida. No entendimento da Justiça, a medida era necessária para a continuidade da investigação.
RELEMBRE O CASO A francesa Geneviève Boghici é viúva do marchand Jean Boghici, que morreu em 2015. De acordo com as investigações, o golpe contra ela teria começado em janeiro de 2020, quando a idosa foi abordada por uma suposta cartomante que se apresentou como Diana.
Na ocasião, a mulher teria dito que a filha de Geneviève, Sabine Boghici, estava doente e morreria dentro de pouco tempo. Aproveitando-se das crenças da senhora, a mulher a convenceu a investir em tratamentos espirituais para salvar Sabine. Oito pagamentos foram feitos entre 22 de janeiro até 5 de fevereiro, somando R$ 5 milhões.
Durante esse período, Sabine isolou Geneviève de pessoas próximas e demitiu os funcionários. Desconfiada da filha, a francesa decidiu suspender os pagamentos. A partir de então, Sabine passou a ameaçar a mãe de morte e a agredi-la. Ao longo do isolamento causado pela pandemia da Covid-19, os abusos ficaram mais recorrentes, e Geneviève foi proibida até mesmo de usar o telefone.
Nesse tempo, a filha da francesa recebia visitas de outra suposta vidente envolvida no golpe, Rosa Stanesco Nicolau, também conhecida como Mãe Valéria de Oxossi. Por diversas vezes, Sabine ameaçava a mãe com facas, e Rosa mandava matá-la caso não fossem realizadas transferências bancárias.
Ao todo, foram realizadas 39 pagamentos à quadrilha liderada por Sabine, além dos bens que foram levados da casa da francesa, sob a alegação de que eles estavam amaldiçoados e precisavam ser benzidos. Entre as peças furtadas estavam 16 obras de arte milionárias, de autoria de Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Antônio Dias, Michel Macreau, entre outros artistas. No total, Geneviève sofreu um prejuízo estimado de R$ 725 milhões entre pagamentos sob extorsão e quadros roubados.
O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, defendeu nesta quarta-feira (12), que os fiéis devem ter uma “identidade religiosa” ao ser questionado sobre eventual uso político-eleitoral das celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), sendo que ele participou da celebração em anos anteriores.
O chefe do Executivo deve participar da missa das 14h na Basílica, conforme agenda divulgada pela equipe de seu candidato ao governo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e, mais tarde, de uma oração do terço.
– Eu não posso julgar as pessoas, mas nós precisamos ter uma identidade de religiosa. Ou somos evangélicos ou somos católicos Então, nós precisamos ser fiéis à nossa identidade católica. Mas, seja qual for a intenção, [Bolsonaro] vai ser bem recebido, pois é o nosso presidente – afirmou Dom Orlando a jornalistas nesta manhã, antes da chegada do presidente.
Dom Orlando Brandes também disse que é importante distinguir a ideologia da verdade.
– Nós temos um compromisso ético com a verdade. A verdade na política, mas a política caminha muito pelos caminhos ideológicos, que são caminhos de grupos e interesses pessoais – afirmou.
Ele ainda incentivou as pessoas a votarem e disse que é preciso “acolher aquele que for eleito com o voto e o poder do povo”.
A missa solene da manhã teve a presença do ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e do candidato eleito para o Senado, Marcos Pontes (PL). Aparecida recebe cerca de 120 mil fiéis nas celebrações deste feriado, que retornam com mais força após dois anos de restrições motivadas pela pandemia
Mais cedo, durante a homilia, Dom Orlando pediu prioridade dos fiéis para enfrentar o “dragão do ódio e da mentira”.
JN denunciou exploração sexual no Marajó em 2015 Foto: Reprodução/TV Globo
A exploração sexual de crianças e adolescentes foi bastante discutida, nos últimos dias, em função de declarações da ex-ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, eleita senadora pelo Distrito Federal nestas eleições, Damares Alves (Republicanos). No último dia 8, durante um culto na Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia (GO), Damares fez revelações chocantes sobre diversos crimes e abusos praticados contra crianças e que foram descobertos em sua gestão.
A ex-ministra foi bastante criticada por alguns famosos, e o Ministério Público Federal do Pará (MPF) pediu informações ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sobre os crimes sexuais contra crianças que foram narrados por ela.
O colunista do UOL, Walter Casagrande, publicou um texto, na terça-feira (11), defendendo que Damares “precisa ser impedida e punida”. No artigo, ele apontou que o que a ex-ministra disse, “claramente, são mentiras cruéis, usadas para manipular a cabeça das pessoas”.
A apresentadora Xuxa Meneghel manifestou apoio a uma campanha que pede a cassação da senadora eleita. Nas redes sociais, a Rainha dos Baixinhos compartilhou um abaixo-assinado contra Damares. No texto da campanha endossada por Xuxa, os organizadores lembram da declaração feita pela ex-ministra no último sábado (8), na Assembleia de Deus Ministério Fama, em Goiânia, a respeito do tráfico de crianças com fins sexuais, e acusam Damares de ter prevaricado ou mentido aos eleitores.
Na terça-feira, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) emitiu nota a respeito de declarações dadas pela ex-ministra da pasta, Damares Alves (Republicanos-DF). O texto aponta que as informações de Damares foram baseadas em numerosos inquéritos instaurados para apurar uma série de “fatos gravíssimos” praticados contra crianças e adolescentes.
Em um dos momentos de sua fala, Damares relatou uma descoberta da pasta de que crianças entre 3 e 4 anos de idade estavam sendo traficadas para outros países a partir da Ilha de Marajó, no Pará, e que elas tinham seus dentes arrancados para que praticassem sexo oral nos abusadores.
– Fomos para a Ilha de Marajó e lá nós descobrimos que as nossas crianças estavam sendo traficadas por lá (…). Nós temos imagens de crianças nossas, brasileiras, de 4 anos, 3 anos, que quando cruzam as fronteiras, sequestradas, os seus dentinhos são arrancados para elas não morderem na hora do sexo oral. Nós descobrimos que essas crianças comem comida pastosa, para o intestino ficar livre para a hora do sexo anal – denunciou Damares.
A exploração sexual de menores na Ilha do Marajó (PA) já havia sido denunciada, em 2015, pelo bispo Dom José Luiz Azcona. Em entrevista ao Jornal Nacional, da Globo, ele não deu os mesmos detalhes que Damares, mas fez um breve relato do quadro.
Telejornal ouviu relatos do bispo Dom José Luiz Azcona Foto: Reprodução/TV Globo
– Uma mãe levava uma menina de 10 anos para uma dessas balsas, meninas que se chamam ‘balseiras’ no jargão normal. R$ 2,40 e um pequeno balde com vísceras de porco ou de boi, isso é que vale uma menina em algumas regiões do Marajó – denunciou Dom José.