A influenciadora Thais Carla quer ser indenizada por uso indevido de sua imagem por parte do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A defesa deve pedir R$ 52.080. As informações são do G1.
A polêmica começou no último sábado (4), quando o deputado comentou a respeito de uma foto em que Thais Carla, que é obesa, está fantasiada de Globeleza. Na legenda, o parlamentar comentou: “Tiraram a beleza e ficou só o Globo”.
A foto em que Thais aparece com uma pintura corporal também foi publicada no último sábado.
Após receber críticas, Ferreira ironizou a situação. Ele publicando uma foto adulterada em que aparece bochechudo, com a legenda: “Pronto, agora tenho lugar de fala”.
Segundo as advogadas Ives Bittencourt e Janaína Abreu, que representam Thais Carla, “estar ocupando o cargo de deputado federal não autoriza o político a violar a legislação vigente no país”.
– Estar ocupando o cargo de deputado federal não autoriza o político a violar a legislação vigente no país. Como especialistas em direito de imagem e em crimes cibernéticos, destacamos que a liberdade de expressão não é absoluta. Sendo assim, entendemos que o sr. Nikolas Ferreira violou, para além da imagem, a honra da nossa cliente – disseram.
Elas acreditam que processos contra esse tipo de comentário são importantes para combater a gordofobia.
– Ações como essas são fundamentais para reestabelecer a dignidade da população gorda do Brasil, que ainda em 2023, segue invisibilizada e marginalizada em todas suas esferas.
Cogitada recentemente como um possível nome da direita brasileira para alçar a Presidência da República em 2026, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tratou de mandar um “recado” à oposição, descartando a possibilidade.
Por meio dos stories de seu perfil no Instagram, Michelle disse não pretender nenhum cargo eletivo.
– Oposição, fiquem tranquilos. Eu não tenho nenhuma intenção de vir candidata a nenhum cargo eletivo – escreveu nesta segunda-feira (6).
Em entrevista à CNN Brasil no final de janeiro, o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, falou sobre a possibilidade. Ele destacou que Michelle mostrou grande força política durante a campanha presidencial de 2022. A ex-primeira-dama esteve bastante ativa na busca por votos para o esposo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e se destacou pelo engajamento que possui nas redes sociais.
Na última semana, surgiram acusações de que Michelle estaria envolvida em um esquema de “caixa 2”. Ela usou suas mídias sociais, nesta sexta (3), para se manifestar sobre o ocorrido e se defender.
A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, compartilhou, nesta sexta-feira (27), que estava no processo de mudança em um espaço com muitas caixas de papelão onde estão guardados os pertences da família.
A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao Brasil esta semana após quase um mês de férias nos Estados Unidos.
Michelle escreveu nos stories do Instagram para relatar seu sentimento de ter de ir para uma nova residência.
– Preguiça de mudança – escreveu ela que incluiu na publicação uma figurinha animada de uma criança triste.
A residência oficial da Presidência da República, o Palácio da Alvorada, onde a família Bolsonaro morou nos últimos quatro anos, foi desocupada antes da posse do novo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.
Michelle e Jair devem continuar em Brasília, em uma residência alugada pelo Partido Liberal.
Ministra Luciana Santos em evento da UNE Foto: Divulgação/UNE
Circula nas redes sociais vídeos da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participando, nesta quinta-feira (2), da Bienal de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado no Rio de Janeiro.
Durante sua fala, Santos fez questão de destacar que deputadas de outros países estavam participando do evento, entre elas uma aliada do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
– Quero saudar as deputadas que se fazem aqui presente, uma do Partido Comunista do Chile e a outra do Partido Socialista da Venezuela, da ampla coligação que dá sustentação a Maduro – apresentou a ministra, que também é presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Em seu discurso, Luciana Santos defendeu a autonomia brasileira e a soberania nacional por meio da Ciência e Tecnologia. Ela também prometeu que os valores das bolsas de estudos nessas áreas serão reajustados ainda no primeiro semestre.
A ministra de Lula também fez uma fala polêmica sobre a economia do país, sugerindo abaixar os juros.
– É preciso ter uma política de juros à altura dos desafios nacionais. O Banco Central tem que baixar a taxa Selic, e nós vamos ter que garantir isso nas ruas. Baixar juros para retomar o crescimento do país – defendeu.
A posição de Lula de não dar autonomia ao Banco Central (BC) em relação aos juros gera ainda mais desconforto no mercado já bastante apreensivo com o novo governo. O presidente chegou a dizer nesta quinta que a independência do BC é “bobagem”.
Procurador-geral da República Augusto Aras Foto: Agência Senado/Pedro França
A fim de atender cidadãos pertencentes aos grupos de LGBTQIAP+, o procurador-geral da república (PGR), Augusto Aras apresentou um parecer favorável para alterações no preenchimento de formulários de registros e documentos públicos do país. O documento sugere que sejam removidos os campos “pai” e “mãe” no que se refere à filiação, propondo que os termos sejam alterados e substituídos por “filiação 1” e “filiação 2”.
Aras, que se apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana, disse que essa é uma medida que promove a dignidade humana.
– Famílias homotransparentais hão de receber a mesma proteção jurídica conferida às configurações familiares heteronormativas; inclusive, com designação adequada de gênero em documentos e formulários oficiais. O reconhecimento jurídico de diferentes conformações familiares é medida que promove a dignidade humana – justificou o procurador.
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) pede que formulários e bancos de dados públicos “respeitem a identidade de gênero dos genitores, contemplando a possibilidade de dupla parentalidade por pessoas do mesmo gênero”, e que seja declarado inconstitucional qualquer tipo de registro que não contemple essa demanda.
Desde novembro de 2021 o processo tramita no STF. O ministro do STF, Gilmar Mendes, é o parlamentar designado para o caso.
Randolfe Rodrigues e Wilker Leão Foto: Reprodução Youtube
O Youtuber Wilker Leão conseguiu recuperar o vídeo que ele gravava questionando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que, não gostando da abordagem, pegou o celular e cancelou a filmagem.
Leão perguntou sobre o posicionamento do parlamentar a respeito dos atos de 8 de janeiro. Rodrigues defendeu “cadeia para quem destruiu os símbolos da República”.
O youtuber então questionou sobre um requerimento de autoria do senador que propõe incluir no Código Penal o crime de “assédio ideológico”.
O senador não gostou da abordagem, tentou deixar o saguão pelo elevador, mas saiu do elevador e retirou o celular da mão do youtuber.
O caso aconteceu na quinta-feira (2) e se tornou viral nesta sexta (3) conforme o vídeo foi compartilhado pelas redes sociais.
Leão disse que chegou a ser algemado e levado para a polícia. Enquanto isso, Randolfe levou o aparelho celular para o seu gabinete, devolvendo depois.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou, nesta sexta-feira (3), abertura de investigação sobre a denúncia do senador Marcos do Val (Podemos-ES) acerca de uma possível articulação de golpe, que teria a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). Moraes deu ordem para que do Val preste novo depoimento à Polícia Federal (PF).
Moraes ressaltou as incoerências do depoimento do senador à PF, pois ele teria apresentado “uma quarta versão dos fatos por ele divulgados”, enfatizando que todas foram controversas e por essa razão se faz necessária a investigação sobre crimes de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação no andamento processual.
O senador Marcos do Val (Podemos-ES) concedeu entrevista à CNN, nesta sexta-feira (3), e acusou seu ex-assessor de influenciá-lo a depor à revista Veja, denunciando um esquema para tornar possível uma tentativa de golpe de Estado, envolvendo os nomes de Daniel Silveira (PTB-RJ), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O novo nome citado por do Val é o de Leonardo Caldas, ex-assessor de imprensa do senador, que assina a reportagem da Veja, onde é revelado um plano para golpe de Estado, capitaneado pelo ex-deputado Daniel Silveira, com ciência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com o parlamentar, o repórter gravou a entrevista de forma ilegal, quando não há autorização.
O nome do ministro Alexandre de Moraes, do STF, também faz parte do combo de denúncias e contradições de Marcos do Val, que chegou a dizer que pedirá o afastamento do ministro dos inquéritos sobre as manifestações radicais, em 8 de janeiro.
Nesta quinta-feira (2), o ex-vice-presidente e agora senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) comentou uma “revelação” feita mais cedo por Marcos do Val (Podemos-ES) sobre um suposto golpe envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Mourão, o conteúdo narrado por do Val não tem fundamento.
A declaração foi dada durante entrevista ao colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
– Ele falou uma coisa de manhã, outra no final da manhã, outra no início da tarde. Então não achei nada (…) Acho que não [tem nenhum fundamento] – ressaltou.
Na madrugada desta quinta, Marcos do Val chegou a dizer que o ex-deputado Daniel Silveira o teria chamado para conversar sobre “um assunto importante” com Jair Bolsonaro. De acordo com o primeiro relato, o senador teria sido convidado pelo próprio Bolsonaro para participar de um plano que representaria uma tentativa de golpe de Estado. A ideia era obter um áudio incriminador contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a manhã, no entanto, Marcos do Val mudou a versão e afirmou que o plano para gravar escondido uma conversa com Moraes teria sido ideia apenas de Daniel Silveira, como forma de incriminar e prender o ministro. Desta vez, Bolsonaro teria ficado em silêncio durante a conversa.
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o senador Davi Alcolumbre Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy
O grupo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ficou com todos os cargos de direção da Casa, em eleição realizada nesta quinta-feira (2), e isolou o bloco do senador Rogério Marinho (PL-RN), derrotado na disputa para a presidência do Senado. O resultado reforça o domínio da cúpula atual e a articulação do senador Davi Alcolumbre (União-AP), padrinho do presidente do Senado e principal cabo eleitoral da eleição.
Alcolumbre é criticado por adversários e colegas do próprio partido por concentrar poderes e até criar um “governo paralelo” em seu gabinete, dizendo quem fica com cargos, quem assume as comissões e quem leva as verbas do governo federal.
O grupo de Rogério Marinho teme ficar isolado após a derrota. Há dois anos, o PL e o ex-presidente Jair Bolsonaro apoiaram a eleição de Pacheco e ficaram com um cargo na Mesa do Senado, agora dominada pelo grupo que apoiou a reeleição do senador do PSD.
Pacheco foi eleito com 49 votos na noite de quarta (1), contra 32 de Rogério Marinho. Além disso, o PL havia ficado com a maior bancada do Senado após as eleições de outro, mas o PSD filiou novos integrantes e ficou com a liderança, somando 15 senadores. O PL tem 13.
Os demais cargos foram escolhidos em uma votação única, com 66 votos favoráveis, 12 contrários e duas abstenções, em uma votação secreta. A composição ficou a seguinte: primeiro vice-presidente – Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB); segundo vice-presidente – Rodrigo Cunha (União-AL), primeiro secretário – Rogério Carvalho (PT-SE), segundo secretário – Weverton Rocha (PDT-MA), terceiro secretário – Chico Rodrigues (PSB-RR); e quarto secretário – Styvenson Valentim (Pode-RN). Todos são aliados de Pacheco e Alcolumbre.
O PL tentou ficar com a segunda vice-presidência, posto que comandou nos últimos dois anos. O grupo lançou Wilder Morais (PL-GO) para disputar a vaga, mas abriu mão na última hora. Isolada, a tentativa da bancada é atrair colegas insatisfeitos com Alcolumbre e tentar um acordo para comandar comissões importantes da Casa.
A mais cobiçada é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), colegiado que Alcolumbre presidiu nos últimos dois anos.
O PL enfrentou uma crise interna e traições durante a eleição para a presidência do Senado. Romário (PL-RJ) anunciou voto em Rodrigo Pacheco. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, realizou uma “intervenção” no gabinete do senador durante a sessão de quarta e ordenou que ele votasse em Rogério Marinho.
O grupo, no entanto, calcula que o senador acabou mantendo o voto em Pacheco, olhando o placar da eleição.
O comando das comissões deve ser definido no próximo mês. O grupo de Pacheco se articula para presidir a CCJ com Davi Alcolumbre, a Comissão de Assuntos Econômicos com Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e a Comissão de Relações Exteriores (CRE) com Renan Calheiros (MDB-AL).
Com um bloco formado por PSD, União Brasil e MDB, a cúpula do Senado espera garantir as três comissões.
– Nesse momento, como sempre eu acredito, é a politica que resolve as coisas – afirmou o líder do PL no Senado, Flávio Bolsonaro (RJ), ao pedir um acordo pelos colegiados e anunciar que o partido estaria desistindo de concorrer a um cargo na Mesa.